Total.
Esse é meu filho hoje.
E espero que essa fase seja breve.
(mas lembro bem da minha adolescência e a onda de esperança vai embora, assim, me deixando num cenário sombrio e gelado)
Isaac diz não pra tudo.
E não é um não porque não quer.
É um não de contrariar mesmo.
Por gosto, parece.
- Vamos tomar banho?
- Banho nããããão.
- Isaac, vamos sair do banho.
- Nãããão. Eu quero ficar na banheira.
- Isaac, hoje você não vai tomar banho.
- Buáááá, eu não quero ficar sem banhoooooo!
- Filho, hora do almoço.
- Eu não quero almoçar.
- Olha só! Vamos assistir a Dora?
- (bico) Eu não gosto da Dora.
- Agora vamos sair, não dá pra ver TV.
- Buáááá... eu não quero sair! Quero ver a Doraaaaaa!
E por aí vai.
E vai explicar pra uma criança que a vida não vai ser bacana com ele se ele continuar assim.
Extremamente cansativo.
Um teste pra qualquer paciência materna.
Uma loucura.
Mas junto a fase do contra me veio outra.
Das bem cabeludas.
Meu filho não é feliz com nada.
Insatisfeito mode on, na versão turbo.
Se a gente dá um brinquedo:
- Olha Isaac! A mamãe trouxe um Pinóquio (uma marionete enoorme de madeira que veio toda embalada, num super cuidado dentro da mala) de viagem pra você!
- (bico master) Mas não tem o Gepeto, o João Honesto e a Baleia Monstra?????
- Surpresa! Esse é seu quarto novo!
- Mas você não colocou aquele brinquedo do Buzz que eu queria????
- Vamos brincar de carros no quintal hoje?
- Eu não tenho muitos carros. (mesmo com o balde abarrotado de coisinhas com rodas de todas as cores, modelos e tamanhos)
Triste.
Lastimável.
Teste psicotécnico pra qualquer paciência materna, humana ou de Jó.
E vai explicar pra um menininho de quase 3 anos que a vida não vai ser nada bacana com ele se ele continuar sem dar valor às coisas que tem.