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terça-feira, 22 de março de 2016

Bruxelas

Isaac faz uma vista rápida a avó onde a TV notíciava os atentados em Bruxelas.
De longe observei ele atento às legendas e imagens.
Fiquei alí, só me preparando para o zilhão de perguntas que brotariam a seguir.
Ele ficou quieto, um tanto chateado, nem esboçou dúvidas sobre o ocorrido.
Ao entrar no carro...
(Ah, o carro, nosso ninho psico-paradoxo-estranho de conversas mil)

- mãe, o que é Bruxelas?

- Bruxelas é uma cidade que fica num país chamado Bélgica.

- couve de Bruxelas?

- também.

Silêncio. Danou-se.

- mãe, eu acho que eu tenho DNA de inseto.

- sério? Pq?

- então, a mosca não vai direto na luz da televisão?

- sim.

- isso! Eu não conseguia tirar os olhos da TV e ver aquelas coisas que aconteceram em Bruxelas.

Meu coração moeu-se.
Realidade dura e feia essa.
Inexplicável.
Imagina então encontrar didática para falar de tal assunto?
Eu?
Fiquei alí.
Olhei bem nos olhos dele e perguntei se ele tinha entendido bem o que tinha acontecido.
Isaac fez a cara mais triste do mundo.
Não me deixou dúvidas sobre o seu sim.

- também ha esse tipo de vilão hoje no mundo, filho.

- os que explodem?

- sim. E como vc viu, no meio de um monte de gente inocente.

Um suspiro fundo.
Uma decepção com o real.

- mama, então eu acho que deviam passar essas notícias ruins só em "bruxelês", aí a gente não ia entender.

Faz sentido.
Às vezes, muito.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

esse velho aí não existe

das loucuras dessa vida, a maior - creio eu - é esquecer que o tempo passa, e junto com ele a inocência e as gracinhas infantis.
isaac ainda é criança. sim. sim.
mas não é mais um bebezinho.
nem um menininho fácil de enganar.

acontece que no começo do mês ele veio falando sobre os presentes de natal.
e eu, toda desatualizada, perguntei sobre a cartinha que ele escreveria ao noel.
e tomei, claro:

- eu sei que não é ele que traz os presentes.

ploft!
momento drama da mamãe.
aquele mimimi todo que vocês já conhecem.
logo pensei que com sete anos eu já tinha mandado o bom velhinho à merda.
então, tudo bem.

bom,
e como vocês tbm me conhecem, eu não deixei quieto:

- e quem é que traz os presentes, isaac?

- uma pessoa vestida de papai noel, ué.

- uma pessoa qualquer?

- é. um desconhecido.

- alguém que não te conhece?

- é.

- e traz um presentaço pra vc no natal?

- é.

ploft!
momento mãe lokalokaloka.
pensei em cooooooomo meu delllllssss!!!! essa criança, nesse mundo louco, cheio de perigos, poderia i-ma-gi-nar que um estranho pode ser legal a ponto de dar um presente pedido e aguardado durante o ano toooodoooooo??????
bora destruir esse conceito aí, minha gente.

bom,
não sei se fiz certo. não se se deveria, mas cortei aí.
expliquei com calma, com amor e paciência... fui conversando até ele mesmo chegar a conclusão de quem, na real dava os presentes a ele.

senti sim a decepção.
fui olhada daquela maneira que arrepia, sabe?
daquele jeito "sua velha cruel, mentiu pra mim durante tooodos esses anos????".

mas ó, passou.
mas passou assim:

- mãe, então se antes eu ganhava um presente do papai noel e um de você e do papai.... agora vocês vão me dar DOIS presentes?????

né?

terça-feira, 26 de maio de 2015

sempre a mãe. a sua, a dele, a minha.

eu até achei que esse conflito fosse demorar a entrar na vida do isaac.
tá. sabe de nada inocente.
sei mesmo.
de nada.
e vou aprendendo.

e pensando bem, acho que até demorou.
explico.

