E daí que ser mãe não é parir no meio do nada, lamber a cria e fica tudo bem.
Ãhã.
E ser mãe, meu bem, nem é estar iluminada e de cabelos sedosos todas as semanas gestacionais.
Digo isso, porque, além de todo o perrengue ao qual eu tive direito, com enjoos, dor nas costas, pés na costela e noites mal dormidas, o glamour foi-se embora junto com as injeções que tomei na barriga - todos os dias - enquanto Isaac habitava esse corpinho.
E a coisa não acaba aí não!
Cesárea ou Natural? Babá ou escolinha? Que pediatra? Quem eu escuto? Como faço?
A culpa materna já vem a galope mesmo antes de você dar à luz.
E eu poderia fazer uma lista.
Daquelas que incluem peito doído, ordenha, madrugadas, a primeira febre, o choro não compreendido e tooodos os fatores que nos fazem sentir que, de alguma maneira, não nascemos para a coisa.
Sim.
Sou super segura de que esse dom me foi dado. O de ser mãe e assim ser responsável por tu-do o que acontecer na vida do meu filho. Fazer as escolhas por ele até uma certa parte da vida. Cuidar dele em vários e amplos sentidos. Ensiná-lo a ser alguém dentro desse contexto todo.
E não.
Não estou reclamando de nada. Até porque atualmente, diante de uma criança de quase 3 anos, em pleno desfralde e que sabe muito bem o que quer e como pedir, fico pensando que as injeções e a barriga pesada não eram lá sacrifício ou dificuldade tão grande.
E assim - entenda e salve-se quem puder - a gestação ficou colorida, alegre e feliz novamente.
Como imagino e tenho certeza de que essa birraiada toda vai ser um sorriso bobo na minha cara, cheio de saudade, quando Isaac arrumar a primeira namorada ou resolver ir fazer faculdade fora.
E taí mais um super poder concedido as mães.
Se não for o mehor e mais poderoso de todos. Não sei. Ainda tenho muito o que descobrir.
É o de transformar também as cores que essa vida tem.
Essa vida de ser mãe, com todas as suas delícias, escolhas, culpas, erros, acertos e dramas. Que é tão intensa e complexa e horas sem sentido ou cheio dele, que acaba ultrapassando limites, crenças, verdades, que nós, seres maternos, vivemos.
E vivemos felizes.
O que dá um certo tom, cor, trilha sonora, postivos a isso tudo.
E é por isso que persistimos, aguentamos, lutamos.
Lutamos até contra nós mesmas. Querendo ser cada vez melhores em fazer e acontecer, em exemplo, em tudo.
E fazemos, da melhor maneira possível.
Não é?
Acho que é.
Um ótimo final de semana a todas as mamães queridas e cheias de vírgulas, assim como eu.
PS: Fiz um post também, mais romântico, sobre a maternidade. O texto foi escrito dias depois que o Isaac nasceu, e eu passei pra cá por achar que todo ele é a mais pura verdade...
*Blogagem coletiva proposta pela Carola querida.
*Selinho produzido pela artista favorita deste blog, Anne Super Duper Mami.
*Blogagem coletiva proposta pela Carola querida.
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