Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Pequenas nerdices, religião e praticidade

titulo de post mais controverso não há, eu sei.
Mas é isso mesmo.
Sem preconceito algum digo que tenho um filho nerd, ou geek, sei lá.
Ainda me familiarizo com toda a nomenclatura.
No final das contas, Isaac é daquelas pessoas que curtem aquilo que o povo chama de coisa de nerd.
Troca qualquer programa por um filme da marvel, tem uma infinidade de livros sobre criaturas, se interessa mais pelo C3PO do que por mim, tem dias, confesso.

Enfim,
Acontece que depois que apresentamos Marty McFly e Doc ao pequeno, ele arruma uma maneira de enfiar o Delorean onde consegue.
Explico.

Viagens no tempo, comparações com o passado, previsões pro futuro, experiências e imaginação a mil.
Coisa de criança e mãe de criança.
A gente se entrega.
Brinca, curte, tira e volta os pés no chão.
Como se deve.

E aí, que outro dia, Isaac - que diga-se de passagem está formando suas ideias sobre religião - suspira, e expõe a ideia:

- mãe, eu acredito que Jesus já sabe tudo o que vai acontecer com a gente.

- é filho? Vc quer saber no que eu acredito?

- lógico!

(Adolescência, não nos roube isso, poooooor favor)

- acredito que Jesus e o papai dele tem algo planejado pra gente sim, mas eles nos deram um poder.

- mutante?

- mais ou menos. Eles nos deram o poder de escolher.

- só?????

- então, só. Mas olha, a gente aprende muitas coisas, o que é certo e o que é errado, mas muitas vezes fazemos o errado.

- como assim?

- hummmm... Acho que quase todo mundo sabe que fumar faz mal, certo? Mas mesmo assim tem gente que vai lá, compra o cigarro e fuma.

- Jesus ensinou que fumar faz mal?

- de certa forma, ensinou que a gente deve cuidar da nossa saúde.

- aaaa... Mas ele sabe do nosso futuro.

- sabe?

- saaaabe. E a cabeça de Jesus é tipo um Delorean da nossa vida.

Explodi de orgulho, gente, explodi.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Piratas

Tem coisas que a gente tem que passar.
o primeiro passo, o primeiro beijo, o primeiro porre, o primeiro amor.
essas coisas que a visão romântica da vida nos proporciona.
escrever um livro, plantar uma árvore, ter um cachorro, ou um peixe, um cacto.
essas questões são infinitas.
e eternas, diga-se de passagem.

mas eu estou mesmo aqui pra falar de piratas.
da visão romântica ou não.
da verdade ou não.
da imagem hollywoodiana ou não.

e também vou falar do Isaac.
esse ser surpreendente.
ou não.

mas enfim...

Isaac tem uma paixão por piratas desde sempre.
primeiro o lance todo das espadas, tubarões, navios, canhões, caveiras.
mas aí veio a disney e o jhonny deep. aí lascou-se.
ele adora, brinca, assiste aos filmes, imita, repete as cenas, sabe as falas.
tá.
até aí tudo bem.
deixemos de enrolação.

acontece que isaac participa agora de uma atividade na escola em que a grande questão é "o que você quer ser quando crescer".
lindo.
até seu filho responder que quer ser pirata.
e voltar puto da vida pra casa porque os colegas que não riram, se uniram em coro pra dizer que essa profissão não existe.

primeiro falamos que existe sim e explicamos que talvez os colegas tivessem achado estranho tal escolha.
conversamos sobre a índole duvidosa dos objetivos piratescos e que entendíamos sim os motivos de ele ter escolhido isso pro futuro.

e os dias passam.
e vem isaac de novo.
agora perguntando se fazer faculdade é coisa obrigatória.
já que não existe faculdade de pirataria.
pra quê, né?

mais uma vez conversamos sobre o futuro. sobre não ser obrigatório fazer um curso superior, mas deixei claro que acredito sim (ainda) nas instituições de ensino e nos prós de se conquistar o diploma.

e filhote então, retomou o fato dos amigos ainda rirem da escolha dele.
de querer ser um pirata.
aí que eu não devia estar num dia muito bom.
ou estava num ótimo, vai saber.
e disse que os piratas de hoje são vilões bem vilões.
que não eram mais como o Jack Sparrow.
mas meu filho quer ver pra crer.
e me mandou consultar o google.

