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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A triste história das professoras risonhas

Essa semana vocês me acompanharam no drama da tal briga da escola.
Maridex foi sim conversar com a coordenadora.
De maneira sutil, comportada e bem educada colocou nossos problemas e questionamentos.
Recebeu como resposta que as professoras risonhas seriam abordadas, que o comportamento delas foi mesmo inaceitável e que a escola vai tomar as providências necessárias.

Isaac continua torcendo o nariz para o "cursinho de férias", eu continuo sem saber o que realmente aconteceu mas mais tranquila com o comportamento da coordenadora.
E ainda dando Graças a Deus que é só o curso de férias e que a escolinha em questão tem tias muito bem capacitadas e atividades bem elaboradas para os dias em que filhote fica integral (que uhu! voltaram a ser só dois por semana!!).

Mas todo esse papo vem me fazendo refletir bastante.
Sabem,
não é fácil aceitar que criaturas que se propuseram a estudar para trabalhar com crianças tenham tal comportamento.
Mesmo que as "tias" do Isaac não tenham rido por achar graça, mesmo que sejam inocentes na história toda, sei bem que existe um número (até maior do que deveria) de professoras que trabalham com descaso.
Sei que há profissionais E profissionais.
E me dói, de uma certa maneira.
Me dói porque faço parte das mães que trabalham - e assim tem a escola como aliada - e além disso acreditam que a escola é parte importante no desenvolvimento de uma criança.
Eu não lembro de como foram meus maternais ou jardins, mas gostaria de lembrar satisfeita dos do meu filho. Ter a tranquilidade de que a instituição que escolhi para partilhar o crescimento dele mereça tal confiança.
O mesmo vale para a escolinha de inglês ou de natação.
Isaac é mesmo meu bem mais precioso e eu não vou aceitar que deem a ele menos do que ele merece.
É pedir demais????


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Agora em 3D

Já fazia um tempão que eu estava ensaiando pra apresentar o cinema 3D ao Isaac.
E aconteceu ontem.
Ele pediu pra assistir "Deu a louca na Chapéuzinho vermelho 2" mais uma vez e achei a oportunidade excelente.
Já conhecia o filme, a história, agora ia conhecer o óculos.
E ó que mocinho da mamãe se comportou super bem. Entendeu tudo o que expliquei sobre a tal tecnologia.
E adorou.


Até que cansou de ficar arrumando aqueles óculos enooormes tamanho super grande.
E perdeu a paciência, já no fim do filme, mas perdeu.
E eu também.
Não com os óculos, mas com a falta de consideração da indústria cinematográfica diante dos pequenos consumidores.
Ah! Se existe filme infantil em 3D porque é que não disponibilizam o óculos em tamanho compatível com o público proposto????
Oras...
E não falo só pelas crianças de 3 anos. Falo por todas elas. Seja de que idade for.
Se os óculos ficam meio larguinhos em mim, senhora balzaca, imagine só nos pequenos?

Passada a revolta (mais ou menos, tá?), caros leitores, recomendo sim o cinema em 3D aos pequenos.
Foi delicioso ver o Isaac com as mãos pra cima.
E me diverti horrores em cada "mamãe, olha a moto!", "mamãe, que lobão!", "mamãe, molhou você?".
Uma graça.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Toquezinho básico

Já falei que ser mãe é uma loucura?
Muitas vezes.
Já utilizei o termo "esta cabeça louca" algumas vezes?
Mais do que deveria.
Já me chamei de doida, sem noção ou ri da própria desgraça?
Ô.
Então tá.
Agora posso reforçar meus conflitos com o tal toquezinho do título deste post.
TOC meu bem, não toque.

Ele mesmo. Mais um transtorno nessa existência.

Não.
Nenhum médico credenciado e especializado diagnosticou e assinou embaixo.
É outra coisa dessa cabecinha louca.
Explico.
A mania, fobia, doença, transtorno ou frescura agora é por organização.
Fiquei neurótica.
Neurótica por ver tudo guardado, organizado, arrumado.
Tu-do.
Quase tudo.
Os brinquedos do Isaac, por exemplo, depois de tanto contato com baba (do fiho e dos cachorros), sujeira, terra, poeira e pedaço de comida, se desenvolveram numa forma mutante que tem aversão aos lugares apropiados, caixas e armários.

Aí você deve estar falando: Aaaaaa, mas essa Carol é muito dramática... Tá surtando com a bagunça do filho e vem falar que tem TOC...

Ok. Concordo com você. Mas algo mudou por aqui.
Os brinquedos que antes ganhavam uns chutinhos até saírem do meio do caminho agora povoam meus sonhos, pensamentos no horário de trabalho e tomam boa parte do meu final de semana.
É sim aterrorizante.
Primeiro porque meu filho custa a aprender que se tirou-bricou-cansou tem que guardar de volta e me responde com:

- Mas eu estou muito cansado, não consigo guardar...