há sempre uma mãe a ser xingada.
eu mesmo já perdi a conta de quantas santas senhoras já rotulei de puta, folgada e etecéteras.
a culpa é da mãe.
e a gente, na vida, tem vários exemplos.
a mãe natureza, a nave mãe (ah! essa aqui é ótimo assunto pra um próximo post, que não posso deixar passar), a mãe do juíz.
a mãe do motorista desatento, a mãe do político corrupto. essas super presentes.

bom, 
mas tô aqui pra falar de mim.
a mãe em questão.
a culpada e a ofendida.
nem tanto, mas cada um sabe o tamanho que enxerga a vida.

isaac chega em casa com um baita sapo boi entalado na garganta.
não fala.
segura o quanto pode.
e eu fico esperando.

já de noitinha ele ensaia e começa:

- aconteceu uma coisa muito ruim na escola hoje.
- posso te ajudar?
- é que o fulaninho disse que não ia a festa da fulaninha pq ele tinha horário estendido hoje.
- sim. acontece, né?
- e eu disse pra ele que você, as vezes, deixava eu sair mais cedo pra ir na festa.
- sim. a mamãe entende que dá pra fazer isso sim.
- e ele disse que você deixa por que você é uma burraaaaaabuááááábuáááááá.....

segura o riso AND o "burra é a mãe daquele pequeno filhodaputa! para já de andar com aquele merdinha!!!"

- vem aqui, filho... 

abraço forte e pergunto o que ele sentiu.

- senti muita raiva! muita!
- normal isaac, dá raiva na gente ver alguém que amamos ser ofendido assim. seu amigo está errado, não podemos xingar.... mas ó, as vezes ele estava com raiva tbm. pensa. se ele queria muito ir a festa e mãe dele não deixou... né?
- né. mas eu enfiei o lápis no braço dele.

o_O


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Poetizando

Isaac não teve um de seus melhores domingos.
As coisas não foram bem do jeito que ele imaginou.
Mesmo no meio de um bando de crianças ele se sentiu sozinho.
E se entregou à solidão.
Atrás do sofá, debaixo da mesa, no canto da sala, com seus filminhos.
Inventou dor na perna, chorou, escolheu a afta como melhor amiga.
Se sentiu um estranho dentro da própria casa.

Depois, no final do dia, pediu colo, ficou junto, chorou mais.
Tomou banho, se aninhou, agarrou o paninho.
E antes de pegar no sono, me pegou pelo braço enquanto eu beijava sua testa.
Abriu os olhos com força e disse que tinha odiado o dia.

Quando perguntei o que ele estava sentindo, fez poesia com a angústia:

- Acho que estou doente, mamãe. Com uma dor forte aqui (no peito), que parece ânsia de vômito, mas quando o vômito não quer sair.

Teve uma noite das brabas, meu pequeno, quase não dormiu.
Chamou, gritou e ficou febril.
Eu abracei, forte, toda a madrugada.


...


terça-feira, 26 de março de 2013

Gentileza

Sabe aquela fase?
Qual delas? Pergunta a já calejada mãe de um menininho observador de 4 anos.

Pois então vou contar um causo:

Saí toda atarantada para entregar uma encomenda constituída por 35 frasquinhos de vidro.
Repousei a caixa repleta de frasquinhos, prontos, lindamente embalados, no banco da frente do carro.
Eis que surge a coisa mais linda desse mundo e se enfia no carro pisoteando no banco.
Isso, no banco onde repousava a caixa, que guardava os frágeis frasquinhos.
Peço uma, duas, dez vezes e nada.
O menino loiro só me olhava de rabo de olho e alí persistia.
Encarno a educadora errante e, no medo da merda feita, puxo a cria pela camiseta.
De quebra ele ganha um beliscão no meio das costas.
Pele e camiseta vieram as duas juntas no meio do pacote do desespero materno.
Ele emburra, acha um absurdo.
Eu, toda cheia de culpa, prefiro não mexer muito pra não feder, enfio menininho emburrado no carro e saio.
No meio da caminho dessa graça de vida havia uma outra figura.
Velhinho, cabeça branca, bengala em punho, tentando atravessar rua movimentada.
Fiz o que meu coração e educação mandaram (alô mamãe!) e parei o trânsito.
Pus carro no meio da via, esperei senhorzinho (que nem agradeceu, buá) atravessar e segui.
Mas eu não perco a mania:

- Viu, filho?!?! Nós acabamos de fazer uma gentileza.