e foi de cortar o coração e servir picadinho com cebola a cara que ele fez quando viu que a coisa atual está muito mais para Captain Phillips do que pra Piratas do Caribe.
Metralhadoras, arma na cabeça, figuras horríveis e amedrontadoras.
e ele, gente, chorou.
chorou sentido.
vi seu castelinho caindo, ruindo, despedaçando.

até tentei aliviar, dizendo que entendia que o que ele queria na verdade, era ser um adulto aventureiro, que viajasse bastante e tivesse muita coragem, mas não era isso não.

e com a merda feita, mas acredito eu que necessariamente, vi alí a transformação.
isaac se decepcionou com a verdade e teve que crescer com ela.
resolveu que não ia mais escolher pirata como opção para o futuro.
mas que também ia responder um NÃO SEI bem grande quando fosse questionado sobre isso.

está triste sim com tudo isso.
mas...
é a vida, não?!



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Meu filho, o presidente

sei que, numa realidade próxima, ser mãe do presidente é com ser mãe de juiz de futebol.
mas espero eu, que, com esse post, eu seja alvo de risinhos e óóóós sem fim.

isaac chega em casa todo sorrisinho malandro.
abre a mochila e, daquele jeito desengonçado que lhe é peculiar, tira um pedaço de papel crepom vermelho.
arruma aqui, alí, faz um esforço danado e se ajeita.
mostra a faixa todo orgulhoso:

- mama, eu sou o presidente.

oim... pensei... achando que era uma atividade escolar onde todos sairam empossados.

- que lindo, isaac. vc agora tem um cargo de muita responsabilidade, não?!?!

- muita mãe. meus amigos votaram em mim.

pronto. coração da mãe para, explode de alegria e se enche de um orgulho besta.
deve ser a época.
todo mundo num discurso inflamado e partidário.
as verdades do país sendo esfregadas nas nossas fuças.
a indignação que faz chorar por dentro e xingar por fora.
deve ser.
nada.
eu só conseguia pensar "meu filho foi eleito. eleito pela maioria dos votos",
uma legião de 25 pessoinhas lindas e fofas escolheram isaac.
agarrei e apertei tanto que quase arrebentei a bendita faixa.
uma louca.
tirei foto, mandei pros avós, padrinhos, amigos. coloquei em rede social.
eu não me aguentei.

isaac, que não é nada bobo e conhece a mãe que tem, aguentou firme no propósito e esperou.
no dia seguinte, checou se eu não estava fazendo cartazes de campanha ou coisa parecida, e mandou ver:

- e mama, minha proposta de governo foi que a gente tem que pensar mais na natureza do planeta, nos rios, nas árvores e parar com a poluição.

ploft.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ano letivo novo. Escola nova.

Eu não saberia responder se me encaixo mais no perfil das neuróticas ou das extremamente preocupadas.
Pode ser que eu caminhe alí, sobre o muro das duas vizinhanças.
Ou pode ser que eu seja de dia uma e de noite a outra.
Não sei.
Mas vivo bem em pensar que sou.
Pelo menos um pouco.

Esquece.
Não vou conseguir explicar.
E nem quero muuuito assim.
Acabo sempre rindo de mim mesma, o que é delícia.

Tá,
mas estamos aqui hoje pra falar que Isaac bateu asas.
E o que tem uma mãe louca nisso?
Tudo, oras.

Filhote fez três anos na escola antiga.
Não tenho muito o que reclamar de lá não.
Professoras excelentes, turmas pequenas, atenção.
Isaac ia bem.

Mas acontece que a gente acha tudo.
Até pelo em ovo, né?
Então...

Um dos tópicos  que eu e José sempre conversamos em casa: a Educação do Isaac.
Desde falar bom dia pras pessoas até o dois mais dois.
E a escola antiga estava deixando a gente meio enlatados, sabe?
Aquele negócio de sentar na carteira, cumprir cronograma, terminar apostila, correr com a alfabetização.
Aquilo me incomodava.
E incomodava Isaac também.

Lógico que ele não dizia.
Mas mostrava.
No segundo semestre de 2013, todo ele, Isaac vinha pra casa com um milhão de desenhos.
Me explicava todos no caminho pra casa.
Falava, falava, falava e falava.
Nos dias que a professora não o deixava desenhar, o mundo caía.
Caía, caía, caía bem caído.

Aí me pus a reparar (e a perguntar, pois sou bicho besta).
Perguntava ao Isaac se ele conversava com os colegas.

- Não mãe, eles não me ouvem. Eles só querem correr e lutar e chutar.

Perguntava se ele havia participado da aula.

- A tia falou dos triângulos, mas eu não quis falar que as pirâmides eram triângulos também.

