terça-feira, 21 de junho de 2011

Era uma vez o infeliz... que era do contra...

Do contra.
Total.
Esse é meu filho hoje.
E espero que essa fase seja breve.
(mas lembro bem da minha adolescência e a onda de esperança vai embora, assim, me deixando num cenário sombrio e gelado)
Isaac diz não pra tudo.
E não é um não porque não quer.
É um não de contrariar mesmo.
Por gosto, parece.

- Vamos tomar banho?

- Banho nããããão.

- Isaac, vamos sair do banho.

- Nãããão. Eu quero ficar na banheira.

- Isaac, hoje você não vai tomar banho.

- Buáááá, eu não quero ficar sem banhoooooo!

- Filho, hora do almoço.

- Eu não quero almoçar.

- Olha só! Vamos assistir a Dora?

- (bico) Eu não gosto da Dora.

- Agora vamos sair, não dá pra ver TV.

- Buáááá... eu não quero sair! Quero ver a Doraaaaaa!

E por aí vai.
E vai explicar pra uma criança que a vida não vai ser bacana com ele se ele continuar assim.
Extremamente cansativo.
Um teste pra qualquer paciência materna.
Uma loucura.
Mas junto a fase do contra me veio outra.
Das bem cabeludas.
Meu filho não é feliz com nada.
Insatisfeito mode on, na versão turbo.
Se a gente dá um brinquedo:

- Olha Isaac! A mamãe trouxe um Pinóquio (uma marionete enoorme de madeira que veio toda embalada, num super cuidado dentro da mala) de viagem pra você!

- (bico master) Mas não tem o Gepeto, o João Honesto e a Baleia Monstra?????

- Surpresa! Esse é seu quarto novo!

- Mas você não colocou aquele brinquedo do Buzz que eu queria????

- Vamos brincar de carros no quintal hoje?

- Eu não tenho muitos carros. (mesmo com o balde abarrotado de coisinhas com rodas de todas as cores, modelos e tamanhos)

Triste.
Lastimável.
Teste psicotécnico pra qualquer paciência materna, humana ou de Jó.
E vai explicar pra um menininho de quase 3 anos que a vida não vai ser nada bacana com ele se ele continuar sem dar valor às coisas que tem.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A incrível história do filho sabido e da mãe avestruz...

do google

Ser mãe, entre um monte de tantas outras coisas e sentimentos, é passar vergonha.
Quem nunca passou, um pequeno momento avestruz que seja, me conta.
Pois é raro.
E meu filho está naquela fase louca de sair por aí corrigindo Deus e o mundo.
Duvido que você, mãe de criaturinha de 2 anos e 9 meses, não conheça tal fase.
Nããão?!?!
Então explico.

No zoológico, família mostrando os primatas para o filho. Gente desconhecida mesmo:

- Olha fulaninho, o macaco!

Aí entra o Isaac, no meio do papo:

- Não é macaco. É ba-bu-í-no.

Próxima jaula:

- Tá vendo, ciclaninho, o leão está dormindo...

Saca o Isaac:

- Nem é o leão. É a le-o-a. E ela só está descansando.

Aí imaginem vocês, que um passeio no zoo rende a mais pura e diversificada sessão de correções e sorrisinhos amarelos que um ser humano poderia aguentar.
Tá, se fosse só no zoológico seria fácil.
Mas a vida é uma graça, não é?
Isaac brincando com a vizinha:

- Cuidado aí Isaac! Tem formigas e elas mordem.

- Elas não mordem. Elas pi-cam.

...

- Você vai pegar os caminhões para carregar pedras?

- Não são caminhões. São po-tes-que-a-vo-vó-deu.

...

- Olha! O papagaio do pirata saiu voando!

- É a-ra-ra. E esse brinquedo não voa. Só o avião voa.

