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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mais da "burra"

do Google

E então que ontem Isaac saiu da escola todo pimpo pedindo pra ver o papai.
Sim. Eles estão ensaiando alguma coisa pro Dia dos Pais e a cria fica cheia de saudade.
No caminho, que é longo, ele falou algo sobre como é feio xingar os amigos.
E eu. Toda metida a besta, aproveitei pra explicar a ele sobre a palavra BURRA.
Conversamos sobre o significado e o quanto as pessoas que estudam, trabalham, leem e criam seus filhos ficam chateadas em ouvir isso.
Aí vem papo:

- Você entendeu, Isaac?

- Entendi. Burro é quem não sabe nada.

- É filho, isso mesmo. Parabéns!

Mas eu sou bicho besta mesmo:

- E você acha então que a mamãe é burra???

- Acho.

- ???

- A mamãe não sabe NA-DA.

E aí?
Aí que eu disse a ele que eu deveria saber muita coisa pra conseguir ser jornalista, que eu tinha estudado bastante. Falei sobre os livros que povoam nossa casa. Contei sobre criar e educar filhos e cachorros. Tudo numa dimensão compreensível ao pequeno.
Ele?

- A mamãe não sabe.

E ponto.
Mudou de assunto.
Me deixou alí. Meio que petrificada. Meio que querendo parar o mundo pra descer.
Meio sei lá eu o que, entendem???

... a seguir cenas...

PS: Gostaria de agradecer todos os abraços solidários que recebi no último post. Vocês são umas lindas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A "burra" pede ajuda...

E então que a espertona aqui passou anos, meses e uma gestação meio que inteira dizendo que não ia utilizar chinelos, mãos e afins pra bater na educar a cria.
E então que a cria cresce, tudo lindo, ouvindo e conversando pacas com a mãe.
E então, que essa mesma cria se revolta, acha graça e começa a utilizar da adolescência precoce pra tirar a espertona em questão do sério.
Logo, aquela balela toda do não uso dos chinelos parece meio que distante.
Logo, o uso do chinelo parece não tão apavorante.
Logo, a espertona até arrisca umas ameaças de "bunda quente" pra ver se a cria se toca e volta a ter ouvidos e a boca não tão suja.
É, minhas amigas, ele tem falado palavrões e palavrinhas dispensáveis.
E pior, tem me enfrentado.
Como?
Saca ontem:

- Burra!

- O que foi, meu filho???

- BUR-RA!

- Quem é burra, Isaac?

- Você é BUR-RA, mamãe...

E riu.
(Mesmo já tendo ouvido explicação simples sobre o que é xingar e quais eram as palavrinhas básicas que poderiam ser ouvidas no ambiente escolar.)
E viu alí, pela primeira vez, a ira materna.
Levou castigo.
Chorou. Chorou. E chorou.
E depois de dois minutos já estava falando "burra" pelas minhas costas.
E aí?
Faço o quê?
Utilizo da sabedoria antiga e lasco pimenta na boca do filhote?
Converso mais?
Arrumo castigo que convença?
Alguma dica?
Alguém me ajuda?
Socorro!!!!


terça-feira, 2 de agosto de 2011

O quanto ele quer um irmãozinho

Vocês até já sabem o quanto Isaac topa um irmãozinho, né?
Longe de ser o "mais que tudo nessa vida" ou um "me dá, me dá, me dá" ou "eu quero esse!"...
Longe.
A gente nunca deixa o papo morrer lá em casa, até porque a gente pensa sim no segundinho com muito amor, carinho e vontade.
E ele sempre é alheio ao assunto. Finge que não é com ele.
Malemá olha nas bochechas fofas da recém chegada irmãzinha do melhor amigo e acha bebezicos um tédio.
Passa longe da barriga recheada da tia que está pra explodir.
Uma coisa.
Clara. Bem clara de que se pudesse escolher (e ele acha que pode), levaria um boxer pra morar lá em casa e não outro ser humano.
Mas outro dia tomei um susto.
Estava eu na loja de brinquedos e me aparece Isaac empurrando um carrinho de bebê, com um rato de pelúcia enorme dentro:

- Olha mãe (é, agora ele me chama de mãe)!
- Quem é esse Isaac?

Ele parou pra pensar e eu não aguentei.

- É um bebezinho?
- É.
- É irmãozinho de alguém?
- É irmãzinha...
- Irmãzinha do Isaac???? (toca eu encher a vida de esperança... tonta...)
- NÃO! SUA IRMÃZINHA!

Largou o carrinho e terminou o raciocínio:

- Cuida dela aí.

E saiu correndo pelos corredores divertidos da lojona de brinquedos, me deixando um rato de pelúcia.

É.
Não sei analisar bem esses momentos.
Pensei um pouco nele e consegui achar muita graça.
Só que a vida é aquela graça louca, né minha gente?
E noutro dia, saindo do carro ele começa a conversa:

- Você arruma uma irmãzinha?

Ó! imaginem aí meu coração sambando de alegria...

- Irmãzinha, filho? Você quer uma?
- Eu não. Arruma pra você.

Quó quó quó quó quóóóóó...
Mas eu não desisto, né?

- Pra mim???? Mas eu já tenho três irmãozinhos....

Ele arregalou os olhos:

- Três??????
- É, filho. Eu tenho o tio Pitú, a tia Paula e a tia Lela...

Ele fez o número 3 com os dedinhos.
Olhou para eles e para mim.
Silenciou e fez uma cara.
Mas aquela cara de quem olha cachorro mancando na rua, sabem?
Só faltou dizer "ai que dó..."

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Da culpa e da delícia de ser mãe

Tenho duas coisas pra falar hoje.
E é lógico que são sobre maternidade.
E é claro que são duas viagens.
Minhas e de duas queridas.
Então comecemos pelas minhas....

