sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz e feliz e feliz!!!!!


Esse final de ano não vou traçar metas
não vou desejar muitos desejos
não quero criar muitas expectativas
muito menos me agarrar com tudo no ano que vai nascer.

Hoje eu vou ser eu
vou ser feliz com todas as forças que posso
e vou brindar, comemorar, abraçar e chorar, caso aconteça
mas não vou ficar pensando no amanhã.

Amanhã é um novo dia sempre
sendo de um outro ano ou não
e o que preciso, de coração,
é que todos os novos dias sejam assim
carregados de novas energias e vindos de noites bem vividas.

Noites Felizes em 2012
Para todos nós.
Amém




sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vai pra Índia??? Não se esqueça de Hampi


Hampi foi assim uma coceira.
Das boas.
Não sabíamos se íamos até a véspera.
Dúvida, dúvida, dúvida até o "ah! já estamos lá, então vamos".
Ainda bem.
Porque ó, mesmo com a viagem ainda fervilhando na minha cabeça, sempre penso em Hampi como "o que mais gostei".
Hampi, ouvi de alguém, é alucinante.
Concordo.
Aliás, alucinante e impressionante cabem direitinho alí.



Hampi, pra começar é Patrimônio Mundial da Unesco.
Trata-se da capital medieval do império Hindu Vijayanagara, que governou a Índia entre os séculos XIV e XVI.
Está localizada no estado de Karnataka, a 350 km ao norte de Bangalore.
E lá estão mais de 500 monumentos. É mesmo um verdadeiro museu a céu aberto.
São templos, palácios, mercados antigos, pavilhões reais, esculturas gigantescas, muita coisa.
A paisagem em Hampi é de tirar o fôlego. E não só pelos templos ou construções feitas pelo homem, mas a natureza alí é linda, com colinas, vales e vegetação que se assemelha a nossa litorânea.


Passamos 24 horas em Hampi.
Aproveitamos a tarde do primeiro dia desbravando as ruínas mais próximas e ficamos muito bem acomodados na Ranjana Guest House.
Recomendo para quem fica bem em locais simples. Nosso quarto tinha tudo o que precisávamos. Lençóis limpos, banheiro e banho com água quente, além de uma vista bem legal.
Chegamos a Ranjana através do simpático Sagar, dono da Padma Guest House, que também nos foi muito bem recomendada, mas estava lotada.

Vista do terraço da Ranjana... bacaaaana

Sagar também nos arrumou um guia, o que foi uma boa.
Conseguimos visitar a cidade de forma mais ágil e ó, sem explicação teríamos perdido muito das maravilhas de Hampi.
Alí, a história local se mistura com a história do deuses e em certos momentos você não sabe se está ouvindo lendas, fatos históricos ou crenças.
E como a vida em Hampi acontece dentro das ruínas, você convive com o passado e com o presente de forma bem intensa.


Agora, imperdível é aproveitar o pôr e o nascer do sol em Hampi.
Canelas reclamaram um pouco do sobe e desce nas rochas, mas o coração, os olhos e a mente vão me agradecer eternamente pela experiência.

sunset

sunrise
Outra experiência louca e deliciosa foi navegar num cesto.
Explico.
Hampi recebe dois rios que se cruzam em volta de uma ilha, onde está o famoso Templo dos Macacos, o qual, já aviso, não visitei por ser covarde. Fugi de encarar os quase 600 degraus de pedra, no montanhão, pra conhecer o lugar.
Mas cheguei perto, navegando num kóreca (certeza que não é assim que se escreve, mas foi assim que nosso capitão nos explicou o nome).
Ah, o capitão? Uma graça.

Nosso capitão e eu, no medidnho de virar o cesto....

E que se come em Hampi???
Hummm... Até restaurante de comida italiana ouvi dizer que havia por lá, mas eu queria mesmo era sentir os sabores indianos todos.
Duas dicas bem legais:
Almoçamos no Mango Tree. Ótimo lugar, ótima comida e uma vista de cair o queixo.
E ó, foi lá que tivemos nossa primeira experiência gatronômica indiana, foi lá que mastiquei a minha primeira pimenta inteira (tá, foi sem querer porque achei que era uma vagem) e que comi um arroz doce delícia de tudo.

Veggie Biryani
A 1ª samosa a gente nunca esquece...
e não conta pra ninguém que tinha Nutella no meu arroz doce, tá?

Além do Mango fizemos uma jantinha muito boa no Chill Out. Um restaurante meio bar, cujo cardápio oferece de um tudo e fica lotadinho de jovens descolados.

Aviso aos navegantes 1: Não estranhem pousadas que anunciem ter energia elétrica 24 horas ou sites que recomendem levar lanterna na bagagem.
Acontece.
E funciona.
Na noite que passamos lá voltamos pra guest house no escurão, usando lanterninha que foi super companheira e foi tudo lindo.
Sem perigo ou stress.
Ah! A Ranjana tem gerador, minha gente!
Aviso aos navegantes 2: Macacos são uma fofura, mas nada simpáticos. Não alimente nem invada o espaço deles, certo?


Aviso aos navegantes 3: Elefantes podem te abençoar sim, ainda mais se tiver o nome de Lakshimi, a Deusa do Dinheiro...


O Viajando na Maternidade recomenda: HAMPI VALE MUITO A PENA.

Informações sobre to-dos os pontos turísticos de Hampi aqui ó.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Índia e o Isaac



E daí que você perguntou, né Lu?!
Logo pra quem?
Pra pitaqueira aqui.
E eu respondo.
Eu tinha mesmo planejado mentamente um post sobre o Isaac no meio dessa coisa toda, ia deixar pra depois, mas tá valendo.

Não.
Isaac não foi com a gente.
Explico.
Eu bem que pensei em levá-lo.
Sabia que ele ia adorar muito do que a gente viu por lá.
Sofri horrores decidindo e sofri mais ainda de saudade.
Mas levar uma criança de 3 anos de idade pra Índia, hoje tenho certeza, que isso sim seria uma loucura.
Das maiores.
Vamos lá pros meus motivos:

- É longe pacas. Trinta TRINTA e poucas horas de vôo. Com escala. E nós fizemos duas.
- Roteiro pinga-pinga com várias viagenzinhas (ou viagenzonas já que o trânsito nas rodovias é caótico) pelo meio.
- Um tempo seco que aniquilaria com qualquer renitizento.
E o principal, as questões de saúde, pelas quais toda mãe é neurótica:
(Atenção! Não estou falando que a Índia é um país sujo, só que é tudo muito diferente. São outros costumes, portanto, situações super diferentes e tudo que elas envolvem, ok?)
- Já fomos pra lá avisados de que a água do banho ou da torneira não deveriam nem de longe passar perto do nosso organismo, ou seja, vai falar pra uma criança de 3 anos que ela não pode tomar água do chuveiro...
- A comida é uma delícia, mas muuuito diferente. Pensei mesmo que Isaac aceitaria ser alimentado com curry, pimenta e outras tantas especiarias, mas ainda bem que voltei a realidade a tempo... Lemos e ouvimos muito que a melhor alimentação por lá, pras crianças estrangeiras, são as de hotéis com mais estrutura, o que definitivamente não estava nem em nossos orçamentos tão pouco em nossos planos.
- A vacinas todas que tomei (foram 8!!!), pensando nas doenças que poderia estar exposta durante a viagem. O consulado indiano pede a febre amarela, mas após consulta com um Médico do Viajante (aliás, coisa que recomendo muito) vimos que era preciso estar prevenido para várias outras tantas coisitas.

Deu, né?
Filhote ficou.
E ficou bem como sempre.
Quem não ficou fui eu, que morri de culpa e saudade. Que desejava fortemente um sistema de teletransporte cada vez que via um macaco, um elefante, um camelo ou ouvia uma música diferente.

Tá.
Mas como mãe que sou.
Mesmo sem filhote alí, reparei e muito nas crianças.
E ó que em certos lugares eu nem as via?
Principalmente as da idade do filhote.
No começo estranhei.
Não vi grávidas e dei muitas vezes Graças a Deus por não ver carrinhos de bebê, já que as calçadas são raras e quando existem, são uma loucura cheia de degraus e buracos.
E além dos bebês que vi nas ruas, sem fralda nem nada, confundidos com a poeira do chão ou enrolados nos saris das mães, percebi as crianças de idade escolar, já crescidinhas, uniformizadas e bem simpáticas.
Cumprimentavam a gente, todas risonhas.
E as de 3 anos?
Boa pergunta.
Parece que se dá um salto dos 6 meses aos 6 anos de idade.
Certeza que há uma explicação cultural pra tudo isso, mas não tive contato próximo com nenhuma mãe indiana.
(Tenho que pesquisar, pois fiquei extremamente curiosa. E se achar, certo que divido, ok?)
Mas o máximo, em relação às crianças, é que em quase todos os pontos turísticos que visitamos havia excurssões escolares.
Tem coisa mais linda que ver os pequenos desfrutando daquilo que é deles? Aprendendo bem alí? Incentivados pela professora?
Delícia de ver.
Mais delícia ainda de admirar as imensas escolas públicas, conservadas.
As crianças uniformizadas, alegres.
Prontas para serem novos geniozinhos. Foi a sensação que tive.
Mas foi só.


