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domingo, 11 de junho de 2017

Amor

Antes de começar este post preciso fazer algumas considerações:
ok que hoje é dia dos namorado e falar de amor hoje me entrega ao clichê.
Ok que falar que o filho é namorado da mamãe é coisa pra lá de estranha que me irrita desde sempre.
E mais ok ainda qhe vai parecer pouco criativo:
Mas acontece que eu mantenho isso aqui - mesmo que sem-vergonhamente - é pra todo tipo de momento e inspiração, então me deixa.

...

Isaac está beirando os nove.
E isso faz dele uma pessoinha quase que completa no quesito emoção.
Engatinha ainda em vários subtítulos do tema.
(Eu mesma engatinho em muitos)
Mas vai aprendendo como lidar com os motivos inexplicáveis e não-contáveis do existir.
Sofre.
Eu sofro.
(Pq mãe sofre mesmo e ponto)
Nós sofremos.
Assim a vida segue no curso, tranco e barrancos, velejar que nos compete.

Tá.
Mas é aí, não sei em que coordenada espacial, que entra o sentimento maluco e nem sempre gratificante que é o amor.
Lindo, mas nem tanto.
Puro, mas às vezes.
Completo... de dúvidas.

Não minto.
Mostro - sempre que consigo - que o amor é controverso.

- filho, eu te amo, você é a coisa mais importante pra mim, mas eu sou mãe de merda às vezes é esqueço que tinha reunião na escola.

- te amo e sou responsável por você. Desculpe, mas na próxima eu compareço.

- filho, a mamãe tá um tanto chateada hoje. Te amo, mas ó, daqui uma horinha eu organizo as minhas ideias e estarei melhor.

E ainda tem aqueles momentos em que eu preciso que ele saiba que o amor existe na vida dele.
Mesmo que pareça que não.

- isaac, você é muito amado, sabia?
Quase sempre o safado fala que não pra ganhar cafuné e ouvir a mesma frase inúmeras vezes, sorrindo grato, respirando fundo.

Enfim....

Hoje ele estava particularmente cheio de amor pra dar.
Disse que eu sou a melhor mãe do mundo (cof cof).
Disse que eu sou muito amada e exato que é, já emendou com "você sabe muito bem disso".
Disse que queria me abraçar pra sempre.

Óbvio que derreto.
Claro que deixo ele ver meus olhos transbordando.
E digo ainda que sou muito grata pela minha vida.

Mas hoje fiz do amor um ciclo infinito:

- filho, sabe como a mamãe te ensina a amar?

 curioso que só, me olhou bem nos olhos e nem piscou aguardando o segredo do universo.

- te amando.

- é né, mãe?

- eu só sei assim filho.

- eu acho que que eu também.

...


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Eu tive um sonho...

Peraí!
Não dá pra chamar de sonho algo que te arrebenta a noite e não traz uma sensaçãozinha boa sequer.
Acompanha comigo.

Chego eu e Isaac a um lugar lindo, bem equipado, buscando novo professor de yoga (a nossa vai bater asas em breve - buaaaaaaaaa).
Todo mundo simpático, se ajudando, humor lindo.
Quando de repente começam a chegar pessoas conhecidas.
Todas com crianças.
Meninas, meninos, tudo com idade próxima.

O barulho peculiar infantil.
O barulho peculiar materno.
O caos instalado.

Fico na minha, ajudando a tirar uns balões do teto (oi?), quando isaac - que estava brincando, já que yoga ali, passou loooonge - surge irritado, perseguido por duas meninas.

Peço que ele respire fundo e me conte o que está acontecendo.
O silêncio peculiar do isaac.
A risadinha peculiar de quem tá sacaneando.
O olhar peculiar materno.

Fiquei esperta.
Logo vejo isaac com a mão nos olhos, é uma das meninas gargalhando.
Um soco, de direta. Muito bem dado.

O pedido de socorro peculiar infantil.
O pensamento peculiar materno.
Aquele que peculiarmente não podemos colocar em prática/

Veio a menina e deu outro soco.
E outro.
E outro.
Isaac não reagia.

Acordei num pulo!
Respiração ofegante.
Tomei um gole d'água.
Durmo de novo e ela lá.
Sonharia com satanás se pudesse escolher.

Acordei de novo.
E de novo.
E de.novo.
Puta! Olha a hora!
Essa menina deveria estar dormindo!

Dormi e lá estava ela, rindo da minha cara.
Quatro e meia da manhã tomei uma atitude.
Voltei a dormir.
Rezei pra que a mãe daquela criatura levasse ela pro balé e não pra yoga.
Que ela não estivesse mais ali.

Mas estava.
E eu puxei tanto o cabelo daquela filhadaputa!
E ensinei ao isaac golpes pela últimas vez usados durante o meu período de gordinha sobrevivendo aos primos mais velhos.
Última vez usados na imaginação da gordinha filha da professora sobrevivendo aos coleguinhas da escola.
E, de sonho, fiz o novo roteiro do Tarantino.

Dormi?
Lógico que não!
Depois do alívio virtual vem uma culpa, menina....
Uma culpa.

....

segunda-feira, 6 de julho de 2015

pensamentos de quase-mãe*

*eu ainda me considero quase-mãe...
talvez eu me ache inteira-mãe um dia, mas por hoje, engatinho.
só que meu status é outro.
de acordo com as leis sociais e toda a burocracia, pari um dependente, tenho 01 filho do sexo masculino, menor de idade.
sei disso tudo.
e não uso o quase-mãe no sentido depreciativo.
uso pq acho que ainda há muito a se aprender.
bom, mas a questão é que eu tenho um capítulo na minha vida, que eu chamo de quase-quase-mãe.
eu não me considerava tentante, eu não me considerava mãe em potencial.
eu me achava mesmo uma azarada de carteirinha.
eu não conseguia ovular.
depois eu ovulava e não conseguia engravidar.
depois eu engravidava e não conseguia permanecer em tal estado de graça.
num looping.
duas vezes.
e como bônus, cirurgias, curetagens, toda a sorte de chatice hospitalar.
além disso, as pessoas me olhando com aquela carinha de cocker spainel asmático, isso sim me matava.
passou tempo pacas, eu sei.
até hoje aprendi muito (muito mesmo) sobre mim, meus limites, meus sentimentos, a força que tenho, sobre o poder e o controle que habitam nesta gordinha aqui.
fui presenteada com o menino mais bacana do universo. tenho a sorte e o prazer de educá-lo.
não me acho mais a azarada de carteirinha.
mas ainda me encontro com os pensamentos da época.
eles retornam.
me assombram.
e as vezes, até me acalentam.
é confuso sim, mas existe.
acontece que a gente supera, só que não.
a gente esquece, só que por um tempo.
entende, digere, mas nem tanto.
e vez ou outra se pega pensando em tudo aquilo.
como se fosse o capítulo de um livro de história, mas doído de ler.
eu passei muito tempo tendo raiva de mim. me achando com defeito.
me sentindo incompleta. um ovo podre.
achando que era uma dívida alta a ser paga.
e ainda gasto (ou perco) um tempo com isso.
vendo os segundos filhos.
vendo barrigas grávidas.
vendo TV.
não é inveja. não é mesmo. é uma coisa estranha.
fico muito satisfeita em ver a família alheia.
não tenho vontade de que a minha aumente.
acontece que eu fui marcada por essa fase.
profundamente.
fui marcada de uma maneira que só eu consigo entender. e eu mesma não consigo explicar.
eu sei que aprendi a lidar com essa carol que ainda mora aqui.
bem no fundinho, mas mora.
que as vezes aparece, mas some de novo e hiberna.
que me coloca no fundo do poço mas também me resgata de lá.
uma carol sozinha, sabe?
que suspira, se deixa chorar, mas se assusta.
e se esconde.

...


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Isaac, você é tão amado...

meu filho,
tenho pensado muito esses dias.
sobre o amor.
sim, sobre ele.
nas mais diversas formas.

mamãe tem estado com essa cara de cansada, filho.
não e culpa sua.
nem de ninguém.
é que adulto tem dessas coisas.
de não dormir pq quer pensar.
quer achar respostas.
ou apenas formular perguntas.

você pode achar uma bobagem grande agora.
ficar acordado olhando pro nada.
mas um dia você vai crescer e entender muita coisa.
que insônia é um fato. as vezes.
que olhar pro nada pode ser olhar pra tudo, olhar pra dentro, olhar pra fora da janela e do mundo.
que pensar é quase tudo o que somos.

mas agora é cedo.
cedo pra insônia.
cedo pra ter culpa.
cedo pra pensar em tudo.
cedo pra olhar pro nada.

agora, filho, é hora de você se sentir seguro.
seguro em nossos braços.
seguro para tomar as decisões que cabem a vc agora.
seguro para falar o que gosta, o que quer.
e também para expor seus sentimentos.

agora, isaac, é hora de entender.
entender o tamanho que o mondo tem para alguém do seu tamanho.
entender que esse mesmo mundo é horas sério, horas super divertido.
entender que tem vacina, tombo, tarefa e castigo.
mas que também há tanto doce que a gente até enjoa e não consegue comer tudo.

é hora de ter certeza,
apenas uma, acho eu.
de que você, filho, é amado.
é muito amado.
muito, mesmo e de verdade.
daqui até o infinito.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

da cama compartilhada e da mãe insone

Pois é.
Estamos eu e Isaac dividindo a cama.
Maridex viajando, nos resta um ao outro.
Dramas a parte, vemos então as questões engraçadas que envolvem os dias de cama compartilhada.
E ontem foi a primeira noite.
Deitamos, oramos, trocamos umas mensagens e fotos com papai e lemos uma história.
Findada a narrativa, Isaac me cutuca e pede que eu alongue as suas pernas.
Dia difícil, né?
Dançamos tanto, rodopiamos tanto e pulamos tanto na sala, que ele até merece.
Massageei, alonguei, dei beijinho, perdi o sono.
Mas quando tentei um papinho, recebi em troca:

- Tá mamãe, agora eu tô muito cansado e preciso relaxar.

Virou as costas e me deixou alí. Olhando pro teto.

Fim.

...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sessão Corujão

Cinco noites.
Cinco noites seguidas.
Cinco noites em que um menininho dá a volta na cama e vem me chamar.
Os motivos são os mais variados: sede, medo, dor de ouvido, saudade.
Ele vem, se encosta, mia na minha orelha e ganha espaço.
E sempre às 3 da manhã.
E sempre eu fico sem dormir até às 5, horário que o despertador grita não toca.
Cinco noites.
E eu nem me arrisco a fazer as contas das horas perdidas.
Não sou louca. Nem gosto de sofrer.
Mas cinco já me parece um número grande demais.
Retomemos então um outro tipo de desmame.
O do meu travesseiro.
Essa noite empresto o meu pra ele e vejo se resolve.
Mas peraí!
Papai tá indo viajar hoje?
Dias fora?
Esquece tudo.
Mamãe e filhote panda dormirão abraçadinhos.
E se os cães quiserem também serão bem vindos.
Passou o cansaço.
Aha Uhu! A cama agora é nossa.
E daqui uns dias eu retomo esse desmame.
Pra quê a pressa né?

...


terça-feira, 31 de julho de 2012

Ajudou no desfralde, sem querer, mas ajudou...

Eu olhando Isaac dormir essa noite.
Olhei, paquerei, agradeci e tive um momento iluminado.
Acontece que percebi alí, no quieto da noite, que enorme mudança fizemos no quarto e na vida do pequeno.
Logo me pus a lembrar e pumba!
Somos gênios sem nem mesmo saber.
Calma que eu explico.
Acontece que, sempre paralela ao processo de desfralde do Isaac estava lá a questão do quarto transformante.
Primeiro o berço virou caminha, depois filhote foi com a gente escolher a camona (pediu uma com auxiliar em baixo pra chamar o amigo pra dormir em casa).
Depois foi comigo escolher os quadros que tampariam os furos da estante de apoio do trocador.
Ganhou prateleiras cheias de livrinhos, depois escolheu livrões. A Vila Sésamo deu lugar pra sua coleção de carrinhos e o aparelho de som vive ligado agora, com microfone no volume máximo, sem tocar mais MPBaby.
Um avestruz agora mede a altura da cria. E ele divide espaço com uma porção de adesivos de pirata.
E isso não aconteceu do dia pra noite. Foram etapas realizadas uma a uma.
E a cada uma delas Isaac vivia suas passagens.
Logo nessa semana, com o desfralde cocozístico, nós fizemos mais uma alteração no quarto.
Desencostamos a cama da parede, deixando assim um lado sem grade.
E ainda penduramos um quadro que fiz com os sapatinhos do Isaac em sequência, do menor de tricô até o tênis mais batido.
Alí tivemos um apoio, uma nova forma de dizer que filhote tinha realmente crescido.
Além de deixar as fraldas estava pronto pra dormir sem cair da cama.
E no quadro, vê todos os dias, como seu pé cresceu.
E se olhar em volta, vai perceber o quanto ainda poderá.

...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Soneca da tarde...

Sim.
Ela foi a solução para parte dos meus problemas durante muito tempo.
Sonequinha me permitia esticar as pernas, cuidar da casa, do blog, da família e dos cachorros.
Me dava tempo de tomar um banho, ler, preparar aula.
Mas acabou-se.
De solução virou problema.
Explico.
Eu até já sabia que a soneca tinha seus dias contados.
Não gostava da idéia por achar essa pausa no dia importantíssima pro filhote.
Mas até então, inocente que só, achava que ele ia parar de dormir e só.
Mas nãããão.
A vida é uma graça, lembra?
Agora Isaac não só deixou de tirar a abençoada soneca como teimou em dormir às 17h30.
Aí não dá, né?
Quem aguenta uma rotina de ir pra cama às 20h pós soneca às 17h????
E eu, pobre sofredora desta vida materna, ainda me deparo com situação seguinte:

a) se eu deixo ele dormir no final da tarde pra acordá-lo uma horinha depois, o resultado é uma criança chata, cansada, estressada que não janta, não brinca, não quer saber de banho nem história;

b) mas há dias em que acordá-lo é impossível. Ele não se mexe, vira de costas e continua roncando;

c) e aí, acorda meia-noite num pique invejável.

d) mas, caso eu não deixe que ele durma às 17h, ficamos ambos esgotados, já que ele sonado quer saber de nada e de tudo ao mesmo tempo, não tem fome, não tem saco, zero ânimo.

... e não há meios de fazê-lo sonecar às 14h, como era de costume.

Oh vida! Oh céus!
Posso?

...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Da chupeta, da falta dela, das frases e fases todas

Bom,

você vibra, bate palmas, desmaia e explode de orgulho a cada passo do desenvolvimento do seu filho.
Sofre, simula desgraça e catástrofe, entra para o hall da dramaturgia a cada fase que ele te apresenta.
Confesso que de todas as coisinhas que Isaac já fez nesses quase quatro anos de vida, formar frases foi uma das etapas que eu mais me emocionei.
Nada mais lindo pra uma comunicadora que seu filho aprenda a comunicar, assim, de maneira mais completa, com palavrinhas, pausazinhas e pontozinhos.
E quando as frases vem acompanhadas de olhares, reações e jestos?
Fofo.
Fofo até ele pegar nas suas bochechas, olhar no fundo dos seus olhos e mandar a senteça:

"Mamãe, eu estou de verdade sentindo muita falta da minha chupeta."

Ploft!

Obs.: Ontem ele resolveu sozinho entrar na onda da fonoaudióloga da escola e colocou a chupeta na cesta do coelho da Páscoa.
Disse tchau, sorriu.
Falou até que seu "coração estava explodindo" de tanta alegria.
Passou o dia orgulhoso, cheio de si, mas como é ser humano sofreu um pouco antes de dormir.
E eu fiquei alí do lado, apertando suas mãos, dizendo que acreditava nele e sabia que ele ia conseguir.
Sofremos juntos, nos seguramos juntos e passou.
Passou a primeira noite.
Hoje tem mais.
Tem sim.

...


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Desfralde noturno

Ele deita na cama, prontinho pra dormir e manda:

- Mamãe, eu não quero mais dormir de fralda.

Pronto.

Achei super prático.

Que 2012 seja assim, simples como a vida deve ser.


Um beijo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cama compartilhada.

O termo "cama compartilhada" é um tanto novo pra mim.
Mesmo eu compartilhando, carregando Isaac pra minha cama desde sempre, eu fazia da forma coloquial: "dava uma beira", "chamava pra juntinho", "deixava ele curtir o meinho" e afins.
Tá.
Compartilho sim.
Não acho errado, aliás é certo demais dentro do conceito que tenho de criar a criatura.
Mas compartilho com moderação, digamos assim.
Não é toda noite, não é sempre e tem lá que carregar alguns motivos.
Esse cuidado tem como norte algumas razões básicas:
Ficar agarradinha com o filhote é uma delícia, até ele colocar a capacidade de só dormir atravessado na cama em mode on.
Sentir cheirinho do baby enquanto dorme é mágico, até ele vazar em você 30 minutos antes do seu despertador tocar.
Receber carinho do filho é lindo, até que o carinho com o marido fique diminuído.
Entende?
Limites.
Isaac sabe sim que pode ir pedir beirinha na minha cama. E o safado me chama de "amooooor" quando o faz de madrugada.
Mas sabe também que não é toda noite.
Tem dias que me chama lá do quarto e pede que eu fique com ele. Tem dia que aparece do meu lado. Tem dia que me chama já pedindo se pode pular pra minha cama.
Ele testa, eu também e a gente aprende junto.
Mas e aí?
Qaundo então pequeno ganha o plus cama da mamãe?
Não é regra, tá?
Mas tem sido assim:
Tá doentinho, mais carente? Compartilhamos
Teve dia agitado ou passou por experiência não-bacana? Compartilhamos.
Acorda com medo, sonho ruim? Compartilhamos.
Vazou? Limpamos e compartilhamos (e aqui é uma questão prática).
Saudade? Mamãe carente? Papai viajando? Compartilhamos. Ô.
Mas sabem o que é melhor?
Fazer essa divisão de espaço sem culpa ou já esperando que vá criar um trauma ou uma dependência psicológicamente errada.
Compartilho porque é bom. É gostoso. Nos faz bem.
E pronto.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Do berço pras camas: descomplicando o processo

E então Isaac é menino desberçado.
Ahã. Conta uma novidade, Carolina...
Mas acontece que de junho pra cá, já são duas camas.
Duas fases diferentes.
A primeira, que foi a transformação do berço, já estava pequena demais pro agitos noturnos do Isaac.
O colchão já pedia aposentaria pelo amor de Deus.
Logo, ele ganhou uma cama de gente grande.
Com caminha auxiliar pra quando "o amigo for dormir em casa".
A "camona" ainda pede uma grade, mas que mãe não adora um resquício da fase anterior?
Quarto é cada vez mais de menino. De moleque.
Ursinhos de pelúcia mais esquecidos dentro do armário.
No chão agora reina um caminhão, cuja caçamba carrega pecinhas, bonequinhos, lanterna e toda sorte de meios de transporte.
Livros preferidos agora são de conteúdo dinossauristico, numerístico e piratístico.
O Elmo já não desce mais da estante.
Enfim... com todo o drama que me cabe, já posso me ver dando de cara com a porta trancada e o som alto lá dentro, mas ok, sobrevivo.
Só que esse post vem com uma dica.
Dica porque conversando com outra mãe (desesperada por conta do filho que odeia a caminha nova) na fase do desberço, vi que posso estufar o peito e dizer "venci".
Então, já que é assim, posso falar.
Posso, né?
Primeiro que Isaac é super bem resolvido com o lance da cama, não tem medo e a coisa é tão natural, tão sem frescura...
Segundo que é bem difícil ele sair do quarto dele e ir lá pedir "uma beirinha" na minha cama.
Acontece sim, mas muito pouco.
Tombos? Um ou dois, sem sequelas.
E como foi?
Descomplicamos o processo.
Só isso?
É.

- Tomei as rédeas da situação, perdi o medo e desapeguei da segurança das grades que o berço oferecia.
- Entendi e fiz entender lá em casa que não é apenas sair do berço e dormir na cama. A coisa é complexa e merece atenção.
- Situei Isaac conversando e explicando sobre sair do berço, ganhar uma cama e se livrar das coisinhas de bebê.
- Fiz com que ele se sentisse parte integrante do processo, escolhendo quadrinhos, questionando e gostando de tudo aquilo. Até no dia que fomos pesquisar preços da camona, mesmo sendo um programa chato pacas, ele foi junto, deu seus palpites.
- Não desisti. Nem quando a vontade era de dormir lá com ele ou de deixar ele dormir comigo.
- E por fim, ter pra si que o quarto (o meu, o seu, o nosso) deve ser um ambiente agradável, seguro e feliz.

...

Aí, você mãe sofredora, deve estar me fuzilando: "Seu filho é coisa linda, né Carol?!?!? O que eu faço com o meu que vai pra minha cama 100 vezes por noite?? Me acorda, chora, quer ficar comigo?"
Ok.
Não sou especialista, né?
Não sou mais ou melhor que ninguém. Muito pelo contrário. Aprendo todo dia, toda hora, sempre.
Mas o que EU fiz nos períodos que Isaac vinha pra minha cama foi ter calma e paciência.
Levantava e o levava de volta. Muitas e muitas vezes.
Aí percebi que devia haver um motivo para ele não querer ficar no quarto dele.
E o que fiz foi deixar o ambiente mais legal.
As histórias pra dormir acontecem desde sempre lá em casa.
As cantorias também.
Mas o blefe é que conta.
Durante algumas noites, quando ele pedia pra história já ser feita na minha cama eu blefava.
Os livros que iam pra minha cama eram os mais chatinhos. Os que ele menos se interessava.
Os do quarto dele eram os mais legais.
As histórias "da cabeça" idem. Eram mágicas no quarto dele e curtas e sem sal no meu.
Sacou?
E funciona.
Fora isso, recomendo muito não brigar, não conciliar o dormir na cama com sentimentos frustrantes e deixar acontecer.

Beijocas e boa sorte

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Atualizando as coisinhas dos 3 anos

Tá que hoje tô mais calma.
Com mais sono também, mas calma.
E a vida é assim, né gente?
Uma graça também.
Ainda mais quando se tem filho de três anos de idade.
Aí vira uma comédia.
Daquelas boas, mesmo.
Isaac agora curte Metallica.
O disco acústico, mas curte.
Outro dia maridex veio todo louco e babando mais que o normal contar que colocou filhote no carro e quando olhou pra trás viu menininho loiro e sorridente balançando os braços pro alto, como se estivesse num show da banda.
E reclamou a hora que o pai desligou o som.
E os gostos mudam.
Ontem mesmo mostrei a ele clipe da Adriana Calcanhoto e revelei que aquela era a Partimpim que ele tanto ama.
Ou amava.
Olhou bem pra mim, troceu o nariz e perguntou "Quem é essa daí, mamãe?", como quem diz "essa fase já passou, velhota, não viva de saudosismo".
Ao mesmo tempo que canta NO NO NO com a Amy e seu "Rehab".
Assim como dançar "thriller" e cantarolar "yellow submarine" agora fazem parte do repertório atual.
As brincadeiras também.
Mesmo que piratas ainda sobrevivam ao tempo, agora eles contam com up grade no aplicativo.
Dão piruetas e falam em inglês, respondem uns aos outros e ficam de castigo se não param em pé no barco ou metem o gancho onde não são chamados.
Quintal é espaço pequeno e o parque do condomínio não ocupa mais uma tarde inteira.
Nem a mamãe é mais solicitada para todas as atividades.
E a vida continua linda.
O tamanho da cama aumentou e as barras ficaram curtas. As meias e cuecas ganharam novas carinhas e os livros de páginas mais grossas ficam mais tempo na prateleira.
As fraldas são cada vez mais escassas e a gente vai com calma.
Agora se ouve com maior frequência as preferências e os "eu quero" vem cheios de argumentos.
As atitudes são muito mais dele do que nossas.
Ainda é nosso reflexo mas já sabe bem o que quer.
Ontem correspondeu ao abraço de menininha querida com um carinho leve no rosto dela. E ficou com vergonha como todo menininho dessa idade. E saiu pra ver os maiores jogando video game como todo menininho dessa idade.
E também não ficou mais grudado na gente, só corria pra pedir água ou tirar alguma dúvida técnica.
De forma simples e mágica.
Mas ainda chora.
E quando chora quer o colo da mãe.
E quando não se sente bem, como nessa madrugada, me faz lembrar do recém-nascido e sentir dó de mim.
Por não ter um colo que cresça também.
...

E ó eu falando do tempo de novo....

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A faca de dois (ou três) gumes

E então que eu estava me achando a senhora vitoriosa com a questão dos medinhos noturnos do Isaac.
Toda feliz com o poder de exorcizar a bendita fase do "aqui tem monstro".

Explico pra quem não sabe:
Filhote estava vendo monstrinhos em toda parte mais escura da casa OU em lugares que ele não queria estar, como o banheiro, a cozinha e etecéteras.
Acordava a noite e logo solicitava a minha presença dizendo que a criatura imaginária estava alí.
Belo dia, eu cansada que só, resolvi dar um basta na monstraiada e pirei.
Conversei com o monstro, dei bronca, falei das horas, mandei ir pra casa, escovar os dentes e pedir desculpas para a mãe dele que devia estar bem preocupada.
Fim.

Monstros ou criaturinhas do tipo deram um tempo e estamos bem, obrigada.
Mas daí a vida é uma graça.
Com a falta dos medos monstrísticos o que temos?
Um menino todo valente que agora anda no escuro.
Sai todo faceiro com paninho e Jubartina (baleia jubarte de pelúcia, amiga de todas as horas) do seu quarto e só para a hora que chega no meu lado da minha cama no meu quarto.
Não há monstro que o faça pensar em ficar lá, no conforto de seu abajur de trenzinho.
Não há mais criatura assustadora que exista nessas horas.
Va lá, não reclamo.
Levanto pacientemente e o levo de volta.
Mas hoje não.
Não deu.
Eu tinha dormido apenas duas horinhas, quando às 5h ele me acorda com carinho no rosto.
O despertador ia tocar dali 15 minutos mesmo...
Apertei Isaac bem forte, com seu eu mesma tivesse avistado o monstro, e curti alí o restinho de noite que me sobrava.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apertadinho, apertadinho...

Esse é meu coração.
Hoje.
Acontece que resolvi me meter mais ainda a besta e tentar abordagem nova as birras do Isaac.
Ontem cheguei no meu limite de tolerância e pela primeira vez fiz algo que odeio.
Ele me ignorou, me mostrou a língua, correu de mim e fez todo o tipo de birras na frente dos outros.
Isso tudo além das porquices que ontem deixaram a fofura longe.
E daí, o que eu fiz?
Não gritei nem dei sermão.
Apenas disse que estava muito triste com ele. Com o comportamento feio que ele estava tendo.
Chegamos em casa e nada de brincadeira.
Direto pro banho.
Depois do banho, escovar os dentes e cama.
Tudo sem conversa, sem música, sem carinho ou graça.
Nada de livro.
Mesmo ele pedindo uma historia, pequenininha que fosse eu endureci e disse não.
Logo que ele se acalmou na cama eu saí do quarto e disse que era a minha vez de tomar banho.
E não deixei que ele fosse junto.
Ele resmungou mas ficou.
Tomei banho e fui avisá-lo de que eu iria para o meu quarto pois estava cansada.
Ele quis saber o motivo por eu não ficar com ele ou completar nosso ritual noturno.
Expliquei novamente, fria muito fria, que estava triste com ele. Chateada com as birras e malcriações.
Ele chorou e eu disse boa noite.
Fiquei lá, quietinha no meu quarto. Ouvidos atentos e orelhas em pé.
Li um livro, outro.
E ele lá, achando maneiras silenciosas de chamar a minha atenção.
Passou um tempo e dormiu.
Eu também. Pouco.
Insônia louca e vejo filhote, às 3 da manhã, em pé ao meu lado.
Mamãe, deixa, por favor, eu ficar do seu ladinho???
Como não deixaria?
Ele subiu na cama, deitou em silêncio e alí ficou.
Sei que acordado.
E eu também, sem pregar os olhos, só pensando nessa vida de mãe.
...

A seguir cenas...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Perguntas que fazemos. Respostas que tememos...

do google

Eu vivo papeando com o Isaac, sobre tudo.
E recomendo super as conversas entre pais e filhos.
Desde os assuntos cotidianos até as viagens e loucuras esquisitinhas.
E daí que essa madrugada, enquanto eu fazia minhas reflexões sentada no tapete de crochê do quarto do Isaac, logo depois de algumas horinhas de filhote chorando, lembrei das perguntas que faço a ele e que, geralmente, me arrependo.
Por quê?
Oras, porque criança é bicho sincero, né?

E em sua pouca experiencia de vida ainda não desenvolveu o uso do sorrisinho amarelo ou da mentirinha boba pra não desagradar ouvido alheio.
Vícios da vida adulta. Ora feios ora extremamente necessários.
Tá.
E eu fiquei elencando as tais perguntas, e lembrei com sorriso besta as respostas que ganhei:

- Filho, a mamãe está bonita?

- Não. Prefiro aquele pijama do urso.

- Isaac, você gostou da sopa que a mamãe fez?

- Eca! (com língua de fora e tudo)

- Oba! Nós vamos passear no shopping!!!! Você quer fazer o que lá?

- Assitir televisão / Comprar muuuuuuitos brinquedos / Eu não quero ir naquela loja que você gosta.

- Você ama a mamãe?

- Hoje não.

E a de ontem, eu juro pra vocês que fiquei apavorada com o tempo que ele parou pra pensar na resposta.

- Você e o príncipe e a mamãe é a rainha. Eu sou a da Rapunzel ou a da Alice no País das Maravilhas?

(Gelei, né? Ou eu ia ser magrinha, boa e adorada por todo o reino ou ia ser uma rainha cafona e bunduda que quer cortar a cabeça da geral)

- A da Rapunzel.

Uuuuufa...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Chantagem das brabas

Hoje Isaac acordou mais cedo que eu.
E filhote acorda num pique que pra ser a Globeleza só falta o salto. Sério.
Uma loucura fica a minha vida quando a casa já não está todo aquele silêncio.

Perco a hora, perco o rumo. Tudo.

Meu tiro de misericórdia é colocar a cria pra me "ajudar" em tudo o que estou fazendo.
Desde escovar os dentes, escolher a roupa, até fazer a lancheira dele e acordar o papai.
E daí que faço tu-do com criança de quase 3 anos presa nas pernas. Ou no colo. Ou as duas coisas ao mesmo tempo.
Quem é mãe sabe que dá. Danem-se as leis da física.
Só que no meio do corre-corre nem sempre consigo dar atenção a tudo que Isaac fala ou pede.
Ui! E como pede.
Pede tudo e mais um pouco.
E com meu relógio na mão ele faz o bico mais doce do universo:

- Quero pôr.

- Iiiii filho, a mamãe tem que colocar o relógio pra saber a hora de chegar na rádio!

- Aaaaa.... mas eu não tenho nenhum relóóóógio...

E lá vou eu, de um lado pro outro, pensando em um zilhão de coisas. Tudo que tenho que fazer nesta véspera de feriado. E não é pouco.
Corro pra cozinha num surto imediato de Jesusmeajuda e vejo ela lá.
A mamadeira.
E atrás de mim vem Isaac tagarelando sobre o tal relógio que ele não tem.
Me entrego ao tetê.
Faço com todo o amor que cabe nos poucos minutos que me restam.
Uso como isca pra levar filhote até a sala.
Ligo a tv, coloco ele bem confortável no sofá, enfio a mamadeira na boca dele.
Aaaaa o silêncio....
E daí, num segundo, ou menos que isso, tenho um estalo.
Idéia genial, magnífica e obscura. Hei de concordar.
Ergo a sombracelha. Isaac já presta bem atenção na minha sombracelha também e para com a sucção tetesística.
Sem medo eu coloco pra fora:

- Ok. O relógio é seu.

Ele olhou com interesse ímpar.

- Te dou o relógio assim que você fizer o cocô no trono.

E saí como uma louca, atropelando cachorro, mochila e quem mais passasse pela minha frente.
Deixando no ar aquele clima de "a seguir cenas...".
E cá estou, como mãe que sou, decidindo se devo ou não bater a cabeça na parede por tal negociação.

Que o feriado de vocês seja lindo! O meu também, né?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desberçando

Mais do mesmo?
Mais um post sobre os "des" da vida do Isaac?
Pode ser.
Mas esse "tira" que conto aqui foi coisa mágica.
Pelo menos, depois de esperar noite longa, cheia de quedas e medo do desconhecido, posso dizer que sou pessoa feliz e de sucesso.
Essa noite Isaac debutou na caminha.
Me livrei do berço e ele das grades.
De quebra me livrei também da pulga que me coçava atrás da orelha.
Sim. Eu achava que já estava tarde demais. Que Isaac já era criança crescida e que precisava dar mais esse salto rumo a meninice, deixando a bebezice lá no ontem.
E sim também. Eu me culpei horrores, por dias e dias, jogando nas minhas pilatadas costas todo o peso de estar atrasando o desenvolvimento do meu filho.
Lógico que eu acomodei. E quem não o faria?
Eu assisti a uma infinidade de capítulos da Super Nanny, onde mães se descabelavam levando e levando e levando a cria de volta pra cama de madrugada.
Maridex também foi contra a mudança até o fim.
Ontem mesmo, depois que Isaac dormiu ele profetizou: "Se prepara que a noite vai ser longa".
Até o eco eu ouvi. E senti uma brisa gelada na nuca.
Mas amémaleluia que o ser com o qual me casei não é profeta e nem tem vocação pra isso.
Sei. Sei bem que nem todas as noites serão iguais.
E ser mãe é tomar chuva de cuspe na testa sempre, mas vá lá...
Isaac dormiu bem, não caiu da cama, e nem tentou descer dela pra ir até o meu quarto.
Nota dez!
Mas tá que o mérito não é só da sorte.
Nem só meu, nem nada.
Como todas as outras transformações da vida do pequeno, eu acho o tal lance da cama uma das bem importantes.
Então... não foi só trocar o leito e boa.
Eu me dei um prazo.
Depois das férias começaria a procurar coisinhas que, mesmo poucas, iriam abolir de uma vez o estilo neném do quarto do Isaac.
Levei ele junto comigo para escolher peças de decoração e prestei mais do que nunca atenção nas novas preferências da cria.
Tudo comprado e montador agendado, fui conversando com o filhote sobre dormir na cama e deixar o berço.
Expliquei pra ele que a cômoda ia embora deixando mais espaço pra ele brincar.
Etecéteras e etecéteras.
E fiz questão de deixar a coisa toda mágica.
Arrumei o quarto enquanto ele estava na escola. E quando fui buscá-lo voltei o caminho todo dizendo que ele ia ter uma surpresa.
Surpresa grande que nem cabia na mochila.
Fechei os olhinhos dele até a porta e ganhei certificado de mãe que sabe desberçar quando ele olhou tudo maravilhado e disse que estava feliz com o quarto novo.
Ainda ganhei bônus quando ele nem pediu pra ir ler histórias na minha cama.
Parabéns, Isaac!
Por mais esse degrau!

** E cruzem os dedos aí, hein? Que todas as noites sejam lindas assim!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Leite no copo

E aí?
Diz a pediatra do Isaac que já tá na hora dele começar a se entregar ao leitinho no copo.
Ir aos poucos abandonando a mamadeira durante o dia e assim fazer caminho (árduo, acho eu) pro "NÃO TETÊ!" de uma vez.
Acontece que a coisa não é tão simples.
Nunca é, né?
Eu disse a querida doutora que iria esperar.
Que ele está num empacamento desfraldístico e que logo esse processo concluído eu abraçaria outra causa.
Mas eu não ignoro as oportunidades e vamos tentando de tudo um pouco.
Filhote já toma suco, água e afins no copo.
Dias pede com canudo, dias não. E se vira bem.
Mas o leite.... aaaa o leite...
Ele já pediu leite no copo "igual ao amiguinho da escola" e eu toda toda fui correndo preparar o dito no copinho colorido.
Isaac olhou bem pro líquido branco, ergueu a sombracelha e mandou um NÃO. Daqueles traumatizantes.
Perguntei se havia algo errado. Se não estava igual ao leite do amigo.
Ele nem soube me responder e logo caiu num choro sofrido que só parou depois que a palavra tetê voltou a ser pronunciada.
Eu?
Dei o leite na mamadeira, oras.
Me conhecem bem e sabem que não sou de forçar a barra.
Esse final de semana - influenciado pelo Pateta, que vestido de Chapeleiro Maluco num dos filmes da "Casa do Mickey" serve leite com chocolate e não chá - ele mandou ver alí, no copo mesmo, todo orgulhoso e feliz.
Aplaudimos, mostramos que ele já cresceu, que ele consegue e tals.
Daí que essa madrugada me grita o filho:

- Mamãããããe! Quero um tetezinhoooooo!

- Mas agora não é hora filho. Agora é hora de descansar e você toma seu leitinho de manhã, junto com o papai.

Ameaça um choro, mas sabe bem como a coisa funciona com essa mãe de coração mole:

- Mas eu nem tomei tetê hoje, eu só tomei no copo do Pateta....

Toma!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Madrugada fria mais que quente

Imaginem a cena:
Mãe deitada no tapete de crochê usando um Nemo de pelúcia como travesseiro.
Filho acordado no berço, conferindo a cada 5 minutos se não estava sozinho:

- Mamãããe?

- Oi filho?!

Silêncio.
Talvez porque Isaac, nem ele mesmo, ia ter papo mais interessante pra hora.

- Mamãããe.

- Oi filho, tô aqui viu?!

- Te amo então. Tá?

- Tá bom... Mamãã(boceeeeejo)e também te ama.

Até daqui 5 minutos...

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