Isaac aprendeu a usar a culpa pra acabar comigo.
Certeza que é ítem de fábrica.
E certeza, que mesmo sabendo da coisa toda, que eu não sou um monstro e que até me dou bem como mãe, vou sofrer.
Não entendeu????
Tá, explico.

Se antes ele falava:
- Mamãe, a sopa está quente.
Agora ele manda, na cara:
- Ai!!! Tá querendo me queimar, é mamãe?????

Se antes ele fazia a gracinha:
- Ui! Tá gelado! (e terminava com um risinho fofo ao sentir o lenço umidecido no popô)
Agora ele acaba comigo:
- Ai manhê! Você tá me "derretendo" de tanto frio!

Toma!

Mas a culpa faz parte da gente como a gente faz parte de um mundo bacana, atualizado e cheio de graça: A blogosfera materna.
E é nesse grupo, tribo, conjunto sem explicação coletiva no Aurélio, que surgem idéias mais bacanas aindas.
As duas queridocas Flá e estão organizando todos os nossos assuntos e loucuras num lugar novo, tudo de bom e blá blá blá.
Dá um pulinho lá que vale a pena.
Ainda mais com sorteio assim, de cara.
E eu, "Claro que eu estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!"...
Posso até ser louca, mas boba não, né?

Bjocas e ótima semana!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Coooome, meu filho, coooome....

E eu venho conversando com muitas mães de meninos de quase 3 anos.

Por quê?

Oras, por que essas criaturinhas se transformam muito rapidamente e deixam a gente cheias de dúvidas e inseguranças. (ok, meu filho, ainda bem que você não sabe ler, né????)

E no momento, com criança que escolhe pacas o que comer ou não, as minhas maiores dúvidas e preocupações estão relacionadas aos alimentos.

Que tipo, que hora, quanto, como, deixo, não deixo, forço ou não... E daí que, no meio dessas conversas, vejo que não sou a única.

Vejo que meus problemas não são tão enormes assim.
Vejo que Isaac manda bem pacas nas comidinhas saudáveis.
Ele adora pepino, brócolis, cenoura e sopa de legumes.
Pede arroz e não macarrão.
É fã de queijo branco, peixe e suco de fruta.
E ó, não é muito chegado nos docinhos.
Um presente do papai do céus, esse menino.
Mas tem dado trabalho sim.
Quer dormir na hora do almoço. Come pouco.
Analisa e avalia muuuito antes de comer e por aí vai.
Tem dias que o estress chega no auge antes mesmo da terceira colherada.
Ele faz uma manha danada e se deixo ele comer sozinho aí que a coisa não anda.
 Tem dias que me rendo total (e concordo, da maneira mais errada) às refeições na frente da tv, ou entre brinquedos, ou lendo um livro.

Esses dias, férias, chego pra pegar Isaac na vovó e a notícia é sempre a mesma: Ele comeu só um pouquinho.
Fora que, se deixar, a cria toma leite o dia todo, sem reclamar ou pensar em outra opção.
E entre tantas insistências a "hora do papá" fica cada vez mais chata...
E aí?
Alguma dica milagrosa, meninas?
Sou toda ouvidos...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Toquezinho básico

Já falei que ser mãe é uma loucura?
Muitas vezes.
Já utilizei o termo "esta cabeça louca" algumas vezes?
Mais do que deveria.
Já me chamei de doida, sem noção ou ri da própria desgraça?
Ô.
Então tá.
Agora posso reforçar meus conflitos com o tal toquezinho do título deste post.
TOC meu bem, não toque.

Ele mesmo. Mais um transtorno nessa existência.

Não.
Nenhum médico credenciado e especializado diagnosticou e assinou embaixo.
É outra coisa dessa cabecinha louca.
Explico.
A mania, fobia, doença, transtorno ou frescura agora é por organização.
Fiquei neurótica.
Neurótica por ver tudo guardado, organizado, arrumado.
Tu-do.
Quase tudo.
Os brinquedos do Isaac, por exemplo, depois de tanto contato com baba (do fiho e dos cachorros), sujeira, terra, poeira e pedaço de comida, se desenvolveram numa forma mutante que tem aversão aos lugares apropiados, caixas e armários.

Aí você deve estar falando: Aaaaaa, mas essa Carol é muito dramática... Tá surtando com a bagunça do filho e vem falar que tem TOC...

Ok. Concordo com você. Mas algo mudou por aqui.
Os brinquedos que antes ganhavam uns chutinhos até saírem do meio do caminho agora povoam meus sonhos, pensamentos no horário de trabalho e tomam boa parte do meu final de semana.
É sim aterrorizante.
Primeiro porque meu filho custa a aprender que se tirou-bricou-cansou tem que guardar de volta e me responde com:

- Mas eu estou muito cansado, não consigo guardar...

E eu piro.
Enlouqueço.
Viro a doida.
Depois que, a irritação toma conta do meu ser porque, além do filho mal educado e bagunceiro, participam da rotina da minha casa duas criaturas que tiram as bagunças do Isaac de um lugar e colocam em outro.
E esse outro, queridas, está longe de ser o bendito lugar certo!
Exemplo? Tenho uma tonelada.
Faz uma semana que filhote tirou um livro da prateleira e deixou na cozinha. E lá a publicação ficou (sendo engordurada e tals) até ontem quando eu disse "Fulana, o lugar desse livro é na prateleira, no quarto do Isaac, ok???". E o livro apareceu aonde? Na mesa de jantar.
Da cozinha pra mesa de jantar?
Um insulto.
Provocação. Só pode ser.
E não é só isso. Essa mania louca está me dando dor nas costas, nos ombros e de cabeça.
Onde já se viu? A pessoa agora levantar correndo da cama pra colocar uma coisa ou outra no lugar????
Pirei.
Surtei.
Endoideci.
Pois bem que o trabalho do brincou-cansou-guardou com o Isaac está sendo mais árduo, mais bravo e por consequência mais chato.
E eu vou levando.
Sem gostar mas vou levando.

E vocês, hein? Conseguem fazer a cria colaborar com a arrumação????

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Chantagem das brabas

Hoje Isaac acordou mais cedo que eu.
E filhote acorda num pique que pra ser a Globeleza só falta o salto. Sério.
Uma loucura fica a minha vida quando a casa já não está todo aquele silêncio.

Perco a hora, perco o rumo. Tudo.

Meu tiro de misericórdia é colocar a cria pra me "ajudar" em tudo o que estou fazendo.
Desde escovar os dentes, escolher a roupa, até fazer a lancheira dele e acordar o papai.
E daí que faço tu-do com criança de quase 3 anos presa nas pernas. Ou no colo. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Quem é mãe sabe que dá. Danem-se as leis da física.
Só que no meio do corre-corre nem sempre consigo dar atenção a tudo que Isaac fala ou pede.
Ui! E como pede.
Pede tudo e mais um pouco.
E com meu relógio na mão ele faz o bico mais doce do universo:

- Quero pôr.

- Iiiii filho, a mamãe tem que colocar o relógio pra saber a hora de chegar na rádio!

- Aaaaa.... mas eu não tenho nenhum relóóóógio...

E lá vou eu, de um lado pro outro, pensando em um zilhão de coisas. Tudo que tenho que fazer nesta véspera de feriado. E não é pouco.
Corro pra cozinha num surto imediato de Jesusmeajuda e vejo ela lá.
A mamadeira.
E atrás de mim vem Isaac tagarelando sobre o tal relógio que ele não tem.
Me entrego ao tetê.
Faço com todo o amor que cabe nos poucos minutos que me restam.
Uso como isca pra levar filhote até a sala.
Ligo a tv, coloco ele bem confortável no sofá, enfio a mamadeira na boca dele.
Aaaaa o silêncio....
E daí, num segundo, ou menos que isso, tenho um estalo.
Idéia genial, magnífica e obscura. Hei de concordar.
Ergo a sombracelha. Isaac já presta bem atenção na minha sombracelha também e para com a sucção tetesística.
Sem medo eu coloco pra fora:

- Ok. O relógio é seu.

Ele olhou com interesse ímpar.

- Te dou o relógio assim que você fizer o cocô no trono.

E saí como uma louca, atropelando cachorro, mochila e quem mais passasse pela minha frente.
Deixando no ar aquele clima de "a seguir cenas...".
E cá estou, como mãe que sou, decidindo se devo ou não bater a cabeça na parede por tal negociação.

Que o feriado de vocês seja lindo! O meu também, né?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu não consigo me entender com a soneca.

Sei. Sei.
Vocês devem estar pensando: "Ih! Agora ela assinou o atestado de loucura de vez. Como não se entende com a soneca????".
Explico.
Não acho ruim Isaac dormir a tarde.
Se a soneca é necessária, que aconteça.
Mas, como nada é simples nessa vida, a tal dormidinha está virando a minha casa de cabeça pra baixo.
Como?
Isaac agora dorme depois do almoço.
Fofo, lindo, uhu!, concordo.
Só que a soneca acontece das 3 às 5 da tarde.
Qual o problema?
Te conto, amiga.
O que fazer com uma criança cheia de energia às 5 da tarde???
Horário até então, que Isaac já estava começando a desacelerar, pedir colinho e banhinho, pra aí sim dormir às 7 e meia da noite (horário, que na minha opinião, é mais que próprio pra criança estar na cama).
E logo, criança que acorda às 5 não vai querer desacelerar nem às 10 da noite.
E assim tem acontecido.
10 da noite e eu tô lá, lendo e relendo "Alice no País das Maravilhas" (o livro da vez) até eu mesma não aguentar o cansaço.
É justo isso?
Uma tão desejada sonequinha desestruturar todo um esquema de sucesso?
Lembrem-se que, além de eu achar que a cria deve dormir cedo, eu acordo às 5 da matina pra trabalhar e ainda quero/desejo/preciso passar um tempo com maridex. O que se torna impossível quando os olhos não conseguem mais ficar abertos e o cérebro trabalhar de maneira consciente.
Ai me vem as avós e irritantemente repetem: "Você tem que dormir a hora que o Isaac dorme".
Ãhã. Conta outra.
Durante a soneca do filhote a minha casa e todo o barulho nela continuam em rítmo normal. Os telefonemas precisam ser dados, instruções, lista de supermercado, quitanda, compromissos e cachorros. E eu, como toda mulher moderna normal, acabo aproveitando soneca do filho pra resolver o que não dá com ele acordado.
Deu pra captar a mensagem?
O entre a cruz e a espada que me encontro?
Já tentei acordá-lo antes. E me rendeu horas de choro, manha, birra e uma tonelada de NÃOS.
Estou mesmo a procura de atividades que possam ser realizadas após às 17h, mas qualquer que seja vai ser interrompida pela hora da janta.
Confesso estar perdidinha.

E então?
Posso pedir socorro????

terça-feira, 14 de junho de 2011

Considerações gerais e históricas sobre o tetê e eu


Não se iluda. Nós somos super diferentes...

E daí que essas fases loucas e necessárias de ser filho e de ser mãe, precebo eu, não atingem só esta cabeça louca aqui.
Pelos comentário, twittadas, facebookadas, senti uma grande onda solidária (e temerosa, porque não?) de queridas companheiras passando ou esperando essa fase.
Sei o motivo de eu ficar tão apavorada ou tão coração mole com a retirada de cena da mamadeira.
Putz vida difícil essa de criança!
Tira a fralda, tira a chupeta, tira a mamadeira, tira o berço. Tira tudo.
E aí?
Aí que eu me imagino sem entender muito bem o mundo e no meio dessa loucura - onde não se sabe direito se o melhor é chorar, arriscar novas palavras ou rir - vem aquele ser que você confia cada segundo da sua vida e começa a tirar.
Isso.
E não tira coisa boba não. Tira o objeto siliconento que te tranquiliza antes de dormir, tira objeto mais siliconento e plastiquento que você recorre nos momentos mais difíceis. Tira o conforto fraldístico e ao mesmo tempo te apresenta uma bacia cheia d'água, fria e barulhenta.
Que vida louca é esse começo pra eles, não?
Tá.
E eu derreto mesmo. E me entrego da maneira mais errada possível.
Só que não desisto.
E fico tentando entender toda essa fase, já que não me lembro como foi que eu passei por ela.
Não lembro? Peraí.
Tu-tu-tu-tu-tu-tu. Trimmmm. Trimmmm.

- Alô, mãe, conta aí pra mim como foi esse negócio de desfraldar comigo!

- Olha, Carolina, com nove meses você olhou bem pra mim e pediu "Tila a fóda".

- Sério? A senhora não teve nenhuma crise existencial, pediu ajuda aos universitários ou chorou ao telefone pra vozinha?

- Não.

Até senti um tanto de tédio na voz dela, mas continuei:

- E a mamadeira???? Como foi que a senhora conseguiu essa proeza?

- Mamadeira, minha filha? Que mamadeira?

- Hein?

- Você mamou nos meus peitos até os três anos e meio! Nunca usou mamadeira!

- Ô mama, lembro, mas nem um tetezinho? Só no peito mesmo?

- Nadica. E olha que eles ainda estão bem em forma...

Silêncio.
Me sentir órfã.
De informação e experiência própria.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Leite no copo

E aí?
Diz a pediatra do Isaac que já tá na hora dele começar a se entregar ao leitinho no copo.
Ir aos poucos abandonando a mamadeira durante o dia e assim fazer caminho (árduo, acho eu) pro "NÃO TETÊ!" de uma vez.
Acontece que a coisa não é tão simples.
Nunca é, né?
Eu disse a querida doutora que iria esperar.
Que ele está num empacamento desfraldístico e que logo esse processo concluído eu abraçaria outra causa.
Mas eu não ignoro as oportunidades e vamos tentando de tudo um pouco.
Filhote já toma suco, água e afins no copo.
Dias pede com canudo, dias não. E se vira bem.
Mas o leite.... aaaa o leite...
Ele já pediu leite no copo "igual ao amiguinho da escola" e eu toda toda fui correndo preparar o dito no copinho colorido.
Isaac olhou bem pro líquido branco, ergueu a sombracelha e mandou um NÃO. Daqueles traumatizantes.
Perguntei se havia algo errado. Se não estava igual ao leite do amigo.
Ele nem soube me responder e logo caiu num choro sofrido que só parou depois que a palavra tetê voltou a ser pronunciada.
Eu?
Dei o leite na mamadeira, oras.
Me conhecem bem e sabem que não sou de forçar a barra.
Esse final de semana - influenciado pelo Pateta, que vestido de Chapeleiro Maluco num dos filmes da "Casa do Mickey" serve leite com chocolate e não chá - ele mandou ver alí, no copo mesmo, todo orgulhoso e feliz.
Aplaudimos, mostramos que ele já cresceu, que ele consegue e tals.
Daí que essa madrugada me grita o filho:

- Mamãããããe! Quero um tetezinhoooooo!

- Mas agora não é hora filho. Agora é hora de descansar e você toma seu leitinho de manhã, junto com o papai.

Ameaça um choro, mas sabe bem como a coisa funciona com essa mãe de coração mole:

- Mas eu nem tomei tetê hoje, eu só tomei no copo do Pateta....

Toma!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O peito e a piada

Tá que eu fiquei super alheia a questão do Mamaço.
Twittei alguma coisa, admirei a causa, mas de forma calada.
Sorri a cada post que li sobre essa defesa do direito de ser mãe, de forma plena, onde quer que seja.
Tá.
Mas hoje eu cheguei lá na Lola. E no Mulher e mãe também.
Hummm...
Estava sabendo das graças infelizes que CQC fez com relação ao Mamaço.
Até que mexeram onde não devia.
Até que acharam engraçado ironizar uma luta materna.
Até que brincaram com coisa mais que séria pra gente, que dá a luz, alimenta, cuida, protege.
Respeito e muito o trabalho do Tas (que escreve para a revista Crescer, não é?) e entendo o trabalho dos outros integrantes do programa. Até dou risada.
Mas vá lá.
Comparar - em piadinhas chulé - os peitos de quem amamenta com os de quem exibe por dinheiro ou prazer?
Achar ruim - de maneira absurda e surreal - que só mãe de peito caído ou pequeno amamenta em público?
Fazer pouco caso de quem quer poder alimentar o filho a hora que ele sente fome?
Aí não dá, né?
Será, Srs. Tas, Rafinha, Danilo, que as senhoras suas mãezinhas nunca colocaram os seios (bonitos, feios, pequenos, médios ou grandes, caídos ou em pé) pra fora quando vocês choraram de fome?
Se fizeram, queriam se exibir?
Eu acho que não.
E também acredito que as mães que participam dessa blogagem hoje, indignadas com tanta falta de sensibilidade, também não.
E sei, que quando um filho chora de fome, a mãe nem vê se há gente olhando, julgando, reparando. Ela alimenta, faz a sua parte com todo amor e carinho.
E por isso não aceita que tal ato, tão intenso e valioso, se torne assim, uma piadinha num programa de TV.
Fica o protesto.
#basta 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Desfralde? Empacamos.