Perguntava sobre a hora do lanche.

- Minhas bolachas sumiram. Mas eu nem reclamei.

Enfim...
Dor no coração, cabeça a milhão.
Vamos procurar lugar onde Isaac se encaixe melhor.

E lá fomos nós.
E estamos indo.
Nos adaptando a uma infinidade de diferenças.
No sistema de ensino, na formação do pensamento e do indivíduo.
Num primeiro momento super felizes.

a seguir cenas...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Do financeiro

Isaac resolveu que queria um brinquedo.
Uma fortuna.
E daqueles que a gente sabe que vão durar dois dias e logo serão esquecidos.
Bom,
então resolvemos usar o tal brinquedo para mostrar ao Isaac que se deve juntar dinheiro para comprar algo.

Forma lúdica, sem complicações.
Tá.
Logo, nomeamos as notas com os animais que elas carregam:

- 5,00 - garça
- 10,00 - arara
- 20,00 - mico
- 50, 00 - onça
- 100,00 - garoupa

até aí tudo lindo.
Mas acontece que o bendito brinquedo custava 4 garoupas (afe!) e nós explicamos que se ele economizasse, guardando as moedas e notinhas que conquistasse, um dia compraria o que quisesse.

(enfim, a esperança era que, até que uma tonelada de moedinhas se transformassem em quatrocentas pilas, a vontade da vez já fosse outra, mais útil e interessante)

Então se pôs Isaac a calcular animais.

- Mãe! Quantas araras dão uma garoupa?

E eu passei dias fazendo contas. Em números e animais.

Mas Isaac ia além e perguntava para quem bem entendesse, quantas garoupas a pessoa tinha nos bolsos.
Uma coisa.

E ele manteve firme o propósito.
Até que ganhou o tal brinquedo de um avô babão.
Ficou feliz.

- Agora posso gastar minhas moedas em outra coisa.

Mas aí é que colhemos os frutos.
Outro dia perguntei se ele pensava em gastar o dinheiro.

- Não mãe, ainda não tive vontade de abrir meus cofrinhos.

...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Quem manda em mim?

Isaac, com seus 4 anos e meio já tem certeza absoluta que é dono do próprio nariz.
Toma suas decisões, tem suas preferências e não se abala com nenhuma variação da palavra não.

... só que não...

Ele até pensa que manda no mundo, mas sabe bem que não é assim que a banda toca.
Damos a ele total poder de escolha, mas com os vetos que nos cabem.
Ele sabe disso, mas sofre, sofre, sofre quando suas vontades não são atendidas.

Argumenta, questiona, cansa, mas dar o braço a torcer é o mesmo que a morte.
Bufa, chora, esperneia, faz show e encena o dramalhão perguntando "porqueeeeeee?" com as mãos na cabeça.

Já entrou numas de enumerar quem manda em quê.
Já quase desencadeou guerra familiar dizendo que um manda mais que o outro lá em casa.
Já tentou muito mandar na gente, nos cachorros, em tudo.

Outro dia fico desconfiada ao ouvir o som do silêncio.

- Isaac! Tá tudo bem por aí?

- hã hã.

- E o que você está fazendo?

- Assistindo um filminho.

Como assim?

Chegou da escola, tirou a camiseta, foi pra sala, ligou a tv, se esticou no sofá e zero satisfação.
Aproveitei para um momento "calma lá meu filho".
Expliquei que as coisas não funcionam desta maneira.
Isaac sabe muito bem que tem hora pra assistir tv, que devemos aprovar ou não o que ele vai assistir.
Blá, blá, blá, televisão demais não é bacana, há programas que não são feitos para crianças da sua idade, blá, blá, blá...
Ele virou os olhos, emburrou.
E mandou, bem na minha cara:

- Tá. Você quer então que eu desligue agora ou não?

Oh! Adolescência! O que guarda para mim????

...


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A ficha caiu... ploft!

E daí, que relendo o post de ontem me dei conta de uma coisinha:
Falta muito pouco tempo pro Isaac começar a juntar as letrinhas.
Sei que ele não vai começar a ler esse ano, mas me digam:

O QUE SERÁ DESTE BLOG???

Será que ele vai se interessar? Pitacar? Palpitar? Se rebelar?
Filho de quem é, caras amigas, tenho cá meus medos.

...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

E o futuro? A quem pertence?

