quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Das dores dessa vida

Fato.
Todo mundo sofre.
Faz parte do processo.
Ser um ser pensante implica em passar pela mais vasta sorte de momentos difíceis.
E inevitavelmente, superá-los.
As vezes não.
As vezes demora um monte.
Mas faz parte dessa vida também sobreviver.
Aos momentos, pessoas, situações, chatices, enfim.
Sei disso, você sabe, nossos filhos vão crescendo e aprendendo.
Tudo lindo e civilizado.
Tudo já explicado e desenhado pelas mais amplas sabedorias da psicologia.
O cosmos.
Religiões.
Tá.
Até que chega o dia que seu filho de seis anos chega em casa todo trabalhado na depressão.
Lágrimas nos olhos.
Se segurando (pq já tem aprendido muito dessa vidinha louca).
Depois de um tempo desaba, corre pro quarto e chora.
Sentido.
 - mãe, eu não sei o motivo, mas o fulano não quer mais ser meu amigo. Ele não me deu atenção hoje e fingiu que eu não existia.
Aguenta coração???
Respirei. Pensei.
Mas diferente daquela louca que ainda sou em alguns momentos, eu não pensei em enforcar a criança, muito menos em dizer um palavrão bem falado.
Eu estiquei meus braços, sorri, e dei colo.
Colinho.
Cafuné.
Deixei que ele se sentisse seguro para continuar a conversa.
E conversamos.
Sobre mostrar que não gostou da atitude do amigo. Que deve procurar saber o pq da atitude.
Sobre não se acomodar.
Sentimentos.
Sobre respeito e amizade.
Carinho.
E as diferenças entre as pessoas.
É assim crescemos.
Mais um pouco.
Cada um na sua fase, com seus limites.
Eu e ele.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

adjetivos

a...a vida...
a... a percepção que temos dela...
a... menininho de 6 anos descobrindo o poder das palavras...
e a.... menininho de 6 anos concluindo que pode usá-las...

Isaac entra no carro todo cheio de assunto.
E um dos assuntos da escola no momento, são as fantasias da festa de Halloween.
Especificamente de um aluno mais velho.
O sujeito estava vestido - e perfeitamente - de Dilma.
Isso, nossa presidentA.
Cabelo, roupa, gestos. Tudo.

Então que me vira meu pequeno, sem saber muito o que achava sobre a questão (tanto do colega vestido de mulher, tanto da mulher ser aquela de quem ele ouviu tanto falar na época das eleições e ainda ouve), e manda:

- Mãe, o cabelo do fulano estava feio.

- Sério?

- Estava horroroso.

- Nossa! Então ele estava um tribufu!

- Não mãe - disse bem sério - ele estava um QUADRIFU!

faz muito sentido, meu filho. muito.

...


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Voltando no tempo

Logo cedo Isaac filosofa, pensa e me aniquila.
Assim, antes do segundo gole de café.

- mãe, às vezes eu tenho vontade de voltar  no tempo.

- sério? Mas já?

- é, pra consertar algumas coisas que eu faço de ruim.

- entendo, mas sabia que da pra consertar as coisas sem precisar fazer uma viagem no tempo-espaço? Mas o que vc tem vontade de arrumar?

- por exemplo, quando eu derrubo uma jarra de vidro ou um copo cheeeeeio de suco de uva. (Sim, Isaac derruba tudo é só se eu virar o menino do avesso pra fazê-lo prestar atenção ou não querer tudo ao mesmo tempo)

- mas acidentes acontecem, e a gente conserta isso com pano, água e sabão.

- é, mas vc fica brava.

- às vezes sim, pq já aviso que pode cair, que pode acontecer e mesmo assim, não há atenção.

- é, mas acontece né?

Ali percebi que ele falava dos pequenos acidentes, das broncas, do arrependimento, das responsabilidades e consequencias.
Meu coração doeu um pouco, mas amo ter esses papos com Isaac. Aprender com ele também.

E pensei que gosta voltar no tempo, em algumas situações setia otimo.

Sempre que me perguntam qual conselho eu daria pra carol mais nova, eu tinha a mesma resposta: "faça, faça sem medo".

Hoje, se eu voltasse algumas décadas, eu seria mais específica: "Carolina, preste atenção nos detalhes. NOS DETALHES."

....

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Dica de viagem: Zoológico de Buenos Aires


Terceiro dia de Buenos Aires.
Tomamos café da manhã no La Rambla.
Lugar histórico, decoração linda e hummmmm... tudo delícia.
Pedi media lunas com geleia e manteiga. ploft. Lembro do gosto até hoje.

Bom, 
depois da nossa barriga cheia, fomos pro Zoológico de Buenos Aires.
Onde alimentamos os animais.
Espalhadas em todo o local, barraquinhas vendem porções de ração própria para alimentar os bichos.
Há alguns soltos pelo Zoo e algumas jaulas onde é permitido dar ração.




Isaac adorou.
Não só pela integração, a alimentação toda, a mão babada daquele jeito que eles gostam.
Mas pelos cenários.
Cada jaula representa um lugar, tem construção, cores, tudo.
Além, claro, dos animais que a gente não vê por aqui.



Ótimo passeio!
E depois? Pra onde fomos?
Pra um lugar lindo, charmoso e delicioso.
A Casa Muamor está no top 10 Buenos Aires de quase todos os blogueiros que consultamos.
Almoçamos wraps fantásticos, sucos naturais e uma torta de chocolate que... sem palavras.



...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sobre a História do País

Isaac entra no banho com aquele ar de sabido.
E logo, me presenteia com uma sorte de fofuras.

- Mãe, eu sei quem foi o primeiro presidente do Brasil!

Entro na animação e pergunto:

- Quem? Quem? Quem?

Ele estufa o peito, aponta o dedo para cima, como se um discurso fosse, e manda:

- Alguém da Fonseca.

Aí me aventuro:

- Deodoro?

- Isso! Teodora da Fonseca!

Entendo, curto, depois explico.
Isaac, desde que se entende por gente, vê um país governado por uma mulher, certo?

- Deodoro, e você está super de parabéns!!!! A aula deve ter sido interessante hoje.

E tem mais:

- Mãe, e sabe como foi?

- Não, sei nada.

- Então, o Fonseca disse para D. Pedro, o segundo, que ele ia cuidar de tudo por aqui.

- Sério?

- Sério. E daí começou o regime da República.

pausa.
E ele cai na gargalhada.
E com a boca aberta de tanto rir ele conclui:

- Será, mãe, que essa república conseguiu emagrecer???

...

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