Ele bufa, olha pra mim como quem olha um pão embolorado, olha o senhorzinho e resmunga alguma coisa.
Não ouvi e, lógico, pedi que repetisse.
E tomei:

- Gentileza seria se você não me beliscasse. Nunca mais!

...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A síndrome dos cinco minutinhos

Quer me irritar?
Me faça esperar de propósito.
Ou tente ficar negociando tempo comigo.
Primeiro, que na minha opinião, tempo não se negocia.
Segundo que atraso, na minha opinião, é uma baita falta de respeito com o ser que espera.
Terceiro que "hoje o tempo voa amoooor, escorre pelas mãos..."
Tá.
Piadas a parte, a fase da vez é essa.
Isaac vem me testando.
Cabo de guerra, guerra de argumentos, paciência, vamos ver quem manda nessa casa.
Chame do nome que quiser.
Mas o master do master da irritação carolínica se chama (eu que batizei, tá.) Síndrome Aguda dos Cinco Minutinhos.

- Isaac, assim que acabar o desenho nós vamos tomar banho.

Desenho acaba e lá vem ele:

- Banho??? Mas já???? Só mais cinco minutinhos????

Me mata.

- Filho, vamos, vamos, que temos que sair.

- Agola? Tem mais cinco minutinhos???

Me mata e pisoteia em mim.

- Isaac, tá na hora de ir pra cama, vamos!

Olha na janela.

- Mas já anoiteceu?

Me irrito com horário de verão que deixa o sol brilhante as 8 da noite:

- Já filho, o horário de verão, bla bla bla....

- Mas tá claro ainda..... Posso brincar mais cinco minutinhos?!?!

Me mata. Mas antes me explica quem raios ensinou pra ele o raios dos cinco minutinhos!

....

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Roedor

Pois é.
Isaac agora rói as unhas.
Acaba com elas.
Cutuca.
Puxa pelinha.
Já desenvolveu maneira particular de fazer isso.
Eu converso.
Nada de bronca. Só converso.
Falo sobre amor próprio, doenças e dores.
E ele se esconde.
E cutuca.
E puxa pelinha.
Depois sente dor.
Assopra as pontas dos dedos.
E volta a roer.

...

Oh Lord! Help me!

...


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mais choro do que riso...

Eu não sei se Isaac entrou numa fase deprê.
E muito menos sei se essa fase existe.
(e se existe acho muita injustiça)
Mas acontece que ando preocupada com o chororô todo lá em casa.
Sinto filhote triste, sem vontade.
Tem se isolado de outras crianças.
Reclama de tudo.
Desenvolveu ódio por atividades coletivas e nem pensa mais em frequentar festas de aniversário.
E se frequenta, se fecha.
Não conversa tanto, não sorri.
E eu sofro.
Sofro porque sou mãe, sou exagerada, sou dramática, sou intensa.
Sim.
Já estamos procurando ajuda técnica e específica.
Lancei meus pedidos de socorro.
Estamos fazendo força tarefa em prol da felicidade e das gargalhadas sem motivo.
Morrendo de saudade das brincadeiras à fantasia, das músicas em volume alto, das corridas pelo quintal.
Perdi as chaves.
Perdi.
É exatamente essa a sensação que eu tenho.

...


sábado, 1 de setembro de 2012

ele olha pra mim e...

chora, dizendo que eu não o amo mais.

chora, dizendo que eu não beijei.

chora, dizendo não gostar da escola.

chora, dizendo que fulano não quer mais ser seu amigo.

chora, porque não quer comer ou porque quer assistir mais 5 minutos ou porque nem sabe.

chora, resmungando que os cachorros não querem ficar perto dele.

chora, sentido, quando não dou tanta atenção. ou quando sento e choro com ele.

chora, lamentando o passeio, o encontro, o compromisso.

chora quando quer ficar em casa.

chora quando quer sair.

chora quando não quer voltar.

chora porque não quer passar o colírio.

chora quando saio pra trabalhar.

chora quando fico e cumpro meu papel de mãe.

chora se o pai não está em casa.

chora quando ele chega.

chora se vai na avó. e chora pra ficar lá.

chora, chora e chora.

conclusão: pari a maria do bairro.

