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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Escapou e passou

Ufa...
Eu achei que a novela ia ter muitos e infinitos capítulos.
Pensei que sofreria por muito tempo.
Me dei o direito de estrelar drama de categoria duvidosa.
Mas não.
O desdesfralde-quase-foi do Isaac passou.
Foi uma semana tensa de escapadas e muito xixi no chão.
Com destaque e prêmio para a mijada monumental na porta (na-porta) do banheiro do cinema.
Mas passou.
Foi só naquela semana.
Ele se esbaldou, convenhamos, xixou por todo lado.
Em casa, na escola, na chuva e na fazenda.
Só que com sua cabecinha pensante avaliou que ignorar as necessidades fisológica não tem lá muitas vantagens.
Tá.
Fora isso, confesso, a neurose materna cantou alto e colaborou com inserções a cada 3 minutos de "vamos ao banheiro?".
Básico.
É mais certo que ele tenha cansado de me ouvir e visto que isso sim vale a pena: a paz e a tranquilidade mesmo que seja com pintinho de fora no lugar certo a descarregar seus fluídos.
Ciência?
Não.
Máximas do vivendo e aprendendo, percebo eu, enquanto tento ter um espasmo de sabedoria pra resolver a questão número 2.
É.
O #2, que só sai na fralda.
Ainda?!!!
Ainda.

....

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O melhor de todos os mundos??? Ô

*** Esse post também está concorrendo como "Melhor post do mundo", concurso realizado pela Limetree e Minha Mãe que Disse

Carta aberta: Devolvam meu filho...

Caro senhor alienígena,

Venho por meio desta solicitar que devolvam o Isaac.
Sei que o abduziram por ser uma criatura especial, inteligente e cheia de predicados, que vai ser de grande ajuda no desenvolvimento de pesquisas aí no universo paralelo, mas é que as coisas estão complicadas.
Acontece que o monstrinho que os senhores deixaram no lugar do meu filho não está colaborando em nada com a paz e harmonia neste lar.
Ele, diferente do meu querido filho, dá chiliques imensos quando contrariado, solta gritos dignos de filme de terror quando não é atendido e aprendeu a fazer bicos com uma destreza ímpar.
Além disso, adquiriu manias insuportáveis como ignorar os pais enquanto eles falam, dizer não a todo e qualquer tipo de suco que não venha em embalagens tetrapack, jogar objetos longe, na gente ou nos cachorros, correr na hora de ser trocado, bater e beliscar para chamar a atenção e toda sorte de malcriações humanas ou não.
Não satisfeito, o ser que está ocupando o lugar do dengoso Isaac, morde, desobedece e ainda ri da minha cara.
Ontem mesmo fomos convidados a deixar a aula de natação mais cedo porque ele insistiu em não participar das atividades, jogou bolinhas nos amigos e não correspondeu a nenhum comando da professora.
Outro costume com o qual sofremos é o vício por aquele aparelho chamado televisão. O Isaac ET teima em atití o dia todo. Se eu deixasse ele ficaria horas sem nem piscar.
Ele ainda passou a falar não para os passeios, para o banho e para as brincadeiras.
Então peço aos senhores que atendam o pedido desta mãe aflita.
Acredito que se meu filho bonzinho voltar para este planeta HOJE suas pesquisas não serão de todo prejudicadas.

Aguardo contatos imediatos para troca breve.
Agradeço a atenção e compreensão.

Carol

Olha lá heins????
Votação começa amanhã e eu conto com vocês!!!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O mais novo fã da Piaf

E então que já fomos assistir Madagascar 3 duas vezes.
E lógico que iremos uma terceira.
Mas eu sou daquelas bestonas que vê oportunidade em tudo.
E com a educação do filho sou um radar enlouquecido, sabe?
Então...
Apaixonei da Capitã Dubois assim, de cara.
Depois que ela cantou Non, Je Ne Regrette Rien virei fã.


Acontece que Isaac saiu do cinema com a música na cabeça.
Cantamos numa língua enrolada que nem perto passou do francês.
Assim, a frase principal da canção virou, pela imaginação do meu filhote, Nooooon confio nesse leoooon, assim, com sotaque francês mesmo.
E cantamos No Confio Nesse Leon até ontem a noite, quando num surto Piafístico eu resolvi me jogar com Isaac no YouTube.
E ele conheceu Edith Piaf.
E seus olhinhos brilharam.
E ele cantou junto.
E eu?
Eu babei.
Sorri e babei.


...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Questões profundas...


- Mamãe, mamãe!!!!

O_O

- Você vai ficar desse jeito mesmo????

- Como filho?

- Assim, ó, quase dormindo???

... e aí tive a nítida impressão de que essa não era a primeira pergunta que ele me fazia...

#mãecansadaemestadozumbi

...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Você não vale nada mas eu gosto de você...

Mãe acha tudo fofo.
Concordo.
O filho pode ser das criaturas mais sem vergonhas do planeta que a gente baba.
Cara de pau é motivo de orgulho.
Safadezinhas mirins viram assunto pra conversinha-competição-na saída-da-escola.
Uma coisa.
E Isaac não vale nada.
No bom sentido, claro.
Hoje em dia estuda jeitinhos de nos enrolar pra ganhar presentes.
Nós resolvemos que agora ele só é presenteado nas datas obrigatórias.
E lógico que ele vive tentanto driblar tal regra.

- Quelo isso! - apontam os dedinhos pra tela da televisão.

E no lugar de falar NÃO, eu jogo com ele.

- Quer de quê?

Ele olha desconfiado e espera que eu continue a prosa.

- De aniversário?

Isaac pensa. Pensa na lista de desejos que já tem pro 25 de agosto.

- Não.

- Dia das crianças?

- Hummm.... Não.

- De Natal?

Suspiro.

- Não.

- Então você não quer, Isaac?

- QUELO!

- Então quer de quê?

- De calinho...

Vale nada!
Mas eu gosto.
Amo, aliás.

.....

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ecológico


Isaac tem manias.
Umas fofas outras nem tanto.
Mas uma delas, que é uma graça, é pegar plantinhas na rua pra me dar de presente.
Podem ser florzinhas, folhas secas e até que aquele matinho que cresce no meio da calçada.
Eu adoro.
E guardo todos os presentinhos que ele me dá num passeio.
Guardo porque depois ele cobra.
Quer ver.
Conferir se dei a devida importância para o mimo.
E eu, ontem, enfiei a mão no bolso e tirei toda a sorte de folhinhas.
Mostrei pra ele.
Ele sorriu e disse:

- É a Mata Plântica.

Mata PLÂNTICA.
Fala sério????
Não é de acabar-ca-mamãe????
Como faz pra mudar o nome da Mata Atlântica e não extinguir tal fofura???

...

Ótima semana pra todos nós.

...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entre assustados e feridos salvaram-se todos...

Beijo enorme e abraço apertado a todas as tias virtuais que sofreram comigo no pós-tombo do Isaac.
De coração.

Agora os acontecimentos atuais.
Em mim sei que o tombo vai ecoar por algum tempo, mas pra Isaac o assunto é página virada.
Ele até já pediu pra voltar com o amigo na lanchonte, pois "gosta muito de brincar lá".
A gente arrepia e agradece a Nossa Senhora dos Não Traumatizados e toca o barco.
É a vida.

Fisicamente estamos assim, meio rosto esfolado, um olho um tanto inchado e o roxo que já está naquele estágio esverdeado, sabe?
Assim.
Psicológicamente, Isaac já sacou como usar o dodói praa atingir a mente alheia.
E usa e abusa da sua carinha de pau, mesmo que estropiada.

Chego pra pegá-lo na escola, pra almoçar e voltar pro integral.
Lá vem Isaac descendo a rampa todo faceiro puxando sua mochilinha.
Quando me vê ele freia.
Freia, diminui o passo e coloca a mão na cabeça.
Pede que eu me abaixe e manda:

- Estou um pouco tristinho hoje porque eu caí. Não dá pra ficar no integral, né mamãe?!?!

Toma.

- Eu não quero tomar banho. Eu não quero lavar o rosto.

- Mas precisa limpar o dodói Isaac!

- Vai molhar.

- Tem que molhar, né filho?

- Mas você disse que o dodói vai sarar quando ficar sequinho.
(é. ele ouviu minha conversa com a pediatra pelo telefone)

Toma.

E vamos que vamos.
É só o começo.

...

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Da mãe que se entrega e do menino que não se suja

Eu sou assim.
Me entrego.
A tudo.
Sentimentos, tarefas, livros, amores, amizades (nem tanto, mais, é a vida), enfins...
Sou caxias.
Sou espontânea.
Sou dessas.
Então que ser mãe deveria ser coisa simples pra um ser com essas características, certo?
Péééééé...
Errado.
Tá certo que pra quem já é acostumado, viver a maternidade pode ser um estágio mais avançado da entregância.
Ok, a vida é feita de desafios e degraus e fases.
Mas acontece que a pessoa aqui se joga em tudo.
E eu percebi mais isso sábado, no parquinho.
Mães da geral estavam calçadas, batendo a areia da roupa assim que um grão mais ousado resolvesse por alí encostar.
Esta que vos tecla estava tão mergulhada na lama que provocava olharezinhos bobos e questionadores.
E mergulhada feliz, assim como um porquinho.
Ontem Isaac ganhou revistinha que ensinava a fazer ovo de dinossauro em papel machê.
Óóóó... atividade com a cria?
Bem que ele quis, mas quem acabou enfiada no pote de água com farinha e papel picado?
Eu, né bem?
Que não arredei o pé do grude todo enquanto a bendita bexiga não estivesse completamente empapelada, colada e grudada.
E ai de quem mexer na minha obra de arte. A qual pretendo pintar, cortar e finalizar bonitinho ainda hoje.
Coisas simples da vida em que a gente vai se percebendo.
E percebendo o filho.
E meu filho é daqueles nojentinhos, sabe?
Que detesta areia na sandália, folha seca grudada na bunda, pretinho sob as unhas.
Isaac odeia qualquer coisa mais viscosa lhe pegando. E incluo na categoria colas, tintas, massinhas e afins.
Logo, o arrepio que lhe causa a lama fica intensificado cada vez que ele vê a própria mãe de barro até a tampa.
Logo, ele largou o projeto do ovo de dinossauro assim que percebeu qual era a base do trabalho.
Logo, tinta sem pincel e sem um rolo inteiro de papel toalha do lado é impossível lá em casa.
E eu já aprendi que ele é assim.
Acho uma judiação, é fato, já que eu acho uma delícia essas atividades melequentas.
Mas ele já aprendeu também.
Que tem a mãe louca, desapegada do fator sujeira e fã de Omo.
E o melhor dessa história?
(E sei que Freud explica, que tem muita gente que vai me julgar e ter dó do meu filho...)
É que ele se diverte através de mim. Dos meus atos. Do meu jeito.
E ri bobo, de cantinho de boca, sabe? Cada vez que sentamos num parque, resolvemos "fazer trabalhinho" ou nos arriscar na cozinha.

Bjo e ótima semana

....

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Da paciência que anda me faltando...

Eu sabia que esse dia ia chegar, mas eu não queria muito não.
Tô frustrada comigo mesma.
Acontece que paciência sempre foi um estilo de vida pra mim.
Daquelas necessidades que não dá pra ignorar.
Paciência tem que ter e ponto.
E esse boa vontade que eu tenho sempre me deixou feliz.
A alta tolerância com quase tudo nessa vida nunca me atrapalhou.
Paciência sempre foi um plus na minha vida.
Daqueles aplicativos que eu não queria nem atualizar, porque estava bom assim.
E por conta do saco elástico evitei muitas situações constrangedoras ou chatas ou estressantes.
Ser a reencarnação de Jó (segundo minha própria mãe) era fato.
Mas acontece que a coisa andou mudando.
E ter filhinho fofo cuti cuti da mamãe, no auge dos seus quatro anos é como ter um tornado morando em casa.
É lidar com serzinho bipolar por opção, sabe?
É como ter uma bombinha relógio de bochechas rosadas logo alí.
Em cada fase que Jó sairia correndo em suas sandalhinhas de couro.
Com cada momento de birra que as queridas Dona Paciência, Dona Persistência e Dona Perseverança pediriam demissão sem nem pensar no mercado de trabalho.
Logo, o mantra paciênciammmmmm que antes me colocava firme e forte diante das mais inusitadas e irritantes situações agora cedeu lugar para o 1, 2, 3, 4, 5..... 10 em respiração profunda.
Assim, a mãe calma que antes aguentava horas e litros e quilos de manha, birra, coisa feia e afins, agora dá lugar a um ser de olhos arregalados e com vontade imensa de gritar.
Pirei.
Surtei.
Cansei de explicar o inexplicável.
De fazer malabarismos para ser ouvida, de discutir comigo mesma.
Cansei dessa paciência que me sobrava, do sentar no chãozinho pra acompanhar a birra, analisar a manha, cuidar do chilique.
E agora tô toda culpada.
Culpada pelos dois lados.
Porque sei que devo ter paciência. Um caminhão dela.
E porque também sei que não deveria ser tanto assim.

E a luta continua, companheiras...

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dos sentimentos que sempre vou sentir

Por mais novidades que essa vida materna ofereça não há como ignorar a certeza do "para sempre".
E toda a capacidade de drama, chororô e novelamexicanastile que eu pari naquele 25 de agosto me confere o direito de escrever esse post.

Eu sei que me sentirei culpada (por tudo, todos e everybody) para sempre.
Eu sei que dormirei pouco quase nada para sempre.
Eu sei que o meu filho será o filhotinho para sempre.
Assim como será MEU para sempre (ok noras de 2022, prometo ser boazinha).
Certo de que sofrerei eternamente pelos erros e acertos.
Sei também que sempre estarei esperando com a luz acesa.
Eu sei que haverá um "mamãe você é uma pincesa" pelos séculos e séculos amém.

Como sei que seu abraço será o melhor cobertor desse mundo para sempre, meu filho.
Sei que vou sentir saudade para sempre, seja lá de que fase for (menos do desfralde e isso é fato).
E que vou espiar você dormir pelo cantinho da porta (ok noras de 2022, terei limites, terei limites).
Eu sei que vou ser mãe para sempre.

Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida.
E sei também que para sempre, mesmo peludo e casado e com vida própria, vou ser SUA mãe.
Também estou certa de que, aquele chorinho do outro lado da linha vai mexer comigo para sempre.
Sempre, sempre, sempre.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Sobre tirar a chupeta e os botões que acho em mim

Tomando e aprendendo.
Essa vida é mesmo uma graça.
Acontece que eu - pobrezinha e já calejada com o lance do desfralde - imaginei que essa fase seria dramática, intensa e complicada.
Mentira.
Tirar a chupeta foi baba.
Está sendo, digo.
E digo baixo, pra que eu não tome uma tempestade de cuspe na testa.
(chuva de cuspe é o karma de toda mãe. oremos)
Mas acontece mais ainda que eu venho descobrindo com essa graça de vida, que os segredos para a felicidade são poucos.
Desde que descobri um botãozinho de "deixa pra lá" em mim, as coisas tem fluído melhor, com menos traumas.
E ó, não é um "deixa pra lá" de pouco caso não.
O botãozinho - que fica ao lado do "fo#~-se" e do "isso é uma fase, isso é uma fase" - me ajuda a dar uma amenizada no stress e alivia e muito as frustrações básicas do período de educação de um ser humano.
Como assim?
Bom,
o lance é acreditar em si mesma em algumas situações e respeitar e muito (muito muito mesmo) o tempo do filhote, as vontades dele.
Comofaz?
Tá.
Pensemos na situação:
A pediatra diz "está na hora de tirar a chupeta, mãe!" com ar reprovador.
Você escuta, observa a cria, as necessidades dele e as suas e define se é ou não é hora.
Se decide que é, manda ver nos argumentos e ações. Vale pedir ajuda prasamiga e pros seres imaginários.
Se decide que não, "deixa pra lá" e guarda consigo a possibilidade de, daqui um tempo, você iniciar o processo.
E viva bem com isso.
Lógico que dentro dos limites do bom senso, certo?
Errado. Já que bom senso e culpa materna são inimigos mortais.
Mas a gente consegue. Ô.
O importante é ir praticando isso dentro de nós mesmas.
Com situaçõeszinhas cotidianas.
Hoje olho pra trás e vejo que, depois de 5 noites, a chupeta já não existe mais em nossas vidas.
E só é lembrada quando Isaac diz todo orgulhoso que entregou todas as que tinha para o Coelho da Páscoa.
Fim.
Deixamos que fihote demonstrasse interesse em largar o bico, observamos se era mesmo a hora e embarcamos nessa com ele.
Sem drama, sem apego, sem medo e com doses extras de paciência e carinho.
E lá vamos nós, mais uma vez, dar o foco ao desfralde cocozístico.
Apertemos o botão "isso é uma fase, isso é uma fase".

...

Ah! Tá com dúvidas sobre tirar a mamadeira???? Já passamos por isso também!!!
E sobrevivemos...

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fadas e coelhos revelam: o que trocar pela chupeta...

E então que passamos mais um dia e uma noite sem chupeta.
(yuhu!!!!! eeeeeee!!!!!! yuhu!!!!!)
Lógico que Isaac continuou reclamando a falta dela, mas tudo sob controle.
E eu, como uma galinha cacarejante saio contando pros quatro cantos que Isaac é valente, deu a chupeta pro coelho, que é um moço e ele infla. Arrebita o nariz todo confiante e sorri.
Aí, nos comentários, meninas queridas perguntam se ia haver a tal da troca.
Ô!
Acontece que eu sou daquelas mães que gosta de uma conversa, que senta no chão pra ouvir sem ter dor nos joelhos, que lê livro sobre o assunto, desenha, inventa histórias, maaaasssss também sou bicho apegado nos seres imaginários e milagreiros.
Antes do Coelho da Páscoa, uma tal Fada da Chupeta já tinha até começado a função com o Isaac.
Da minha cabeça?
Nããão.
Da cabeça da minha querida Lu, que viu a chupeta ir embora assim que a Dona Fada prometeu um avião da Barbie para a filhota dela.
Entrei na onda já que Isaac ficou todo interessado quando a amiguinha contou das vantagens da não chupetância, toda balançando seu novo avião cor de rosa.
Então ele já havia feito o acordo com a fada.
Antes do acordo com o coelho.
Atender quem?
Eu é que não quero seres imaginários briguem e armem um caos no mundo sabe-se lá onde eles vivem, né?
Paz na Terra e no NãoExiste também, oras, essa vida já é complicada demais.
Logo, esta mãe que vos tecla já recebeu ligações e-mails do coelhinho dando opções dos ovos que filhote tem direito nessa troca.
Ele escolheu e pronto. Não dei tempo dele ficar imaginando ovos cheios de piratas dentro.
Aí que ontem, a Fada do Desconto (oha outro ser imaginário aí, terapia nela?) me deu um toque e eu entrei na loja de brinquedos.... adivinhem?!?!?
A Fada da chupeta conseguiu realizar seu pedido com 40% de desconto!
Yes baby! Quarenta.
Menininho feliz esse final de semana ou não???

Bjos enormes e parabéns mil pras crias de mães comentadeiras que também estão largando ou já largaram a chupeta.

...


sexta-feira, 30 de março de 2012

Mãe + X = ?


Existem equações que são fatais na maternidade.
Combinações que podem ser tão explosivas quanto a mais pura dinamite, catastróficas como signos incompatíveis no zodíaco ou dramáticas como o remake de Carrossel.
E o que me faz pensar nesse tipo de combinação?
Acontece que outro dia entrei no carro, calorão, solã do meio-dia e vi alí meu estojo caído no banco do passageiro.
Faça aí as contas:

Mãe + Aquecimento global = "desculpa queridas (alisando as canetas), não queria ter deixado vocês aqui".

Sério. Pedi perdão as canetas que estavam até moles.
Aí te pergunto: Se eu não tivesse parido filho e tudo o que vem com o pacote, me sentiria culpada com as canetas quase assadas?
Aí, meus bens, fiquei eu refletindo sobre outros tipos de equações tão presentes quanto o lenço umidecido nessa vida materna:

Mãe + Relógio = Coelho Branco do País das Maravilhas

Mãe + Saia = Bunda de fora

Mãe + Tempo Livre = Culpa da braba

Mãe + Falta de tempo = Culpa das mais brabas ainda

Mãe + Filho reclamando da escola = Fúria, dúvida e culpa

Mãe + Avós = "ai meu deus!" ou "aida bem que elas existem" ou "porque é mesmo que elas existem?"

Mãe + Pediatra = "ela sabe tudo" ou "será?" ou "essa mulher tá louca, ela não sabe o que diz"

Mãe + Birra . [{(cabeçada na parede, culpa, desespero)}] = respira fundo que passa

Mãe + Desfralde = "o que foi que eu fiz, senhor? o que foi que eu fiz para merecer isso?", mas respira fundo que passa.

Mãe + Vaidade = X

Mãe + Mãe = uma leoa louca e desvairada

Mãe + Filho = um orgulho bobo regado por uma amor besta que só faz a gente entender que a ordem dos fatores (todos) não altera o produto.

Bjo

terça-feira, 13 de março de 2012

Tensão Pré Férias da mamãe aqui...

É.
Não é novidade pra ninguém que eu viajo (piro, imagino, planejo).
De todas as maneiras.
Entonces, tô eu aqui na loucura do pré-férias.
Isso.
Vamos levar Isaac pra praia agora, na baixa temporada.
Viva a baixa temporada!
Pouca gente, preços mais baixos e calorzinho que ainda nos anima nas ondinhas e castelinhos de areia.
E logo no planejamento, eu viajo.
Faço os roteiros todos, pego dicas casamigas queridas, fuço, converso e pesquiso.
E viajo.
Assim, férias de uma semana se tornam duas, dividias em viagem da cabeça e viagem própriamente dita.
Mas eu não paro, né?
E me adianto em tudo o que posso e consigo aqui na rádio pra não sobrecarregar oscolega.
Então, avisando, posts serão mais curtos, mais corridos e mais amalucados.
Pra ajudar, Isaac tá com aquela tosse que toda mãe desespera, com direito a falta de ar, espirro e aquela dúvida se a gente dá antialérgico, expectorante, chama a ambulância ou JesusMariaeJosé pra ajudar na função da madrugada.
Essa manhã mesmo, aproveitei que Isaac levantou o quarteirão com a tosse volume máximo e já fiz maridex provar sunga, ver se precisava de mais alguma coisa na mala....ops!
Mala?!?!?!
Algo aqui nas profundezas da minha mente inquieta diz que eu não a possuo.
Fui heins????

Bjocas e ah!
Não esqueçam de participar do sorteio bacana que acontece por aqui!!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Culpada da Silva

Culpa.
Culpa é meu nome do meio. E sobrenome também.
Se não fosse tão estranho seria também o primeiro nome. O apelido também.
Pra hoje tenho culpa.
Daquelas maternas.
Sem dó nem piedade.
Culpa intensa, extensa e complexa.
Culpa sem culpa, mas mesmo assim culpa.
Uma culpa forte, persistente e obscura.
Culpa aquela que sei que não tenho tanta, mas que me toma conta.
Culpa tem cor.
E hoje é vermelho. Carmim.
Aquele tom que chega a sufocar. Assim como faz a culpa.
Sufoca, aperta, contrai.
Engasga, entala.
Me deixa culpada por sentir culpa.
E me faz entender, e assim me sentir culpada também, que quem vive de culpa sobrevive.
Sobrevive para falar da culpa.
Publicar a culpa, analisar a culpa e entender o estar culpada.
Colocá-la pra fora como quem cospe um pedaço de gosto ruim.
Como quem respira fundo após uma onda maior do que deveria.
Como quem bate o dedinho no pé da cadeira.
Como quem ri de piada ruim só pra agradar.
Como quem olha, sem culpa, e afirma que amanhã há de passar.

...

Das loucuras que sinto a bordo desta montanha russa.
Um bjo pra vcs.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Só não morri alí por que não podia (e também não queria)

Sai do banho todo cheirosinho, me mira bem fundo nos olhos e quebra as minhas pernas:

- Mamãe, você também vai ficar velhinha e vai lá morar com Papai do Céu?

Nó na garganta, aperto no peito, uma revolta com essa vida que é muito injusta e uma vontade alucinate de dizer "não, nunca, nunquinha, jamé", mas as coisas não são bem assim, né?

- Bom filho, todo mundo vai fazer um montão de aniversários, um dia vai ficar velhinho e vai morar com Ele sim.

Olhar pensativo e bico.

- Mas eu vou ficar sozinho? Sem mamãe????

Desespero interno: Memata, memata, memata, mas antes meabraça!

- Não filho. Ainda vai demorar muito pra isso acontecer e até lá você já vai ter sua própria família, sua mulherzinha e seus filhos todos.

Suspiro longo.

- Mas eu não quero ter filhos.

Revolta interna: "Como assim?????? E eu sem meus netos pra perpetuar a neurose que você não vai mais me deixar ter?????"

- E por que você não quer ter filhinhos?

- Porque eu não vou gostar se eu sair com eles e eles começarem a chorar.

Grito interno: MEU DELLLLLS! ISSO É CULPA MINHA, COM CERTEZA!!!!

- Mas ter filhos não é só isso, né Isaac? Temos as nossas brincadeiras, papinhos, livro, tudo, não é?

- É.

- E se eles chorarem você senta e conversa com eles.

- Que nem a gente?

- Isso. Como a gente. E funciona?

- Eu gosto.

- Eu também, filho, eu também. Aliás, a mamãe te ama muito.

- É. Mas por que o Pinochio está com esse bico?

.....


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Status:


Mãe, coluna torta, dor nas pernas e nos calcanhares, apaixonada, feliz e ele tá começando a pedalar, gente!!!!!!!

...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Coletiva: Rascunho da bela história de uma linda mocinha

Era uma vez uma mocinha, das muito simpáticas, diga-se de passagem.
Essa mocinha, uma flor de formosura, adorava escrever seus textos e poesias.
Mas um dia a sementinha foi plantada e a moça, que mesmo não tão moça mantinha cutis de adolescente, se transformou em mãe na mais linda borboleta da floresta .
Assim, monotemática por direito e provocada a exaustão pelo príncipe maridex, passou a escrever sobre insônia, dor no peito, dúvidas e medos todas as maravilhas da nova vida e não satisfeita em ter isso só para ela começou a colaborar com um site que reunia pandas loucas e sedentas por trocas de informação outras tantas mulheres que viviam um mesmo estado de graça: a maternidade.
E assim, a linda protagonista dessa história que passou a ser coadjuvante/figurante depois do nascimento do filho tomou gosto pela coisa e passou a utilizar a internet de maneira desesperada sábia e madura.
Com o filho crescendo e com toda a sorte de consequências que isso traz, a linda mocinha programava passar férias com a família num outro reino encantado destino bom pra criança, limpo, com copa 24h, hospital, supermercado e farmácia, sem muito barulho e com atrações mirins e assim, sem muitas exigências,  foi pesquisando destino mais apropriado que descobriu que esse tipo de informação não se encontra somente em sites de turismo.
E alí, em frente ao monitor, a decente e encantadora mocinha viajou pela casa de amigas, pelos portais, pela experência alheia e resolveu sua vida.
Resolveu que além de jornalista, mãe, esposa, mulher, dona de casa, professora, linda e iluminada, ela também poderia contribuir com a humanidade blogosfera materna e resgistrar as suas loucuras e neuroses paridas todas naquele 25 de agosto suas experiências.
Passados os anos, a quase-princesa rainha do lar continua enchendo a orelha dos demais com seus blablablas a escrever a linda história da sua vida como sofredora e dramática mãe.

Fim?
Imagina....
Ainda nem começamos, viu freguesia????

Bjo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dos super poderes que invejo...

já que o assunto hoje é esse, bjos enormes pros meus heróis, especiais pro maridex que faz aniversário hoje

E então que depois de tantos anos em stand by, me vejo convivendo com soldadinhos, super heróis e criaturinhas mágicas e cheias de ginga.
E logo, com essa cabeça loucamente pensante que Deus me deu e com a experiência que essa vida me acumula, presto atenção diferente nos brinquedos e desenhos animados.
Aí percebi que mor-ro de inveja de certos carinhas...
Vem comigo!

Super Homem: Seria excelente arrancar a roupa de jornalista, envocar o "para o alto e avante" e parar num lugar lindo e calmo...

Homem Aranha: Tomar picada que te dá super poderes é muuuuito melhor que dengue, alergia e leishmaniose...

Mulher Maravilha: Jato invisível seria super útil. Ô!

Flash: Tá que a gente já se vira nas míseras 24 horas que nos são disponíveis, mas imagina fazer tudo e ainda sobrar um tempinho pra drenagem linfática e limpeza de pele?

Hulck: Mudar de cor e sair pulando é tudo o que peço a Deus em algumas situações.

She-ha: Lembram do grito "eu sou sheeeeee-haaaa"? Imagina que beleza reafirmar identidade e o amor próprio sem parecer louca e ainda sair de heroína?

Tila, a guerreira: Primeiro que tinha um amigo que, além de ser príncipe era o He-man. Depois que o alvo da minha inveja é a cinturinha, prontofalei.

Lion: Sou mãe, né? Visão além do alcance é tudo o que quero, mais nada.

Super Gêmeos, ativar: Mas a inveja só vale se o poder for compatível com babás, professoras e demais colaboradores da administração doméstica (marido incluso).

Popeye: Resolver todos os problemas do dia somente abrindo uma lata de espinafre (que não precisei lavar, tirar todos os agrotóxicos, picar e camuflar em alguma receitinha interessante)

Mestre dos Magos ou Mestre Yoda: Ser ouvida, respeitada e seguida mesmo parecendo uma louca mal vestida e enrugada...

Wolverine: Poder da cura rápida? Quem não quer?

Mística: "hoje tô a fim de ser a Bundchen, amanhã a Sharon Stone e depois a Meryl Streep" e só...

Professor Xavier: Ouvir e controlar pensamentos??? Ajudaría em certos momentos heins?

Gato Felix: Conseguir carregar tudo o que eu preciso mais tudo o que Isaac precisa sem parecer um cabideiro ou perder o estilo, seria o máximo.

Woody: Otimismo e persitência mode on, sempre.

Buzz Lightyear: Ter um botãozinho para mudança de idioma e personalidade quando conveniente.

Batman: Só pelo carrão, vai... Ah! Pela moto também...

Mulher Elástica: Preciso explicar?

Capitão Gancho: Ter a atenção do Isaac só pra mim? Não ser ignorada pela cria? Seria tu-do.

Jane Jetson: Ela tem a Rose, gente! A Rose!

Ursinho Pooh: Ser fofo e ter a buzanfa grande sem culpa? A glória.

Super Pateta: ... ... ah, esse eu já até sou (um pouco, tá?)...

....

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Meu filho (já?) é sedentário ou Estou criando um monstro ou Deus me ajude!

E então que Isaac, entre demonstrar prioridades e preferências e impor seus desejozinhos de forma tirana e birrenta, tem ficado bem com a segunda opção.
Mas até aí a gente segue na luta da educação pela conversa, pelo exemplo e blá blá blá.
Só que ontem, meu bem, a coisa pegou.
Explico e explico mais ainda pra não passar por neurótica.
Sei sim que cada criança tem seu tempo, que a gente não deve forçar, que eles tem que se sentir a vontade e ok.
Faço isso.
Apóio, entendo, dou espaço.
Mas acontece que ontem a coisa me deixou encucada.
(Tá, sei que vai passar e eu vou rir de tudo isso, mas me deixa viver minhas neuras)

Fato: Isaac ganhou uma bicicleta da avó. Passa longe dela e nem tem curiosidade de saber pra que serve nem como funciona.

Histórico: Filhote nunca nem tentou pedalar o velotrol, nem o jipe, nem nada que solicitasse esforço físico, desde sempre. Odeia chutar bola e correr é coisa rara. Logo, achamos bom apresentar as opções saudáveis que essa vida pode ter. (e eu não posso apostar todas as cartas na natação, já que sempre temos pausas otitianas)

Experiência cotidiana: Descobrimos que a bicicleta da avó estava um tanto grande e saímos para comprar uma menor.

PAUSA PARA MOMENTO A VIDA É UMA GRAÇA:

E daí que dentro da loja, rola o seguinte diálogo:
- Olha Isaac, tem do Hot Weels!
- Olha só, tem mesmo... mas eu não quero.
E me largou alí falando só, somente só...

DESPAUSA

Isaac ficou 2 DOIS segundos em cima do modelo menor, nem tentou pedalar e a hora que desceu mandou ver a bicicletinha nas canelas da simpática vendedora. Nem olhou para trás e saiu correndo para a seção nerdzinhos e afins.

Consequências para a Mamãe Avestruz: Pedi desculpas, quase dei beijinho pra sarar nas canelas da moça. Olhei firme pra cria, que tentou me ganhar com sorrisinho e fiz o que minha mãe faria: Firme e forte disse um vamos embora que congelaria toda Gothan City. E alí deixei bem claro que ele não ganharia nem bicicleta nem sorriso da mamãe nem mais nada, pois não estava merecendo.

PAUSA PARA MOMENTO ESTOU CRIANDO UM MONSTRO, SOCORRO:

Saímos dalí e sentamos para tomar um suco e conversar sobre o ocorrido enquanto fresco na memória da cria:
- Isaac, você viu o que aconteceu na loja?
- Uhumm
- Você acha que foi legal bater a bicicleta na perna da vendedora?
- Uhumm
- Olha pra mamãe, filho...
Ele até olhou, mas daquele jeito mesmo que você olhava pra sua mãe, na adolescência...
- O que aconteceu hoje foi muito feio. Papai e mamãe estão querendo te dar uma bicicleta do tamanho certo pra você aprender a pedalar. Entendo que não seja a melhor coisa do mundo agora, mas depois você vai ver como é legal.
- Uhumm
- Isaac, você ouviu o que a mamãe falou?
- Não. Não ouvi nada.

DESPAUSA DEPOIS DOS SOLUÇINHOS DESESPERADOS E EXAGERADOS

Pode rir.
Eu já até estou rindo agora, mas me digam.... que fase é essa?
Tá que o sedentarismo a gente resolve, aguenta, dá o tempo. Mas ó que me irrita ver meu filho alí, de perninhas tão saudáveis, não querer fazer nada que envolva movimento e esforço físico????
Tá que eu não sou exemplo de atleta, mas nunca fui de ficar paradona não. E Isaac cresce em época de papai saudável, correndo, perdendo peso.
Fora que ele passou as férias indo comigo às aulas de pilates...
E o mau humor? A ranhetice? A falta de vontade?
Socorro!!!!

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