do Google

Mais do mesmo...
Quem me acompanha sabe que o desfralde não tá sendo lá uma fase muito fácil da minha vida.
Mas a gente tenta.
Acontece que o desfralde do Isaac se encontra assim... empacado.
Tá que foram inúmeras vitórias, descobertas e tals.
Concordo que não dá pra apressar as coisas e assim o faço, com calma e limites ampliados.
Sei bem que não existe um botão ON/OFF para o Pampers Mode.
(Por quê, meus Deus?!?!)
E vamos caminhando.
Como?
Ok. Vou contar.
Isaac já fica o dia todo de cuecas.
Xixizinho é feito em pé, no tronão (leia-se privadona).
Ele sabe bem quando a vontade aperta e pede pra ir ao banheiro.
Quando não pede, nós oferecemos logo que a cutucância pipizística começa.
Já saio com ele de cuecas.
Lógico que como toda mãe cagona precavida carrego uma fralda salva-vidas na bolsa.
Ainda saímos de fralda em algumas ocasiões que englobam banheiros imundos ou inexistentes.
Os adesivos ainda fazem um sucesso danado.
Assim como as cuecas de personagens.
Agora o fator fezes anda complicado.
Quando sente vontade Isaac implora pela fralda.
Coloca-se a fralda, ele faz o cocô e pronto. Depois de limpo volta pra cueca.
Não quer nem saber de tentar o número 2 no trono. Nem no inho nem no ão.
Sobre a aceitação ao desfralde???
Acontece que meu filho é pessoa de personalidade forte.
Após alguns banhos pergunta se vou colocar cueca.
Dependendo do humor, do dia, da lua, do estado de espírito ou da cotação do dólar ele bate o pé, diz que não e me rendo a fralda.
E assim estamos.
A seguir cenas do próximo capítulo...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O por quê, o porquê, o porque e o por que agora vivem lá em casa.

do Google

Tá que criança é cheia de detalhezinhos que muitas vezes deixam a gente de cabelo em pé.
Ok que criança desenvolve rápido pacas e temos que rebolar pra acompanhar.
Sei, sei que os pequenos entendem o mundo e a vida de maneira completamente diferente e quando perguntam devemos responder de maneira ideal pra idade em questão.

Isaac está na fase dos porquês.
Mais de perguntar do que ouvir a resposta.
Mas vá lá que ficar encurralada entre tantas interrogações já é coisa insana.
Acontece, faz parte e simbora.
Outro dia, a queridoca Mari, do Viciados em colo, deu uma dica que eu achei vital.
Quando a série de porquês demonstrasse ser infinita, a arma secreta seria usar o "por que o quê?"
Simples, pensei eu.
Ilusão da minha parte.
Depois que minhas respostas estão esgotadas e a paciência dá sinais de pedido de demissão eu mando:

- Por que o quê, Isaac?

Sabem o que ele faz? E eu não tentei uma vez só...
Ele repete exatamente, com pausas e pontos, a última pergunta que fez.
Com contexto e explicação, caso eu solicite.
Mole?
Nããão.

...

Mas a coisa não para por aí.
Filhote agora está empenhado em descobrir, entender e utilizar os conceitos de ontem/hoje, noite/dia.
E esse último tem sido uma loucura, motivo de choradeira, arrepio e desespero.
Aí vocês me perguntam: POR QUÊ?
E eu não me irrito...
Sério, prometo.
Porque, minha gente, a cria resolveu que não quer mais saber da lua.
Quando ele vê que está escurecendo, arma um bico e começa:

- Está de noite?
- Está, filho.
- Mas eu não quero. Quero o sol!
- Entendo, filho. Mas o sol tem que ir fazer o dia láááá do outro lado do mundo e você precisa descansar.
- Eu não quero descansar.
- Se você não descansar não vai conseguir brincar amanhã.
- Por quê?
- Porque o nosso corpo precisa de um tempo pras pilhas ficarem novas de novo.
- Por quê?
- Você lembra quando acabou a pilha do seu teclado e ele parou de funcionar? Com a gente é parecido.
- Por quê?
- Nós precisamos desse tempinho dormindo.
- Por quê?
- Para ter vontade de acordar de manhã e ter um dia cheio de atividades e brincadeiras.
- Por quê?
- Não ia ser muito chato ficar cansado o dia todo?
- Por quê?
- Você não ia nem querer ir ao bosque ou ao shopping ou a escola.
- Por quê?
- Não ia ter vontade de taaaaanto sono.
- Por quê?
- Por que o quê, Isaac?
- Por que eu ia ficar com taaaanto sono e sem vontade de brincar???

E a conversa continua...

Tá,
mas tirando o desespero materno, depois de tooooooodo o interrogatório, o problema é quando Isaac percebe que mesmo ele não querendo a noite existe e vai ficar lá até de manhã.
E ele chora.
Sentido.
Triste.
Chora, chora e chora.
E pede pra olhar na janela e ver se o sol já nasceu.
E chora.
E não há explicação que ajude.

Alguma sugestão, hein? Hein? Hein????

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Que mundo estamos criando? ou O caso do tamanduá

do Google

Eu tomo super cuidado com tu-do o que explico pro Isaac.
Escolho super o que falo na frente dele.
Ensino.
Demonstro.
Comento.
Lógico que não sou a peneira mais perfeita do universo, mas vá lá, dá pra se informar e tentar salvar o mundo de um ser sem noção e sócio-político-econômico-e-ecologicamente incorreto.
Digo isso porque tenho ficado petrificada com alguns exemplos.
...

Outro dia no zoológico ouço uma menininha de 6/7 anos toda eufórica por conseguir ler as placas de identificação das jaulas:

- Olha mãe! A onça pintada! Olha mãe! A onça parda!

E a mãe lá, achando tudo aquilo um saco e conversando com a amiga do lado, que queria ver outro animal sei lá eu qual.
E a menina continua gritando, na tentaiva de ser ouvida:

-Mãe! Os leões são car-car-carnívoros!

Eu estava achando até uma belezinha estar presente naquele momento de tantas descobertas, mas a vida é uma graça.
As vezes sem graça, confesso.
A menina leu uma plaquinha e surtou:

- Mãe! Mãe! Vem ver! É o tamanduá bandeira!

E a mãe nem tchum...

- Mãe! Olha o tamanduá bandeira! O tamanduá, mãe!

E num desespero ímpar em ser ouvida, a pequena futura bióloga ou militante do Greenpeace insiste:

- Mãe! É o tamanduá bandeira!

E aumentou o volume:

- É um animal em extinçããão!!!!

Aí me vira a mãe.
(Aquele ser que a gente imagina, que nos dias de hoje, aquecimento global aí, natureza, desmatamento, combustível, furacões e terremotos, vá se orgulhar do comentário da cria...)
Me vira a mãe como se tivesse um cômodo repleto de tamanduás bandeiras, onças pintadas e pardas e micos leões dourados e manda a pérola:

- Tá, fulana, se já tá em extinção a gente não precisa nem olhar...

Afffff...

Só pra completar.
No mesmo dia, não muito longe dalí, em frente o recinto das lhamas escuto:

- Olha vó! Os camelos.

Me vira a vó em questão, toda envergonhada com o erro do neto já grandinho e manda:

- Não são camelos, fulaninho, são dromedários!!!

Affffff 2....

sexta-feira, 29 de abril de 2011

E aí? O que ele acha?

imagem Google

Bom,
eu e maridex partimos em breve para mais uma Lua de Mel.
Merecemos.
Mas acontece que temos o Isaac, a coisa mais fofa de todas as coisas que a vida já me deu.
Só que acontece também que antes de sermos pais, ou além de, somos marido e mulher, pessoas com direitos e deveres, com gostos e particularidades.
Desde sempre eu e ele conversamos sobre a possibilidade de termos um espaço só nosso. De respeitar nossas vontades. De namorar sempre que possível, sem o filhote nos puxando pela barra da calça ou jogando brinquedos para chamar a atenção.
Pensando nisso, fazemos uma força enorme para que as férias aconteçam em duas etapas. Uma do Isaac e outra só nossa.
E até que estamos conseguindo.
Não é fácil.
Já viajamos e deixamos filhote, ninguém morreu por conta disso, até conto aqui como foi a experiência.
Isaac tem avós maravilhosas que topam tudo e sempre são mais que atenciosas, principalmente com as neuras desta mama que vos fala.
Mas acontece também que estou consciente de que desta vez - com um filho que já entende boa parte da vida, sabe o que quer e ontem mesmo me lembrou de que hoje tinha festa de aniversário na escola e cobrou o presente do amigo - a experiência vai ser mais complexa.
Para nós, para ele e também para os queridos que ficam aqui cuidando, mimando e convivendo.
Mas e então?
O que Isaac acha de tudo isso?
Escolhemos ser pais abertos, participativos e somos totalmente contra o estilo "enganar filho causa menos sofrimento".
Nas últimas semanas venho situando a cria do que vai acontecer nos próximos 10 dias.
Mostrei livros dos museus que iremos visitar, contei sobre os lugares que iremos, explicamos algumas características que ele já conhece bem pelas histórias e livros que lemos.
Ele até me acompanhou na reunião com a professora pra falar sobre o período da viagem, a estadia nas avós e a possível alteração no comportamento.
Ele não demonstra muito entusiasmo, algumas vezes diz que quer ir junto.
Mas também não mostrou frustração enorme.
Tá.
Sei que a teoria e a prática são incrivelmente diferentes.
Enquanto a primeira nos dá a segurança das informações precisas, a segunda nos deixa de cabelo em pé por conta das imprevisões que o ser humano carrega em si.
E nós só vamos saber das reações ao vivo, em tempo real.
Aguardem notícias atualizadas...

Mas a vida é uma graça, não é meninas?!
Acontece que esses dias maridex tocou num assunto clássico e básico:
- Nós vamos trazer presentes...
E tudo ficou lindo, Isaac quase nos está despachando antecipadamente sem nem direito a tchauzinho na porta de casa.

E vocês hein?
Preparadas para ficar sem meus posts diários?
Acho que não vou ter tempo de postar, mas vá lá, eu adoooro isso aqui e não sei se consigo ficar sem!

Beijo enooorme a todas, uma pra cada uma e até lá!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais do desfralde

E depois de todo nhem nhem nhem desta blogueira aqui, desesperada pela não cuecância da cria, vocês devem estar se perguntando:

Será que Isaac vai ser adulto fraldado, garoto/jovem/adulto/senhor propaganda master da Pampers?
Será que nossa amiga Carol conseguiu manter a sanidade diante de tal fase?
Será que troninho cantante e adesivos ainda surtem efeito?

Bom,
Não posso dizer que Isaac é um ser desfraldado.
Não porque ainda há ocasiões em que sair de casa com fralda é extremamente necessário.
Não porque há dias em que filhote resolve que odeia as cuecas e todos os personagens que as estampam.
E também não porque ainda temos a questão cocô a ser resolvida.

Tá.
Reconheço e morro de orgulho do meu filho que já sabe qual é a hora do xixi, quando está com vontade.
Ele sabe e joga isso na minha cara até quando escapa:
- Fiz xixi na calça.
- Não deu tempo de avisar pra gente ir ao trono, Isaac?
- Não. é que eu estava com muita vontade de fazer xixi.
Além disso, as sonecas da tarde já são feitas todas sem fralda, não é o máximo?

Ótimo.
Faz parte do processo e vamos que vamos.
Acontece que a vida é uma graça e as fezes fazem parte dela.
Como ele reage ao cocô na cueca?
Primeiro ficou com com nojo e chorou.
Depois montou estratégia pra não ir pro banho toda vez que acontecia.
Já tem alguns dias que o intestino virou um relógio e a gente já tem uma noção de que hora oferecer o banheiro, mas ele não quer. Se esconde atrás do sofá e manda ver na necessidade fisiológica.
Essa semana mais uma novidade.
Agora, ele sabe bem a hora do vontade. Mas vocês acham que ele se rende ao banheiro????
A vida não seria tão simples...
Quando tem vontade ele manda:
- Mamãe, eu tô de fralda ou de cueca?
- Acho que de cueca, filho.
- Então eu quero por fralda. AGORA!
Coloca-se a fralda, faz o que tem que fazer e depois pede pra cuecar de novo.

Os adesivos?
Sim. Eles ainda continuam fazendo sucesso.
Além de requerer os próprios, Isaac agora vai atrás da gente no banheiro e oferece um adesivo fofo pra cada um de nós após cada descarga.
Um enrolão, isso sim, já que ele mesmo escolhe e cola as gracinhas...
Mas ele está lidando melhor com a nova fase.
E eu também, diga-se de passagem.
E estamos bem.
Um dia de cada vez. Sem neuras nem pressa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Louca eu?!?!

Bom,
se preparem...
Acontece que essa semana estarei mais louca que nunca.
Já aviso.
Domingão eu e maridex voaremos para mais uma das nossas Luas de Mel.
Logo, últimos preparativos da viagem à milhão.
Logo, estou eu me matando de culpa e saudade antecipada por deixar filhote.
Dez dias!
Dez dias sem meu pequeno.
Tá.
Sou super a favor de que os pais se lembrem de que são um casal, homem e mulher também, já fizemos isso uma vez e tudo correu lindamente bem, mas não é fácil não...
Já me peguei me sabotando, me culpando, me deliciando com roteiros e etecéteras, me imaginando lá no destino, com e sem filho, flanando feliz, conhecendo, fotografando...
Já fiz drama, já chorei, já me arrependi e desarrependi.
E querem o pior???
Ai JesusMariaeJosé! Tem pior...
E um piorzão...
Não estarei aqui no Dia das Mães.
Ploft!
Culpa? Nããão...
Estou todos os dias apontando o dedo pra minha própria fuça: "Carolina! Como é que você não se atentou a isso????"
É. Mas já foi. Até tentamos alterar as datas do hotel, mas não há vagas.
Logo, se preparem para me mandar um milhão de abraços virtuais, me ler lamentando e choramingando porque tenho a leve impressão de que a Drama Queen não vai dar folga para este coração materno e meloso.
...
Fui alí chorar e já volto...
Oh! Vida!!!!

PS: Todos os sorrisos fotografados durante a viagem vão ser só pra mascarar meu desespero de mãe, ok?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sim, eu uso o coelho...

do Google

E então que a Páscoa está chegando.
Feriadão, 3 Vivas a Tiradentes e muito bacalhau e chocolate.
Tá.
Queria mesmo ensinar o signficado da Páscoa pro Isaac, mas depois de algumas tentativas vi que vai mesmo ficar pro ano que vem.
Tiradentes nem pensar, né?
Logo estamos convivendo com toda a ansiedade da cria em receber os ovos que solicitou ao coelhinho.
Sim.
Eles já foram comprados e serão escondidos na manhã de domingo.
As pegadas também estarão lá, espalhadas pela casa.

...

Acontece que nem tudo é doce como o chocolate...
E eu tenho usado o coelho de todas as maneiras que posso.
Diante das birras loucas, manhas, teimosias, me resta mesmo é apelar.
Não me matem com cenourinhas de açúcar nem me afoguem em cobertura fracionada.
Mas chegamos num ponto onde filhote só atende ao terrorismo coelhístico:

Bateu no vovô?
Vou contar pro coelho.
Gritou com a mamãe?
Deixa o coelho saber disso.
Não quer comer?
Aaaaa, o coelho vê tudo...

E ontem, em meio a uma sessão horrorosa de malcriações e ataques chiliquentos eu me desesperei:

- Posso te contar uma coisa, meu filho??? O coelho é assim ó (estava eu esfregando os dois dedos indicadores) com o Papai Noel. E eles se falam bastante, viu?!?!

kkk...

Uma super Páscoa a todos vocês!!!!!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

#mãedemerda ???

imagem do Google

Então que hoje eu estou assim...
Me sentindo a verdadeira...
A sem noção.
Com total despreparo.
Cheia de dúvidas e conflitos internos.
Explico.
Duas semanas de virose louca e ampliada acabam com a saúde mental de qualquer criatura.
Isaac está percorrendo todas as fases da bendita virose como se estivesse aproveitando uma viagem de volta ao mundo.
Etapas e sofrimentos bem definidos.
Três ou quatro dias para a tosse e a catarrância toda. Mais três ou quatro dias para a febre e o vômito. Mais dois ou três dias para mais tosse, e diferente da primeira. Mais 10 dias de antialérgico e muito soro pro nariz. Mais dois dias de ouvido doendo. Acabou? Nãããão... Quando tivemos que nos render a artilharia medicamentosa pesada por conta da infecção no ouvido, 3 dias depois, me aparece uma baita garganta inflamada, a qual não tem previsão de salvação.
Pouco?
Muito.
Mas não o suficiente.
Não bastasse o perrengue, a pediatra também caiu de cama.
E as consultas com ela, alternadas com o otorrino, tem sido feitas por telefone.
Pode?
Pooode...
Mãe aguenta.
Só não aguenta mesmo a culpa. Aaaaa a culpa, essa não perdoa.
E daí que essa madrugada eu fiquei fazendo o balanço do "o que eu não deveria ter feito".
Merda!
#mãedemerda twittaria eu se tivesse tempo e forças pra chegar perto do micro.
Listinha?

- Não ter um segundo pediatra
- Ter usado pacas o ar condicionado com um filho mega alérgico
- Ter mandado ele pra escola sem ter se curado totalmente
- Não ter enfiado tooodas aquelas frutas goela abaixo da cria quando ele disse "não quero"
- Ter liberado pipoca na hora do almoço, único alimento que a cria pediu no meio de uma crise de tosse e dor de garganta
- Não ter observado atentamente mais os sintomas todos
- Não ter feito medicina
- Não ter obrigado o dindo do Isaac a se especializar em pediatria (ia ser uma boa, não?)

Tá.
Podem me chamar de neurótica e paranóica.
Depois dessa listinha e das olheiras que me assombram a cada vez que miro o espelho concordo plenamente com vocês...



quarta-feira, 13 de abril de 2011

O certo, o errado e o caso do nariz

imagem do Google

E daí que chegou o dia.
Não que falar de morte ou sexo seja fácil, mas ontem a coisa pegou, já que violência não é lá a minha praia.
E foi resolvida no supetão, no instinto, em frações de segundo.
Explico.
Cheguei pra pegar Isaac na escola ontem e ouvi:

- Mamãe, o coleguinha nome e sobrenome me empurrou na cadeira.

Sangue ferve, mãe tem vontade de dar meia volta e aniquilar com a criatura infanto-violenta, mas calma, respira, e lembra que essas coisas acontecem:

- E machucou filho? Você caiu?

- Não. Eu só sentei.

- E a tia viu?

- Não.

- Você contou pra ela?

- Não.

Sangue ferve de novo, mãe quer extinguir do planeta a raça das criaturas infanto-violentas e das tias que não veem.

- E você fez alguma coisa? Empurrou ou bateu no amigo?

- Não.

Sangue em ebulição e auto-controle quase indo pras cucuias. Mas mãe é bicho besta e metida a Nobel da Paz.

- Filho, é muito feio bater e empurrar não é?

- É.

- Mas a gente também não pode deixar os amigos baterem na gente.

Aí me olha a cria com o maior ponto de interrogação do universo estampado na carinhafofademeuDeus...

- Seguinte, se o colega bater ou empurrar ou fazer algo que você não goste, conta pra tia.

- Mas...

Esse mas me veio assim "e se a tia não der muita atenção, hein mamãe???"
Aí eu soltei. E quando percebi já tinha dito. E não sei se vocês aprovam ou não, mas analisando bem com todo o drama e a culpa que me cabem, tenho certeza que fiz a coisa certa...

- Aí você empurra também, e mostra pro colega que você não está alí pra ser empurrado. E que deve ser respeitado.

PAUSA
Não é loucura. Já falamos muito de respeito em casa.
E também já observei Isaac brincando algumas vezes e vi que ele meio que tem vocação pra deixar essas coisas acontecerem. Deixa que outras crianças peguem seus brinquedos e tals. E eu não quero que ele sofra por não saber se defender.
DESPAUSA

- Empurro forte?

- Não, amooor, a gente não pode machucar os amigos, nem ninguém, certo?

- Certo.
E fez-se um bico. Daqueles recordistas.

- Filho, só uma coisinha... Toda vez que acontecer algo que você não goste você pode vir falar para a mamãe, ok? Eu vou te ajudar do jeito que der e a gente resolve o problema.

Sorriu de novo, aliviado, mas o bico ficou alí e começa um choro.
Todo seguro filhote resmunga com os olhos cheios de lágrimas:

- É que o papai falou que eu tenho nariz de tuuuuurco....

- Hein?

- Ele falou que eu tenho nariz de tuuuuurco....

PAUSA
Entendam aqui, zero preconceito. Descendente direto de árabes, lógico que maridex sonha e deseja que os seus traços étnicos apareçam no Isaac o quanto antes... E sim, ele tem dessas conversinhas com a cria. E também tem muitas respostas assim pra todos os amigos que brincam com o filho louro e de nariz pequeno que eu dei a ele.
DESPAUSA

Diante da reclamação do Isaac, o que falar?

- Ô filho, porque você está chorando? Nariz de turco não é uma coisa ruim. Seu papai tem nariz de turco e é lindo.

- Mas eu não queeeeeero...

- Vou te contar uma coisa: o seu nariz é bem pequenininho, não tem nada de turco.

Filhote sorriu mas olhou desconfiado.
E eu tentei tirar aquela dúvida do ar:

- O que você acha do nariz da mamãe?

- Não é de turco.

- Pois eu acho que, mesmo o nariz do papai sendo lindo, o seu nariz é mais parecido com o meu. O que você acha?

Aí ele me responde com a voz fanha de tanto apertar e esfregar as cavidades nasais:

- Eu acho que o meu é pequenininho, pequenininho.

- Então tá filho. Você entendeu?

- Entendi... Mas você conta pro papai que o meu nariz não é de turco?

...

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