quarta-feira, 2 de junho de 2010

Meu filhote foi promovido

Novidades para contar a vocês.
Isaac foi promovido ontem.
Cheguei para buscá-lo na escola e fui chamada para conversar com uma das "tias".
E não era ninguém do berçário.
Sua bolsa estava alí me esperando, junto com a das crianças maiores. E junto dela um trabalhinho de pintura com os dizeres "Meu primeiro desenho no mini-maternal".
Meu filhote passou de ano. Não é mais um bebezinho.
E vocês tem alguma noção do vulcão de emoções que essa boba aqui sentiu????
Ouvi atentamente a todas as instruções que a nova "tia" me passou, me segurando para não chorar alí mesmo ou sair gritando algumas frases:
"Meu filho cresceu! Já é um mocinho!"
"Parabéns meu amooooor!"
"Meu Deus, como sou velhaaaaaa!"
"Passou rápido de mais! Onde eu estava?"
Entre outras tantas paranóias/neuroses de mãe, mulher.
Logo veio o meu filhote, que estava todo educado acompanhando os novos coleguinhas na hora da soneca (no cochonete agora e não mais no berço) com o cabelo todo bagunçado.
Fui no caminho pra casa conversando com ele sobre as novidades e de repente ele começa a rir.
É. Rir mesmo. Como quem faz de uma piada bem contada.
Olhei pra ele e perguntei: Está rindo de mim, filho?
Ele respondeu com aquela sinceridade magnificamente infantil: Sim.
Preciso dizer mais alguma coisa???


***

A tarde fomos comprar uma mochila e uma lancheira, já que agora aquele bolsão de bebê não condiz mais com a sua posição na escolinha.
Affff....
Voa minha gente. VOA!

Ótimo feriado pra todos vocês.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dica de viagem: Alguma coisa acontece no meu coração...

Sou uma apaixonada assumida por São Paulo. Entonces, toda vez que maridex chega em casa com a possibilidade de alguns dias na capital dou pulinhos e bato palmas.
E o último final de semana foi daqueles sócio-gastro-culturais que essa mama aqui adora fazer.
Sócio porque aproveitamos pra encontrar amigos queridos. Gastro porque Sampa apresenta uma opção deliciosa e variada de seja-lá-o-que-você-estiver-com-vontade-de-comer. E cultural porque sempre tem um passeio mega bacana pra ensinar algo histórico pra gente. E vem cá, Isaac está novinho em folha pra absorver muuuita coisa, né?
Fomos pra SP na sexta a tarde, paradas a parte (já que com criança pequena isso é mais que necessário), tive a oportunidade de ver a maior e mais bonita lua cheia da minha vida e melhor ainda dividir isso com a minha família. Show de bola. As fotos não ficaram nada boas, então fica na memória de infinitos gigas desta mama.
Sábado começamos cedo e foi assim. GPS mais que útil, passeio no centro da cidade com corrida ao Páteo do Colégio, café da manhã no Largo de São Bento e almoço no Mercado Municipal. Cada lugar com sua particularidade explorada pelos olhos atentos do pequeno.
Soneca boa até o Aquário Municipal. Sei que já havíamos feito esse passeio, mas Isaac não tinha nem 6 meses na época. Outros bons motivos: novas atrações e um filhote andando com as próprias pernas e falando de tudo.
Não me arrependo, porque foi o melhor passeio que fizemos durante tooodo o final de semana, que teve passeio ao shopping, café da manhã no Pé no Parque e Zoo Safari.
Então, como o Aquário foi o Top dessa viagem expressa, seguem fotos pra deleite de vocês, ok?




Pontos mega positivos do Aquário? Nem só de peixes ele vive. Além dos ambientes super bem definidos entre Rio Tietê, Pantanal, Manguezais, Amazônia (onde está o Peixe-Boi que eu não consegui fotografar, mas vi, está lá sim!), há locais bem bacanas que demonstram a evolução dos homens, réplicas de dinossauros e leão-marinho. Uma réplica da Estação Polar Brasileira e um navio de piratas. Há também pinguins, morcegos, tucanos, lontra, lobo-marinho, um ambiente parecido com um submarino onde arraias e peixes passam por cima das nossas cabeças (e que Isaac delirou). Sem contar com o berçário de tubarões, cobras, tartarugas, Nemos, Doris, cavalos-marinhos, caranguejos e etcs, etcs, etcs.
Pontos negativos? A identificação de alguns aquários deixa e muito a desejar.

Fica a dica. São Paulo vale muito a pena!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Queria ser o Mágico de Oz

Essa segunda-feira promete. E como.
Tirando a nuvenzinha cinza sobre essa cabeça pensante, hoje tive contato com a história da família Santa Clara.
Devo ter chegado um pouco atrasada (até porque fujo de microcomputadores durante o final de semana), mas já vi que a história (triste e real) já está passeando por vários blogs que sigo.
A história da família é contada tim-tim por tim-tim no blog Eneaotil, o qual tive o prazer de conhecer através do Piscar de Olhos, outro que adoro e recomendo, e também toca no assunto.
Aí me fez pensar (mais ainda do que já tenho feito) no verdadeiro significado da palavra FAMÍLIA.
Do SER família, CONSTITUIR família, MANTER uma família, CONVIVER com a família, DAR BASES a e EDUCAR seres para que formem uma família, RESPEITAR a sua e as outras e a que você ainda vai fazer parte.
A família Santa Clara, como tantos outros casos que envolvem a BURROcracia governante, nos faz revoltar e indignar. Concordo e me sinto exatamente assim.
Separar irmãos, pais, filhos só porque não atendem a um parágrafo ou cláusula, mesmo que o resultado seja positivo é, no mínimo, inexplicável.
Simples. Inexplicável, pois a explicação no caso, não apresenta uma solução cabível, justa.
Esses duros parágrafos e cláusulas e leis e protocolos deveriam ser flexíveis e remodelados diante da necessidade de cada lugar, de cada tempo (até porque a desculpa da onda é a crise econômica, como já foi o aquecimento global, a segurança pública, a previdência, e por aí vai).
Não tenho experiência nem autoridade para discutir o que está certo ou errado no sistema de governo. Tenho o direito de falar sobre isso como qualquer cidadão que contribui, habita, integra ativamente uma nação (mesmo que seja a “República das Bananas”). Tenho o dever de cobrar quando algo tão absurdo acontece e sabem por quê?
Porque eu estou criando um cidadão. Estou elencando exemplos e ensinando a ele como lidar com a vida, com o sistema de governo, com o certo, com o errado, com as frustrações, com diretos, com deveres, com a lei da ação e reação, com a sociedade, com limites, com cuidados. E muitos outros coms, uma lista sem fim, diga-se de passagem.
Educar não é tarefa fácil, ainda mais com esse monte de informação e acontecimento descabido.
Imagino que o casal Santa Clara o tenha conseguido fazer com muitas crianças e adolescentes. Tenha contribuído positivamente com a formação de novos cidadãos, coisa que pais que espancam, abusam, drogam, abandonam não fazem. Coisas que seres, como a digníssima promotora Vera Lúcia Sant’Anna Gomes, não fazem, nem de longe.
E é por isso, que em meio a tantos pensamentos, a cabeça borbulhando, a indignidade a flor da pele, eu desejo fortemente hoje ser o Mágico de Oz.
Pra sair distribuindo cérebros e corações por aí. O dia todo.

Boa semana.

Conheça mais:

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tô cansanda, sim. E daí? Eu nem ligo.

Mudou o tempo (isso, de novo). Alergias atacadas em casa, muuuitas (muitas mesmo) noites mal dormidas, pequeno num chororô só, final de mês, crises de enxaqueca.
Todo dia olho pro espelho, com aquela cara de urso panda, e repito pra mim mesma que além de fazer parte do processo maternidade, essas fases sempre passam. São testes de vida.
Essa noite, por exemplo, Isaac acordou de 1 em 1 hora. E eu levantei as 5h30 pra trabalhar.
Tomei banho, me arrumei e olhei pro espelho (o mesmo panda), e tive a nítida sensação de que sou uma pessoa abençoada. Tenho uma família linda, condições pra tratar a enxaqueca, uma casa bacana pra cuidar, um emprego.
Coloquei uma calça jeans nova, jóia, descontaço em promoção super (um número a menos no manequim Uhu!!!!). Me meti num saltinho básico. Caprichei.
Saí da redação ontem sabendo que o hoje dia ia ser mais que longo (3 coletivas no mesmo horário), mas não tô abatida, não me entreguei. Nem vou, ouviu bem?!?!
Então, com essa força que brotou em mim, junto com alguns bocejos, claro, lembrei que já passei por fases que, como essa, me obrigaram a repetir pra mim mesma que a vida é boa (e é sim, muto) e que há um lado positivo em todo tropeço ou dificuldade.
E olha só como começa o texto...
...