Lógico que também quase morri de susto e desespero a cada bebê pendurado em uma moto (que lá é tipo utilitário que carrega até 5 pessoas ao mesmo tempo) ou viajando tranquilo quase do lado de fora de um tuc-tuc lotado.
Ou um rickshaw-perua-escolar, que puxado por um senhorzinho, carregava umas 20 crianças pelas ruas estreitas.
Isso vi de monte.
E passado o susto até imaginei Isaac enrolado num sari ou dando risada com as buzinas todas.

Mas ó, Lu, não levei e não me arrependo.
Acho que teria surtado com o primeiro rolar no poeirão do Isaac, certeza que sim.
Ele vai quando crescer (se quiser, claro) e aproveita assim como eu.

Bjo

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Índia e eu

Sim.
Eu fui a Índia.
E sabe de uma coisa?
A Índia ainda está em mim. Veio comigo.
Ir à Índia é uma experiência intensa.
Tudo é intenso.
Os cheiros, os sabores, os olhares, as cores.
E a Índia te agarra.
Te surpreende.
Vou contar.
Dias antes da gente sair de viagem, eu e maridex trocamos por infinitas vezes o seguinte diálogo:

- Amor! Nós vamos pra Índia!

- Que loucura, não?

E foi.
Uma loucura.
Uma loucura boa. Um tanto cansativa também, mas especial ao extremo.
Fui de mente e corações bem abertos.
Cheguei lá com uma vontade grande de não ter muitas opções, a não ser as que a Índia me oferecesse.
E assim foi.
Feliz, mágico, cheio de admiração.
E foi tão louco que hoje mesmo penso se fui mesmo.
Se aconteceu.
...

Sim, aconteceu.
Visitei lugares lindos e feios ao mesmo tempo.
Porque a Índia, meu bem, provoca em você a mais pura e simples contradição.
E o faz com maestria.
E se respirar bem fundo, logo em seu primeiro dia de Índia, aceita as tais contradições.
No segundo dia as buzinas não são mais tão altas.
No terceiro você se acostuma com o poeirão e passa a perceber que cor linda ele tem também.
No quarto dia, se permite ser mais um entre castas, cabras, carros, tuc-tucs, macacos, motos, camelôs, barraquinhas, templos, camelos, vacas, cachorros, corvos, gaviões, esquilos e gente.
Muita gente.
São 1,2 bilhão de pessoas.
Que são assim, organizadas e fazem tudo funcionar, num caos que brasileiro não imagina.
Se você acha que São Paulo é caótica, visite Old Delhi ou Agra ou Jaipur.
Enfrente o trânsito do rush em Delhi ou uma avenida em Bangalore e depois me diga.
E daí, como eu, entenda que caos está mesmo dentro da gente.
(não, não passei 10 dias sem falar, meditando num Ashram)
E que se você quiser, vai respirar fundo, tirar o sapato e não vai ter nojo de ser feliz.
E foi o que fiz.
...

Tínhamos um motivo pra ir.
Casamento de uma pessoa muito querida.
Mas tivemos inúmeras razões para a proveitar.
Desfrutar das intermináveis viagens, das longas distâncias e não falo só das físicas.
Por lá, o mundo muda.
E hoje, quando me perguntam das minhas férias respondo sem medo que foi em outro planeta.
Certeza que foi.
Se volto?
Acho que não nessa vida.
Mas esquecer a Índia.... nem nessa ou em nenhuma outra...



Para os queridos Sachin e Maria.
Muito obrigada...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O retorno

Tá.
Tô de volta.
Retomando meu relacionamento com o teclado e as tecnologias todas.
Mergulhada em e-mails não lidos, respondendo Feliz Natal como se ainda fosse ontem.
Ok.
Tô louquinha de vontade de postar minhas impressões sobre a India.
Porque a India, meu bem, fica empregnada em você.
Gruda como gruda o poeirão do final do dia em Delhi.
Encalacra como a música melosa dos trios culturais.
Toma conta de você assim como a primeira visão do Taj Mahal, de um Forte no meio do caminho ou de um sari brilhante.
Não sai da sua cabeça assim como não sai a buzinação louca e todos os uaus que disse alí.
Logo alí tão longe.
Mas hoje não dá.
Hoje eu tô é correndo atrás do prejuízo, de saber do tudo que perdi, de ter notícias dos queridos, dos bebês que nasceram, do tudo e de todos.
E ainda tenho meu débito em horas super coladas no Isaac.
E posso, né?

Até amanhã então.
Pra não ficar muito no suspense, só digo que me entreguei.
De corpo e alma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

a mãe que viaja

Conhecer lugares diferentes, culturas, povos...
Isso tudo é uma delícia de viver.
Sem dúvida.
Mas dentre todos os rostos, cheiros, idiomas e sabores que minhas férias tem oferecido, cá estou eu me entregando a um sentimento inédito.
Uma saudade louca.
Um aperto no peito tão intenso quanto inexplicável.
Já senti saudade sim, mas não como essa.
E estamos só no começo.


Ganesha me dê sabedoria e paciência.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Saldo da viagem

Por enquanto...

30 horas de vôo
saudade que nem cabe
01 patrimônio histórico cultural da Unesco
muito pé no chão
1 milhão de fotos
vários macaquinhos e
01 elefante

prometo que volto, viu?



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Corte de cabelo


Isaac tem o cabelo loiro, meio ruivo.
Mas grosso.
Bem grosso.
Então calorão bate por aqui e a cria já começa com o coça coça e também com as gotinhas escorregantes pela lateral do rosto.
Some a espessura da cabeleira a uma criança saudável e cheia de energia.
O que temos?
O bolso da cabeleireira recheado.
Ela agradece.
E daí que desde sempre Isaac adora a Tia Cortadora.
Vai lá, brinca, conversa, obedece.
E sai feliz, sempre de "coroa", que é como ele mesmo define os fios arrepiados com gel.
E então que ontem comuniquei que hoje era dia de cortar cabelo.
Armou-se um bico.
E pela primeira vez ele disse um sonoro "eu não quero".
Estranhei e questionei.

- É que meu cabelo está igual o do Peter Pan.

Expliquei sim que o raio do calor tropical é meio contra a cabeleira farta e desgrenhada do menino Terradonunquiano, mas nada.
Ele embicou e ensaiou umas lagriminhas.
Eu confesso. Adoro o estilo capilar do Peter Pan, e até eu mesma já pedi (várias vezes) o corte pra minha cabeleireira.
Mas aí, mesmo sem argumentos, insisti no calor e na higiene.
Nada.
O que fiz???
Apelei pro Tio Walt, né? Aquele cara sabia das coisas (é, mesmo autorizando um Capitão Gancho que fuma dois charutos ao mesmo tempo e fala "maldito", "miserável" e "idiota" como se fosse o must do vocabulário, mas tá valendo).

- João e Miguel não são super amigos do Peter???

- São.

- Agora lembra bem. O cabelinho deles é grande e suento ou é cortadinho lindinho?

- Cortadinho, mamãe.

- E tem outra, Isaac, se você deixar crescer, o Peter vai te confundir com a Wendy...

Tia Cortadora, nos espere pra esta tarde, ok?
Horário confirmadíssimo.

...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Lembranças finaldeanísticas

Sim, elas quebram nossas pernas.
Sim, elas acabam com nossos bolsos.
Sim, consomem paciência e criatividade.
Sim, todo ano acontecem.
E sim, ao meu ver são necessárias.
São elas!
As lembranças de final de ano.
Aí vocês pensam "é fácil pra ela que nada em dinheiro, criatividade e sabedoria..."
Ilusão.
Eu não nado em dinheiro, eu planejo.
E depois de ter filho, aprendi a planejar mais ainda.
Com tirania até.
Já a parte da criatividade e sabedoria....ahahahahah
Mas acontece que encarar essa época do ano, só muito bom humor.
E eu, que adoro complicar as coisas, dou uma super importância para dois itens básicos: ATENÇÃO e CARINHO.
Logo, os presentinhos de final de ano para os queridos que convivem com Isaac são indispensáveis.
Nos anos de berçário eu me afoguei numa quantidade infinita de berçaristas, tias e professorinhas.
Ano passado, lembro bem, foram 8 panetones.
OITO.
E aliás, panetone/chocotone/bolos/biscoitinhos que lembrem o Natal são ótimas pedidas.
Primeiro porque é difícil errar. Segundo que os preços ajudam.

ENTÃO VÃO AQUI UMAS DICAS!

