terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Meu filho (já?) é sedentário ou Estou criando um monstro ou Deus me ajude!

E então que Isaac, entre demonstrar prioridades e preferências e impor seus desejozinhos de forma tirana e birrenta, tem ficado bem com a segunda opção.
Mas até aí a gente segue na luta da educação pela conversa, pelo exemplo e blá blá blá.
Só que ontem, meu bem, a coisa pegou.
Explico e explico mais ainda pra não passar por neurótica.
Sei sim que cada criança tem seu tempo, que a gente não deve forçar, que eles tem que se sentir a vontade e ok.
Faço isso.
Apóio, entendo, dou espaço.
Mas acontece que ontem a coisa me deixou encucada.
(Tá, sei que vai passar e eu vou rir de tudo isso, mas me deixa viver minhas neuras)

Fato: Isaac ganhou uma bicicleta da avó. Passa longe dela e nem tem curiosidade de saber pra que serve nem como funciona.

Histórico: Filhote nunca nem tentou pedalar o velotrol, nem o jipe, nem nada que solicitasse esforço físico, desde sempre. Odeia chutar bola e correr é coisa rara. Logo, achamos bom apresentar as opções saudáveis que essa vida pode ter. (e eu não posso apostar todas as cartas na natação, já que sempre temos pausas otitianas)

Experiência cotidiana: Descobrimos que a bicicleta da avó estava um tanto grande e saímos para comprar uma menor.

PAUSA PARA MOMENTO A VIDA É UMA GRAÇA:

E daí que dentro da loja, rola o seguinte diálogo:
- Olha Isaac, tem do Hot Weels!
- Olha só, tem mesmo... mas eu não quero.
E me largou alí falando só, somente só...

DESPAUSA

Isaac ficou 2 DOIS segundos em cima do modelo menor, nem tentou pedalar e a hora que desceu mandou ver a bicicletinha nas canelas da simpática vendedora. Nem olhou para trás e saiu correndo para a seção nerdzinhos e afins.

Consequências para a Mamãe Avestruz: Pedi desculpas, quase dei beijinho pra sarar nas canelas da moça. Olhei firme pra cria, que tentou me ganhar com sorrisinho e fiz o que minha mãe faria: Firme e forte disse um vamos embora que congelaria toda Gothan City. E alí deixei bem claro que ele não ganharia nem bicicleta nem sorriso da mamãe nem mais nada, pois não estava merecendo.

PAUSA PARA MOMENTO ESTOU CRIANDO UM MONSTRO, SOCORRO:

Saímos dalí e sentamos para tomar um suco e conversar sobre o ocorrido enquanto fresco na memória da cria:
- Isaac, você viu o que aconteceu na loja?
- Uhumm
- Você acha que foi legal bater a bicicleta na perna da vendedora?
- Uhumm
- Olha pra mamãe, filho...
Ele até olhou, mas daquele jeito mesmo que você olhava pra sua mãe, na adolescência...
- O que aconteceu hoje foi muito feio. Papai e mamãe estão querendo te dar uma bicicleta do tamanho certo pra você aprender a pedalar. Entendo que não seja a melhor coisa do mundo agora, mas depois você vai ver como é legal.
- Uhumm
- Isaac, você ouviu o que a mamãe falou?
- Não. Não ouvi nada.

DESPAUSA DEPOIS DOS SOLUÇINHOS DESESPERADOS E EXAGERADOS

Pode rir.
Eu já até estou rindo agora, mas me digam.... que fase é essa?
Tá que o sedentarismo a gente resolve, aguenta, dá o tempo. Mas ó que me irrita ver meu filho alí, de perninhas tão saudáveis, não querer fazer nada que envolva movimento e esforço físico????
Tá que eu não sou exemplo de atleta, mas nunca fui de ficar paradona não. E Isaac cresce em época de papai saudável, correndo, perdendo peso.
Fora que ele passou as férias indo comigo às aulas de pilates...
E o mau humor? A ranhetice? A falta de vontade?
Socorro!!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As várias formas de mim....

Meu filho é uma graça, né?
E todo mundo sabe disso.
O que eu não contei aqui ainda é que agora ele deu de me chamar de uma infinidade de formazinhas diferentes.
E eu adoro.
E ele se aproveita.

Já sou chamada de mamãezinha, mamã, mamita, maminha, mamuca, muminha, mã, má, mamoca, mamazilda, mimim, momó, enfim.
Variações linda e fofas que vão tomando forma dependendo da situação, do humor e que até combinam com as novas descobertas.
Bom.
Uma delícia.
Até certo ponto.

Final de semana fui chamada pela mais fofa e enorme e inspiradora delas.
MAMUTE.

E nada de mamutinha, viu?
Só MAMUTE.

...

Ótima semana, pra vocês.
E pro meu eu gordinho também.
;)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Em processo de desbarangamento




2011 foi meu ano do relaxo.
Relaxei mesmo.
Digamos que virei assim uma corcunda de pele opaca, rasteirinha e pouca bijuteria.
Usei a frase "ai estou cansada" tanto quanto "bom dia, como vai".
Feio.
Feio, chato e nada digno.
Mas 2012, mesmo sem fazer planos e me negar a traçar metas, resolvi que vai ser o ano do desbarangamento.
Ai, estou cansada. Estou cansada de estar cansada.
Me entendam.
E então, que no meio do tal processo encaro de frente essa questão já batida dos padrões que nos cercam.
Deixemos claros que estou fazendo tudo para me sentir melhor, mais saudável, mais pra cima.
E sabemos que esses tipos de atitude tem como consequência uma pessoa mais bonita, mais bem cuidada.
Tá.
Onde eu quero chegar?
Te conto.
Nessa campanha de exorcisar a baranga que havia em mim, investi em idas mais prolongadas à farmácia, passei a visitar a sessão de maquiagem e cremes e afins depois da passadinha básica pelas estantes do creme de assaduras. E percebi alí um mundo além das vastas pilhas de fralda tamanho XXG.
E gostei dele, viu?
Pincéis (já que maridex engenheiro diz que 90% da boa execução do trabalho se dá na escolha correta da ferramenta), base, máscara, tônico, sabonete próprio para o rosto e etecéteras.
Além disso passei a olhar dentro das minhas gavetas e descobri alí óleo para o cabelo, batonzinhos lindos, lixa de unha e pentinho para as sombracelhas. E agora os uso.
Fiz as pazes com o salto alto e reaprendo a caminhar junto deles nessa nova fase.
Voltei a usar brincos, coisa que não fazia há 3 anos (shame on me, concordo).
Postura correta adquirida na tortura do pilates agora mode on 24 horas por dia (tá, tô tentando).
Alimentação mega desregrada entrando nos eixos. Devagar, sem tirania.
Resumindo: Virei mulherzinha. Daquelas bem cuidadas.
E desde essa mudança toda, mais as que acontecem simultaneamente dentro de mim, recebo olhares diferentes.
De todos.
Do pessoal em casa, dos amigos, parentes, colegas de trabalho, dona da quitanda.
Mas aí vem o lance dos padrões.
O que é um porre.
Todos os que perceberam as consequências desse cuidado com a minha aparência, TO-DOS, me fizeram exatamente a mesma pergunta:

- Você emagreceu???

E eu respondo pacientemente:

- Não. Nem meio quilo. (que agora são 700g \o/, um ínfima parte do que está guardado aqui no trio glúteo-abdomem-coxas)

Mas a minha vontade mesmo, indignada com esse padrão que liga beleza à magreza, é que o diálogo seja assim (e será um dia, já que não me seguro):

- Oi Carol, você tá mais magra?

- Não, meu bem, tô mais bonita.

...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Eu sou daquelas mães que fazem bolo pra todo mundo!

Pois bem,
o episódio de ontem, o do bolo-salva-tardes-e-revela-machinhos-confeiteiros (que foi levado para fazer a alegria dos 10 companhieros do cursinho de férias do Isaac), me rendeu momentos de reflexão.
Básico, né?
Mas acontece que ontem me caiu a ficha.
Eu sou daquelas mães que faz bolo pra todo mundo.
E isso não é de hoje, nem de ontem.
Catei na memória todas as vezes que levei fruta pra que toda a turma tomasse o mesmo suco no berçário. Levava frutas inteiras e muitas pra galerinha toda.
Já levei bolo também, comprado na padaria confesso, pras criancitchas do mini maternal.
Já, meio precavida meio neurótica, saquei dois pacotes de bolacha da bolsa pra acalmar toda a turminha de caipirinhas antes da apresentação junina.
Enfim...
Sabemos que significa algo. Pode ser que tenho vocação pra ter mais 2 ou 4 filhos. Pode ser que sou só generosa ou controladora a ponto de impor dieta pra toda uma e escola....
Tá.
Sei que ainda vou ter explicações mais aprofundadas sobre isso, mas tô felizona.
E só.
Bjos e ótima quarta-feira!!!



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mãe de menino...

Esse post faz parte de uma série.
Já que me descubro moleca, parceira e comparsa de super herói, marujo, ser encantado e outras cositas más nesse mundo azul colorido de menino.
Mundo que Isaac vem me apresentando aos poucos, conforme aprende com os outros masculininhos que convive, com avô e avô, com o pai, dindo, tios e consigo mesmo.
Mas além das fantasias heróicas e poderosas que brincamos há a atitude.
As atitudes masculinas que ele toma no dia a dia.
Ontem mesmo ele não quis sair de casa.
Depois da aula de pilates (sim! ele tem me acompanhado nas férias e tem sido muito divertido, prometo contar num próximo post sobre a experiência) ele quis voltar pra casa. Quis e ponto. Estava calor, estava cansado, e fomos.
No meio do caminho resolvi que culinária seria uma ótima pra ocupar a tarde.
Passamos na quitanda e compramos cenoura pra um bolinho. Confesso que estava louca pra usar as forminhas de cupcake adquiridas e quase perdidas dentro do armário.
Ótimo.
Filhote se empolgou com a idéia, fez farinha voar pela cozinha, se irritou com o liquidificador pelo barulho e por não conseguir falar a palavra toda.
(Logo, apelidamos o eletrodoméstico de Liquí e tudo bem)
Mas foi alí, no simples ato de distribuir as forminhas de papel sobre uma assadeira redonda que despertou o machinho:

- Não mamãe! Não coloca meleca (massa de bolo, tá?) aí não!!!!

- Por quê?

- Por que os meus soldadinhos precisam de um parque com gira-gira, oras...

imagem daqui, pq eu não consegui bater a foto do gira lá de casa

e depois confeitar ufoi uma festa, né?!?

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails