quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fui ouvida! (e uma dica para mães desesperadas)

Sei.
Sei que a gente não pode ficar elogiando filho assim, já que parece existir uma força que nos prova contrário toda vez que a gente fala "ai meu filho é um lindo e dorme a noite toda/come direitinho/me obedece/ não fica doente há meses".
Mas eu tenho que falar, viu?
Parece que senhores extraterrestres deram uma trégua e enviaram Isaac de volta, com chip do amor, carinho e compreensão.
Aleluia!
Calma, calma que eu conto.
Nos últimos dois dias (e isso sim é uma vitória) Isaac tem me ouvido com atenção, vai tomar banho a hora que peço, sai do banho quando solicito, tem me ajudado (mais ou menos, mas vá lá) a recolher livros e brinquedos, deu um tempo pros cachorros e pasmem, foi pra cama ontem sem chororô típico do horário.
Sim.
Posso até ouvir o óóóóóóó vindo de vocês.
Mas como? Como? Como?
Tá.
O que eu tenho feito de diferente é ...
... olha o suspense ...
DESENCANAR.
Sim. Dei uma de mãe relaxada e tenho conversado com ele assim, como quem não está preocupada.
Lóóógico que não sou de ferro e tem horas que a Rainha de Copas encarna total, mas deem um desconto.
Lóóógico que há momentos que dá vontade de se trancar no banheiro e chorar como se EU tivesse 3 anos de idade.
Mas parece que esse meu novo jeito "não tô nem aíííí" está dando resultado.
E vamos que vamos!

Vivendo e aprendendo, não é assim que funciona???


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Perguntas que fazemos. Respostas que tememos...

do google

Eu vivo papeando com o Isaac, sobre tudo.
E recomendo super as conversas entre pais e filhos.
Desde os assuntos cotidianos até as viagens e loucuras esquisitinhas.
E daí que essa madrugada, enquanto eu fazia minhas reflexões sentada no tapete de crochê do quarto do Isaac, logo depois de algumas horinhas de filhote chorando, lembrei das perguntas que faço a ele e que, geralmente, me arrependo.
Por quê?
Oras, porque criança é bicho sincero, né?

E em sua pouca experiencia de vida ainda não desenvolveu o uso do sorrisinho amarelo ou da mentirinha boba pra não desagradar ouvido alheio.
Vícios da vida adulta. Ora feios ora extremamente necessários.
Tá.
E eu fiquei elencando as tais perguntas, e lembrei com sorriso besta as respostas que ganhei:

- Filho, a mamãe está bonita?

- Não. Prefiro aquele pijama do urso.

- Isaac, você gostou da sopa que a mamãe fez?

- Eca! (com língua de fora e tudo)

- Oba! Nós vamos passear no shopping!!!! Você quer fazer o que lá?

- Assitir televisão / Comprar muuuuuuitos brinquedos / Eu não quero ir naquela loja que você gosta.

- Você ama a mamãe?

- Hoje não.

E a de ontem, eu juro pra vocês que fiquei apavorada com o tempo que ele parou pra pensar na resposta.

- Você e o príncipe e a mamãe é a rainha. Eu sou a da Rapunzel ou a da Alice no País das Maravilhas?

(Gelei, né? Ou eu ia ser magrinha, boa e adorada por todo o reino ou ia ser uma rainha cafona e bunduda que quer cortar a cabeça da geral)

- A da Rapunzel.

Uuuuufa...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Toquezinho básico

Já falei que ser mãe é uma loucura?
Muitas vezes.
Já utilizei o termo "esta cabeça louca" algumas vezes?
Mais do que deveria.
Já me chamei de doida, sem noção ou ri da própria desgraça?
Ô.
Então tá.
Agora posso reforçar meus conflitos com o tal toquezinho do título deste post.
TOC meu bem, não toque.

Ele mesmo. Mais um transtorno nessa existência.

Não.
Nenhum médico credenciado e especializado diagnosticou e assinou embaixo.
É outra coisa dessa cabecinha louca.
Explico.
A mania, fobia, doença, transtorno ou frescura agora é por organização.
Fiquei neurótica.
Neurótica por ver tudo guardado, organizado, arrumado.
Tu-do.
Quase tudo.
Os brinquedos do Isaac, por exemplo, depois de tanto contato com baba (do fiho e dos cachorros), sujeira, terra, poeira e pedaço de comida, se desenvolveram numa forma mutante que tem aversão aos lugares apropiados, caixas e armários.

Aí você deve estar falando: Aaaaaa, mas essa Carol é muito dramática... Tá surtando com a bagunça do filho e vem falar que tem TOC...

Ok. Concordo com você. Mas algo mudou por aqui.
Os brinquedos que antes ganhavam uns chutinhos até saírem do meio do caminho agora povoam meus sonhos, pensamentos no horário de trabalho e tomam boa parte do meu final de semana.
É sim aterrorizante.
Primeiro porque meu filho custa a aprender que se tirou-bricou-cansou tem que guardar de volta e me responde com:

- Mas eu estou muito cansado, não consigo guardar...

E eu piro.
Enlouqueço.
Viro a doida.
Depois que, a irritação toma conta do meu ser porque, além do filho mal educado e bagunceiro, participam da rotina da minha casa duas criaturas que tiram as bagunças do Isaac de um lugar e colocam em outro.
E esse outro, queridas, está longe de ser o bendito lugar certo!
Exemplo? Tenho uma tonelada.
Faz uma semana que filhote tirou um livro da prateleira e deixou na cozinha. E lá a publicação ficou (sendo engordurada e tals) até ontem quando eu disse "Fulana, o lugar desse livro é na prateleira, no quarto do Isaac, ok???". E o livro apareceu aonde? Na mesa de jantar.
Da cozinha pra mesa de jantar?
Um insulto.
Provocação. Só pode ser.
E não é só isso. Essa mania louca está me dando dor nas costas, nos ombros e de cabeça.
Onde já se viu? A pessoa agora levantar correndo da cama pra colocar uma coisa ou outra no lugar????
Pirei.
Surtei.
Endoideci.
Pois bem que o trabalho do brincou-cansou-guardou com o Isaac está sendo mais árduo, mais bravo e por consequência mais chato.
E eu vou levando.
Sem gostar mas vou levando.

E vocês, hein? Conseguem fazer a cria colaborar com a arrumação????

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pérolas alimentícias

Gracinhas graciosas e cheias de charme para começar bem a semana:

O carnívoro

- Mamãe, eu adoro o bife do leão Alex (Madagascar feelings).

- É filho?

- É. tem até uma semente no meio, pra colocar na terra.

Jurássico

Estourou uma bombinha de São João. A cria arregala os olhos e manda:

- O que foi isso?

- Acho que foi uma bombinha, filho. Fogos de artifício.

- Eu não acho.

- Não?

- Foi um dinossauro que passou.

- Qual dinossauro, Isaac?

- Aquele, com uma ervilhooooona verde nas costas.

Matutino

- O que você vai querer de café da manhã, filhote?

- Hummm.... Pão com chapa.

O ativista

Viu um porco no rolete esse final de semana. Até achou graça, mas não se entregou:

- Vou comer aquele franguinho... (apontando pro bicho enorme e pururucante).

O cara de pau

- Vamos comer, filho???

- Aaaaa... (pra variar) Eu não quero comer.

- Mas precisa, né?

- Mas eu estou com dor de barriga, de tanto que eu já comi.

...

Semana linda, hein gente?!?!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Chantagem das brabas

Hoje Isaac acordou mais cedo que eu.
E filhote acorda num pique que pra ser a Globeleza só falta o salto. Sério.
Uma loucura fica a minha vida quando a casa já não está todo aquele silêncio.

Perco a hora, perco o rumo. Tudo.

Meu tiro de misericórdia é colocar a cria pra me "ajudar" em tudo o que estou fazendo.
Desde escovar os dentes, escolher a roupa, até fazer a lancheira dele e acordar o papai.
E daí que faço tu-do com criança de quase 3 anos presa nas pernas. Ou no colo. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Quem é mãe sabe que dá. Danem-se as leis da física.
Só que no meio do corre-corre nem sempre consigo dar atenção a tudo que Isaac fala ou pede.
Ui! E como pede.
Pede tudo e mais um pouco.
E com meu relógio na mão ele faz o bico mais doce do universo:

- Quero pôr.

- Iiiii filho, a mamãe tem que colocar o relógio pra saber a hora de chegar na rádio!

- Aaaaa.... mas eu não tenho nenhum relóóóógio...

E lá vou eu, de um lado pro outro, pensando em um zilhão de coisas. Tudo que tenho que fazer nesta véspera de feriado. E não é pouco.
Corro pra cozinha num surto imediato de Jesusmeajuda e vejo ela lá.
A mamadeira.
E atrás de mim vem Isaac tagarelando sobre o tal relógio que ele não tem.
Me entrego ao tetê.
Faço com todo o amor que cabe nos poucos minutos que me restam.
Uso como isca pra levar filhote até a sala.
Ligo a tv, coloco ele bem confortável no sofá, enfio a mamadeira na boca dele.
Aaaaa o silêncio....
E daí, num segundo, ou menos que isso, tenho um estalo.
Idéia genial, magnífica e obscura. Hei de concordar.
Ergo a sombracelha. Isaac já presta bem atenção na minha sombracelha também e para com a sucção tetesística.
Sem medo eu coloco pra fora:

- Ok. O relógio é seu.

Ele olhou com interesse ímpar.

- Te dou o relógio assim que você fizer o cocô no trono.

E saí como uma louca, atropelando cachorro, mochila e quem mais passasse pela minha frente.
Deixando no ar aquele clima de "a seguir cenas...".
E cá estou, como mãe que sou, decidindo se devo ou não bater a cabeça na parede por tal negociação.

Que o feriado de vocês seja lindo! O meu também, né?

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