Sim. Ele acaba até com a imaginação alheia.
E não é só isso.
O negócio é ele corrigir com pausas.
Ele separa as sílabas na hora da correção, pra não correr o risco da pessoa corrigida não entender o recado.
E ele não para.
Corrige e vira os olhos como quem diz "pobre da humanidade se não fosse eu ensinar todo esse povo".
Tá se achando esse menino.
Eu?
Tô me policiando pra ver se essa mania corrigenta não veio de mim.
De onde veio e pra onde vai.
Fora isso sempre tento, de maneira mais que sutil, mostrar que esse negócio de sair corrigindo não é lá coisa agradável.
E vocês?
Tem pequenos sa-be-tu-do em casa???

Ótima semana, heins?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nós e a natação: Um caso de amor e ódio

do google

Queridas e queridocas deixaram comentários super bacanas no post de ontem.
Obrigada.
Mesmo.
E semana que vem eu vou de uma vez encurtar a soneca.
Amém!
Tá.
Mas acontece que muitas mamães falaram sobre fazer natação.
Concordo.
Acho o máximo tal esporte.
Só que a vida não é tão simples.
Isaac entrou na natação aos 8 meses de idade.
Era uma delícia.
Dois dias da semana de pura diversão, desenvolvimento e tals.
Sem contar todos os benefícios para a saúde da cria.
Ainda mais cria cheia de alergia, com mãe ex-asmática e etecéteras.
Até que Isaac começou a ter otite.
Uma atrás da outra.
Que duravam dias e dias.
Médico, hospital, antibiótico.
E a cada otite a natação ganhava uma pausa.
E a cada volta ao esporte, nova otite.
Pronto. Pediatra pediu um tempo. Longo. Uns 3 meses.
Demos.
Voltamos assim que liberados.
Otite nele!
Pausa. Otite. Pausa. Otite.

(Sobre os tampões? Isaac não aguenta nem cotonete pra limpar as orelhas. E eu, sinceramente acho uma judiação o pequeno de tampão numa atividade que é cheia de músicas e conversa.)

Cansamos.
Daí que a querida doutora pediu que esperássemos os 3 anos.
É o que fazemos até agora.
Mas daí que mãe é bicho que fuça e eu fui atrás de um otorrino.
Querido doutor nos deu explicação interessante.
A qual resumo aqui, de maneira não médica.
Isaac tem rinite. Piscinas são em locais fechados e aquecidos. Ótimo para a proliferação de fungos e tals que colaboram horrores com as crises de rinite, que vem carregadas da catarrância plena.
E aí que filhote tem as amigdalas enooormes. Que desviam a catarrância toda para o ouvido quando eliminada pelo nariz.
Tomou?
Agora me conta. Existe alguma piscina de natação infantil que não seja coberta e fechada?
Bom,
somos brasileiros e não desistimos nunca, certo?
Esperemos os 3 anos e nova tentaiva.
Então, meninas nadadeiras, essa não é uma opção por aqui.
Não por enquanto.

** Ah! falando em saúde! Não esqueçam da Campanha de Vacinação contra a Pólio amanhã! E tem vacina contra o sarampo também!


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu não consigo me entender com a soneca.

Sei. Sei.
Vocês devem estar pensando: "Ih! Agora ela assinou o atestado de loucura de vez. Como não se entende com a soneca????".
Explico.
Não acho ruim Isaac dormir a tarde.
Se a soneca é necessária, que aconteça.
Mas, como nada é simples nessa vida, a tal dormidinha está virando a minha casa de cabeça pra baixo.
Como?
Isaac agora dorme depois do almoço.
Fofo, lindo, uhu!, concordo.
Só que a soneca acontece das 3 às 5 da tarde.
Qual o problema?
Te conto, amiga.
O que fazer com uma criança cheia de energia às 5 da tarde???
Horário até então, que Isaac já estava começando a desacelerar, pedir colinho e banhinho, pra aí sim dormir às 7 e meia da noite (horário, que na minha opinião, é mais que próprio pra criança estar na cama).
E logo, criança que acorda às 5 não vai querer desacelerar nem às 10 da noite.
E assim tem acontecido.
10 da noite e eu tô lá, lendo e relendo "Alice no País das Maravilhas" (o livro da vez) até eu mesma não aguentar o cansaço.
É justo isso?
Uma tão desejada sonequinha desestruturar todo um esquema de sucesso?
Lembrem-se que, além de eu achar que a cria deve dormir cedo, eu acordo às 5 da matina pra trabalhar e ainda quero/desejo/preciso passar um tempo com maridex. O que se torna impossível quando os olhos não conseguem mais ficar abertos e o cérebro trabalhar de maneira consciente.
Ai me vem as avós e irritantemente repetem: "Você tem que dormir a hora que o Isaac dorme".
Ãhã. Conta outra.
Durante a soneca do filhote a minha casa e todo o barulho nela continuam em rítmo normal. Os telefonemas precisam ser dados, instruções, lista de supermercado, quitanda, compromissos e cachorros. E eu, como toda mulher moderna normal, acabo aproveitando soneca do filho pra resolver o que não dá com ele acordado.
Deu pra captar a mensagem?
O entre a cruz e a espada que me encontro?
Já tentei acordá-lo antes. E me rendeu horas de choro, manha, birra e uma tonelada de NÃOS.
Estou mesmo a procura de atividades que possam ser realizadas após às 17h, mas qualquer que seja vai ser interrompida pela hora da janta.
Confesso estar perdidinha.

E então?
Posso pedir socorro????

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desberçando

Mais do mesmo?
Mais um post sobre os "des" da vida do Isaac?
Pode ser.
Mas esse "tira" que conto aqui foi coisa mágica.
Pelo menos, depois de esperar noite longa, cheia de quedas e medo do desconhecido, posso dizer que sou pessoa feliz e de sucesso.
Essa noite Isaac debutou na caminha.
Me livrei do berço e ele das grades.
De quebra me livrei também da pulga que me coçava atrás da orelha.
Sim. Eu achava que já estava tarde demais. Que Isaac já era criança crescida e que precisava dar mais esse salto rumo a meninice, deixando a bebezice lá no ontem.
E sim também. Eu me culpei horrores, por dias e dias, jogando nas minhas pilatadas costas todo o peso de estar atrasando o desenvolvimento do meu filho.
Lógico que eu acomodei. E quem não o faria?
Eu assisti a uma infinidade de capítulos da Super Nanny, onde mães se descabelavam levando e levando e levando a cria de volta pra cama de madrugada.
Maridex também foi contra a mudança até o fim.
Ontem mesmo, depois que Isaac dormiu ele profetizou: "Se prepara que a noite vai ser longa".
Até o eco eu ouvi. E senti uma brisa gelada na nuca.
Mas amémaleluia que o ser com o qual me casei não é profeta e nem tem vocação pra isso.
Sei. Sei bem que nem todas as noites serão iguais.
E ser mãe é tomar chuva de cuspe na testa sempre, mas vá lá...
Isaac dormiu bem, não caiu da cama, e nem tentou descer dela pra ir até o meu quarto.
Nota dez!
Mas tá que o mérito não é só da sorte.
Nem só meu, nem nada.
Como todas as outras transformações da vida do pequeno, eu acho o tal lance da cama uma das bem importantes.
Então... não foi só trocar o leito e boa.
Eu me dei um prazo.
Depois das férias começaria a procurar coisinhas que, mesmo poucas, iriam abolir de uma vez o estilo neném do quarto do Isaac.
Levei ele junto comigo para escolher peças de decoração e prestei mais do que nunca atenção nas novas preferências da cria.
Tudo comprado e montador agendado, fui conversando com o filhote sobre dormir na cama e deixar o berço.
Expliquei pra ele que a cômoda ia embora deixando mais espaço pra ele brincar.
Etecéteras e etecéteras.
E fiz questão de deixar a coisa toda mágica.
Arrumei o quarto enquanto ele estava na escola. E quando fui buscá-lo voltei o caminho todo dizendo que ele ia ter uma surpresa.
Surpresa grande que nem cabia na mochila.
Fechei os olhinhos dele até a porta e ganhei certificado de mãe que sabe desberçar quando ele olhou tudo maravilhado e disse que estava feliz com o quarto novo.
Ainda ganhei bônus quando ele nem pediu pra ir ler histórias na minha cama.
Parabéns, Isaac!
Por mais esse degrau!

** E cruzem os dedos aí, hein? Que todas as noites sejam lindas assim!

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