Mamãe tem fases como a lua. Relato de julho de 2009

A vida é boa. E nesses últimos 11 meses, em meio a medos, dúvidas e alegrias venho descobrindo que ela é boa mesmo.
To numas de mãe babona, mas também de me enxergar como mãe, no geral, não só aquele ser orgulhoso e sentimental. Essa noite demorei a pegar no sono e fiquei fazendo um balanço dessa vida nova que o Isaac trouxe pra mim, pra minha casa.
E não é de assustar não, viu... é de prestar atenção e ver como realmente somos seres extraordinários, flexíveis. Não só as mães, mas pais, avós, tios, amigos... Uma criança muda muito em todos que participam do seu desenvolvimento, e Graças a Deus, meu filhote é uma criança feliz e tem agido positivamente nesse mundão que nos rodeia.
Eu vou aprendendo, com ele, com o maridão, com a sogra, a mãe, a madrinha... vou aprendendo que, apesar da minha imaginação ter alcançado lugares inatingíveis durante a gestação, não é frustrante ver que a realidade é um pouco diferente.
É engraçado ouvir dos colegas de trabalho que "a Carol é mãe de família agora". Ver que mesmo sendo essa figura, sou a Carol, com uma pitadinha disso ou daquilo. Hoje mesmo ouvi que desde que o Isaac nasceu não errei a previsão do tempo uma vez que seja. Aí me pus a pensar em todas as vezes que ouvimos nossas mamas falando pra levar um agasalho ou o guarda-chuva. Conclusão: toda mãe ganha um radar meteorológico.
Do mesmo jeito que quem recebe um filho (biológico ou adotivo) ganha ouvidos e faro de perdigueiro, um despertador interno britanicamente correto, uma velocidade pra Flash nenhum botar defeito e uma paciência que nem Jó teria.
E a memória??? Mãe decora todos aqueles nomes multinacionais de desenhos animados, relembra as cantigas e histórias que só ouviu nos primeiros anos de vida, as datas das vacinas, o telefone dos pediatras. Tá tudo alí, na ponta da língua quando necessário.
E a força, então... tem mãe que trabalha e mesmo assim chega em casa cheia de disposição pra brincar de cavalinho com o filhote. Tem mãe que não trabalha, mas mesmo depois de um dia inteiro cheio de horários e atividades tem vista e discernimento pra dublar personagens a beira da cama com o livro na mão.
Pois é, meninas, mães, mulheres, estava pensando essa madrugada... Não há criptonita que nos abata, cansaço que nos vença, tristeza que não acabe e preocupação que não fortaleça.
Mas é preciso sempre lembrar, desculpem, que não somos super-mulheres, que temos nossos defeitos e momentos de despreparo e desespero. Aí, só posso dizer uma máxima pra vocês: VIVENDO E APRENDENDO... a gente sempre chega lá.

Adoro essa foto. Dois motivos: Retrata a minha cara de cansada, com orgulho e feliz. E reparem no meu pequeno, ao fundo, só espiando a mamãe...
Ótimo final de semana pra todos vocês.
Bjo bjo bjo

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sem palavras e cheia delas...

Estava eu desligando o micro pra ir correndo buscar o filhote, tristinha da vida porque não tinha postado nada hoje (não ia dar tempo meeesmo)... até que resolvi passar por aqui de novo e vi que a Carol, uma xará especialíssima (e que tentou, tentou e tentou) engravidou.
Testes positivíssimos!
Eu acompanho o blog dela há pouco tempo e acho fascinante como a internet une as pessoas assim, num zás.
Estou feliz como se o teste fosse meu.
Estou feliz de verdade, com uma vontade de sair abraçando, distribuindo sorrisos como se a vida fosse um comercial da Coca-Cola.
Ao ler o post bacanérrimo da Carol, lembrei de cada instantezinho da minha gravidez.
E querem saber?
Quem me contou que eu estava grávida foi o Zé, meu maridex. Isso mesmo, fiquei sabendo por ele, enquanto carregava uma caixa pesadíssima de material de limpeza, numa loja cheiro-forte no centro da cidade, num calor de rachar mamona (como diria minha vózinha).
Depois disso fui só instintos, dúvidas, lágrimas, gargalhadas. E tudo da maneira mais intensa possível.
Parabéns pra Carol.

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