quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sim, eu uso o coelho...

do Google

E então que a Páscoa está chegando.
Feriadão, 3 Vivas a Tiradentes e muito bacalhau e chocolate.
Tá.
Queria mesmo ensinar o signficado da Páscoa pro Isaac, mas depois de algumas tentativas vi que vai mesmo ficar pro ano que vem.
Tiradentes nem pensar, né?
Logo estamos convivendo com toda a ansiedade da cria em receber os ovos que solicitou ao coelhinho.
Sim.
Eles já foram comprados e serão escondidos na manhã de domingo.
As pegadas também estarão lá, espalhadas pela casa.

...

Acontece que nem tudo é doce como o chocolate...
E eu tenho usado o coelho de todas as maneiras que posso.
Diante das birras loucas, manhas, teimosias, me resta mesmo é apelar.
Não me matem com cenourinhas de açúcar nem me afoguem em cobertura fracionada.
Mas chegamos num ponto onde filhote só atende ao terrorismo coelhístico:

Bateu no vovô?
Vou contar pro coelho.
Gritou com a mamãe?
Deixa o coelho saber disso.
Não quer comer?
Aaaaa, o coelho vê tudo...

E ontem, em meio a uma sessão horrorosa de malcriações e ataques chiliquentos eu me desesperei:

- Posso te contar uma coisa, meu filho??? O coelho é assim ó (estava eu esfregando os dois dedos indicadores) com o Papai Noel. E eles se falam bastante, viu?!?!

kkk...

Uma super Páscoa a todos vocês!!!!!


terça-feira, 19 de abril de 2011

E os avós do seu filho? Como são?

Anne Super Querida Duper fez um post hoje que me deixou inspirada.
Ela questiona por lá se antigamente era melhor que hoje.
Eu acho que não, em alguns sentidos práticos, mas fui invadida por uma onda saudosista e me pus a pensar no papel dos avós. Se nesse caso, era mehor, pior ou diferente.
Isso porque o pai da Anne, de quem já sou fã há varios posts, apresentou ao pequeno Joaquim seu tesourinho.
Eu chamo assim a caixa de badulaques que ela descreve no post.
E então que eu lembrei dos meus avós e de todos os detalhes deles que preenchem o meu tesourinho mental.
...

Minha avó tinha um saco cheio de botões. Botões que vinham sendo colecionados a nem sei quantas gerações. E adorávamos despejá-los no chão tentando descobrir com o que se pareciam.
Ela era brava, um tanto mau humorada, mas nos deixava viajar nas suas tintas, telas e agulhas de tricô.
Minha outra vó, a Vozinha, tinha um malão de madeira, de onde saía de tudo um pouco. Mais retalhos e tules, os quais ela liberava que sentássemos na máquina de costura pra fazer o que bem entendêssemos.
E os vovôs???
Um deles sabia imitar tooodos os cantos de passarinhos, no assovio. Além disso, tinha um repertório de músicas antigas invejável. Até hoje me pego cantarolando algumas delas para que não se percam na memória.
O outro, nos deixava martelar, construir, subir na jabuticabeira, torrar e moer café, tirar ovos do ninho das galinhas e cuidar da horta - o que compreendia em pegar as folhas mais velhas e brincar de restaurante.
...

Enfim, era uma delícia passar os finais de semana com eles.
Ter alvará para dormir na casa deles, então, era uma festa.
Mas e hoje?
Tô aqui, pensando, com essa modernidade toda, como é que são os avós do Isaac...
Bom,
Eles tem a tecnologia.
Eles são mais flexíveis.
Eles mimam pacas.
Eles tem suas particularidades.
Não que seja pior, mas é diferente.
Outro dia Isaac chegou em casa enlouquecido porque ajudou a minha mãe e pagar limões no pé.
Mas isso é raro hoje.
Fora toda a comodidade, TV está lá, pronta para ajudar os avós cansados.
E como eles estão cansados, não?
Falo por mim. Minha vózinha de 90 anos tem mais pique que eu e a minha mãe. Verdade.
Vejo também que tudo acontece dentro de casa. Na sala. Sem muita sujeira.
E eu não vou cobrar que os avós mudem. Longe disso.
Vou eu com filhote passar a tarde no parque se lambusando de lama e catando pedrinhas.
Mas e vocês?
Alguma recordação da infância? Alguma análise sobre as vovós atuais?

bjocas e ótima terça!
Viva os índios!

PS: Obrigada a todos os comentários carinhosos do último post. Vocês são demais! E eu não sou demerda coisa nenhuma!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

#mãedemerda ???

imagem do Google

Então que hoje eu estou assim...
Me sentindo a verdadeira...
A sem noção.
Com total despreparo.
Cheia de dúvidas e conflitos internos.
Explico.
Duas semanas de virose louca e ampliada acabam com a saúde mental de qualquer criatura.
Isaac está percorrendo todas as fases da bendita virose como se estivesse aproveitando uma viagem de volta ao mundo.
Etapas e sofrimentos bem definidos.
Três ou quatro dias para a tosse e a catarrância toda. Mais três ou quatro dias para a febre e o vômito. Mais dois ou três dias para mais tosse, e diferente da primeira. Mais 10 dias de antialérgico e muito soro pro nariz. Mais dois dias de ouvido doendo. Acabou? Nãããão... Quando tivemos que nos render a artilharia medicamentosa pesada por conta da infecção no ouvido, 3 dias depois, me aparece uma baita garganta inflamada, a qual não tem previsão de salvação.
Pouco?
Muito.
Mas não o suficiente.
Não bastasse o perrengue, a pediatra também caiu de cama.
E as consultas com ela, alternadas com o otorrino, tem sido feitas por telefone.
Pode?
Pooode...
Mãe aguenta.
Só não aguenta mesmo a culpa. Aaaaa a culpa, essa não perdoa.
E daí que essa madrugada eu fiquei fazendo o balanço do "o que eu não deveria ter feito".
Merda!
#mãedemerda twittaria eu se tivesse tempo e forças pra chegar perto do micro.
Listinha?

- Não ter um segundo pediatra
- Ter usado pacas o ar condicionado com um filho mega alérgico
- Ter mandado ele pra escola sem ter se curado totalmente
- Não ter enfiado tooodas aquelas frutas goela abaixo da cria quando ele disse "não quero"
- Ter liberado pipoca na hora do almoço, único alimento que a cria pediu no meio de uma crise de tosse e dor de garganta
- Não ter observado atentamente mais os sintomas todos
- Não ter feito medicina
- Não ter obrigado o dindo do Isaac a se especializar em pediatria (ia ser uma boa, não?)

Tá.
Podem me chamar de neurótica e paranóica.
Depois dessa listinha e das olheiras que me assombram a cada vez que miro o espelho concordo plenamente com vocês...



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bebezinho???


imagem do Google

E então que Isaac já tem noção de muitas coisas.
Saber o que é ontem, medir o tempo, escolher a própria cueca e fazer perguntas do tipo "empurro forte?" já demonstram bem que a criança cresceu.
E ele sabe disso.
E tem se achado O menino crescido, O dono do próprio nariz, O ex-bebezinho.
Em casa, vive falando que é um me-ni-no.
Dá risada quando eu falo que ele já foi pititico, tão pititico a ponto de caber na minha barriga.
Mas toda vez que faço um agrado mais bebezístico, ele reclama.
Tá.
Acontece que essa semana fomos atrás de um tênis novo. O antigo rasgou, ficou velho e ele encasquetou que queria um modelo com luzes piscantes. O próprio carro alegórico.
Ok. Vamos em busca do bendito tênis estroboscópico...
Na loja, vendedora vem cheia de nhem-nhem-nhem pra cima dele. Numa simpatia única, afinando a voz, falando de um jeito com o qual ele não está acostumado.
Lógico que a sombracelha já tinha subido e descido várias vezes e Isaac já estava bem irritado com a louca vendedora falando como se fosse dubladora dos Ursinhos Carinhosos.
Mas aguentou.
Tudo pelo tênis nada discreto e iluminado.
Mas até paciência de criança tem limite.
E filhote foi fuçar onde não devia.
Atrás dele vai a louca vendedora de voz infantil demais:

- Cuidado bebezinho, o sapato pode cair na sua cabeça e vai fazer dodói!!!! - Correu a exclamante moça de uniforme vermelho.

Isaac chegou bem perto das minhas pernas, deu uns tapinhas e não deixou barato:

- Eu não sou mais bebezinho, mamãe! Porque as pessoas falam que eu sou????

A vendedora engrossou a voz e deu um sorrisinho bem amarelo.
A mãe aqui riu.
Issac? Ele armou um bico e saiu pisando firme, curtindo as luzes piscantes e coloridas do novo pisante.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

O certo, o errado e o caso do nariz

imagem do Google

E daí que chegou o dia.
Não que falar de morte ou sexo seja fácil, mas ontem a coisa pegou, já que violência não é lá a minha praia.
E foi resolvida no supetão, no instinto, em frações de segundo.
Explico.
Cheguei pra pegar Isaac na escola ontem e ouvi:

- Mamãe, o coleguinha nome e sobrenome me empurrou na cadeira.

Sangue ferve, mãe tem vontade de dar meia volta e aniquilar com a criatura infanto-violenta, mas calma, respira, e lembra que essas coisas acontecem:

- E machucou filho? Você caiu?

- Não. Eu só sentei.

- E a tia viu?

- Não.

- Você contou pra ela?

- Não.

Sangue ferve de novo, mãe quer extinguir do planeta a raça das criaturas infanto-violentas e das tias que não veem.

- E você fez alguma coisa? Empurrou ou bateu no amigo?

- Não.

Sangue em ebulição e auto-controle quase indo pras cucuias. Mas mãe é bicho besta e metida a Nobel da Paz.

- Filho, é muito feio bater e empurrar não é?

- É.

- Mas a gente também não pode deixar os amigos baterem na gente.

Aí me olha a cria com o maior ponto de interrogação do universo estampado na carinhafofademeuDeus...

- Seguinte, se o colega bater ou empurrar ou fazer algo que você não goste, conta pra tia.

- Mas...

Esse mas me veio assim "e se a tia não der muita atenção, hein mamãe???"
Aí eu soltei. E quando percebi já tinha dito. E não sei se vocês aprovam ou não, mas analisando bem com todo o drama e a culpa que me cabem, tenho certeza que fiz a coisa certa...

- Aí você empurra também, e mostra pro colega que você não está alí pra ser empurrado. E que deve ser respeitado.

PAUSA
Não é loucura. Já falamos muito de respeito em casa.
E também já observei Isaac brincando algumas vezes e vi que ele meio que tem vocação pra deixar essas coisas acontecerem. Deixa que outras crianças peguem seus brinquedos e tals. E eu não quero que ele sofra por não saber se defender.
DESPAUSA

- Empurro forte?

- Não, amooor, a gente não pode machucar os amigos, nem ninguém, certo?

- Certo.
E fez-se um bico. Daqueles recordistas.

- Filho, só uma coisinha... Toda vez que acontecer algo que você não goste você pode vir falar para a mamãe, ok? Eu vou te ajudar do jeito que der e a gente resolve o problema.

Sorriu de novo, aliviado, mas o bico ficou alí e começa um choro.
Todo seguro filhote resmunga com os olhos cheios de lágrimas:

- É que o papai falou que eu tenho nariz de tuuuuurco....

- Hein?

- Ele falou que eu tenho nariz de tuuuuurco....

PAUSA
Entendam aqui, zero preconceito. Descendente direto de árabes, lógico que maridex sonha e deseja que os seus traços étnicos apareçam no Isaac o quanto antes... E sim, ele tem dessas conversinhas com a cria. E também tem muitas respostas assim pra todos os amigos que brincam com o filho louro e de nariz pequeno que eu dei a ele.
DESPAUSA

Diante da reclamação do Isaac, o que falar?

- Ô filho, porque você está chorando? Nariz de turco não é uma coisa ruim. Seu papai tem nariz de turco e é lindo.

- Mas eu não queeeeeero...

- Vou te contar uma coisa: o seu nariz é bem pequenininho, não tem nada de turco.

Filhote sorriu mas olhou desconfiado.
E eu tentei tirar aquela dúvida do ar:

- O que você acha do nariz da mamãe?

- Não é de turco.

- Pois eu acho que, mesmo o nariz do papai sendo lindo, o seu nariz é mais parecido com o meu. O que você acha?

Aí ele me responde com a voz fanha de tanto apertar e esfregar as cavidades nasais:

- Eu acho que o meu é pequenininho, pequenininho.

- Então tá filho. Você entendeu?

- Entendi... Mas você conta pro papai que o meu nariz não é de turco?

...

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