terça-feira, 9 de abril de 2013

Bendita Palmilha!

Isaac, coitadinho, nasceu com o pé chato.
De tudo que podia herdar, herdou a pisada torta.
E desde o ano passado ele usa a tal palmilha ortopédica.
No começo fiquei ultra feliz por terem abolido da face terrestre aquelas botinas duras, com sola de madeira, que euzinha tive que usar na infância.
Era horrível, era medonha, era pesada, era uma arma ultra secreta contra as canelinhas inimigas do jardim da infância.
Enfim, voltemos a palmilha, que o que interessa neste blog é falar do filho, né? E do pé chato dele.
Bom, mas acontece que a tecnologia aqui, não é lá tão amiga.
A palmilha não é de madeira, não é medonha, não é arma que nada, maaaaaaassssss...
Não entra em p~#*@ de sapato algum!!!!!
Explico.
Pela curva do pé chato do Isaac, a palmilha tem que ter um lado mais alto.
A primeira que fizemos, depois de uma longa caminhada enfiando e desenfiando a bendita em inúmeros modelos e marcas diferentes, vendo filho estressar e gritar ao ver uma loja de calçados, conseguimos sucesso com uma botinha de uma única marca, a qual, na cidade inteira, havia o único par que comprei.
Acontece que a botinha é até bonita, mas é quente.
Quente assim, pra usar no Alasca.
E chegado o calor, aposentamos botinha, palmilha e o que mais lembrasse aquilo tudo.
Começo de ano, retomemos rotina, lá vamos nós no ortopedista.
Nova palmilha receitada, dei eu ao médico minha demostração master de mãe neurótica, sofredora e militante contra as botinhas quentes e as palmilhas que não se enfiam em lugar algum.
(enfiariam sim, em algum orifício do doutor, caso ele falasse que eu não tinha escolha)
Ortopedista deu risadinha e então, como se fosse a coisa mais natural desse mundo, receitou uma de "baixo perfil".
Assim, como se fosse a solução de todos os problemas desse mundão...
Ontem, então, toda meninona, fui buscar a tal palmilha que pensei eu caberia até em sandália havaiana.
Mentira!
O c@$%&*!
Passei o resto da tarde com Isaac debaixo de um braço e o par de palmilhas do outro, procurando um modelo de tênis que comportasse a bendita palmilha mais o pé do meu filho.
A grande m#$%d@ é que nem a indústria calçadista nem a medicina ortopédica estão preparadas para a P~##@ de um problema de pé chato que faz parte dos anais da medicina desde os anos 70.
Não, cara colega, não existe tênis, sandália, sapatênis, bota, cano alto, cano baixo, com cadarço ou sem que resolvam tal questão.
Zero. Nulo.
Aí você, no meio da busca louca, se encontra com vendedoras que tem a coragem de olhar nos olhos e falar   que dois números maiores ajudariam.
Você, em grau master de cansaço, já imaginando as palmilhas azuis rodopiando numa viagem descarga abaixo, aceita a sugestão e vê seu filho tropeçando e perdendo o tênis no meio da loja, porque né? dois números a mais, certeza que ia sair do pé... ainda ouve a lindinha dizer que "é assim mesmo, depois eles acostumam".
Acabei, eu mesma me atendendo numa dessas lojas grandes de material esportivo, aquela com nome de personagem mitológico que é metade gente metade cavalo (porque, né? vamos combinar que eles são demais, são tudo o que preciso e não precisam me atender direito nunca nunca NUNCA - fica o protesto porque o atendimento deles lá é que rodopiou na descarga, não desceu e foi parar tudo no shopping aqui da city), e achei um modelinho assim, não gostei muito mas não tem tu vai tu mesmo.... tá grande mas tá valendo... paguei uma nota e vamos que vamos readaptar o filho na função ortopédica toda.
#prontofalei
e
#aiquesaudadedabotinha

...

3 comentários:

nenecrescendo.com disse...

O título do post não seria MALDITA palmilinha?

Compreendo parte da sua busca e frustração. Esses problemas ortopédicos que acometem nossos pequenos nos levam a loucura. Meu pequeno tem displasia do quadril, ou seja, tem que usar um aparelho nas pernas para mante-las encaixadas, leia-se abertas. E quem diz que foi fácil achar roupas que permitiam tal façanha? Ou ficavam com os botões abertos ou não usava a parte de baixo. Isso foi no começo, quando usava o Pavlik, agora ele usa o Ilfild, que me obriga a por uma calça para não machucar a perna dele, ja que vai preso nas coxas, o outro ia preso nos pés, mas as pernas continuam a ter que ficarem abertas e com o frio chegando tive que apostar em roupas maiores para que cumpri a função de mante-lo aquecido sem atrapalhar o tratamento!

Tatei e Nana disse...

Putz, Carol! Que chato isso... Imagino a raiva que vc deve ter passado. Ainda bem que achou pelo menos um que deu certo!
Bjs

Flávia Brito disse...

ai gente, tadinho do Isaac e de você, né!! Ninguém merece essa epopeia. É uma pena que a preocupação com as adaptações especiais por qualquer setor na indústria é ínfima,só porque não dá lucro. Também, custava a palmilha já vir com alguns modelos lindos de sapatos??Poxa!!

beijos!

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