- Já presenteei com panetone. Que dependendo de onde se compra dá pra encontrar promoções bem bacanas.
- Já distribuí saquinhos com biscoitinhos em forma de estrela, lacinho de fita e muito charme.
Aliás esse lance dos biscoitinhos é ainda melhor para aquelas dotadas de destreza manual. Dá pra fazer numa boa em casa e embalar de maneira carinhosa, até com um pequeno desenho feito pela cria.
Como eu não sou lá muito amiga do forno, comprei na padaria mesmo, embalei em saquinhos transparentes e caprichei na fita. Só pra dar uma personalizada coloquei cartãozinho com o nome de cada presenteado.
- Já dei bijuterias delicadas. Nesse caso, eu reparei bem no gosto das presenteadas e fiz questão de que todos os itens fossem bem semelhantes para não parecer que uma era mais querida que a outra. E ó, achei coisinhas lindas e de qualidade por preços bem bacanas.
- Esse ano serão caixas de chocolate decoradas para o Feliz 2012.
Como são só 4 (ufa...) professores e o tempo está mais curto que nunca, fui de tudo já pronto e só coloco os cartõezinhos mesmo.

MAIS DICAS AINDA...

Andei futucando na internet e encontrei coisas bem legais.
- A Dani, peruérrima, diz que faz brigadeiros muito bem. Pensei então numa caixinha com brigadeiros (o que é um ótimo presente pra mim) que podem ser confeitados com granulado normal ou estrelinhas, dourado e toda a sorte de produtinhos açucarados que se encontra por aí.
- Dessa dica pensei no meu tão querido brigadeiro de colher, em versão potinho, nham... Que fica lindo se colocado em vidrinho ou pote plástico (facilmente encontrados nas lojas de 1,99)
- O maridex da Rô, do Piscar e do MMqD, deu receita linda de cookies.
- Vasinhos de plantinhas cheirosas como hortelã e lavanda.
- A Cynthia, do Fala mãe, dá muitas dicas, inclusive uma que amei de encapar pranchetas com retalhos de tecidos floridos.

Enfim,
com criatividade, tempo, pressa, pronto ou feito em casa... o que vale é o carinho.

...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fazendo surpresa

Mais uma fase.
Passo por mais uma e venho aqui dividir.
Divido porque essa troca é que nos conforta, né?
E também pra eu não me sentir uma mãe ET de um filho alienígena.
E a fase?
Aaaa... a fase é a a da surpresa.
Isso.
Isaac descobriu o significado da tal palavra e manda ver.
Em tudo.
Outro dia saímos para comprar lembrancinhas finaldeanísticas para os prefessores.

- Isaac, temos a teacher, o professor de ginástica e mais duas professoras queridas.

- É.

- Não tem mais nenhuma professora que você queira dar presentinho? (já que ainda temos as auxiliares do banho, da soneca e do lanche, ufa)

- Não. Só Fulana, fulaninha, fulano e fulanex.

- Ok. - Concordei dando um ufa Graças a Deus que a lista é beeem menor que a do berçário.

Pensei bem, analisei todas as possibilidades de presenteados, já que voltar ao shopping essa época do ano só em caso de vida ou morte. E eu tô saindo de férias, né? Tô cheia de tempo assim e nada pra fazer, louca pra enfrentar um shopping center.... ahã...

Chegamos em casa, fui tirando os embrulhos do carro e enumerando junto com filhote, pra treinar os números e participá-lo da coisa toda.

- 1,2,3 e 4.

- Tá faltando um, mamãe... o da ota teacher.

- o_O

- Eu tenho duas teacher...

- A é? - imaginem aqui a minha cara de "realmente sou uma péssima mãe e totalmente por fora da rotina escolar do meu filho, como assim não sei quantos professores ele tem????"

- É.

- E porque você não disse pra mamãe lá na loja? - me segurando pra não perder a boa...

- É que eu quelia fazer surpesa... SURPESAAAA!!!!!

...

Agora me diz.
Explicar como que tem coisas que podem ser surpresa e outras nem tanto?

...

(Esclarecendo: Isaac não tem duas teachers e eu não sou uma péssima mãe. Acontece que a cria se dá super bem com a professora de inglês dos alunos da turma mais velha e acha que ela é teacher dele também. Ponto. Não volto mais ao shopping esse mês)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cama compartilhada.

O termo "cama compartilhada" é um tanto novo pra mim.
Mesmo eu compartilhando, carregando Isaac pra minha cama desde sempre, eu fazia da forma coloquial: "dava uma beira", "chamava pra juntinho", "deixava ele curtir o meinho" e afins.
Tá.
Compartilho sim.
Não acho errado, aliás é certo demais dentro do conceito que tenho de criar a criatura.
Mas compartilho com moderação, digamos assim.
Não é toda noite, não é sempre e tem lá que carregar alguns motivos.
Esse cuidado tem como norte algumas razões básicas:
Ficar agarradinha com o filhote é uma delícia, até ele colocar a capacidade de só dormir atravessado na cama em mode on.
Sentir cheirinho do baby enquanto dorme é mágico, até ele vazar em você 30 minutos antes do seu despertador tocar.
Receber carinho do filho é lindo, até que o carinho com o marido fique diminuído.
Entende?
Limites.
Isaac sabe sim que pode ir pedir beirinha na minha cama. E o safado me chama de "amooooor" quando o faz de madrugada.
Mas sabe também que não é toda noite.
Tem dias que me chama lá do quarto e pede que eu fique com ele. Tem dia que aparece do meu lado. Tem dia que me chama já pedindo se pode pular pra minha cama.
Ele testa, eu também e a gente aprende junto.
Mas e aí?
Qaundo então pequeno ganha o plus cama da mamãe?
Não é regra, tá?
Mas tem sido assim:
Tá doentinho, mais carente? Compartilhamos
Teve dia agitado ou passou por experiência não-bacana? Compartilhamos.
Acorda com medo, sonho ruim? Compartilhamos.
Vazou? Limpamos e compartilhamos (e aqui é uma questão prática).
Saudade? Mamãe carente? Papai viajando? Compartilhamos. Ô.
Mas sabem o que é melhor?
Fazer essa divisão de espaço sem culpa ou já esperando que vá criar um trauma ou uma dependência psicológicamente errada.
Compartilho porque é bom. É gostoso. Nos faz bem.
E pronto.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Do berço pras camas: descomplicando o processo

E então Isaac é menino desberçado.
Ahã. Conta uma novidade, Carolina...
Mas acontece que de junho pra cá, já são duas camas.
Duas fases diferentes.
A primeira, que foi a transformação do berço, já estava pequena demais pro agitos noturnos do Isaac.
O colchão já pedia aposentaria pelo amor de Deus.
Logo, ele ganhou uma cama de gente grande.
Com caminha auxiliar pra quando "o amigo for dormir em casa".
A "camona" ainda pede uma grade, mas que mãe não adora um resquício da fase anterior?
Quarto é cada vez mais de menino. De moleque.
Ursinhos de pelúcia mais esquecidos dentro do armário.
No chão agora reina um caminhão, cuja caçamba carrega pecinhas, bonequinhos, lanterna e toda sorte de meios de transporte.
Livros preferidos agora são de conteúdo dinossauristico, numerístico e piratístico.
O Elmo já não desce mais da estante.
Enfim... com todo o drama que me cabe, já posso me ver dando de cara com a porta trancada e o som alto lá dentro, mas ok, sobrevivo.
Só que esse post vem com uma dica.
Dica porque conversando com outra mãe (desesperada por conta do filho que odeia a caminha nova) na fase do desberço, vi que posso estufar o peito e dizer "venci".
Então, já que é assim, posso falar.
Posso, né?
Primeiro que Isaac é super bem resolvido com o lance da cama, não tem medo e a coisa é tão natural, tão sem frescura...
Segundo que é bem difícil ele sair do quarto dele e ir lá pedir "uma beirinha" na minha cama.
Acontece sim, mas muito pouco.
Tombos? Um ou dois, sem sequelas.
E como foi?
Descomplicamos o processo.
Só isso?
É.

- Tomei as rédeas da situação, perdi o medo e desapeguei da segurança das grades que o berço oferecia.
- Entendi e fiz entender lá em casa que não é apenas sair do berço e dormir na cama. A coisa é complexa e merece atenção.
- Situei Isaac conversando e explicando sobre sair do berço, ganhar uma cama e se livrar das coisinhas de bebê.
- Fiz com que ele se sentisse parte integrante do processo, escolhendo quadrinhos, questionando e gostando de tudo aquilo. Até no dia que fomos pesquisar preços da camona, mesmo sendo um programa chato pacas, ele foi junto, deu seus palpites.
- Não desisti. Nem quando a vontade era de dormir lá com ele ou de deixar ele dormir comigo.
- E por fim, ter pra si que o quarto (o meu, o seu, o nosso) deve ser um ambiente agradável, seguro e feliz.

...

Aí, você mãe sofredora, deve estar me fuzilando: "Seu filho é coisa linda, né Carol?!?!? O que eu faço com o meu que vai pra minha cama 100 vezes por noite?? Me acorda, chora, quer ficar comigo?"
Ok.
Não sou especialista, né?
Não sou mais ou melhor que ninguém. Muito pelo contrário. Aprendo todo dia, toda hora, sempre.
Mas o que EU fiz nos períodos que Isaac vinha pra minha cama foi ter calma e paciência.
Levantava e o levava de volta. Muitas e muitas vezes.
Aí percebi que devia haver um motivo para ele não querer ficar no quarto dele.
E o que fiz foi deixar o ambiente mais legal.
As histórias pra dormir acontecem desde sempre lá em casa.
As cantorias também.
Mas o blefe é que conta.
Durante algumas noites, quando ele pedia pra história já ser feita na minha cama eu blefava.
Os livros que iam pra minha cama eram os mais chatinhos. Os que ele menos se interessava.
Os do quarto dele eram os mais legais.
As histórias "da cabeça" idem. Eram mágicas no quarto dele e curtas e sem sal no meu.
Sacou?
E funciona.
Fora isso, recomendo muito não brigar, não conciliar o dormir na cama com sentimentos frustrantes e deixar acontecer.

Beijocas e boa sorte

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Michael devia ter pedido historinhas para dormir

E então que ter um filho observador as vezes sempre todo dia toda hora nos deixa de queixo caído.
Mesmo eu me policiando pra não corujar excessivamente e nem ver tanto de extraordinário nos feitos da cria, tem horas que não dá pra segurar.
Fora que a sabedoria infantil, simples e direta, nos prega peças boas de se viver.
Babei? Já?
Agora conto o causo.

Cheguei na vovó para buscar Isaac e a TV estava ligada. Jornal passando.
Ele me deu um beijo e todo sério começou:

- Mamãe, eu peciso te explicar uma coisa.

- Iiiiiii..... vovó aprontou de novo - Pensei eu toda nervosinha, mas me segurei apenas olhando firme pra ele.

- Sabe o Michael Jackson?

- Sei filho. Ouviu música hoje?

- Não. É que o Michael Jackson tomou um remédio errado pra dormir e morreu.

E o que essa velha anda deixando meu filho assistir?????
Não. Não gritei nem tranquei a sogra na masmorra, mas dei sequência a conversa.

- É Isaac? Morreu?

- Morreu. Mas ele não pediu historinha pra dormir. Se ele tivesse visto historinha ele não tinha que tomar remédio.

E explicou assim, movimentando braços como se desse aula em uma sala cheia de universitários.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sim, eu trabalho. E gosto.

Gosto de fazer posts como o de ontem.
Primeiro que me ajudam a colocar pra fora sentimentos tão intensos e confusos.
Depois que a gente recebe o calor solidário dasamiga. O que não tem preço.
E mais. Ainda vejo que não estou sozinha e até dou risada do drama.
Pra compeltar há a oportunidade de se conhecer melhor. A gente e as queridas leitoras.
E também, pra encerrar a lista de benefícios, ter a oportunidade de se colocar, se encaixar e também esclarecer.
E dessa maneira, esclareço as coisas para mim também. Me organizo dentro de mim.
No post de ontem recebi comentário cutucante.
A Lu, do Descobertas, confessou que achava que eu não trabalhava.
Aliás, Lu, do jeito que disse, acho mesmo que você tinha certeza absoluta de que eu não fazia é nada nessa vida....hahahahahah
Acontece que eu sou pessoa multitarefas, e tive essa confirmação pelo seu comentário. Muito obrigada.
Trabalho. Trabalho sim e gosto muito.
Aliás, sempre trabalhei.
Dos meus 12 anos pra cá, e olha que não foram poucos, eu sempre me vi fazendo alguma coisa produtiva.
Desde a locadora de video game até a jornalista/radialista que vos tecla, fiz de um tudo.
E não me arrependo. De nadica.
Fui balconista, entrevistadora de pesquisa, compradora e vendedora, professora. E agora me divido entre dar umas aulinhas, jornalistar no rádio e dar alguns pitacos na assessoria de imprensa que me resta.
A rádio.
Já estou aqui tem 6 anos. SEIS.
Na produção, reportagem, edição e apresentação.
Sim, meninas. Sou a voz feminina de um noticiário diário, que tem duas horas de duração. Ao vivo.
E adoro.
Mesmo.
E trabalhar em rádio, num programa que começa as 6 da matina, me dá a vantagem do pouco sono porém tardes livres. Começo cedo e termino cedo.
Saio do trabalho a tempo de pegar filho na escola.
E além disso administro uma casa com tudo o que ela tem direito, inclusive dois cachorros e todos os ninhos que forem feitos em nosso jardim.
Tenho pai, mãe e irmãos. Sobrinhos e cunhadas.
Tenho vontades e necessidades de mulher como cortar o cabelo, fazer unhas e depilar.
Tenho maridex que adora um papo, nem que seja corrido pelo messenger.
E tenho que fazer supermercado, padaria, quitanda, parquinho, passeio e rolar no chão.
E ó, que enquanto posto esse texto estou ouvindo duas rádios diferentes e louca no horário do treino livre do GP de Interlagos.
Me mata?
Não. Me faz viver.
E até então, com a vocação para madame que me falta, mais fortalece do que cansa.
...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Me entregando ao papo brabo: carreira.

Neste mais de um ano de blog eu pouco falei sobre meu trabalho.
Sim. Devo ter reclamado pacas. Devo ter me culpado pacas. Mas nunca (acho eu) fiz post especificamente sobre como minha escolha profissional afeta briga com o lado maternal.
Ok.
Adoro o que faço.
Ok. A empresa me apóia no lance todo com o Isaac.
Ok. Já conquistei meu espaço por aqui.
Ok. Tenho horário flexível.
Ok.
Tudo vai bem até que filhote fica doente.
Aí cai tudo por terra.
Aí da vontade de rasgar o uniforme e ser "só" mãe.
Dá vontade de me livrar dos horários e viver para meu filho.
Não ter que deixar ele chorando de braços estendidos pedindo companhia.
Não ter que ficar dividindo cérebro, atenção e disposição lá e cá.
Sim. Já tive N oportunidades de largar tudo.
Mais N ainda quase lá de largar tudo.
Mais culpa, logo mais dúvida.
Porque essa danada é inexplicável e não ajuda na resolução dos problemas.
Isaac já tem 3 anos.
E desde a licença maternidade escolhi continuar trabalhando.
Eu decidi que seria melhor pra todos nós que eu continuasse produzindo fora de casa.
Nâo me arrependo.
Mas também tem horas que não me entendo.
Sei que é fase. Sei que terminado o antibiótico tudo volta ao normal.
Sei sim.
Mas fica aquela pontinha sabe?
Aquela que, a cada nova otite/amigdalite/febre/mal estar, vai ficar me cutucando. Me colocando à prova.
Me fazendo sentir #demerda a cada saida matinal.
Me fazendo sentir desnaturada a cada dia do integral.
E aí?
Ao mesmo tempo sei que concilio com maestria essas duas vidas. A de ser mãe e a de ser profissional.
Não é fácil. Aliás, além de difícil é doloroso tem horas.
Doloroso porque fico toda satisfeita tanto quando elogiam o Isaac ou quando dizem que me ouvem toda manhã.
E na minha cabeça (ou numa parte dela) não deveria nunca haver tal comparação.
Mas há.
E há várias semelhanças também.
E vocês devem saber bem qual são.
E devem entender também esse desabafo materno.
Certo?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Super poderes

Tá.
Já falei mil e não sei quantas vezes dos super poderes que a vida nos dá quando atingimos a maternidade plena, ou parte dela.
Ok.
E isso também não é lá novidade para as leitoras deste blog. São quase todas mães. E ensuperpoderadas.
Mas esse negócio de ser mãe de menino nos faz sim ter mais contato com os superS todos.
Mesmo que a gente evite desenhos e brincadeiras violentas em casa não adianta.
Da Turma da Mônica ao Peter Pan, todo mundo tem o seu.
Logo, Isaac já descobre qual é a sua praia nessa Liga da Justiça da Loucurinha da Infãncia:

- Filho...

- Oi papai?!

- Você sabia que eu te amo???

- Eu sabia sim.

- E como é que você sabe?

Parou, pensou por alguns segundos e pronto:

- É que eu tenho super poderes.

Ploft!
O poder da fofura, né?
...

Sei que ando mais sumida que de costume, mas volto, tá?
Beijo enorme a todas vocês.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sobre os pêlos e a nóia materna

Nós de carro e criaturinha da cadeirinha no banco traseiro me assusta:

- Mamãe!!!! Mamãe!!!!

Já dou aquela olhada pelo retrovisor e pergunto o que acontece, já com aquele desespero materno louco que habita dentro da gente.
Filho responde da pior maneira possível:

- Olha aqui mamãe! Olha! Nas minhas pernas!

E o trânsito flui. Só meu coração que não. Influenciada pela nóia materna já imagino bichos, feridas e toda a sorte de coisa negativa.
Paro pra pensar um pouco, rezando por um sinal fechado, e pondero que se a coisa fosse feia Isaac estaria chorando.
E ele insiste:

- Olha mamãe! Olha aqui! Ai minhas perninhas....

E faz aquele drama que não sei com quem aprendeu.
Acho uma brecha na rua movimentada do pré-feriadão, encosto o carro e me viro:

- O que foi nas pernas Isaac? Dói? Coça? Arde? Elas ainda estão aí????

Ele olha bem pra mim, com as sombracelhas erguidas (já disse que aí danou-se, né?) e manda:

- Já tem pelinhos nas minhas pernas! Olha mamãe! Pelinhos!!!!!

E sorri todo orgulhoso.
Eu também, né? Fazer o quê?
Desci do carro e amassei alí, aproveitando que o cinto da cadeirinha é coisa nossa.

...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Atualizando as coisinhas dos 3 anos

Tá que hoje tô mais calma.
Com mais sono também, mas calma.
E a vida é assim, né gente?
Uma graça também.
Ainda mais quando se tem filho de três anos de idade.
Aí vira uma comédia.
Daquelas boas, mesmo.
Isaac agora curte Metallica.
O disco acústico, mas curte.
Outro dia maridex veio todo louco e babando mais que o normal contar que colocou filhote no carro e quando olhou pra trás viu menininho loiro e sorridente balançando os braços pro alto, como se estivesse num show da banda.
E reclamou a hora que o pai desligou o som.
E os gostos mudam.
Ontem mesmo mostrei a ele clipe da Adriana Calcanhoto e revelei que aquela era a Partimpim que ele tanto ama.
Ou amava.
Olhou bem pra mim, troceu o nariz e perguntou "Quem é essa daí, mamãe?", como quem diz "essa fase já passou, velhota, não viva de saudosismo".
Ao mesmo tempo que canta NO NO NO com a Amy e seu "Rehab".
Assim como dançar "thriller" e cantarolar "yellow submarine" agora fazem parte do repertório atual.
As brincadeiras também.
Mesmo que piratas ainda sobrevivam ao tempo, agora eles contam com up grade no aplicativo.
Dão piruetas e falam em inglês, respondem uns aos outros e ficam de castigo se não param em pé no barco ou metem o gancho onde não são chamados.
Quintal é espaço pequeno e o parque do condomínio não ocupa mais uma tarde inteira.
Nem a mamãe é mais solicitada para todas as atividades.
E a vida continua linda.
O tamanho da cama aumentou e as barras ficaram curtas. As meias e cuecas ganharam novas carinhas e os livros de páginas mais grossas ficam mais tempo na prateleira.
As fraldas são cada vez mais escassas e a gente vai com calma.
Agora se ouve com maior frequência as preferências e os "eu quero" vem cheios de argumentos.
As atitudes são muito mais dele do que nossas.
Ainda é nosso reflexo mas já sabe bem o que quer.
Ontem correspondeu ao abraço de menininha querida com um carinho leve no rosto dela. E ficou com vergonha como todo menininho dessa idade. E saiu pra ver os maiores jogando video game como todo menininho dessa idade.
E também não ficou mais grudado na gente, só corria pra pedir água ou tirar alguma dúvida técnica.
De forma simples e mágica.
Mas ainda chora.
E quando chora quer o colo da mãe.
E quando não se sente bem, como nessa madrugada, me faz lembrar do recém-nascido e sentir dó de mim.
Por não ter um colo que cresça também.
...

E ó eu falando do tempo de novo....

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Reflexões de fim de ano. Hein??????

Puts...
Esse blablabla de novo.
Vamos traçar metas. Vamos pensar no ano que vai nascer.
Vamos, vamos, vamos.
E querem saber com a mais pura e simples sinceridade?
Tô sem saco.
Nem um pingo.
Como disse ontem, a onda natalina já invadiu minha cidade e minha casa.
Árvore de Natal montada e tudo ok. Montei sozinha mesmo ontem entre uma brincadinha e um "segula mamãe" do Isaac que adorou a idéia de subir nas coisas pra tentar ficar do tamanho da árvore.
Tem mãe baixinha e os exemplos são tudo.
Tá.
Mas e o final do ano?
Novembro, meu bem, está passando à jato.
Outubro eu nem vi.
Hoje já é dia nove.
Estou numa contagem regressiva louca (e cheia de culpa, o que talvez explique esse post insano) para as minhas férias e já planejando nossa viagem com filhote pro ano que vem.
Talvez em abril.
E abril, com certeza, chega logo logo.
E aí?
Dá pra viver essa pressa toda?
E ainda por cima sem estressar? Sem olhar pra trás e ver que nem todos os seus planos pra 2011 foram concretizados. Que bem que você tentou mais foi vencida pelo tempo e pela enorme quantidade de desculpas que a vida oferece? Ou que você acaba oferecendo a ela?
Sei.
Tô pessimista hoje.
Tô achando uma loucura Isaac chegar da escola cantando "Papai Noel, Papai Noel, meu amigo mais fiel".
É lindo, mas ontem mesmo foi agosto e eu estava rodeada de idéias pras festinhas da cria.
Pode isso?
Sei que pode.
Sei que os anos passam quase sempre com a mesma quantidade de dias, horas, minutos, segundos.
Sei que um ano é um ano, mas vá lá...
Passou.
Não posso reclamar e nem é isso que estou fazendo.
Aconteceram coisas legais, estou melhor a cada dia e Balzac explica bem isso, mas passou.
A sensação é de que eu pisquei e fui parar em nove de novembro.
E amanhã?
E ontem?
O que eu tenho feito desses dias todos que sempre parecem curtos?
Sei lá.
Pirei.
Só pirei.
....

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Montando a árvore (ou acabando com a mamãe)

Tá que já é Natal?????
E eu que esperava dezembro pra começar a respirar vermelho-dourado-branco....
Imagina, dezembro, já tá é tudo dominado.
Aqui na city não tem mais uma loja sem velhinhos grisalhos barbudos, bonequinhos de neve e duendezinhos pulantes.
Bola colorida na geral!
E aí que a minha vizinha é da turma dos adiantadinhos e pronto.
Isaac viu luzinhas piscantes no jardim dela e lá vai a mamãe desencaixotar árvores, enfeites e fitas.
Chegamos da escola ontem com a missão natalina a ser realizada.
Espalhei Papai Noel pra tudo que é lado. Cada mesinha ganhou sua versão fofa do Bom Velhinho.
Óbvio que cria é mais interesseira e já está sondando que jeito/onde/como assim é que ele vai deixar seu playmobil já devidamente pedido.
E eu, boba nada (ou um tanto boba demais da conta), falei que Noel só deixa os presentes na árvore. Entããããão Isaac ia ter que me ajudar com o encaixa-encaixa dos galhos verdes espetantes.
Tolinha....
Mesmo com música na sala e toda uma sorte de enfeites pra ele se entreter enquanto eu me acabava (e acabava com o esmalte capuccino lindo dessa semana) com o zilhão de galhos e afins, filhote resolveu encarnar o Homem Aranha.
Escalou todos os móveis da sala, pulou deles, rodou, girou, fez sonzinhos violentos com a boca (tipo ptchiu ptchiu, booom, poft!), correu atrás dos cachorros, mexeu em tudo, mudou a música, corria pra lá e pra cá.
Enfim, curtiu.
Do jeito dele.
Mas cá entre nós? E que Papai Noel não nos ouça... Montar árvore de Natal é chato. Pacas.
(e só de pensar no desmontar então... me dá calafrios)

....

A árvore? Está lá ainda, toda verde, rodeada por caixas e caixas de enfeites.
Hoje tem mais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ator de novelinha mexicana

Que mãe é dramática a gente já está até cansada de saber.
Que eu sou criatura chegada numa tragédia, ô que já sei e acho até engraçado (tá, só às vezes).
Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Fato.
Mais fato ainda é que Isaac começou com a fase "Pobre de mim".
E ele usa bem o que aprendeu (onde será?).
Fica uma graça com seus beicinhos e momentinhos de novelinha mexicana.
E sim, essa fase - como todas as outras - deixa de ser fofa em alguns momentos.
Saca o drama:

- Isaac, meu filho! Cuidado com o cortador de unhas, você pode se machucar!

- Ninguém liga para mim..... snif, snif...
(junte aqui os bônus cabeça baixa + beicinho + mãozinhas se apertando)

- Isaac, filho... Já expliquei que não pode bater no Iron... Bora pro banco pensar! Tres minutos hein???

- Eu odeio essa família!
(junte aqui pés batendo fortemente no chão e volume alto)

Aí outro dia levantei da sala e expliquei que ia até a cozinha preparar um suco.
Pra variar ele não me ouviu.
(alguém aí me explica porque raios eles não prestam atenção na gente??????)
E logo começou a berrar, querendo saber onde eu tinha ido.
Ouvi um resmungo e fiquei de canto, espiando a reação da cria e olha o que ouvi:

- Será que ela teve coragem de me deixar aqui sozinho?
(junte aí uma mão na cintura e a outra coçando a cabeça)

Quem aguenta????