Isaac é menino decidido.
Ok.
Mas está longe da fase de pensar no futuro.
Ele se limita a dizer que, quando crescer, será engenheiro de espaçonaves, jornalista, homem aranha e Ben 10.
Como disse ontem, ele está aprendendo essa questão toda de tempo, de hoje, ontem e amanhã.
Vamos aos poucos.
Mas junte então, na equação sofredora-materna, Decisão e Tempo.

Outro dia estávamos falando sobre as vovós do Isaac.
Eu e ele.
Disse o que gosta em uma e o que gosta na outra.
Falou dos nomes, dos cabelos, das histórias.
E eu, besta que sou, disse que serei uma vozinha muito da bacana.

- Vozinha de quem?

- Dos meus netos, oras.

- E que netos?

- Bom, você é meu filho certo?

- Hum hum...

- E minha mãe é sua avó, né?

- Né.

E logo se pôs a pensar, já de testa franzida. Mas, como de costume me desafiou:

- Então você vai ser avó dos filhos de quem hein???

- Dos seus, Isaac. Serei a avó lindona dos seus filhotes.

Pronto. Fez-se a guerra e acabou comigo:

- Aaaaaaa, mas eu não vou casar nunca. Nem ter filho nunca!

E falou firme, até com dedinho indicador levantado, como um bom italianinho.

...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Contando o tempo


- Mamãe!!! É amanhã que eu vou ser do Jardim 1??? - disse o menininho de 4 anos, já cansado do clima de férias que habita nossa casa desde dezembro.

- Não, filhinho... Tem mais uma semana de férias. Aí sim você vai ser do Jardim 1.

E ele emburra.
Emburra porque esperar é um saco.
Ainda mais nessa idade onde tudo parece ser perda de tempo.
Ainda mais quando cinco minutos é tempo demais.

Isaac tem sofrido com esse negócio de contar o tempo.
Está entendendo sobre os conjuntos de dias que formam semanas, meses e anos.
Também arrisca sobre segundos, minutos e horas.
E se a contagem passa de dois (sejam segundos ou anos) ele já acha um absurdo.

Não quer esperar.
Quer tudo imediatamente agora.
Bufa, faz cara feia, pergunta sobre o tempo e reclama dele.
E sofre.

- Mamãe, nós vamos ficar muito aqui na casa do amigo?

- Não, amor, vamos embora daqui a pouquinho.

Pronto.
Aí a ansiedade é tanta que ele perde todo o tempo que deveria ser brincado vindo me fazer a tal pergunta:

- Nós já vamos embora????

E acaba que não brinca.
Passa mais tempo me questionando sobre o tempo que lhe resta e roendo o tico de unha que lhe sobra do que brincando.
Triste.

Eu acho uma pena.
Mas sei que ele ainda não tem esse controle.
Um dia terá.
Mas hoje sofre.
E não sabe o que é se arrepender direito.
E continua de mal com o tempo.
Até que um dia aprende.
Tomara.

...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Um metro

E então que ontem fomos ver a pediatra do Isaac.
Tempo mudou, rinite atacou, garganta doeu e lá vamos nós.
Mas o problema não é esse.
E nem há um problema.
Só que eu sou mãe.
E assim, dramática, emotiva e culpada por natureza.
E como em toda consulta, Isaac é examinado, pesado e medido.
Pronto.
E ficou no limite da Dona Régua, que o mede desde seus quarenta e poucos centímetros.
UM METRO E DOIS!
Saltitou a feliz doutora.
Sorriu Isaac, todo orgulhoso de si mesmo.
uéuéuéuéuéué, soou alarme na cabeça desta mãezinha aqui.
Um metro de filho, veja bem...
Viajei até a loja onde compro tecidos pro Ideias e me imaginei toda simpática:

"oi moça, hoje vou levar um metro de menininho loiro. olhos castanhos, por favor."

Pensa.

"hoje vai ser um metro de menininho loiro, meio emburrado, de sorriso raro, please?!?"

Um metro de filho, eu já tenho.
Um metro E DOIS.
E eu não prometo que não falarei que outro dia mesmo ele era tão pequeno que se perdia nos macacões RN.
Era tão minúsculo que nem mamar conseguia direito.
Que demorou a andar, mas falou rápido.
Tão rápido quanto cresceu.
E chegou num metro.

E acha que acabou aí?
Me vira então a Querida Doutora e acaba comigo:

"pode comprar tylenol 'criança', porque o 'bebê' não dá mais"

Ploft.

.....




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

mãe-esposa-empreendedora-comissãojulgadora-festeira-blogueira-eafins...