E eu piro.
Enlouqueço.
Viro a doida.
Depois que, a irritação toma conta do meu ser porque, além do filho mal educado e bagunceiro, participam da rotina da minha casa duas criaturas que tiram as bagunças do Isaac de um lugar e colocam em outro.
E esse outro, queridas, está longe de ser o bendito lugar certo!
Exemplo? Tenho uma tonelada.
Faz uma semana que filhote tirou um livro da prateleira e deixou na cozinha. E lá a publicação ficou (sendo engordurada e tals) até ontem quando eu disse "Fulana, o lugar desse livro é na prateleira, no quarto do Isaac, ok???". E o livro apareceu aonde? Na mesa de jantar.
Da cozinha pra mesa de jantar?
Um insulto.
Provocação. Só pode ser.
E não é só isso. Essa mania louca está me dando dor nas costas, nos ombros e de cabeça.
Onde já se viu? A pessoa agora levantar correndo da cama pra colocar uma coisa ou outra no lugar????
Pirei.
Surtei.
Endoideci.
Pois bem que o trabalho do brincou-cansou-guardou com o Isaac está sendo mais árduo, mais bravo e por consequência mais chato.
E eu vou levando.
Sem gostar mas vou levando.

E vocês, hein? Conseguem fazer a cria colaborar com a arrumação????

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O peito e a piada

Tá que eu fiquei super alheia a questão do Mamaço.
Twittei alguma coisa, admirei a causa, mas de forma calada.
Sorri a cada post que li sobre essa defesa do direito de ser mãe, de forma plena, onde quer que seja.
Tá.
Mas hoje eu cheguei lá na Lola. E no Mulher e mãe também.
Hummm...
Estava sabendo das graças infelizes que CQC fez com relação ao Mamaço.
Até que mexeram onde não devia.
Até que acharam engraçado ironizar uma luta materna.
Até que brincaram com coisa mais que séria pra gente, que dá a luz, alimenta, cuida, protege.
Respeito e muito o trabalho do Tas (que escreve para a revista Crescer, não é?) e entendo o trabalho dos outros integrantes do programa. Até dou risada.
Mas vá lá.
Comparar - em piadinhas chulé - os peitos de quem amamenta com os de quem exibe por dinheiro ou prazer?
Achar ruim - de maneira absurda e surreal - que só mãe de peito caído ou pequeno amamenta em público?
Fazer pouco caso de quem quer poder alimentar o filho a hora que ele sente fome?
Aí não dá, né?
Será, Srs. Tas, Rafinha, Danilo, que as senhoras suas mãezinhas nunca colocaram os seios (bonitos, feios, pequenos, médios ou grandes, caídos ou em pé) pra fora quando vocês choraram de fome?
Se fizeram, queriam se exibir?
Eu acho que não.
E também acredito que as mães que participam dessa blogagem hoje, indignadas com tanta falta de sensibilidade, também não.
E sei, que quando um filho chora de fome, a mãe nem vê se há gente olhando, julgando, reparando. Ela alimenta, faz a sua parte com todo amor e carinho.
E por isso não aceita que tal ato, tão intenso e valioso, se torne assim, uma piadinha num programa de TV.
Fica o protesto.
#basta 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Que mundo estamos criando? ou O caso do tamanduá

do Google

Eu tomo super cuidado com tu-do o que explico pro Isaac.
Escolho super o que falo na frente dele.
Ensino.
Demonstro.
Comento.
Lógico que não sou a peneira mais perfeita do universo, mas vá lá, dá pra se informar e tentar salvar o mundo de um ser sem noção e sócio-político-econômico-e-ecologicamente incorreto.
Digo isso porque tenho ficado petrificada com alguns exemplos.
...

Outro dia no zoológico ouço uma menininha de 6/7 anos toda eufórica por conseguir ler as placas de identificação das jaulas:

- Olha mãe! A onça pintada! Olha mãe! A onça parda!

E a mãe lá, achando tudo aquilo um saco e conversando com a amiga do lado, que queria ver outro animal sei lá eu qual.
E a menina continua gritando, na tentaiva de ser ouvida:

-Mãe! Os leões são car-car-carnívoros!

Eu estava achando até uma belezinha estar presente naquele momento de tantas descobertas, mas a vida é uma graça.
As vezes sem graça, confesso.
A menina leu uma plaquinha e surtou:

- Mãe! Mãe! Vem ver! É o tamanduá bandeira!

E a mãe nem tchum...

- Mãe! Olha o tamanduá bandeira! O tamanduá, mãe!

E num desespero ímpar em ser ouvida, a pequena futura bióloga ou militante do Greenpeace insiste:

- Mãe! É o tamanduá bandeira!

E aumentou o volume:

- É um animal em extinçããão!!!!

Aí me vira a mãe.
(Aquele ser que a gente imagina, que nos dias de hoje, aquecimento global aí, natureza, desmatamento, combustível, furacões e terremotos, vá se orgulhar do comentário da cria...)
Me vira a mãe como se tivesse um cômodo repleto de tamanduás bandeiras, onças pintadas e pardas e micos leões dourados e manda a pérola:

- Tá, fulana, se já tá em extinção a gente não precisa nem olhar...

Afffff...

Só pra completar.
No mesmo dia, não muito longe dalí, em frente o recinto das lhamas escuto:

- Olha vó! Os camelos.

Me vira a vó em questão, toda envergonhada com o erro do neto já grandinho e manda:

- Não são camelos, fulaninho, são dromedários!!!

Affffff 2....

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Movimento Sanguenozóio


Pois é,
Parlamentares conseguiram mexer com uma classe de forças sobrehumanas e que tem cara, mãos e coração pintados com tinta que não limpa, não desbota, não perde o sentido.
É movida pelo amor. É apaixonada pela causa.
É preocupada pelo futuro do país por conta de onde e como a próxima geração vai crescer.
E essa próxima geração são os filhos.
Somos mães. Mães blogueiras. Antenadas, instruídas, informadas e cheias de vontade.
Cheias de indignação.
E cheias de dedos teclantes.
Cheias de vontade de falar, de nos movimentar contra essas injustiças todas.
Contra esse aumento absurdo no salário dos parlamentares.
61,7%????
Eu trabalho meio período. E como jornalista, nem imagino um reajuste salarial desse tamanho, tendo em vista a luta que é a nossa data-base. Já fui professora do Ensino Estadual também. Preciso falar algo sobre o reajuste salarial desta categoria????
Fora minha "profissão" pela qual sou registrada e remunerada, pela qual recolho e pago todos os encargos, impostos e contribuições que o governo impõe, sou mãe. Sou mãe 24h. Zelo, protejo, educo, conforto, alimento, medico, entretenho, ensino, dou carinho, escolho a escola, a roupa, a comida, as atividades, enfim. E para essa "categoria" eu não recebo nada, a não ser um lindo sorriso e uma satisfação plena.
Mas quase 62%?????
Então expliquem, ou tentem, o motivo de tal número.
J-U-S-T-I-F-I-Q-U-E-M valores. Nos mostrem que merecem. O salário, o reajuste, o voto.
Já que são nossos impostos que bancam essas votações absurdas. Até porque, imaginem só se todo profissional votasse o próprio aumento salarial... Que país das maravilhas seria esse.
Somos cidadãs descrentes da política nacional.
Já levantamos a bandeira do CONTRA.
Já estamos nos movimentando indignadas por saber que é injusto, absurdo, surreal.
Dou as mãos a todas a cibermãezocas que já manifestaram o sanguenozóio.
A Kah, a Mari, a Natália, a , a Anne.
E todas as outras que ainda vão postar sobre o assunto nos próximos dias.

Está na hora de mudar as coisas.
Ou vamos ter que aturar esse tipo de gente governando o país onde nossos filhos vão crescer.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O primeiro voo do Isaac


Acontece que pai e mãe ficam com tantas expectativas que a surpresa é garantida.
Ficamos contando os dias pra ver a reação do pequeno quando estivesse voando.
Ele é louco por aviões. Não pode nem ouvir barulho que sai correndo olhando pro céu. Adora brincar pelo quintal com os braços abertos fingindo ser um jato super sônico.
E Isaac foi um verdadeiro diplomata em sua primeira experiência aérea.
Logo que entramos na aeronave ele escolheu:

- JANÉIA!

Sentou, levantou, olhou curioso as pessoas que estavam acomodadas nas poltronas a frente e atrás.
Achou muito interessante tudo o que havia dentro da cestinha. Desde manual de instruções de segurança até o saquinho para as necessidades vomitísticas.
Abriu e fechou a janela um milhão de vezes.
Mas não se incomodou com nada. NA-DA.
E como é que eu não imaginei que, sendo sua existência intra-uterina uma coisa assim nem tão distante, ele não se estressaria tanto com o sobe-desce ou os trimiliques turbulentos do avião???
Voo curto, concordo.
Duas horinhas entre São Paulo e Salvador.
Não deu tempo de executar todas as dicas garimpadas pela blogosfera. As atividades se resumiram em ler livrinhos e responder perguntas.
Aliás, aquelas coleções de livrinhos que recontam filmes (no caso levamos Madagascar) são ótimas. Recomendo.
Olhamos as nuvens, as cidades, imaginamos.
Na metade do tempo veio o lanchinho e pequeno dormiu logo depois de comer.
Perdeu as duas descidas.
Não chorou nem emburrou.
Não tenho nenhuma história cabeluda ou desastrosa.
Sou só orgulho.

***

Dicas...

Na hora do sobe e desce.
Compramos balas mastigáveis e chocolate. Coisas que o pequeno não recusa e fica um tempão curtindo a mastigação da guloseima. Tá. Mas o que salvou mesmo foi a chupeta. Ele não reclamou do ouvido nem na ida nem na volta.

Durante o voo.
Levamos livrinhos do Madagascar (que filhote é viciado) e alguns brinquedos. Fora isso, revista e uma caderneta com caneta. Outra coisa boa: Maridex tem um episódio Baby Einstein gravado no celular.

Lanchinho.
Na ida, voo bem cedo, tomamos café da manhã reforçado no hotel e almoçamos logo que desembarcamos, no aeroporto de Salvador mesmo, onde foi fácil achar todo e qualquer tipo de comida. Na volta, carreguei a minha Bebêchila Térmica (super presente de um sorteio da Ana) com sucos, danoninho, lanchinho natural e bolachinhas.

Momentos de stress.
Isaac ficou sem paciência nos momentos em que se via preso ao carrinho. Hora de pegar bagagem, cuidar da burocracia da locação do carro, pedir informações. Aí o negócio é ter uma carta na manga. Um brinquedo inédito, um livrinho novo, um caderninho de atividade com canetinhas (yes baby, pequenos amam aquelas coisas que deixam marcas horrorosas por onde quer que passem).

Cinto de segurança 1.
Já falei várias vezes que os pequenos deixam de engatinhar para correr. Andar é perda de tempo. Nessa viagem reparei que algumas mães carregavam uma mochila em forma de macaquinho. Achei uma graça, mas muito pequena pra carregar as coisas do filhote, até que me vem a queridoca Lívia com a explicação. Aaaa...se eu soubesse da novidade antes da viagem.... com certeza filhote ia ter corrido mais solto pelas ladeiras do Pelourinho...
Fuçando pela internet vi que há vários modelos.

Cinto de segurança 2.
Ponto polêmico.
Já falei o quanto sou a favor das cadeirinhas de carro. Aí me vi num dilema. Como é que Isaac ia viajar de avião de maneira segura? Não temos o CARES, nem vale a pena comprar já que não é tão barato e não viajamos taaaanto. Procurei na internet, perguntei e fui atrás da companhia aérea pra saber como é que a coisa funciona. Simples. "O seu filho vai na poltrona utilizando o cinto abdominal comum" e ponto. É seguro? E a cadeirinha de carro? "A cadeirinha do carro não se ajusta a poltrona do avião e o cinto abdominal é seguro para essa idade" e ponto final mesmo. Tive que engolir mesmo achando que as cias áereas deveriam investir mais na segurança dos pequenos passageiros disponibilizando CARES sob reserva prévia.
Tenho dito. Aliás, mandei e-mails a maioria delas e pouquíssimas enviaram respostas. Triste.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Falando de perdas...


Já falei N vezes das amigas de infância que conheci pela blogosfera.
A Ceiloca é uma delas.
Queriiiida de tudo. Uma das grandes incentivadoras do "Viajando".
Mulher de palavras fortes. Firme nas idéias.
Enfim, admiro, sou fã.
Acontece que conversamos sobre o segundinho. Compatilhamos a vontade de aumentar a cria. Eu e ela.
Ceiloca saiu na frente.
Mas eis que eu, depois de um tempo (ai esse tempo), me deparo com posts sobre aborto.
Triste verdade.
E depois de ler tudo o que minha querida amiga desabafou no canto dela, me vi, assim, com vontade de falar sobre isso também.
Percebi que ainda tem muita coisa aqui querendo ser colocada pra fora.
Já postei sobre as duas experiências.
Já conversei com bastante gente. Gente mãe, gente terapeuta, gente pai, gente amiga, gente interessada ou não no assunto.
Mas parece que sempre tem alguma coisinha lá, cutucando.
E hoje, bem cedinho, depois de anos do meu último aborto, vi que trata-se de uma metamorfose.
Não, Ceiloca, não vou ficar tentando te convencer que "vai passar, vai doer mas as coisas melhoram".
Vou só colocar aqui que aborto não é mais uma palavra que me assusta.
Não! Não quero nunca mais passar por isso. Nem quero que você ou alguém passe.
Mas aborto pra mim é um capítulo. Páginas que algumas de nós temos que enfrentar escrever, rabiscar, rasurar. E assim ir rascunhando como serão as próximas histórias.
A dor ficou diferente. Dias mais intensa, dias quase inexistente.
Sei que as frases desse capítulo não vão ser apagadas. Mas podem ser lidas e transformadas num conto, numa crônica, num relato.
Essas palavras podem dar força e podem enfraquecer dependendo da vontade e do estímulo.
E um dia, lá não se sabe quando, vão se tornar um capítulo, entre tantos outros que compõem a nossa exitência, materna ou não.
Vai despertar o interesse de ser aberto ou lido novamente. Ou vai ficar lá, fechado, calado, ignorado. Como já fiz muitas vezes.
Mas, por outro lado, minha amiga, você falou dos questionamentos que temos o direito de fazer.
E é aqui que esse post fica menos poético e não menos realista.
Durante a dor, o luto, a perda, as dúvidas ficam caladas.
E é aí que muito médico deixa de esclarecer os X e os Y de todas as questões que envolvem um aborto.
Eu ouvi da primeira vez: "Aborto espontâneo, tentamos novamente em alguns meses".
Espontânea então foi a minha vontade de trocar de médico, de ter respostas, de saber o motivo.
Questionamos, assuntamos, analisamos, fomos examinados, concluímos.
Não deixamos quieto.
Mesmo assim precisei passar por mais um aborto, mesmo com todos os cuidados, mesmo com um médico excelente.
Aí fomos encaminhados a um especialista em "aborto de repetição".
Mais uma vez questionamos, fomos examinados, analisados, revirados, consultados e decidimos enfrentar uma maratona de injeções, consultas e etecéteras.
Aí me pergunto.
Se eu (estimuladíssima pelo senso crítico do maridex) não tivesse me dado o direito de questionar, quantos capítulos assim eu não teria escrito?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Blogagem coletiva: Você tem ética? E usa?

E então que é o hoje o dia.
Cibermãezocas solidárias a Camilitcha e a todos os blogueiros plagiados resolvemos nos unir e tentar, de alguma maneira, mostrar que NÃO GOSTAMOS DE SER COPIADAS, COLADAS, PLAGIADAS E ETCS...

Queria fazer um texto engraçado, bacana, mas o assunto é sério, né gente?!?! Não dá pra virar piada. A não ser as de mau gosto, as quais sou contra.

Sei que hoje em dia, com esse mundo de informação que vem de tudo quanto é canto por e-mail, MSN, MMS, SMS e afins, é bem prático que se “use” uma ou outra citação de alguém, foto de fulano, texto de cicrano. Ok.
Mas vá lá. O que diferencia o uso do “uso” são algumas poucas palavrinhas, que indiquem a origem do texto em questão. E garanto, que essas palavrinhas não vão gastar a ponta dos seus dedos no teclado. Muito pelo contrário, vão é fortalecer o caráter, a imaginação e a criatividade. Sem contar no bom senso.

Importante frisar que, até onde sei e sinto, os blogueiros mantém suas páginas porque gostam, sentem prazer, acreditam. Difícil imaginar um blog mantido por obrigatoriedade. Concordam comigo?

E é aí que a gente se dói. Custa a acreditar que seres engraçadinhos e de pouca criatividade chegam e “tomam” o que é seu. Sem pedir licença ou por favor.

Tenho meus textos e posts como filhos. Crio eles. Há todo um processo de escolha do assunto, do conteúdo, das imagens (com crédito, se me são permitidos). Faço com capricho, com carinho e me dá uma alegria danada visualizar ele lá, prontinho. E depois os comentários? A reação das caras colegas? Das amigas de infância? Isso não tem preço.

E aí vem a parte do “não entendo”. Não entendo como é que alguém consegue copiar/plagiar algo. Não acrescentar nada. Não participar do processo (a não ser com um doente Ctrl c Ctrl v). E não sentir todo esse prazer. De forma verdadeira, digo.

Não sou contra o uso do texto ou da idéia alheia. Sou a favor e defendo por completo a idéia do uso, contanto que seja da maneira ética. Correta. Com créditos, links e afins.

Se você não entendeu, vou mostrar:
Segundo a Wikipédia, Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade

Também de acordo com a Wikipédia, Em Filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom.
Essa parte é boa, vale a pena... O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: “Como devo agir perante os outros?”. Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora, esta é a questão central da Ética.

Também está lá, e sensatamente, na Wikipédia, um artigo sobre ética na internet.
E lógico que o plágio é citado.
E lógico que trata o plagiador como “ente daninho que não colabora para deixar a internet mais rica”.

E o plágio? de onde vem?
Te conto, com as palavras da Wikipédia:
A origem etimológica da palavra demonstra a conotação de má intenção no acto de plagiar; o termo tem origem do latim plagiu que significa oblíquo, indirecto, astucioso. O plágio é considerado antiético (ou mesmo imoral) em várias culturas, e é qualificado como crime de violação de direito autoral em vários países.
Para evitar acusação de plágio quando se utilizar parte de uma obra intelectual na criação de uma nova obra, recomenda-se colocar sempre créditos completos para o autor.

Já dizia minha vózinha (e essa frase é dela mesmo, com todos os créditos que lhe cabem):

"Você tem juízo? E usa?"
e você?
Tem ética? E usa?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Abaixo os copientos!

Camilitcha foi plagiada (o perfil, é mole?) e ficou brava. Eu também fiquei. E a Carola também. E a Anne idem.
Rolou um papo de twitteiras e pronto.
Barulho armado e combinado.
Blogagem coletiva, galera!
Vamos quebrar tu-do!
Nem tanto, vai, mas a gente pode botar a boca no trombone e inibir os plagiadores que circulam pela blogosfera.
Um sim. Um milhão de sins para a ética e o bom senso nas postagens.
Eu tô dentro.
E você? Vai esperar ser copiada também?

Tá marcado. Segundona, dia 25/10. Vamos falar sobre Ética na blogosfera.

Até lá.

PS.: A carta ao alienígenas rendeu. Eu anda não recebi resposta. Vou saber se devolveram meu filhotinho querido já já, quando for buscá-lo na escola, mas ainda há esperança com esse intercâmbio intergalático. A Mariana recebeu um exemplar trocado, politicamente correto e cheio de qualidades. dá uma conferida...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lei da cadeirinha - A missão

Bom,
imagine um filme, sem fim. Aí resolvem fazer a continuação. E a parte dois parece tão sem pé nem cabeça que o expectador com certeza vai sair boiando da sala de cinema.


É. Hoje entra em cartaz vigor a Lei das Cadeirinhas, resolução que determina o uso obrigatório de equipamentos especiais para o transporte de crianças até sete anos e meio.
Tá. Já coloquei minha opinião aqui e continuo com as mesmas dúvidas.
Contran deu um prazo - lembram que era pra fiscalização ter começado em 9 de junho???? - já que foi um forrobodó de falta de cadeirinha no mercado, enxurradas de dúvidas por parte dos pais e responsáveis, taxistas e tals.
Foi-se o prazo ficaram as dúvidas.
E junto com as dúvidas e o valor das cadeirinhas (item nada barato, mesmo que necessário) ficou a desinformação, agravada pela revolta.
O que mais vi nesses meses foi a revolta em relação a três tópicos básicos:
- Quem carrega 3 crianças no carro. Faz como?
- E quem não tem condições para adquirir o dispositivo de segurança?
- Os taxis e transporte público são imunes aos acidentes de trânsito?

A resposta, generalizando, ficou em máxima do século passado: EMA EMA EMA, CADA UM COM SEUS PROBLEMAS.

Nesse prazo dado pra que a coisa funcionasse direito eu não vi campanha sobre conscientização, segurança ou esclarecimento.
Eu não acompanhei acordo entre governo e fabricantes de cadeirinha. Nem pro mercado ser atendido, muito menos pra que houvesse uma maneira do dispositivo não pesar tanto no bolso das famílias com mais filhos.
A segurança dos pequenos é sim prioridade. Sei também que tem muito pai com dinheiro pra adquirir a cadeirinha mas acha desperdício.
Acreditem. Existe.
Ontem mesmo recebi um e-mail aqui na rádio. E tive a total certeza de que desinformação é um perigo.
A mãe em questão se diz indignada com a lei.
Vou reproduzir trechinhos aqui:

"Pois bem. Essa lei que obriga os pais de crianças menores de 10 anos a transportar seus filhos em cadeirinha própria é um absurdo. Primeiro porque não é a cadeirinha que dá segurança, mas sim a colocação correta do cinto de segurança. A cadeirinha serve somente para 'elevar' as crianças nos bancos e assim, não terem o cinto 'apertando' os seus pescocinhos."

Será que essa mãe, como tantas outras, não teve acesso a informações corretas sobre o verdadeiro sentido da cadeirinha?

"Se a cadeirinha serve somente para 'elevar' as crianças nos bancos e assim, não terem o cinto 'apertando' o pescoço, se não são todas as pessoas que têm condições financeiras de comprá-la, se são provisórias (cada fase/idade/peso da criança corresponde a um tipo de cadeirinha específica) e, ainda, se são um 'trambolho' que entopem o carro. Então, porque, pessoal, obrigar apenas os pais a comprarem essas cadeirinhas caras e provisórias (as crianças crescem rápido)?!"

Trambolho? Fico imaginando como é que os filhos dessa mãe são colocados no carro. E quando eram bebês? Serve somente para elevar a criança? Ai.

Bom, mesmo eu (eu, hein) discordando de boa parte do protesto, tenho que tirar o chapéu pra pergunta que não quer calar colocada por ela, apesar de eu não (de maneira alguma) enxergar a segurança do meu filho como transtorno ou falta de praticidade.

"Porque não fizeram uma lei para obrigar as montadoras a criarem um cinto de segurança com regulagem de altura??!!! Seria muito melhor poder ajustar a altura dos cintos de segurança nos carros de acordo com o tamanho dos nossos filhos, vizinhos, filhos de amigos, netos, do que encher os bolsos dos fabricantes de cadeirinhas de dinheiro e fazer com que o nosso dia-a-dia seja um transtorno com essa história... só que tem filhos nessa faixa etária sabe o quanto essa obrigatoriedade irá custar para cada família em termos financeiros, de espaço e de falta de praticidade."

Fica pra reflexão e pesquisa.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Horrorizada!

Domingão bonito, céu azul, filho cheio de energia.
Receita básica pra gente ter vontade de sair cedinho de casa, caçar algo legal pra fazer, uma praça para visitar.
E o dia começa bem com café da manhã, minha refeição favorita, feito em algum lugar bacana.
Resolvemos por um café que, desde que mudou de endereço, não tínhamos conseguido experimentar.
Varanda coberta, vista pras árvores de uma praça, cardápio interessante. Nada childfrendly, mas dava pra se esbaldar no suco-lanchinho-natural-pão-de-queijo.

Até que me chega uma família. Mãe, pai e o filho, que devia ter uns 40 anos. Sentam na mesa ao nosso lado e básico, acendem dois cigarrões. DOIS! Pai e filho.


Maridex, ex-fumante, sente o cheirão e me pergunta se estão fumando. Disse que sim. Na hora ele vira pra exercer seu lado cidadão, comunicando às criaturas que ali era proibido fumar, que se tratava de uma lei estadual...

Pausa
Lei Nº 13.541, de 7 de maio de 2009 – A Lei Antifumo

Com a entrada em vigor da nova legislação antifumo, fica proibido fumar em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais. Mesmo os fumódromos em ambientes de trabalho e as áreas reservadas para fumantes em restaurantes ficam proibidas. A nova legislação estabelece ambientes 100% livres do tabaco.
Despausa

O marmanjo-filho em questão olhou de cara feia. O pai (que deveria dar exemplo, creio eu) já começou encrespando, falando alto, mexendo cigarrão pelo ar, gritando que ele podia sim fumar alí.
E a coisa desandou. O filho (quarentão) se sentiu no direito de erguer a voz também. E soltou a pérola mais pérola de todas as pérolas: “Lógico que eu posso fumar aqui. Eu fumo aqui neste mesmo lugar todos os dias, pode perguntar para o dono do café”.
Aí babou, pensei com esta cabecinha que – esquecendo das crianças – aquele lugar é NADA pulmão/cidadão/bom sensofriendly.
E não acaba aí não! Me vira o senhor fumante e solta a pérola mór: “É lógico que eu posso fumar aqui, eles é que não querem”.

Pensei. Com aquela vontade de abrir a boca. Mas só pensei.
Sim, sim, meu senhor. Quero com todas as forças que o senhor continue poluindo o pulmão brand new do meu filhote e estrague por completo o gosto do meu café da manhã com essa fumaceira desgraçada.
Quero. Quero mais é que o senhor enfie esse cigarrinho no piiiiiiiiii. E aceso, de preferência.

Toda ofendida com cidadania e direito alheios, a família da fumaça se levantou da mesa e saiu, gesticulando e sendo mal educada como escolheu ser.

Acabou? Nãaaaao. Fomos questionar a garçonete se estávamos errados.

Pausa
Aliás, governo faz tanta propaganda com a tal da Lei Antifumo, que completou 1 ano neste mês, é assunto tão batido pela mídia, que até poderíamos estar enganados.
Despausa

Ela disse que as pessoas fumam ali sim, sempre, mesmo com o cartaz de PROIBIDO FUMAR NESTE LOCAL DE ACORDO COM A LEI ESTADUAL 13.541. Disse também que o fiscal responsável já havia passado pelo estabelecimento e explicado que naquele lugar, mesmo varanda, a cigarrança não era permitida.  


Conclusão: o próprio dono do café é conivente com a falta de educação/respeito. Foi a própria garçonete que deu o fósforo que acendeu os cigarros da família da fumaça. Foi a última vez que pisamos lá.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O bom, o mau e o feio


Confesso que tô aqui fuçando meus pensamentos atrás de algo bacaninha e engraçado pra postar hoje, mas não dá.
Não mesmo!
Quando a gente vira mãe, logo ganha uma tonelada de responsabilidades e uma porção de paranóias.
Ganha ainda uma vontade incontrolável de arrumar o mundo, deixá-lo perfeito pra cria crescer sem crises (vale o trava-línguas).
Bom, rodeios a parte, o que me faz pensar sob a influência de uma nuvenzinha cinza e carregada hoje é a falta de educação que vem afetando e muito os meus dias.
A gente esbarra com gente mal educada por todo canto. Ok. Ninguém é perfeito. Mas confesso que já estou no limite da tolerância.
Puts! Que mundo é esse?
Ando revoltadíssima com o comportamento dos meus conterrâneos. Principalmente no trânsito.
Sei, sei que a opinião não é só minha, e que também sou uma motorista que “deixa a desejar” em alguns quesitos. Mas me cobro pra, pelo menos, não ser mal educada ou egoísta ao extremo.
A coisa está bem feia.
Tá feia, horrorosa, porque as pessoas estão esquecendo que vivem em grupo, ignoram o sentido de coletividade.
Parece mesmo que trafego entre manadas de animais irracionais, solitários e truculentos.
É incrível! A criatura se comporta com a certeza plena de que ao comprar um carrão do ano, levou de bônus a faixa esquerda da via e assim, todo o direito de transitar por ela a hora que bem entender e na velocidade de sua preferência (danem-se ambulâncias, viaturas e gente que precisa ultrapassar).
Contornar rotatória utilizando apenas uma faixa? Inexiste.
Olhar no retrovisor antes de trocar de faixa? Pra que, né? Quem estiver atrás que freie.
Dar seta antes de estacionar, respeitar quem dá seta ou sai de uma vaga? Imagine!
Enfim, é no trânsito que tenho dado os piores exemplos pro Isaac.
Tenho dado sim, porque sou eu que carrego ele pra cima e pra baixo, mostrando tudo quanto é tipo de egoísmo, comportamento errado e de quebra, uns palavrões, já que tem hora que não dá pra segurar.
E as motocicletas? Nada contra, mas péra lá! Elas surgem do nada, circulam fora das faixas, tomam conta da rua e quando você resolve exercer seu direito e trafegar por onde lhe cabe, ganha uma acelerada “de escapamento modificado pra fazer mais barulho” que estoura os tímpanos.
E outra, parece que essas coisas me perseguem (tudo pra não achar que o problema tomou proporções imensas).
Aqui no meu trabalho mesmo. Colega tem moto e fica buzinando no portão da garagem até alguém abrir. Minha sala fica perto e o bi-bi-bi me irrita profundamente. Não pelo barulho, mas pela folga. A criatura acha que o mundo deve parar só pra que ele possa entrar. Nem passa pela cabecinha que há a possibilidade dele mesmo abrir o bendito portão.
Hoje estressei e (mesmo fazendo a gentileza de abrir o portão) reclamei. Sabe o que ouvi? Que a outra funcionária da rádio abre todo dia sem reclamar e ainda tomei um “você é mau humorada!”.

Afffffff... Jesus, Maria e José! Onde é que vamos parar?

Soma-se a isso todas as criaturas que jogam lixo na rua, não recolhem a própria sujeira quando saem do cinema, estacionam o carro em local proibido e inadequado, “varrem” a calçada com a mangueira de água, levam cachorro pra passear sem sacolinha, ouvem som altíssimo no meio da rua, não respeitam hospitais, escolas e afins.

Tô irritada.
Pronto.
Chegaaaaaaaaaaa!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Protestos de mãe...

Duas coisas me colocaram no sério esse final de semana, se posso assim dizer.
Virada proibida para menores???

Ter eventos como a Virada Cultural é um presente para a cidade. Concordo plenamente. Mas fiquei frustrada e estou procurando até hoje (o evento aconteceu sábado e domingo) atrações direcionadas a crianças.
Concordo também que a proposta do evento seja atingir o público jovem, mas pera lá... nas 24 horas de programação, apenas duas oportunidades de levar o Isaac para conviver mais um pouco com o sentido de CULTURA. Somente duazinhas peças de teatro oferecidas pelo Sesc.
E detalhe: Uma delas as 6 da tarde, em local aberto, nesse friozão de Meu Deus que Bauru já enfrenta.
Fica o protesto.

***

Água no leão????

Meu Deus do Céu!!! Me segura!
Ontem Isaac acordou falando Zoológico. Dia lindo, papai cheio de disposição, fomos que fomos pra um dos programas preferidos do meu pequeno.
Tudo lindo... Até chegarmos a jaula do leão, momento mais que esperado, já que ver um gatão daquele tamanho impressiona qualquer criança (ainda mais em fase de vício pelo Madagascar).
Ok. Mas ir de manhã ao Zôo tem lá suas conseqüências. Os felinos estão dormindo esparramados nessas horas. E a gente fica ali, espiando o barrigão do leão, falando de preguiça, que o rei dos animais dorme igual o Iron Maden (nosso schnauzer), torcendo pra que a onça pintada e os babuínos estejam mais agitados.
Tá. Coisa de mãe e pai. Só que presenciei uma cena BLAAARG ontem. Um pai, acompanhado de seu filho de 6/7 anos, não satisfeito, teve o trabalho de ir até o bebedouro mais próximo, encher um copo com água e jogar no leão...
Hã? Isso! Acordou o bichano no susto, com água gelada!
Olha o exemplo! Olha o absurdo! Olha a falta de bom senso! Segurei a língua. Não ia fazer o mesmo e mostrar pro Isaac que as coisas se resolvem no grito. Mas em pensamento berrei e repeti todo o repertório de palavrões que eu poderia conhecer e imaginar.

Aí, minha gente, essa questão do exemplo, vai de encontro aos posts (esse e esse) sobre Publicidade Infantil. Não posso generalizar, mas grande parte depende e muito do limite e das atitudes que mostramos aos nossos filhos.

Que tipo de ser humano esse pai “espírito de porco” vai criar?

Mamãe cutucando:

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