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Conversa de bar (ou de pai)

do google

Essa semana tive o prazer de sentar com gente querida pra tomar um choppinho.
Ótimo programa.
Ainda mais que pude levar filhote pra jantar em barzinho da minha adolescência, a batata recheada que eu comia naquela época.
Hoje, que ela se transformou numa temida bomba calórica fico eu com o choppinho e o papo.
Mas não foi pra isso que comecei esse post.
Longe de mim falar de batatas e dietas. Muito menos daquela época.
O que me cabe hoje é atualizar os papos.
Mais experiente ficamos, aceitemos, os temas mudam um tanto.
E tá que me vi na mesa com três tipos de homem.

Denominemos assim:
Maridex: já pai há 3 anos;
Dindo querido: sabe-se lá quando Tia Querida (ou Deus) dará a ele esse presente, o da paternidade;
E amigo em comum: recém parido pai, de um menino de 3 meses.

E não sei em que ponto da noite, o papo caminhou pro lado paterno.
(e como se só as mães ficassem blablablazeando sobre as crias e a maternagem... ah tá)
E eu tirei a atenção dos brinquedos pulantes do Isaac pra ser ouvinte daquilo tudo.
Eis que ouço do recém parido pai:

- Nos 40 primeiros dias do bebê em casa a gente muda. Acorda super fácil, levanta primeiro que a mulher, quer ajudar, fazer tudo. Mas depois desse tempo as mulheres ficam experts e entendem tudo: o que é cada choro, fome, cólica, manha. A criança só acalma no colo da mãe e elas tiram de letra.

Aí me vira maridex:

- E não é? A gente fica meio de fora, sem ter o que fazer. Fora que acordar de madrugada pra quê? Os filhos só querem o peito mesmo e isso a gente não tem.

Recém parido pai continua:

- Nós tivemos o complemento com mamadeira desde o começo e nisso eu tinha que ajudar. Mas elas entendem bem mais e a gente fica sem função.

Maridex empolga na explicação:

- Aí o filho chora, a gente tenta de tudo e depois de uma hora ela pergunta "você tentou o remédio no nariz?" e putz! a única coisa que não tinha tentado ainda e ela mata na hora.

Enquanto isso, Dindo Querido se dividia entre uma risadinha e ensinar Isaac a equilibrar um palito de dentes no nariz. Tia Querida estava um pouco atenta a conversa, mas como não-mãe-ainda ria e prestava atenção na coisa toda.

Mas aí veio o desfecho da conversa, do recém parido pai:

- É isso mesmo, aí a gente retoma o sono pesado e volta a dormir a noite toda. Uma espécie de vingança por elas saberem tanto.

E riu. Riu alto. Gargalhou até. Junto com toda a mesa que não deixou de ver graça na explicação.
Confesso eu que- com todos os olhos esbugalhados e pontinhas de raiva que me couberam alí naquele momento -  tive que concordar.
...

Ótimo final de semana pra todos nós.
Com muito chopp, conversa boa e muito sono.
Amém...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dica de viagem? Um monte!


Bora viajar?
Planejar as férias do final de ano?
Sair pra curtir com a família?
Quem não gosta?
Eu adoro.
Ainda mais quando vem alguém e me pergunta sobre as nossas idas e vindas.
Aí é que eu viajo mesmo. Falo, mostro foto, faço piada e pitaqueio.
E lá estamos nós.
Viajando no "Guia Quatro Rodinhas" que a revista Claudia Bebê publicou na edição out/nov.
Além desta que vos tecla, a matéria traz as dicas da Sut-Mie, da Pati Papp, da Fernanda Paraguassu e de outras mamães viajandeiras.
Dicas, lugares legais, listinhas para bagagem e etecéteras.
Corre que está na banca, viu?
E ó, além do Guia, mergulhei na matéria sobre como se livrar da chupeta....
E ah! Traz um especial sobre festinhas de 1 ano.... foooooofo e cheio de idéias.

bjocas

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Plunct, Plact, Zum

Nós apresentamos o "carimbador maluco" ao Isaac.
A música se tornou uma das preferidas da cria assim que encontrei o CD Gente Miúda numa das baciadas das Lojas Americanas.
Filhote canta, imita e sabe frases que nem eu consigo pronunciar.
Uma lindeza.
Mas aí papai apresentou a ele o clipe do tal carimbador.
E tudo tomou forma, cor e rosto.
Tanto que outro dia estávamos brincando:

- Mamãe, quem você vai ser?

- Ah, eu vou ser o braquiossauro, pode? E você?

- Aaaa mamãããããe, deixa eu ser o Raul Seixas????

Como não?
Se for feliz assim, meu filho, que seja.
E cá entre nós, quem nunca quis ser o Maluco Beleza, hein? Hein? Hein?

Então, meninas, se matem de nostalgia:


Bjo bjo bjo

sábado, 29 de outubro de 2011

Água mágica e super poder.

É.
Isaac começou com olhinho vermelho a tarde.
Meleca abundante a noite.
E lá vamos nós pro hospital.
Saímos de lá com uma conjuntivite e uma série de orientações.
Não sei se já contei aqui, mas uma das minhas lembranças ultra marcantes da infância foi o raio da conjuntivite.
Ardia, coçava, irritava e eu na pouca idade não entendia nem de longe as histórias que meu pai inventava pra conseguir limpar meu olho com água boricada N vezes por dia.
Hoje eu te entendo, viu pai? E como.
Mas diferente daquela época, a água boricada milagreira deu lugar a indústria farmacêutica.
Tem colírio, tem pomada, tem tudo.
Mas além dos "santos remédios" há a imaginação materna.
E neste caso paterna, pois colei descaradamente do meu pai as saídas pro não querer do Isaac.
A ÁGUA MÁGICA.
Como assim?
Então que vi Isaac com olhos arregalados e curiosos ao me ver com o mega tubo de soro fisiológico e bolinhas de algodão.
Start nas lembranças e pronto.
Água mágica.
Foi essa a resposta que dei pra primeira pergunta da série de "o que é issoS?" que Isaac fez.
Soro virou água mágica e colírio uma coisa fabulosa. Não mudei o nome não, disse que era remédio, mas com aquela ênfase de vendedor de loja de departamento.
E funcionou.
Tá que hoje, no terceiro dia de limpa e pinga, a magia foi-se um pouco, mas ainda funciona.
...

E daí, tive mais uma vez a certeza de que me foi concedido mais um super poder, daqueles que toda mãe tem direito e recebe assim que a vida acha que deve ou quando a água bate na bunda mesmo.
O de resolver tudo, em fração de segundos.
Chamemos de "capacidade master de achar soluções práticas para a vida, trabalho e afins".
Então que na quinta-feira saí onze da noite do hospital sabendo que nas próximas 48 horas Isaac podia infestar a família de conjuntivite.
Logo, avó querida não merece isso.
Ainda pensando na máxima "quem pariu Mateus que o embale" e analisando as possibilidades, cinco minutos após sair do hospital já estava eu com esquema armado, argumentação estudada e mente tranquila.
No dia seguinte resolvi tudo o que podia e devia na questão profissional, entre as 6 e as 8 da matina.
Organizei a vida, virei um polvo, voltei pra casa com disposição e tempo pra corujar, pingar, limpar e confortar.
Ufa.

Beijo beijo beijo e até segunda!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Diagnóstico:

Conjuntivite...


Bjocas e ótimo final de semana

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

You are so beautiful.....

Ou.
Coisa marlinda da mamãe!!!!

Tem coisa mais fofa na vida do que chegar na escola e receber uma criança de tinta guache até nas orelhas?
Mais linda ainda que essa criança vir conversando com todos os outros alunos, chamando-os pelo nome, até os bem mais velhos, sorrindo para todos os lados?
E tem coisa mais apaixonante que ela carregar um adesivo colado no peito da mão?
Tem sim.
Ô se tem:

- Olha só filhão! Você ganhou um adesivo! Parabéns!

- Sabe o que é mamãe? Um adevivo de colação.

- Que jóia, Isaac! Um coração!

Aí vem a professora e participa:

- E você contou pra mamãe porque ganhou o adesivo?

Isaac mira bem a mão, estica o pescoço, assim, como quem quer ficar da minha altura não só por se sentir importante e sábio, mas pra me matar alí mesmo, e manda:

- É que eu fui biuLiful na aula, mamãe... biuLiful.

Ploft.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mais do integral...

Culpa de mãe é uma merda.
Perdoem-me a falta de educação com o vocabulário, mas é.
Acontece que eu já não era o ser mais feliz do mundo deixando Isaac duas vezes por semana em período integral na escolinha.
Hoje então, que o esquema me obrigou a três vezes semanais, babou.
Babou pra não tascar aí outro palavrão.
Explico.
Se é que precisa.
Até porque já falei disso aqui e tive apoio de mãezocas queridas e maravilhosas. Cheias de experiência, bossa e bom humor.
Tá.
Mesmo observando tudo, analisando, questionando a escola, vendo os resultados positivos eu não tô sossegada.
Não pela qualidade dos profissionais que cuidam do Isaac.
Acontecem falhazinhas sim, mas ó que perfeição nem em casa, né?
Conversa aqui e alí e as coisas se resolvem.
Eu não tô sossegada mesmo por conta da culpa, essa bandida.
Calculem comigo:
Segunda, quarta e sexta saio de casa com Isaac dormindo e só o vejo às 17h30.
Até às 20h, horário que ele dorme, temos a rotina banho-janta-meia horinha da TV. E nessa última, diga-se de pssagem, sou ser ignorado.
Sim senhoras, já transformei a hora do banho num momento só nosso, banheira cheia e brincadeiras mil. Aliás, não sei se perceberam, os altos papos que tenho com filhote são pós-banho.
Mas tá bom.
É.
Até que Isaac precisou ir pra natação.
Ele caiu na piscina, escorregou, a gente assustou e no dia seguinte foi pra aula.
Duas vezes na semana, ou seja, terça e quinta já com horário comprometido.
Fico lá, espio, participo quando ele deixa.
(pode? filhote não quer mais que eu fique assistindo a aula....)
Mas olha a culpa aí, geeeeente!
E eu tô achando tudo demais.
Dias demais na escola, atividades demais na semana, eu tempo demais longe da cria.
Neurótica? Louca?
Posso ser, sim.
Alguém aí me entende????

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mãe, quem é o He-man???


Foi com essa pergunta que Isaac ne recebeu ontem a tarde, na escola.
E eu mergulhei de cabeça no "recordar é viver" mais intenso da minha vida.
Sim, sim. Eu já havia parado pra pensar e lembrar de todas as coisinhas lindinhas da minha infância, já recebi e-mails enooormes, cheios de bolete e ploc monsters, que me fizeram dar altas risadas.
Mas a pergunta do Isaac me fez ter um remember diferente.
Reviver com o filhote alí, novinho em folha e cheio de estímulos, os desenhos 2D da minha época.
Contei pra ele sim quem era o He-man. Encenei o lance todo com a espada e os poderes de Grayskull. Nem esqueci do Gato Guerreiro.
Isaac riu e logo se empolgou:

- Tinha mais desenho, mamãe?

Ô se tinha.
Falei da She-ra, quem nem era minha preferida, mas me achei a super, gritando o nome da moça com as mãos pra cima. (tá, podem imaginar e rir).
Contei dos Ursinhos Gummy e seu suco de fruta, que a essas alturas - ó a dica - virou aliado pra fazer a cria mandar a vitamina pra dentro.
Cavalo de fogo, princesa Sarah, Diabolin...
Caverna do Dragão, que nem eu entendo muito, mas vá lá, Isaac gostou de saber só por ter dragão no nome.
Tunder Tunder Tundercats ôôôôôôôô!
E ficamos alí, rindo da vida.

Conversinha boa, viu?!?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Júlio, a responsabilidade e a tarefa

A escolinha do Isaac tem umas atividades das quais sou fã.
Participar do Dia da Partilha, Dia da Poesia e fazer Dia da Criança com convidados vindos de outras escolas que ganharão brinquedos arrecadados pelas próprias crianças, creio eu, só contribui com o crescimento pessoal do Isaac.
Até que sexta-feira voltei pra casa com dois meninos.
A minha própria cria e o Júlio.
Júlio é um boneco de pano, tamanho 6 mais ou menos.
Vai passar uns dias em casa.
Objetivos? Ensinar responsabilidade e convivência.
Resumindo: Júlio é uma visita e uma criança. Deve fazer parte da rotina do Isaac. E Isaac, por sua vez deve cuidar do Júlio. Coisas como escovar os dentes, sentar a mesa, participar das brincadeiras e tals.
Filhote até que veio empolgado, chamando a "coisa" de Julinho.
Mas depois de ouvir "mas mamãe, o Júlio é só um boneco" eu tive quase certeza de que não ia ser lá aqueles contos de fadas...
No primeiro dia Júlio foi sentado no banco de trás do carro, usando cinto de segurança.
Mas Isaac não quis nem saber de levar o colega de pano para a casa da avó.
Fez um tipo "a avó é minha e o avô também" e pronto.
Em casa, boneco e criança dormiram juntos, no mesmo quarto.
De manhã, criança e boneco sentaram pra tomar café juntos. E só.
Isaac não quis mais saber.
Final de semana passou e ele simplesmente ignorou o coitado do Júlio.
Não forcei.
Hoje cedo toca eu colocar uniforme no Júlio, arrumar o Júlio e deixar o Júlio na porta, ao lado da mochila do Isaac.
Não sei nem se ele volta hoje.
O Júlio, não o Isaac.
Dei um beijo de bom dia e agradeci pelos momentos que passamos juntos.
Me restou uma master tarefa a entregar para a professora. Relatório de comportamento, fotos e desenho em família.
...

Agora vem cá... acredito sim nos benefícios da tal atividade, sei sim que dá pra tirar bons resultados disso tudo e tenho certeza que em breve me vem a cria falando do Júlio, querendo o Júlio, lembrando e questionando o Júlio....
Mas e vocês? Aliás, a escolinha dos filhotes de vocês, tem disso também????

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Que mãe nunca teve vontade de:

- responder "não sei" para todas as perguntas do dia?

- fechar os olhos, no meio de uma crise de birra, e imaginar um lugar perfeito (e por lá ficar)?

- mandar o pediatra tomar no piiiiiii depois da conclusão sobre o seu desespero noturno ser uma virose?

- mandar a mãe e a sogra pra piiiiiiiii quando elas tiram o filhote do teu colo quando este chora?

- gritar "você é um asno!" para o pai da criança quando ele não consegue fazer o que você imagina ser o certo?

- e se autocastigar em crise de culpa por entender que nem todo mundo faz do mesmo jeito?

- gritar pros quatro cantos que essa fofura é seu filho, mesmo com o nariz todo catotento?

- e "pedir um tempo" pras mães que só falam sobre os filhos delas?

- dar doce, bala, chiclé e pirulito diante de uma crise de não-apetite?

- ou usar um macaco hidráulico na boquinha fechada no modo master pro prato balanceado que você preparou com tanto amor e carinho?

- dar um f*%$#-se pra educação moderna e dar umas chineladas na bundinha fofa do seu filho?

- e dois segundos depois se trancar no banheiro agradecendo a Deus pelo pingo de paciência que lhe resta?

- soltar uns gritos de "chega", "para" ou "eu não aguento mais"?

- de usar salto agulha na festa de 3 anos do coleguinha, saia curta no festival de natação ou qualquer momento fashion-louco que lhe caiba?

- mandar a avó babona e faladeira que fica esperando o netinho na natação pras cucuias porque quem tem o único direito de babar alí é você?

- no meio de um chilique, dizer que aquela criança alí não é sua e ainda esbravejar sobre a falta de educação aplicada pela mãe daquele ser barulhento?

- ignorar a babá eletrônica, o filho, o "quem ama educa" umas duas noites por semana?

- dar um soco na cara da professora depois que seu filho chega em casa falando que assistiu "madagascar inteirinho"?

- e se trancar no banheiro e agradecer a Deus pelo pingo de sanidade que lhe resta ao saber que não foi bem assim?

- fazer número 1 e número dois na hora certa sem nehuma criaturinha playmobil pulando no seu colo?

- deitar numa cama feitinha, sem brinquedos ou peças de montar?

- ler o jornal de domingo, sem alternar a leitura respondendo porquês sem fim?

- dormir uma noite sequer sem pensar no Pinóquio e no Peter Pan?

- usar a máxima "pergunta pro teu pai" numa sessão de porquês sem fim?

- sair correndo, assim, sem destino, só por correr?

- ir ao shopping e comprar coisas pra você e sair de lá sem culpa porque viu uma sandália ou camiseta que ficariam bárbaras na cria?

- mandar e-mail mal educado mandando o Sr. Jhonson trocar a p%##a da tampa-estraga-esmalte do shampoo?

- largar mochila da escola, brinquedo, lancheira e afins todos no meio do caminho, só porque seus braços estão cansados?

... e ter todas essas vontades anuladas quando seus braços cansados abraçam aquela criaturinha sorrisenta e cheia de charme que você colocou no mundo...

Final de semana bacana, heins????

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Umidecidos

Mais um "testamos e aprovamos".
Recebi contato por e-mail dessa empresa e logo achei super interessante a proposta deles de oferecer linha bacana de higiene pros pequenos.
Oba! - pensei eu - mais uma opção.
Até porque, como toda mãe deve saber, temos no mundo suermercadístico infantil dois tipos de produto: os de preço interessante porém qualidade não-sei-bem-se-quero-usar ou os carésimos-que-dá-dó-do-bolso, mas que sao necessários.
Desde que Isaac parou com os algodõezinhos e água morna, os lenços umidecidos são ítem de primeira necessidade em casa. Não usamos só pra limpezinha íntima, mas ó que quebram um super galho naqueles passeios onde há terra e meleca de todo tipo como lama, tinta e sorvete.
Recebemos amostras do produto.
E os lenços Baby Bath foram usados pelo bumbunzinho (ainda... buááááá´) fraldento do filhote. Também pelas mãozinhas e pézinhos pós dia bem aproveitado.
Adoramos.
Textura, umidade, perfume. Tudo.


Tem essa embalagem premium com tampa plástica, que eu acho super pra´tica pra carregar na bolsa e também a com tampa adesiva.
A Baby Bath ainda tem um blog com dicas bem legais e outras informações sobre os produtos.

Bjo bjo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O que esperar...

de uma crinaça que pergunta o que são trâmites legais???
Simples.
Que ela cante assim:

"Eu danço pop pop
Eu danço pop pop
Eu danço pop pop
Balance o relatório..."

Será genética?
Será que ele anda lendo Valor escondido?
Será que devo espaçar mais as visitas ao trabalho do papai?

....

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Até que ponto?

Ê nóias maternas...
Que não nos deixam pensar na morte da bezerra nem um dia sequer....
Então hoje é dia de pedir ajuda prasamiga.
Seguintes...
Isaac voltou a dizer que não gosta da escola.
Aliás, não generalizemos.
Ele não gosta da escola do período integral. Da parte da tarde, mais especificamente.
Memo com todas as novas atividades, incluindo ginástica, inglês, culinária e oscambau.
Ele sempre vem com a mesma resposta para a minha pergunta diária de "como foi hoje?":

- Foi ruim.

E se eu converso sobre os meus afazeres diários, pra aí sim ele contar os dele:

- Não teve nada.

E fica nisso.
Posso perguntar infinitas vezes, de várias maneiras diferentes, é sempre a mesma coisa:

- Nada.

Mesmo eu sendo a mãe mais chata do universo participativa, que vive conversando com as professoras e teachers, que vai na ecola, pitaca, ajuda, dá risada...
Mesmo eu sabendo, até porque vejo as atividades e filminhos que fazem na escola...
Mesmo eu chegando lá de mansinho, vendo a alegria da figurinha entre amigos e afins...
Ele insiste no "nada" e no "foi ruim".
E eu é que não vou arrancar resposta a força.
Ontem mesmo, a professora do período da tarde me disse que Isaac fica um pouco triste (pede a mãe, chora, pede a chupeta, não exatamente nesta mesma ordem) antes da soneca. Mas acorda a milhão e faz todas as atividades sem problemas.
Bom, triste antes da soneca até eu fico, pensei...
E sigo analisando.
...
Mas e aí?
O que vocês acham, hein?

sábado, 15 de outubro de 2011

Das pérolas internacionais

Isaac começou as aulas de inglês.
Filhote sempre se mostrou muito interessado pelo idioma, pedia pra assistir os filmes preferidos e vivia perguntando como era tal coisa "em inglês".
Surgiu oportunidade e lá vamos nós para mais uma tonelada de descobertas.
E ele está adorando.

*Entrou no carro essa semana e logo me deu uns desenhos coloridos. Vi que as cores estavam em inglês mas eu não cutuquei. Final da tarde, cria cansada, deixei pra depois.
Dois minutos se passaram e ele manda:

- Mamãe, agora pare que o sinal está red.

- Agora está green, pode ir.

*Daí, baixinho ele começa a cantarolar:

- nanananana Yellow submarine, yellow submarine.
(tá, a música ele ouviu de mim, amamos Beattles, mas começou a cantar depois que entendeu o tal yellow...)

*Em casa, já depois de muitos parabéns pelas cores aprendidas, escuto:

- Mamãe, a professora querida pediu para você gravar música do Michael Jackson.

Tá. Eu não sou de ficar ouvindo Michael. Gosto, mas não ouço. De onde será que veio isso?
Ontem perguntei pra professora.
Ela me explicou que Isaac surtou com Thriller durante as festividades da semana da criança.
Ótimo.
Vamos ouvir e traduzir Michael.

*Aí ele também ensina:

- Mamãe, como se diz bom dia em inglês? (Todo de sombracelha erguida e cara de malandro)

- Good morning.

- Não é. É hello! A teacher diz hello quando a gente chega.

*Ontem foi a fofura to da semana.
Ouço Isaac lá da sala enrolando a língua:

- redbfyrbfishfrebfebf nice ncubegbweb ninice cuibeiwubvwoeb so so.

- É da aula de inglês Isaac?

Ele tentou mesmo me explicar. Quando viu que não entendi foi mais didático.

Colocou polegar para cima e disse:
- Nice.

Polegar para baixo e:
- No nice.

Abriu bem a mãozinha, tombou de um lado para o outro e finalizou:
- so so.

...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Polícia e ladrão

do google

Podia até mudar o nome deste post para "Bonzinho e vilão", assim adequaria mais ao vocabulário do pequeno Isaac.
Mas os fatos são duros e reais.
Seguintes, o local de trabalho do maridex foi assaltado.
Duas vezes em menos de uma semana.
Nervoso, decepção, indignação.
Sentimentos que rondaram nossa casa por um tempo.
E Isaac, que não é bobo nem nada, começou a sondar a situação.
Sim. Ele já havia questionado várias vezes sobre o papel da polícia em nossas vidas, mas ainda não tinha entendido essa questão toda de "um contra o outro".
(e a gente meio que evita atividades e desenhos violentos, cheios de luta e briga)
Para facilitar as coisas explicamos a ele que vilões (como a Malévola, o Lobo, a Bruxa) entraram no escritório e roubaram o que não era deles, deixando todos muito preocupados e chateados.
E ele ficou por dias revivendo a história com suas próprias palavras.
Ontem chegou todo orgulhoso, com a solução na ponta da língua:

- Vou empestar pala o papai a minha fantasia de Lanterna Verde com o anel. Eu vou colocar a minha fantasia de Gancho e a minha espada de pilata e nós vamos dar um jeito nesses vilões.

Simples assim.
Resolvido.
Pra ele e pra gente, que deixamos um pouco de lado esses sentimentos tão adultos.

...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A faca de dois (ou três) gumes

E então que eu estava me achando a senhora vitoriosa com a questão dos medinhos noturnos do Isaac.
Toda feliz com o poder de exorcizar a bendita fase do "aqui tem monstro".

Explico pra quem não sabe:
Filhote estava vendo monstrinhos em toda parte mais escura da casa OU em lugares que ele não queria estar, como o banheiro, a cozinha e etecéteras.
Acordava a noite e logo solicitava a minha presença dizendo que a criatura imaginária estava alí.
Belo dia, eu cansada que só, resolvi dar um basta na monstraiada e pirei.
Conversei com o monstro, dei bronca, falei das horas, mandei ir pra casa, escovar os dentes e pedir desculpas para a mãe dele que devia estar bem preocupada.
Fim.

Monstros ou criaturinhas do tipo deram um tempo e estamos bem, obrigada.
Mas daí a vida é uma graça.
Com a falta dos medos monstrísticos o que temos?
Um menino todo valente que agora anda no escuro.
Sai todo faceiro com paninho e Jubartina (baleia jubarte de pelúcia, amiga de todas as horas) do seu quarto e só para a hora que chega no meu lado da minha cama no meu quarto.
Não há monstro que o faça pensar em ficar lá, no conforto de seu abajur de trenzinho.
Não há mais criatura assustadora que exista nessas horas.
Va lá, não reclamo.
Levanto pacientemente e o levo de volta.
Mas hoje não.
Não deu.
Eu tinha dormido apenas duas horinhas, quando às 5h ele me acorda com carinho no rosto.
O despertador ia tocar dali 15 minutos mesmo...
Apertei Isaac bem forte, com seu eu mesma tivesse avistado o monstro, e curti alí o restinho de noite que me sobrava.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Como ganhar o dia (e a vida toda) em apenas duas frases:

- Mamãe, onde você vai toda linda?

- Mamãe, eu te amo muito, infinito e além.

...

Semana linda, hein gente???

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sobre a natação e o sono

Quer saber como fazer para que seu filho caia em sono profundo, assim de repente, e durma tranquilo por algumas horinhas?

Coloque sunga nele.

...

Explico.
Mesmo tendo eu escolhido o melhor horário, que não atrapalhasse o lanchinho da tarde nem a sonequinha pós almoço, é isso que acontece.
Dia de natação. Isso, só nos dias de natação. Ele não dorme no horário de costume.
É só colocar a bendita sunga e o roupão que ele desmaia alí mesmo. Onde quer que seja.
E em segundo, atinge um estágio que só monges tibetanos conseguiriam.
Como faz?
Bom, por aqui ele vai dormindo no carro até a academia.
Vai meio sonolento pra piscina e acorda bravo pacas. Alguns minutos depois se entrega as brincadeiras e muita água na cara.
Sai feliz, viu?
Cantando como se fosse Frank Sinatra.
Aí, você querida mamãe, deve estar pensando "Depois da natação ele desmaia, como essa Carol reclama".
Não se iluda.
Depois da natação ele sai de baterias recarregadas. No grau máximo.
E só dorme no horário de costume depois de muita insistência.
Mas ó.
Otites? Nem me viu...

Bjo grande e super final de semana!

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