quinta-feira, 19 de maio de 2011

O filho não foi...


Nem boa parte do meu cabelo, que foi "tosado" dias antes da viagem.
(Agradeço então as queridas que elogiaram o novo look nos comentários do último post.)
Mas sabe que falar de cabelo é interessante.
No momento que ainda estou pensando e conversando muito sobre essas férias sem o pequeno.
Cotar o cabelo é uma questão de desapego.
Mas desapego com amor, carinho, cuidado consigo mesmo.
E no caso, ainda, cuidado se o marido vai gostar, se o filho não vai sair correndo achando que você não é você por conta do corte novo.
O cabelo muda, cresce (e no meu caso muito rápido), se deixa transformar e as vezes tem vida própria.
Assim como o ser humano.
E seu filho é um ser humano, lembra?
E cresce, muda, transforma a própria vida e a sua e de muitas outras pessoas também.
Logo, conhecendo meu filho quase como conheço meu cabelo, fiz as malas e fui.
Lógico que não é tão simples quanto sentar lá na cadeirinha da cabeleireira.
Lógico que houve toda uma preparação.
Cuidado.
Carinho extra.
E planejamento.
Como já disse por aqui, resolvemos que o melhor seria contar tudo pro pequeno. 
Então ele sabia muito bem onde estaríamos, como e porque.
Sabia que ia passar uns dias numa avó e depois mais alguns dias na outra avó.
Foi comigo conversar com a professora e ouviu atentamente todas as recomendações e poréns dos dias sem os pais.
Então, acredito eu, foi com essa escolha, de todas as cartas na mesa - lógico que com a linguagem e os limites que uma criança requer - que as coisas ficaram mais fáceis.
Isaac sentava meio que sem querer na frente do computador para conversarmos, falava duas palavras e sumia pra fazer coisas mais interessantes pra ele do que ver dois babões numa tela.
Mas dou aqui vários vivas para essa tal tecnologia.
MSN, Skype, Facebook, celular.
Puts! O que seria da mãe culpada e de férias sem essas maravilhas?
Mas não é só tecnologia que salva não.
Vocês lembram do cabelo?
E do desapego?
E de deixar o filho viver uma vida dele enquanto você vive uma sua?
E isso não significa deixar de lado. Significa respeitar e entender limites. Principalmente os seus.
Além disso, compreender necessidades.
E tendo tudo isso ajeitado na cabeça, saber e estar segura de que o pequeno vai ficar em boas mãos, com pessoas que o amam e o respeitam de maneira tão plena quanto a que você o faz.
Mais alguns ingredientes?
Curtir a culpa, rir da culpa e carregá-la com você seja pra que canto do mundo for.
E ela estará lá, mesmo que quieta.
E vai se manifestar sempre com um "Puta vida! O Isaac ia amar isso aqui".
Mas o mais importante, depois disso tudo?
Se permitir transformar e ser transformada.
Pela presença ou ausência do filho, daquele cheirinho de ser mãe, do "mamãããe" arrastado de madrugada.
Por todas as novas experiências que uma viagem pode trazer.
Por todos os novos contatos ou recontatos que você vai fazer com o seu marido, com o mundo, com você mesma.
E a volta?
Aaaa... a volta é ma outra história.
E a supercola vai bem, obrigada.

19 comentários:

Paula Dreger disse...

Ai Carol lendo seus posts da viagem me dá um friozinho na barriga. De pensar que logo eu e maridao iremos tambem deixar nossa filha com as avos.
E tudo bem, sei que ela vai ficar bem. Vai sentir a nossa ausencia mas vai ficar bem.
E eu? Nao sei, mas to me preparando. Será???
E voce ficou lindona mesmo com o novo cabelo.
Um beijo e to adorando os posts da viagem!

Renata disse...

Hehehehe
supercola é ótemo.
Vocês estão certíssimos em abrir sempre o jogo pro Isaac, né? Assim a confiança dele é construida e ele sabe que pode contar. Perfeito! Me inspiro em você e me acalmo, pensando que, apesar dos pesares (e apesar do que ja me disseram) minha vida com meu marido não acabou no dia em que engravidei. Posso sonhar?

Beijao!!!

Pequenos Modernos disse...

Ai deve dar um frio na barriga mesmo deixar os pequenos por uns dias.
Mas faz parte né?
Ah e o seu cabelo ficou lindo!
Beijinhos!

Martha disse...

Ai Carol.. me deu uma vontadezinha de fazer isso tbm, sabia? Mas ainda não estou pronta..
Fiquei lendo cada frase do seu post e me colocando no seu lugar... e vi que ainda não tenho essa segurança, mas tenho que ter um dia, mais cedo ou mais tarde! Não é assim que as coisas são? Então...
Que bom que o pequeno compreendeu bem a "ausência", que bom que existe Skipe e afins...
BJnhos em vcs.. !!

Renata disse...

Carol, adorei suas reflexões. A gente precisa de um tempinho, né? E depois a gente curte o super grude! rsrs!
beijo

Mirys + Guigo + Nina disse...

Arrasou, Carol!!!

O cabelo ficou lindo!
A atitude foi linda!
Imagino que a viagem também tenha sido linda (sou suspeitíssima pra falar de Paris...)!

Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com

PS: você vai participar do nosso "dia da família", né? Pegue seu selinho lá no Diário e, no dia 31.05, passe uns minutinhos especiais com alguém que você ama.

Sara Lima Saraceno disse...

"E de deixar o filho viver uma vida dele enquanto você vive uma sua?"

Ploft! Morri!!

Vou viajar daqui há um mes... passarei uma semaninha sem a pequena e o fato é que já estou estressada... essas suas apalvras me deram um apeeerto na garganta... mas, o final do post me deixou menos aflita, se é que isso é possível..rsrsrs!! Também estou conversando super aos poucos com minha filha sobre a viagem... e ela entende e me diz "Mamãe, mas eu vou ficar com taaaaaanta saudade de você"... afff!! Me mataaa!! É aquela boa e velha culpa que a gente carrega pra lá e para cá!!

E, em relação à vida dela, sei que vai ser assim, um período de muuuuitos mimos e farras.... e depois, super cola para mim também...rsrsrsrs!

Bjo

http://vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/

Fabi disse...

Cada vez que leio alguma coisa da sua viagem, fico mais doida pra viajar COM o João e SEM o João.
COM ele para experimentar coisas juntos, ver o seu sorriso (ou não).
SEM ele para eu poder crescer, ter o que contar, o que compartilhar...

Adoro seus posts.

Beijos,
Fabi

Bianca disse...

Olá Carol!
Adorei o post. E o cabelo. essa coisa do desapego é bem assim mesmo. Luana viaja sem a mãe, o pai desde uns 4 anos. E já dormia na casa dos avós aos 2. E vai para a Disney sem mim aos 13, em janeiro de 2012, consulado marcado para segunda agora. E vai sempre com planejamento, com amor e com pessoas que confio meu eterno bebê. Estou certa de que cada um com seu caso, seu amor e planejamento, tomamos as decisões certas para o crescimento tanto dos nossos filhos, como nosso próprio crescimento. *curiosa para saber as dicas de viajem!*
Beijos

Camila disse...

Carol, que post lindo! de amor, carinho e cuidado! Realmente inspirador, do tipo de pendurar na geladeira para nunca mais esquecer. Adoro esse bloguitcho e tava com mais saudades do q poderia imaginar!
Bjos mil,
Camila
www.mamaetaocupada.com.br

Nine disse...

Ai que delícia de aprendizado, em Carol?

Realmente poder contar com os avós nesse momento faz muita diferença, né? Acho que essa é uma das grandes vantagens de se viver perto da família nos dias de hoje, como mãe.

Atualmente moramos muito longe de ambas as avós, o que dificulta e muito momentos apenas com marido ou consigo mesma.

Faz parte.

Eu achei muito legal a maneira como vcs fizeram o Isaac lidar com essa situação! Parabéns! Acho que o fato de vcs estarem super seguros de que tudo ficaria bem, fez com que tb ficasse.

Beijos,
Nine

Anne disse...

caroool.
vc mata a pau!
nem vou comentar, porque não posso com minhas simples letrinhas acrescentar nada útil a essa reflexão maravilhosa!
bjo bjo

Juliana Ramos disse...

ADORO o seu jeito de escrever!

Tendo com quem deixar e sabendo que eles vão fica bem, vou pra qq lugar!!!

Agora quero saber sobre o grudinho...

Bjão

Eleonora Monticelli disse...

Carol, mandou bem no cabelo! Mulher de atitude :)
Preciso urgente dar um jeito no meu, só tá me faltando essa coragem! Quem sabe esse fds... rs
Bjs!
http://cegonhatrends.blogspot.com

Pinguinho da Mamãe disse...

Ai, não sei se consigo!!!
Que medinho... Frio na barriga, não, freezer mesmo....
Mas desapego, né.
Vou tentar.
Bjs

Re disse...

Carol, estava tao ausente esses dias da bogsfera, que agora que li sobre a sua viagem..sabe, compartilho com vc isso, o casal merece sim ferias juntos sem a cria, claro, desde que reserve tb ferias com a cria, mas acho que viajar de vez em quando sem o filho faz bem tanto para o casal, qto para a criança que percebe que o mundo nao gira so em torno dos pais, que aprender a s desapegar, a ser independente e a saber que vcs vao, mas voltam. Parabens pela iniciativa, pretendo fazer o mesmo quando a Manu for maiorzinha. Bjs

Juliana disse...

Ai, Carol, lendo o seu post percebi como vai ser dificil para mim voltar a vida que eu tinha antes... A Isabella eu quase não deixava com os outras pessoas, agora com 2 imagino como vai ser dificil... Queria ser como vc e voltar a passear só com meu marido, viajar, mas acho que não vou conseguir. Acho que vou precisar de ajuda.

Celi disse...

Carol,
Amei o post! Mostra uma mãe consciente e apaixonada pelo filho. Sabendo o que faz... É isso aí!
Um beijo.

Sara Lima Saraceno disse...

Oi! Olha, desculpa, queria ter avisado antes, mas agora já foi... fiz um referência ao seu post no meu blog, tudo bem?
Mas fiz questão de indicar o link para quem quiser te fazer uma visita pessoalmente! Qualquer problema, me avisa que eu retiro a referência.
Bjão
http://www.vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/

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