...


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A aposentadoria e a morte

A dentista do Isaac é uma pessoa incrível.
Brava e bem humorada ao mesmo tempo, conquistou meu filhote ainda bem novinho.
Cuidou, brincou e fez dele uma crinaça de dentes saudáveis e lindos.
Mas acontece que a Querida Dentista não é lá tão mocinha.
E esta semana nos comunicou que está se aposentando.
Eu tentei antecipar o assunto, explicar um pouco sobre o fator previdenciário (mentira. da braba).
Ele entendeu o quanto quis e lá fomos nós.
Ela realizaou a última consulta e com lágrimas nos olhos disse dos seus planos de descanso, paz e menos bocas abertas.
Chorei. De uma maneira um tanto disfarçada, confesso, ao ver Isaac abraçar a dentista e se segurar, firme, na despedida.
No caminho do carro ele soltou um suspiro, derrubou os ombros e começou a chorar.
Sentido, tadinho.
Questionava o tempo, a mãe, a dentista e essa loucura de vida.
Deixei que ele colocasse pra fora.
Assisti mais um aprendizado.
E logo ele começou com suas perguntas.

- Mamãe, porque a Tia Dentista não quer mais ser a minha dentista?

- Ela quer filho, mas ela vai parar de trabalhar. Não será mais a dentista de ninguém.

- Nunca mais?

- Acho que sim, filho.

- Porquê?

- Isso se chama aposentadoria Isaac.

- Porquê?

- Aposentadoria é quando as pessoas já trabalharam muito e agora merecem um descanso.

- Ela fica cansada de ser minha dentista?

- A Tia Dentista ficou cansada pois já trabalhou muuuuuitos anos, sendo dentista de muuuuuuitas crianças. E sua também.

Ele ouviu tudo atentamente até a tolinha aqui cair numa armadilha sem volta:

- E ela está velhinha, precisa ter uma vida mais tranquila.

Olhos arregalados mode on.

- Então, mamãe (bico de choro e medo), a Tia Dentista Querida vai morrer?

- Não filho. Não vai morrer.

- Mas você disse que todo mundo morre. E morre quando fica velhinho.

Respira, respira, respira.

- Sim filho. É bem isso. Mas a Dentista não vai morrer agora. Ela só parou de trabalhar.

Isaac entrou no carro em silêncio.
E quieto ficou pensando na vida. Ou no fim dela.
Por um bom tempo ficou triste.
Eu fiquei na minha. Dando espaço praquilo tudo.
De noite ele tocou no assunto novamente:

- Quando você ficar velhinha e morrer eu vou ficar sem mamãe...

E ao ouvir a própria voz percebeu alí outra coisa:

- E quando EU ficar velhinho, um dia EU não vou existir mais.

Eu, tão pequena diante dessa verdade toda, só contribuí com o meu otimismo característico:

- É filho, mas isso vai demorar muito. Muito, muito, muito mesmo.

Amém, né?

...







quarta-feira, 20 de junho de 2012

Escapou

Bom,
desfralde ainda é coisa nossa (e acho eu que ad eternum).
Atualizo.
Isaac mijadísticamente falando já é ser cuecado.
Tirou a fralda noturna sozinho.
Mas eu ainda sofro (e oh! como sofro) com o número 2.
Sim.
Cocô só na fralda.
Nas raras tentativas de entronar o menino, vão se horas de leitura, gibi, papinho, filminho e nada.
Cagada mesmo só as escorregadas que dou na desfraldância.
No trono, nada.
Escatologias a parte, agora o que nos cerca é outro porém.
Agora escapa.
Escapa o xixi.
Sabia que isso ia acontecer e até já estava me achando no plus das bençãos divinas por ter demorado tanto.
Mas acontece que me vejo novamente limpando e lavando peças molhadas.
Isaac resolveu que ir ao banheiro é perda de tempo master e só lembra das necessidades fisiológicas quando sente a coisa já ida.
Sim, caros colegas, expliquei, conversei e me faço de linda-e-sem-neuroses dizendo que não há problema nas escapadinhas.
Limpo, arrumo, troco e tals.
Mas acontece.
E tem acontecido com mais frequência.
E ontem mesmo, pós escapada, ele perdeu a vergonha e saiu contando pra geral que mijou nas calças.
Mais uma das fases.

...



quinta-feira, 14 de junho de 2012

O melhor de todos os mundos??? Ô

*** Esse post também está concorrendo como "Melhor post do mundo", concurso realizado pela Limetree e Minha Mãe que Disse

Carta aberta: Devolvam meu filho...

Caro senhor alienígena,

Venho por meio desta solicitar que devolvam o Isaac.
Sei que o abduziram por ser uma criatura especial, inteligente e cheia de predicados, que vai ser de grande ajuda no desenvolvimento de pesquisas aí no universo paralelo, mas é que as coisas estão complicadas.
Acontece que o monstrinho que os senhores deixaram no lugar do meu filho não está colaborando em nada com a paz e harmonia neste lar.
Ele, diferente do meu querido filho, dá chiliques imensos quando contrariado, solta gritos dignos de filme de terror quando não é atendido e aprendeu a fazer bicos com uma destreza ímpar.
Além disso, adquiriu manias insuportáveis como ignorar os pais enquanto eles falam, dizer não a todo e qualquer tipo de suco que não venha em embalagens tetrapack, jogar objetos longe, na gente ou nos cachorros, correr na hora de ser trocado, bater e beliscar para chamar a atenção e toda sorte de malcriações humanas ou não.
Não satisfeito, o ser que está ocupando o lugar do dengoso Isaac, morde, desobedece e ainda ri da minha cara.
Ontem mesmo fomos convidados a deixar a aula de natação mais cedo porque ele insistiu em não participar das atividades, jogou bolinhas nos amigos e não correspondeu a nenhum comando da professora.
Outro costume com o qual sofremos é o vício por aquele aparelho chamado televisão. O Isaac ET teima em atití o dia todo. Se eu deixasse ele ficaria horas sem nem piscar.
Ele ainda passou a falar não para os passeios, para o banho e para as brincadeiras.
Então peço aos senhores que atendam o pedido desta mãe aflita.
Acredito que se meu filho bonzinho voltar para este planeta HOJE suas pesquisas não serão de todo prejudicadas.

Aguardo contatos imediatos para troca breve.
Agradeço a atenção e compreensão.

Carol

Olha lá heins????
Votação começa amanhã e eu conto com vocês!!!!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Soneca da tarde...

Sim.
Ela foi a solução para parte dos meus problemas durante muito tempo.
Sonequinha me permitia esticar as pernas, cuidar da casa, do blog, da família e dos cachorros.
Me dava tempo de tomar um banho, ler, preparar aula.
Mas acabou-se.
De solução virou problema.
Explico.
Eu até já sabia que a soneca tinha seus dias contados.
Não gostava da idéia por achar essa pausa no dia importantíssima pro filhote.
Mas até então, inocente que só, achava que ele ia parar de dormir e só.
Mas nãããão.
A vida é uma graça, lembra?
Agora Isaac não só deixou de tirar a abençoada soneca como teimou em dormir às 17h30.
Aí não dá, né?
Quem aguenta uma rotina de ir pra cama às 20h pós soneca às 17h????
E eu, pobre sofredora desta vida materna, ainda me deparo com situação seguinte:

a) se eu deixo ele dormir no final da tarde pra acordá-lo uma horinha depois, o resultado é uma criança chata, cansada, estressada que não janta, não brinca, não quer saber de banho nem história;

b) mas há dias em que acordá-lo é impossível. Ele não se mexe, vira de costas e continua roncando;

c) e aí, acorda meia-noite num pique invejável.

d) mas, caso eu não deixe que ele durma às 17h, ficamos ambos esgotados, já que ele sonado quer saber de nada e de tudo ao mesmo tempo, não tem fome, não tem saco, zero ânimo.

... e não há meios de fazê-lo sonecar às 14h, como era de costume.

Oh vida! Oh céus!
Posso?

...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Respondendo prasamiga...

Depois que eu revelei aqui o grau da birra que anda ocupando minhas tardes, amigas queridas vivendo o mesmo estado de graça fizeram a seguinte pergunta:

- Comofaz????

Bom,
eu vivo repetindo essa pergunta pra mim mesma, a cada chilique novo, mas acontece que eu vi a necessidade de traçar uma estratégia de batalha.
Não!
Eu não entro na onda e brigo.
Eu não explodo.
Eu não sento e choro.
Eu simplesmente me mostro ser superior.
Em tudo.
Engulo todo o "Porque comigo, meu Deus!?", respiro fundo de maneira disfarçada e me mantenho firme.

Se ele começa com gritos, berros, choro e afins eu somente olho.
Olho firme.
Aquele olhar de "continua pra você ver".
Dependendo do lugar e do grau do ataque, eu deixo ele fazer.
Tem que por pra fora, não é?
Deixo ele alí com toda a sua raivinha e depois volto.
Na maioria das vezes, quando volto ele está endoidecido por eu ter deixado ele lá, maaaaas a diferença é que, no lugar de chilicar mais, ele pensa.

E pensar é bom.
Pensar é o melhor presente que podemos dar pra eles.
E ó que não é fácil, mas você, amiga querida desesperada, consegue.

Geralmente depois que se permite "pensar" na situação, a birra diminui.
E se não diminui eu uso a minha arma nem tão secreta assim.
Tiro um brinquedo.
Já que birra é coisa feia. E coisa feia só faz a gente perder.

Mas aí é que tá.
Além de todo esse arsenal de guerra... eu sou mãe besta que gosta de conversar.
E passada a tempestade de gritos e choros e bate pés, eu puxo Isaac pra um papinho.
Ele até finge não estar nem aí, e pode não estar mesmo.
Mas alguma coisinha ele guarda.
Ô se guarda.

...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sabe aquela???


Aquela birra em que a criança parece possuída?
Onde ela prende a respiração?
Fica vermelha?
Grita até tossir?
Cerra os punhos?
E bate os pés no chão enquanto chora o choro mais irritante de todos?

Então...

Isaac agora faz.

Oremos.

...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tombo feio, daqueles que quase (bem quase) matam a mamãe...


E então que tive a minha primeira experiência realmente desesperadora como mãe.
Não que 4 cirurgias no primeiro mês de vida tivessem sido fáceis, mas essa foi uma loucura.
Sábado tive a confirmação de tudo o que acredito em mim como mãe.

Isaac caiu.
Caiu daqueles brinquedões com 2 metros de altura.
Caiu na escada.
Lá de cima.
E nos foi entregue pela assustada monitora com galo estratosférico, rosto todo ralado, nariz sangrando e um choro de susto e um olhar "socorro mamãe" que eu nem consigo explicar.

Eu só respirei fundo.
Vi Isaac no colo do maridex que estava quase em choque.
Olhei pra menina e perguntei exatamente o que aconteceu.
Ela explicou.
Saímos correndo da lanchonete.
E eu ainda olhei pro rapaz que apareceu na minha frente e disse que voltaria no dia seguinte para pagar a conta.

Peguei Isaac, sentei no banco de trás com ele no colo, bem apertado.
Até o hospital, que é longe pacas, fomos conversando com ele.
Segui o instinto e o susto.
Fui solicitando que a memória e as respostas do pequeno nos tranquilizassem.
Ele foi respondendo a tudo, naquele escuro de sábado a noite.

Chegamos no PA e logo fomos passados na frente.
Graças a Deus atendimento rápido, equipe boa, médica gracinha. Dindo médico de plantão.
Exame clínico, ufa.
Raio X, ufa.
Tomografia, ufa.

Só lembrei de olhar praquele pai de boca sem cor e pedir que ele respirasse.
Respirasse.
E quando eu respirei, inalei todo aquele cheiro de hospital.
Inalei toda a realidade e a ficha caiu.
Caiu junto com a minha pressão.
Mas mesmo assim mãe não cai.
Mãe pede pra sentar um pouquinho, e sorri para a pediatra que olha desconfiada.

Isaac dormiu na volta pra casa.
Nós ficamos passados.
Atropelados pela fragilidade toda.
Pela força toda.
Pelo "isso acontece" todo.
E depois de horas, respiramos.

Nos restam agora ralados, hematomas e cicatrizes.
Alguns tipos delas.

...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Perdendo os brinquedos

Acontece que ser mãe de um menino de quase quatro anos é cuti cuti.
Mas também é complicado.
Já falei aqui que Isaac se encontra na fase que apelidei carinhosamente como "do reizinho".
Já me lamentei pela falta de paciência.
Já fiz quase todo o drama que me cabe.
Enfim...
estou educando o tal menininho cuti cuti.
Vivendo cada etapa intensamente.
Presenciando todos os conflitos que uma pessoa tem ao tentar se encaixar no mundo.
E sentindo todos eles na própria pele.
Fato.
Vai ser assim.
Se não pra sempre, por um bom tempo.
E então, como consequência, tenho buscado alternativas, fórmulas mágicas, milagres e piedade divina para lidar com certos perrengues que nos cercam.
E sabendo que filhote tem personalidade forte, que a fase é braba e que não podemos desistir, investi num dos ensinamentos supernannescos.
(é, aquela da tv. podem começar a rir. ou a jogar pedras)
Sim, colegas,
eu sou super a favor da conversa, do carinho, do olho no olho, mas tem horas que isso não funciona.
Então, estamos fazendo Isaac sentir suas cagadinhas da maneira que mais lhe atinge: Tirando os seus brinquedos.
Dói.
Não é fácil ver filhote chorando, gritando, sapateando e dizendo que vai sentir falta do brinquedo perdido.
Mas é preciso.
E não é simples.
Acontece que o banco de pensar não funciona mais tão bem.
Acontece que no meio de uma crise napoleônica, conversa e olho no olho só se for com a parede.
Logo, a saída "fez coisa feia perde um brinquedo" começou essa semana lá em casa.
E Isaac já perdeu três.
E também sabe muito bem que vai escolher um de volta caso faça algo legal.
Ontem mesmo, danado, saiu da escolinha dizendo que fez muuuuitas coisas legais.
Enumerou usando os dedinhos, que não bateu nos amigos, que comeu todo o lanche e que não chorou na hora do banho.
Três façanhas? Três prêmios?
Sou boba?
Nada.
Escolheu UM pra tirar da caixa.
E o UM, muito bem explicado, por ter ficado bem e aproveitado a escolinha.
Ufa...

...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Da paciência que anda me faltando...

Eu sabia que esse dia ia chegar, mas eu não queria muito não.
Tô frustrada comigo mesma.
Acontece que paciência sempre foi um estilo de vida pra mim.
Daquelas necessidades que não dá pra ignorar.
Paciência tem que ter e ponto.
E esse boa vontade que eu tenho sempre me deixou feliz.
A alta tolerância com quase tudo nessa vida nunca me atrapalhou.
Paciência sempre foi um plus na minha vida.
Daqueles aplicativos que eu não queria nem atualizar, porque estava bom assim.
E por conta do saco elástico evitei muitas situações constrangedoras ou chatas ou estressantes.
Ser a reencarnação de Jó (segundo minha própria mãe) era fato.
Mas acontece que a coisa andou mudando.
E ter filhinho fofo cuti cuti da mamãe, no auge dos seus quatro anos é como ter um tornado morando em casa.
É lidar com serzinho bipolar por opção, sabe?
É como ter uma bombinha relógio de bochechas rosadas logo alí.
Em cada fase que Jó sairia correndo em suas sandalhinhas de couro.
Com cada momento de birra que as queridas Dona Paciência, Dona Persistência e Dona Perseverança pediriam demissão sem nem pensar no mercado de trabalho.
Logo, o mantra paciênciammmmmm que antes me colocava firme e forte diante das mais inusitadas e irritantes situações agora cedeu lugar para o 1, 2, 3, 4, 5..... 10 em respiração profunda.
Assim, a mãe calma que antes aguentava horas e litros e quilos de manha, birra, coisa feia e afins, agora dá lugar a um ser de olhos arregalados e com vontade imensa de gritar.
Pirei.
Surtei.
Cansei de explicar o inexplicável.
De fazer malabarismos para ser ouvida, de discutir comigo mesma.
Cansei dessa paciência que me sobrava, do sentar no chãozinho pra acompanhar a birra, analisar a manha, cuidar do chilique.
E agora tô toda culpada.
Culpada pelos dois lados.
Porque sei que devo ter paciência. Um caminhão dela.
E porque também sei que não deveria ser tanto assim.

E a luta continua, companheiras...

....

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cabo de Guerra (de nervos)

do google

Nem adianta falar que não porque eu sei muito bem que você já brincou disso.
E muito.
E que, como eu, adorava quando a professora apitava ou quando os meninos perdiam.
No auge da minha meninice me esbaldava com as vitórias mas também vibrava quando todo mundo caía, assim, um por cima do outro.
E moleca que era nem ligava pra mão esfolada pela corda capenguenta.
Tá.
Acorde, guarde as lembranças no cantinho cerebral que cabe a elas, senta e chora.
É.
O Cabo de Guerra agora é outro.
Bem outro, viu meu bem?!
Qual?
Como assim qual?

Visualize a cena:
Você, cheia de amor e paciência, com as unhas um tanto descascadas, confesso, se agarra firme numa ponta da corda.
Na outra, alí, cheio de argumentos novos, confiança e no ápice da "Fase do Reizinho" (que nao sei se existe mas batizei assim), está aquela criaturinha antes doce, que agora resolveu que é "tudo meu", "eu quero", "eu decido" e "vou mostrar pra eles quem é que manda nessa joça".

E a lembrança daquele monte de criança amontoada, rindo da vida, dá lugar a uma Cabo de Guerra de Nervos, daqueles sem fim.
Tá.
Tem fim sim, mas depois de muita luta, resistência a birras, malcriações, pitis dos mais diversos, manha e frustração, você se vê alí, agarrada na corda da paciência, do amor e da persistência.
Suada, acabada, escangalhada, mas firme.
Nem sempre, ok, reconheço.
Mas numa sede danada de... vitória?
Nãããão.
Numa sede danada pra que a corda nunca arrebente.
Isso sim.

E por aí???
Muito reizinho e rainhazinha???
Palavras de amor e carinho e luzes no fim do túnel são super bem aceitas.
Bjo

...


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Culpada da Silva

Culpa.
Culpa é meu nome do meio. E sobrenome também.
Se não fosse tão estranho seria também o primeiro nome. O apelido também.
Pra hoje tenho culpa.
Daquelas maternas.
Sem dó nem piedade.
Culpa intensa, extensa e complexa.
Culpa sem culpa, mas mesmo assim culpa.
Uma culpa forte, persistente e obscura.
Culpa aquela que sei que não tenho tanta, mas que me toma conta.
Culpa tem cor.
E hoje é vermelho. Carmim.
Aquele tom que chega a sufocar. Assim como faz a culpa.
Sufoca, aperta, contrai.
Engasga, entala.
Me deixa culpada por sentir culpa.
E me faz entender, e assim me sentir culpada também, que quem vive de culpa sobrevive.
Sobrevive para falar da culpa.
Publicar a culpa, analisar a culpa e entender o estar culpada.
Colocá-la pra fora como quem cospe um pedaço de gosto ruim.
Como quem respira fundo após uma onda maior do que deveria.
Como quem bate o dedinho no pé da cadeira.
Como quem ri de piada ruim só pra agradar.
Como quem olha, sem culpa, e afirma que amanhã há de passar.

...

Das loucuras que sinto a bordo desta montanha russa.
Um bjo pra vcs.


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