Bom,
eu estou numa fase boa da vida.
E agradeço muito por isso.
Agradeço às pessoas que me cercam, às forças superiores e divinas e a mim mesma.
Mas toda nova fase carrega em si o fator mudança.
E este, por sua vez, vem de mãos dadas com a adaptação.
Que logo, tem como companheirinhos o stress, o cansaço, a loucura.
Tudo lindo.
Mas com suas vírgulas.
Tudo ótimo.
Mas com precinhos camaradas a pagar.
Só que eu sou otimista. Filha e neta de.
Como diria minha vozinha, "Deus aperta mas não enforca".
E vamos que vamos.
Estou me encaixando nessa etapa.
Subindo mais um degrau.
Feliiiiz da vida.
Um de cada vez.
Plantando sementinhas e colhendo já alguns frutos.
E um deles é essa cabeça pensante, outrora um tanto adormecida, fervilhando novamente.

Meninas lindas do post anterior.
Muito bom ter vocês aqui comigo.
Aproveito para marketing dizendo que o site ainda está em construção, mas todas as novidades Ideias & Afins estão na página do facebook. Atualizadas quase que diariamente.
Não temos filiais espalhadas pelo Braseeeel, mas já despachamos festinhas para vários lugares.
E se não for possível atender, indicamos gente bacana e competente se necessário.

E viva a vida, né?!?!
Yoho!

...




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Geração tecnológica

Eu já cansei de falar que meu próximo filho virá com saída USB.
Fato.
Nossos filhos são nativos dessa coisa louca que é estar conectado, de N maneiras, 100% do tempo, a tudo, a todos e ao universo, digamos assim.
E nativo que só, Isaac sempre me deixa pensativa com essa questão.
Acontece que resolvemos deixar ele um tanto longe de computadores, i-tudos, videogames e afins por um tempo.
Criança tem que ter vontade de brincar no quintal, tirar o sapato e setir a grama, a terra. Ter vontade de pedalar, ver o sol lá fora e deitar no chão pra ver a lua e as estrelas.
Até é assim por aqui.
Mas a vontade natureba está perdendo campo pras tecnologias que vem até Isaac como se ele um imã fosse.
E (claro que vocês já devem ter vivenciado algo parecido) ninguém precisa ensinar nada.
Nem onde liga, desliga, muda, altera, atualiza ou compra.
I-pad, celular, touch, internet e youtube começaram a fazer parte da vida do filhote num instante que nem notamos qual foi.
Muitas das coneversas lá em casa são assim:

- Papai, quero o filme do Jake e os Piratas!

- Mas não está passando agora.

- Então ABAIXA da internet pra mim?!?!?!

Ou ainda:

- Mamãe, pega seu contador e liga no youtube pra gente ver aquela parte do Madagascar 3???

Quer mais?

- Olha lá, mamãe! Acabou o dragão do playmobil....

- Isso mesmo, Isaac.

- Mas você compra um pra mim na internet.

- Como você sabe que tem na internet?

- Na internet tem tudo, mãe... (e ele até vira os olhos com tamanha ignorância materna)

Confesso que me bate uma preocupaçãozinha.
Logo eu que olho tão torto para os adolescentes de hoje, presos numa vida virtual de MSNs, Facebooks, instagrans, vibers, slevers e etc...
Não sou contra.
Aliás, sou usuária de boa parte desses artifícios cibernéticos.
Mas quando eles chegaram à minha vida, eu já tinha maturidade e discernimento suficientes pra colocar limites, pra entender até onde ajuda e onde atrapalha.
Pra entender que a vida real as vezes é chata mas é muito bacana também.
E já tinha muitos amigos de carne e osso, os quais sei o tamanho do abraço, da gargalhada e do aperto de mão até.
E meu filho que é nativo?
Já nasceu de mãe blogueira e pai viciado em programinhas para celular.
Passa os dedinhos pelas telas como se a coisa sempre tivesse sido assim. E se estressa porque o modelo antigo da mamãe ainda requer teclas.
Isaac lê livros. Adora sentir as páginas entre suas mãos.
Mas estes perdem a graça imediatamente diante de um filmezinho novo no celular ou de um novo DVD no aparelho portátil.
E ele pediu um tablet de aniversário.
TA-BLE-T, disse ele no auge de seus quase 4 anos completos.
Cabe a mim.
Cabe a nós, pais.
Entender esse mundo diferente. E se questionar.
Como adequar nossos parâmetros de educação para um espaço sem limites?
Um mundo inteiro que se abre alí, numa touch screen?
Fácil?

...

Nota para mim mesma: Ontem o Google Street View chegou em minha cidade.
Me senti pelada, verdade seja dita.

...







sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A aposentadoria e a morte

A dentista do Isaac é uma pessoa incrível.
Brava e bem humorada ao mesmo tempo, conquistou meu filhote ainda bem novinho.
Cuidou, brincou e fez dele uma crinaça de dentes saudáveis e lindos.
Mas acontece que a Querida Dentista não é lá tão mocinha.
E esta semana nos comunicou que está se aposentando.
Eu tentei antecipar o assunto, explicar um pouco sobre o fator previdenciário (mentira. da braba).
Ele entendeu o quanto quis e lá fomos nós.
Ela realizaou a última consulta e com lágrimas nos olhos disse dos seus planos de descanso, paz e menos bocas abertas.
Chorei. De uma maneira um tanto disfarçada, confesso, ao ver Isaac abraçar a dentista e se segurar, firme, na despedida.
No caminho do carro ele soltou um suspiro, derrubou os ombros e começou a chorar.
Sentido, tadinho.
Questionava o tempo, a mãe, a dentista e essa loucura de vida.
Deixei que ele colocasse pra fora.
Assisti mais um aprendizado.
E logo ele começou com suas perguntas.

- Mamãe, porque a Tia Dentista não quer mais ser a minha dentista?

- Ela quer filho, mas ela vai parar de trabalhar. Não será mais a dentista de ninguém.

- Nunca mais?

- Acho que sim, filho.

- Porquê?

- Isso se chama aposentadoria Isaac.

- Porquê?

- Aposentadoria é quando as pessoas já trabalharam muito e agora merecem um descanso.

- Ela fica cansada de ser minha dentista?

- A Tia Dentista ficou cansada pois já trabalhou muuuuuitos anos, sendo dentista de muuuuuuitas crianças. E sua também.

Ele ouviu tudo atentamente até a tolinha aqui cair numa armadilha sem volta:

- E ela está velhinha, precisa ter uma vida mais tranquila.

Olhos arregalados mode on.

- Então, mamãe (bico de choro e medo), a Tia Dentista Querida vai morrer?

- Não filho. Não vai morrer.

- Mas você disse que todo mundo morre. E morre quando fica velhinho.

Respira, respira, respira.

- Sim filho. É bem isso. Mas a Dentista não vai morrer agora. Ela só parou de trabalhar.

Isaac entrou no carro em silêncio.
E quieto ficou pensando na vida. Ou no fim dela.
Por um bom tempo ficou triste.
Eu fiquei na minha. Dando espaço praquilo tudo.
De noite ele tocou no assunto novamente:

- Quando você ficar velhinha e morrer eu vou ficar sem mamãe...

E ao ouvir a própria voz percebeu alí outra coisa:

- E quando EU ficar velhinho, um dia EU não vou existir mais.

Eu, tão pequena diante dessa verdade toda, só contribuí com o meu otimismo característico:

- É filho, mas isso vai demorar muito. Muito, muito, muito mesmo.

Amém, né?

...







quarta-feira, 18 de julho de 2012

Nós queremos filhos. Ele não quer irmãos.

A equação seria simples se não fosse tão complexa.
Nós queremos filhoSSSSS.
No plural.
Mais um, pelo menos.
Isaac não.
Já deixou bem claro que quer viver no singular.
Único e feliz, como se sente há quase 4 anos.
Acha que já é mais que suficiente dividir a casa com dois cachorros, primos e amiguinhos que lhe cabem.
E não se trata só do espaço físico.
O pequeno possessivo já encontrou maneira de provocar o pai dizendo que "mamãe não te ama. ela ME ama".
Chama a atenção de todas as maneiras.
Se faz de picadeiro, palhaço, acrobata e malabarista.
O show tem que ser dele.
E só dele.
E agora?

...


sábado, 7 de abril de 2012

Adoramos as trúfulas do Lorax

Saímos do escurinho do cinema ontem com as mentes iluminadas.
O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” não é só todo bem feito em tecnologia, traços e trilha sonora como é um excelente mexe-na-consciência sobre as questões ambientais.
E não fala só do "plante uma árvore", cutuca também nas consequências do consumo, da ambição e do querer mais e mais.
Adoramos.
Mas o que mais me deixou feliz foi que a criaturinha laranja e bigoduda dá seu recado de maneira certeira, para adultos e crianças, desde as mais pequenininhas.
Isaac saiu da sala cantando "vai crescer, vai crescer" (que aliás é arrepiante), no pós-filme avistei várias crianças, até menores que o filhote, de olhos brilhantes e pensamentozinhos estimulados.
Lorax, Ted e Fazumavezildo não plantam apenas a sementinha de trúfula na plastificada Theneedville, plantam na gente uma possibilidade de que tudo pode mudar.

Recomendadíssimo!



segunda-feira, 5 de março de 2012

Do que vou ser quando crescer e das idéias todas...

Isaac já tem suas vontades.
Fato.
E já tem as próprias idéias.
Mais fato ainda.
E lembro que fofinho era quando misturava o futuro com o presente brincando do que queria ser quando crescer....
Isso. Queria.
Porque agora ele já tem vaga noção de que a pessoa estuda um monte, escolhe o que quer fazer da vida, vira vestibulando e depois bicho (lógico, olha a época, ele já se deparou com os coitados todos pintados nas esquinas aqui da city) e depois estuda e estuda mais um pouco pra virar alguém com uma profissão.
Ok.
Então, com essa percepção um pouco ampliada da vida ele já sabe que o pai é engenheiro e a mãe é jornalista. No meu caso ele se confunde um pouco com o negócio do jornal e do rádio e das salas de aula, mas tá valendo.
E logo que visitou o trabalho do pai saiu falando que ia ser engenheiro.
Não. Que já é um pouco engenheiro.
E a gente, como em tudo confesso, acha lindo.
Mas de uns dias pra cá ele desencantou com a matemática e os cálculos todos.
Desistiu da idéia de produzir e lidar com máquinas.
Vem achando super graça em mudar de profissão.

- Quero ser jornalista.

- É, Isaac? Não ia ser um engenheiro? (pergunto eu na esperança de que ele tenha um salário melhor e finais de semana livres)

- Não. Agora eu sou um jornalista.

- Mesmo? Por quê?

- Ué, mamãe, é que eu mudei de idéia.

....

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz e feliz e feliz!!!!!


Esse final de ano não vou traçar metas
não vou desejar muitos desejos
não quero criar muitas expectativas
muito menos me agarrar com tudo no ano que vai nascer.

Hoje eu vou ser eu
vou ser feliz com todas as forças que posso
e vou brindar, comemorar, abraçar e chorar, caso aconteça
mas não vou ficar pensando no amanhã.

Amanhã é um novo dia sempre
sendo de um outro ano ou não
e o que preciso, de coração,
é que todos os novos dias sejam assim
carregados de novas energias e vindos de noites bem vividas.

Noites Felizes em 2012
Para todos nós.
Amém




terça-feira, 22 de novembro de 2011

Me entregando ao papo brabo: carreira.

Neste mais de um ano de blog eu pouco falei sobre meu trabalho.
Sim. Devo ter reclamado pacas. Devo ter me culpado pacas. Mas nunca (acho eu) fiz post especificamente sobre como minha escolha profissional afeta briga com o lado maternal.
Ok.
Adoro o que faço.
Ok. A empresa me apóia no lance todo com o Isaac.
Ok. Já conquistei meu espaço por aqui.
Ok. Tenho horário flexível.
Ok.
Tudo vai bem até que filhote fica doente.
Aí cai tudo por terra.
Aí da vontade de rasgar o uniforme e ser "só" mãe.
Dá vontade de me livrar dos horários e viver para meu filho.
Não ter que deixar ele chorando de braços estendidos pedindo companhia.
Não ter que ficar dividindo cérebro, atenção e disposição lá e cá.
Sim. Já tive N oportunidades de largar tudo.
Mais N ainda quase lá de largar tudo.
Mais culpa, logo mais dúvida.
Porque essa danada é inexplicável e não ajuda na resolução dos problemas.
Isaac já tem 3 anos.
E desde a licença maternidade escolhi continuar trabalhando.
Eu decidi que seria melhor pra todos nós que eu continuasse produzindo fora de casa.
Nâo me arrependo.
Mas também tem horas que não me entendo.
Sei que é fase. Sei que terminado o antibiótico tudo volta ao normal.
Sei sim.
Mas fica aquela pontinha sabe?
Aquela que, a cada nova otite/amigdalite/febre/mal estar, vai ficar me cutucando. Me colocando à prova.
Me fazendo sentir #demerda a cada saida matinal.
Me fazendo sentir desnaturada a cada dia do integral.
E aí?
Ao mesmo tempo sei que concilio com maestria essas duas vidas. A de ser mãe e a de ser profissional.
Não é fácil. Aliás, além de difícil é doloroso tem horas.
Doloroso porque fico toda satisfeita tanto quando elogiam o Isaac ou quando dizem que me ouvem toda manhã.
E na minha cabeça (ou numa parte dela) não deveria nunca haver tal comparação.
Mas há.
E há várias semelhanças também.
E vocês devem saber bem qual são.
E devem entender também esse desabafo materno.
Certo?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Atualizando as coisinhas dos 3 anos

Tá que hoje tô mais calma.
Com mais sono também, mas calma.
E a vida é assim, né gente?
Uma graça também.
Ainda mais quando se tem filho de três anos de idade.
Aí vira uma comédia.
Daquelas boas, mesmo.
Isaac agora curte Metallica.
O disco acústico, mas curte.
Outro dia maridex veio todo louco e babando mais que o normal contar que colocou filhote no carro e quando olhou pra trás viu menininho loiro e sorridente balançando os braços pro alto, como se estivesse num show da banda.
E reclamou a hora que o pai desligou o som.
E os gostos mudam.
Ontem mesmo mostrei a ele clipe da Adriana Calcanhoto e revelei que aquela era a Partimpim que ele tanto ama.
Ou amava.
Olhou bem pra mim, troceu o nariz e perguntou "Quem é essa daí, mamãe?", como quem diz "essa fase já passou, velhota, não viva de saudosismo".
Ao mesmo tempo que canta NO NO NO com a Amy e seu "Rehab".
Assim como dançar "thriller" e cantarolar "yellow submarine" agora fazem parte do repertório atual.
As brincadeiras também.
Mesmo que piratas ainda sobrevivam ao tempo, agora eles contam com up grade no aplicativo.
Dão piruetas e falam em inglês, respondem uns aos outros e ficam de castigo se não param em pé no barco ou metem o gancho onde não são chamados.
Quintal é espaço pequeno e o parque do condomínio não ocupa mais uma tarde inteira.
Nem a mamãe é mais solicitada para todas as atividades.
E a vida continua linda.
O tamanho da cama aumentou e as barras ficaram curtas. As meias e cuecas ganharam novas carinhas e os livros de páginas mais grossas ficam mais tempo na prateleira.
As fraldas são cada vez mais escassas e a gente vai com calma.
Agora se ouve com maior frequência as preferências e os "eu quero" vem cheios de argumentos.
As atitudes são muito mais dele do que nossas.
Ainda é nosso reflexo mas já sabe bem o que quer.
Ontem correspondeu ao abraço de menininha querida com um carinho leve no rosto dela. E ficou com vergonha como todo menininho dessa idade. E saiu pra ver os maiores jogando video game como todo menininho dessa idade.
E também não ficou mais grudado na gente, só corria pra pedir água ou tirar alguma dúvida técnica.
De forma simples e mágica.
Mas ainda chora.
E quando chora quer o colo da mãe.
E quando não se sente bem, como nessa madrugada, me faz lembrar do recém-nascido e sentir dó de mim.
Por não ter um colo que cresça também.
...

E ó eu falando do tempo de novo....

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mãe, quem é o He-man???


Foi com essa pergunta que Isaac ne recebeu ontem a tarde, na escola.
E eu mergulhei de cabeça no "recordar é viver" mais intenso da minha vida.
Sim, sim. Eu já havia parado pra pensar e lembrar de todas as coisinhas lindinhas da minha infância, já recebi e-mails enooormes, cheios de bolete e ploc monsters, que me fizeram dar altas risadas.
Mas a pergunta do Isaac me fez ter um remember diferente.
Reviver com o filhote alí, novinho em folha e cheio de estímulos, os desenhos 2D da minha época.
Contei pra ele sim quem era o He-man. Encenei o lance todo com a espada e os poderes de Grayskull. Nem esqueci do Gato Guerreiro.
Isaac riu e logo se empolgou:

- Tinha mais desenho, mamãe?

Ô se tinha.
Falei da She-ra, quem nem era minha preferida, mas me achei a super, gritando o nome da moça com as mãos pra cima. (tá, podem imaginar e rir).
Contei dos Ursinhos Gummy e seu suco de fruta, que a essas alturas - ó a dica - virou aliado pra fazer a cria mandar a vitamina pra dentro.
Cavalo de fogo, princesa Sarah, Diabolin...
Caverna do Dragão, que nem eu entendo muito, mas vá lá, Isaac gostou de saber só por ter dragão no nome.
Tunder Tunder Tundercats ôôôôôôôô!
E ficamos alí, rindo da vida.

Conversinha boa, viu?!?

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails