segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hoje o blog é dele!

         

Nossa que tarefa difícil!
Falar de sentimentos geralmente é muito mais complicado para os homens. No Blog de uma jornalista, mãe, mulher, professora, e mais mil e uma utilidades, que meeeedo, mas vamos lá.

Decidi ser pai muito antes de virar pai.
Como a Carol já contou aqui no blog, demoramos muito pra concretizar esse sonho. Mas os obstáculos vencidos foram muito importantes, fomos nos preparando, nos descobrindo.
Não seria mais só o maridex, descobri que em alguns momentos difíceis deveria ser o porto seguro da família, da Carol, mesmo quando me sentia um pudim de lágrimas por dentro.
Encaramos o desafio de tentar e tentar, sem saber exatamente o que nos esperava na longa e deliciosa jornada de sermos pais do Isaac.
A espera chegava ao fim. Isaac resolveu chegar um pouquinho antes do previsto, um misto de preocupação e alegria, 25 de agosto de 2008. Com certeza esse dia nunca mais vai sair da minha memória. Correria pra fazer o tal do curso, preocupação de saber se estava tudo bem com os meus dois maiores amores, surpresa em ver aquele rostinho pela primeira vez, tudo isso ao mesmo tempo agora.
A família se transformou, minhas prioridades mudaram, hoje começo a entender o que é ser pai realmente.
Sempre coloquei o trabalho em primeiro lugar, deixava claro isso pra quem quisesse ouvir. Mas hoje, cada hora extra, chegada em casa depois do sono do bebê, sábados trabalhados, a esposa que não aguenta esperar acordada depois das 15 jornadas diárias, nossa! tudo isso tem um peso tão grande.
O Isaac precisa muito mais de exemplos, convivência, contato, amor, do que de “coisas”.
Me divido, sinceramente não sei ainda pra que lado correr, mas de fato comecei a olhar a vida profissional com outros olhos.
Os amigos também mudaram. Parece coincidência, mas boa parte dos que tenho há décadas resolveu casar e ter filhos, todos ao mesmo tempo. Uma ótima coincidência, os churrascos que acabavam em bebedeira hoje acabam em debate sobre como trocar fralda, como educar, a melhor escola, a viagem mais adequada com crianças, etc.
No entanto desde o começo desta historia tenho um grande medo: será que terei capacidade de educar bem?
Uma máxima que eu e a Carol repetimos desde a primeira gravidez é: “Deus nos de discernimento para sermos bons pais”.
Mas por mais que tentamos nos preparar, já percebi que não será uma tarefa fácil, muito menos previsível. 
Assim como todo ser humano meu filho é único, reflexo de todos os exemplos e experiências que podemos dar pra ele. Com isso a cada dia nos esforçamos para proporcionar as melhores expereriências, os melhores momentos, para estimular seu desenvolvimento. Mas será que estamos fazendo certo? Tomara que daqui uns 20 anos tenhamos a certeza que sim.
Mas o que eu mais tenho gostado disso tudo na verdade é tudo, cada minuto que passo com Isaac, me faz uma pessoa mais feliz, uma pessoa melhor. Olhar pra minha família e ver que somos felizes, que conseguimos transformar sonhos em realidade, ver esse bebezinho se transformando em uma pessoa de personalidade forte, com vontades e desejos.
Olhar pro Isaac no colo da Carol ambos sorrindo, me dá vontade de chorar de felicidade.
Com a paternidade estou conhecendo sentimentos e emoções que não imaginava existirem, na verdade estou me descobrindo como um novo ser humano.

Zé, maridex, amor da Carol e PAI do Isaac.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dietas Já!

imagem de praverpralereouvir.blogspot.com

Não.
Eu não digitei errado o nome deste post.
Nem vou falar sobre aquele movimento civil que pedia eleições diretas para o cargo de Presidente da República, láááá nos 1983, 84.
O buraco é mais embaixo e menos político.
Eu já falei aqui que estou acima do peso desejado. Já falei também que me acho gostosa mesmo assim, mas vá lá, saúde é coisa com que não se deve brincar.
Logo, noves fora, vivo na briga com a balança, as roupas, a disciplina, a consciência e a minha monstruosa vontade de comer doce.
Ok. Papo velho. Cansamos dele.
Mas ontem, depois de um dia de brincadeiras, vídeos, bate perna atrás de um chapéu de pirata pro Isaac pular o carnaval na escola (sim, escreverei um post e incluirei fotos nele), resolvemos tomar um banhão de banheira, nós dois, mãe e filho, seres que se amam sem limites e mantém uma cumplicidade ímpar e sinceridade extrema (por hora, sei.)
E os banhos de banheira são uma festa imaginária alucinante.
Logo estamos num oceano, rodeados por corais, peixinhos, conchas, tartarugas, tubarões.
Nadamos, pulamos e brincamos.
Normal. Concordo.
Mas aí que eu resolvo dar uma relaxada.
Isaac para imediatamente o que está fazendo, olha bem pra mim, sorri inocentemente e manda:

- Ai, mamãe, você é tão lindinha...

e antes mesmo que eu me derretesse toda e fosse embora pelo ralo com tanto amor, ele molha o bico e termina o elogio (?)

... parece uma baleiona...

Se não fosse a doçura e o meu (acho eu) amor próprio teria eu me entregado alí mesmo ao tubarão Bruce (aquele do Nemo) e a todas as criaturas marinhas devoradoras de gente fofinha.

Final de semana ótimo, hein gente?!?!
Não esqueçam que segundona é dia de BLOGAGEM COLETIVA.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Adolescente. JÁ???


Tem dias que me pego sendo sugada pra dentro de um túnel, buraco negro, canto desconhecido.
Sei lá.
O nome mesmo não importa.
Mas é um pouco assustador. Confesso.
Acontece que meu filhotico que hoje completa dois anos e meio, vira e mexe me dá demonstrações nítidas e claras de como será a vida em 2021 ou 22.
Nada nada de pensar em robôs futuristas (uma Rose pra chamar de minha, né Jetsons? até que não ia ser má idéia), carros voadores e drogas sintéticas capazes de deixar qualquer mãe em estado de choque.
Nãããão...
Comportamento, meninas, comportamento.
E contando causos a gente se entende, né?

...

Estava eu com Isaac na loja de brinquedos, pronta pra escolher dois presentes numa velocidade McQueenística, antes que a cria resolvesse que metade da loja caberia no porta malas do carro, quando percebo que o filho está quieto. Demais.
Fui olhando pelos corredores e o vi lá. Sentado num avestruz de madeira, balançante, postura zero, braços abertos. Só faltou mesmo aquela coçadinha clássica masculina, coisa que acredito eu, não foi feita devido a todas as camadas de algodão macio que a fralda ainda (oh god!) nos oferece.
Tá.
Depois do ufa... e aquele alívio que só quem é mãe conhece, mandei uma brincadeirinha que tenho com ele e que adooooooooro quando ele responde com um sorrisinho tímido, típico da idade que tem:

- E aí, gatão?!?

E a resposta veio como um trovão, cheia de alucinações futurísticas (sem a Rose pra me ajudar nesse momento), com um chute quebra-pernas:

- E aí, mamãe?!?

Acompanhada de uma erguida na sombrancelha e uma risadinha de canto de boca que só eu, na minha adolescência saberia dar quando queria tirar um sarro na cara da minha mama.
Não.
Não perdi o rebolado, mas me perdi em tanto drama e questionamentos depois, sozinha, sentada no sofá de casa, olhando praqueles brinquedinhos fofos espalhados pelo chão.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sombeeeeeer...

Meu filho fofo está numa fase fofa.
Uma graça.
Bom,
desde sempre eu canto e ouço de tudo um pouco com ele.
E depois de algumas experiências dramáticas eu desenvolvi atividade nova lá em casa:
curtir, de alguma maneira, a hora que os DVDs favoritos terminam e as tão odiadas letrinhas começam a subir na tela e acabar com a farra televisística.
E dái que "Procurando Nemo" é assim, de longe, o TOP do TOP nas sessões da tarde do Isaac.
Pergunto: Você já reparou que graça é a música que acompanha os créditos finais do filme????
Não?!?
Vale a pena.
E então, que depois de algumas cantorias, dançadinhas, bailadinhas pela casa, Isaac agora, todo risentinho me pergunta:

- Mamãe como é aquela música?

- Qual filho?

- Aqueeeeela do Nemo?

- A da baleia? (lógico que não vou dar a resposta assim e perder a gracinha)

- Não. A sombeeeeeeer bion de siiiiiiii.....

Não entendeu????
Tá.
Robbie Williams explica:


Sim.
Eu beijo, aperto, esmago até onde dá.

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