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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

festa do pijama. eu sobrevivi.

Festa de aniversário.
Lógico que Isaac queria uma.
E no capricho.
Combinamos então que seria uma bem simples, já que depois de alguns anos trabalhando no ramo festeiro e pirando nas festas do filhote, eu queria mesmo era economizar e voltar a ser a mãe-só-jornalista.
Ele topou. ótimo.

Isaac vinha pedindo uma festa do pijama.
Queria os amigos passando a noite em casa.
Eu achei válido e viável.
Achei uma graça até.
E topei. ótimo.

(Vou contar como foi então, para vc, cara amiga de olhos assutados, ver que é legal sim.)

Pedi então que ele escolhesse dez amigos.
Lista restrita e íntima, deixei claro.
Expliquei que sendo mãe de filho único, acumulando experiência de convivência com grupos apenas com meus alunos de radialismo, não dava pra permitir que tooooodos os colegas viessem dormir em casa.

Delícia.
O planejamento se restringiu a comidinhas, docinhos, brincadeiras, cineminha e colchões.
Arrastamos os móveis da sala.
Vovó querida veio ajudar.

Contratei uma equipe para recreação.
Muito bem pensado e super recomendo, já que entreter 15 pequenos durante horas não é lá tão fácil.
O cardápio de salgadinhos e pão de queijo foi servido de uma vez, quando todos foram chamados para que se sentassem e comessem, tudo quentinho.
Confesso que eles se acharam ao sentar na mesa de jantar, com pratinhos e copinhos e tudo "como de gente grande".

Enquanto eles voltaram a brincadeira eu organizei todos os colchões com travesseiros e cobertas, cada um no seu lugar.
Irmãos dormindo próximos, meninas, meninos, tudo pensando na maneira mais neurótica-mãe-de-ser.
Mentira, eu queria é que fosse super divertido pra eles, sem probleminhas nem brigas.

Cantamos Parabéns e eles voltaram para mais uma sessão de brincadeiras.
Aliás, sou fã da equipe que me ajudou pq eles fazem aquelas brincadeiras das antigas, que a gente brincava na rua.
Lindo de ver.
Amei a galerinha pulando corda e andando de perna de pau no quintal de casa.

Chamei o grupo das meninas e fila pra escovar os dentes!
Enquanto elas foram colocar pijaminhas, os meninos foram pro banheiro.
Engraçado ver a diferença entre eles.
Super experiência!

Todo mundo lindo, empijamado, votação pro filme do cinema!
Cada um na sua caminha, filme na TV.
Aí fui vendo cada um no seu tempo, se encaixando, arrumando, apagando, dormindo...

Dormi com a galerinha no chão da sala, claro.
Abracei bem agarradinho o pequeno que pediu a mamãe de madrugada (e eu decidi por não ligar pois me senti super segura em acalmá-lo durante a noite).

Levantei cedo, já deixei a mesa do café da manhã pronta.
E pronto!
O primeiro que acordou, agitou geral e em meia hora estavam todos de pé, circulando pela casa.
Sentaram, comeram, uma graça.
E foram ajudar Isaac a abrir os presentes.

Dalí foi só trocar a galera e esperar as mamães saudosas.

Conclusão:
Faço de novo e faço feliz.
Explico.
Quando eu contava que iria mesmo fazer a tal festa do pijama recebia olhares assustados como se aquela fosse a maior loucura que uma pessoa poderia cometer na vida.
Sabia que ia ser trabalhoso, que corria vários riscos com tantas crianças sob minha responsabilidade, mas mesmo assim via a vontade do Isaac.
Além disso, via feliz e saltitante, ele querer ter os amigos num espaço que é quase só dele, passar o tempo com eles, dividir a casa, o lençol, os pais, a avó e os cachorros.
Enquanto pude observei as reações dele e era uma felicidade tão pura, tão simples.
Os amiguinhos tão se sentindo em casa, tão alegres...
Valeu super a pena.
Cada detalhe, cada momento, cada foto tremida, cada "tiiiiiia".

Enfim, sobrevivi pra contar, e te incentivar, viu?
Vale a pena.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sete anos

Pois é, minha gente.
Isaac fez sete anos.
Ontem.
E eu não escrevi este post ontem pq não era dia.
Além do óbvio motivo de que eu queria mais era viver e reviver ao vivo todos os momentos possíveis do dia dele, eu tenho um motivo meu.

Eu conheci Isaac assim, mesmo mesmo, de fora pra dentro, no dia 26.
Como assim?
Explico.
Lógico que cheirei a cria e sorri pro meu filho assim que ele foi retirado da kitinete quentinha que dividia com todos os órgãos vitais desta que vos tecla, mas depois dormi e só fui subornar enfermeira pra ter o pequeno nos braços na madrugada, quando me recuperei da anestesia.
Ou seja, comemoro o dia de hoje tanto quanto o ontem.
E sim, Isaac nasceu de uma bem sucedida cesárea, numa limpa e esterilizada sala cirúrgica, com uma mãe feliz e amarrada pelos braços, cheinha de anestesia.
Nasceu assim, como devia e podia, diante das informações e possibilidades que eu tinha na época.
E sim, foi para o berçário hospitalar, ficou aos cuidados de gente que não era eu.
Foi assim, como devia e podia, diante das informações e possibilidades da época.

Saca?
Um dia comemoro a vida. E no outro, as minhas reflexões sobre aquele começo de semana.
Aquele começo de tudo.

Vc deve estar me perguntando: E então pq raios esse post de aniversário não é daquelas poesias melosas e sobrecarregadíssimas de amor que vc faz todos os anos?

Respondo: Como não? E tem mais amor do que ser verdadeira e celebrar o tudo que nasceu em mim naquele dia 26?
E com mais amor ainda, já inicio neste espaço aqui tudo o que Isaac vai ouvir um dia, toda a briga do natural versus o cirúrgico, do humano versus o desumano, do certo versus o errado, do menos versus o mais.
Do radicalismo que mora em todos os lados, em todas as conversas, em todas as esferas.
E tenho cá pra mim, que o amor que tenho pelo meu filho, também me permite explicar como isso atrapalha, diminui, anula e cancela.

Puxa! E como um post de aniversário, transbordando de amor virou isso?
Bom,
prometi a mim mesma que este texto em especial não teria rascunho.
Seria um cuspe bem cuspido no monitor. Sem lencinho pra limpar.
E depois que, estou sob forte influência do menininho loiro de agora sete anos que me chama de mamãe.
Isaac, hoje, é um ser completo.
Lógico que nas proporções que lhe cabem, mas ele vive na realidade.
Logico que durante os momentos em que feiticeiros, dinossauros e super heróis não estão em alguma aventura.
Isaac conversa com a gente de maneira que eu demorei muito pra fazer com os meus pais.
Isaac mudou e anda de cabeça erguida, defende seu ponto de vista, sorri e abana a mão pros amigos.
Isaac lê, escreve, soma, subtrai e multiplica.
Além das contas matemáticas, mais um monte de outras coisas que só vai entender quando passar dos um metro e meio de altura, acredito.
Ele é uma pessoa teimosa e implacável quando quer ser.
E fala o que tem vontade.
E se sabe que é coisa forte, apenas alivia começando com a frase com "não se ofenda, mas....".

Eu não poderia desejar outra coisa a ele. Que não seja continuar assim.
Verdadeiro e complexo.
Teimoso e sedento por aprender tudo o que puder.

Aos sete.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ele já tem seis!

Sei que faz tempo.
Isaac fez 6 em 25 de agosto.
E esta mãe aqui. Toda cara de pau e trabalhada na culpa, como sempre, resolveu que antes tarde do que nunca.
Meu filhote, aquele bebezico... blá blá blá...
Que nada.
Se for pra eu lembrar do bebezico mesmo, tenho que recorrer a fotos e fuçar lá no fundo do baú da memória.
Lógico que tenho lembranças extraordinárias.
Lógico que fico uma boba babona só de pensar nos primeiros meses da maternidade.
Mas é que agora a coisa é de uma intensidade ímpar, que, somada a mãe já um tanto escolada, faz a coisa fluir.
Os dias passam loucos ou não.
Tensos ou não.
Neuróticos ou não.
Loucos ou não. De novo.
Acontece que Isaac, mesmo sendo uma criança. E mesmo vivendo como tal.
É uma pessoinha.
De personalidade forte.
De palavras afiadas.
De desconfianças e questionamentos,
Ainda tem sim sua parte cuti cuti da mamãe, mas nem tanto.
E ele tem me ensinado um tanto, mesmo que seja um clichêzão.
Mostra pra mim todo dia que eu não sei quase nada,
(mas isso eu vou deixar pra ele descobrir depois)
(mentira... vivo dizendo que não sei, que devo pesquisar pra não falar besteira, que devo sentir melhor pra formar minha opinião... e vivo vendo ele rir da minha cara quando pareço boba.)
E pareço boba mesmo, perto de mentezinha tão afiada.
Ele continua um master observador.
Um master perguntador.
(e eu agora sinto falta de todos aqueles porquês)
Um mestre do mal humor. Quando quer, claro.
Isaac tem dado valor à vida.
Aos amigos.
Aos parentes.
A ser ele mesmo.
E isso é lindo de ver.
Escolhe a roupa, o sapato, e xinga quando eu digo que seria melhor escolher uma outra, assim, que não o deixasse a cara do Falcão.
(e ele ri, jogando a cabeça pra trás quando descobre que figura é o Falcão)
O quarto mudou de novo. Ganhou cara de menino de 6 anos.
Aliás, ele fala "menino de 6 anos" com a mesmo tom que o Pinocchio diz "menino de verdade".
E sorri, se achando o matusalém das criancinhas.
Bonito, viu?
E agora, escrevendo esse post aqui...
Vou organizando na memória uma tonelada de coisas que deveria escrever.
Já tenho uma lista.
Até amanhã.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Isaac fez cinco*

Filho querido,

a mamãe pensou em tanta coisa pra te dizer no seu dia.

pensou em fazer tantas coisas pra alegrar o seu aniversário.

mas a mamãe viu - e ainda bem que cedo - que não deveria pensar em nada.

que deveria só ficar perto. sentir seu cheiro. ouvir sua voz.

o calor que só você sabe me dar.

o cheiro de coisa boa, dever cumprido, amor de verdade, amizade. cheiro de filho que só a mãe sente.

e a voz doce. aliás, vezes doce como chocolate vezes azeda como limão. mas sempre a voz que me conforta, alegra, enche meu coração de paz.

e então, no meio de tanta correria, gente, hora. a mamãe resolveu que só ia te olhar crescer.

alí, aproveitando esse dia, que apesar de ser o dia em que Galileu Galilei apresentava o telescópio ao mundo, em que o Vaticano expunha o Santo Sudário pela primeira vez, e também é o dia em que nasciam Gene Simmons, Elvis Costello e Tim Burton, é um dia só seu.

(sim, nós já pesquisamos juntos na internet e já trocamos ideias sobre música e cinema. e também já conseguimos compartilhar alguns gostos e preferências)

o dia, em que lááá em 2008, às 21h15, você resolveu que estava na hora. e nasceu.

nasceu pra me fazer amar mais do que eu podia, ouvir mais do que eu imaginava conseguir, me fazer ser mais forte que o mundo e mais paciente que uma santa.

nasceu. assim. tão pequeno e tão cheio de si.

e hoje, dentro desse 1,09m e desses 20kg, aquele bebezico nem é mais tão frágil nem indefeso.

(sim. hoje você reina seus próprios mundos, defende castelos de dragões, luta com seus vilões - os imaginários e os de carne e osso. ah! só pra registrar, semana passada você começou a se defender na escola e a mamãe quase explodiu de orgulho. ps: não sou louca, tá? é que essas coisas são importantes, um dia você me entende)

então, isaac, já são 5 anos.

5.

metade de uma década.

comemorados com dinossauros, amigos e família.

comemorados todos os dias por esta mamãe aqui.

que chora com quase a mesma frequência com que baba.

que ama sem saber nem de onde vem tanto amor.

que ainda espia você dormir de madrugada (ok, namoradas de 2023, prometo parar com isso).

que ama ler e inventar histórias com você.

ver seu desenvolvimento. na natação e também as palavras novas do inglês e as letrinhas sendo rabiscadas na alfabetização.

parabéns, meu filho, minha vida, meu amigo.

uma vida inteira de bençãos a você.

...

* já?????

...




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como foi o aniversário do Isaac

E eu nem falei aqui de como foi a festa do Isaac.
Foi linda.
Foi mágica.
Foi uma delícia.
Foi uma canseira sem tamanho.
Explico:
Esse ano resolvi que faria tudo. Tu-do mes-mo.
Já havia decidido por festa pequena, em casa.
Direcionada aos amigos do Isaac.
Ok.
Mas amiguinhos tem pais.
E Isaac tem tios e avós.
Número fechado. Lista de convidados idem.
Vamos ao planejamento todo.
Tudo lindo.
Tema escolhido.
Mãe neurótica com tudo super adiantado.
Até que, como já contei aqui, no meio do caminho, eu resolvo trabalhar com festa.
E no meio do caminho surgiram encomendas.
E toda feliz eu me entreguei.
E a festa da cria foi ficando pra última hora.
Lógico que não toda ela.
Mesmo tudo organizado, minha atenção não era mais só da pirataria comemorativa aos 4 anos do meu filho.
E chegou o dia.
E os preparativos começaram bem cedo.
Tive tempo de tomar um banho e só.
E graças a deus tive uma super ajuda da sócia e tooooda a família dela.
Mesmo sem nem sentir as pernas me deliciei na alegria do filho, dos amigos e queridos todos que por alí passaram.
Morri de orgulho ao ver convite, decoração, lembrancinha e os pequenos correndo com lenços e tapa-olhos feitos por esta que vos tecla.
Gritei de boca a berta o parabéns ao Isaac.
Pois ele merece.
Alguns produtos já foram postados na fanpage do Ideias & Afins no facebook.
Ainda aguardo os registros da fotógrafa.
Mas deixo vocês com um flagra, tirado por uma vovó babona.


Se eu faço de novo?
Ô se faço.
Bjo bjo e ótimo feriadão pra nós!!!!

......

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Eu vejo o tempo passar (ou amanhã é o dia dele)

Amanhã Isaac faz 4 anos.
Meu Deus.
E eu não vi o tempo passar.
Mentira.
Não vou cair no meu próprio blablabla.
Eu vi o tempo passar sim.
Passar rápido demais. E reclamei disso várias vezes.
Horas xinguei a lentidão das horas, mas não com Isaac.
Com ele o tempo é sempre amigo. Devagar ou à jato.
Porque Isaac é a cor dos meus dias.
É minha preocupação e prioridade.
A felicidade em carninha e ossinho.
Alí, dormindo no quarto ao lado, já em cama grande, já quase sem grade, já acordando e decidindo sozinho em que canto da casa quer se encostar até a preguiça passar.
Alí, brincando no seu canto, fazendo vozes e criando mundos.
Alí, se desenvolvendo entre a família, a escola, os amigos. Em manias.
Escolhendo entre brócolis, pão na chapa, peixe cru, suco de uva, alface e kinder ovo.
Ouvindo jazz e cantando alto junto com Ella.
Bem alí, mostrando as canelas, trocando tênis, reclamando das blusas justas.
Isaac cresce.
Cresce no tempo que deve ser.
E se eu respondo às vezes que é rápido, faço por bobeira, influenciada pela saudade que tenho do tempo em que ele ainda era um anexo meu.
Na barriga e na vida.
Mas mãe é egoísta e não é ao mesmo tempo.
Isaac não cabe mais no meu colo.
Muito menos na minha coluna.
E tão pouco na bolha de amor que um dia eu tentei criar pra ele.
Ele ganha o mundo.
Ganha as palavras.
Tanto que usa "aliás" e "porém" como se tivesse nascido com elas.
Green, yellow, black sheep, good bye, see you também.
Reconhece letras, lugares, caminhos, sentimentos e erros.
Pessoas tem nome, sobrenome e grau de importância.
Isaac é.
Existe.
Sabe disso e vive.
E eu sei que sem ele, vida não haveria como deve ser.

Parabéns, meu filho.

...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

é pique! é pique!

Hoje faz dois anos que esse bloguinho saiu da cabeça.
De lá pra cá, as ideias não encontram barreiras durante o percurso cérebro-dedos.
Me sinto em casa.
Me sinto capaz.
E não me sinto tão sozinha diante do tudo o que a maternidade carrega consigo.
Parabéns pra mim.
Pras mais de 500 seguidoras queridas.
Pras amigas virtuais, pelas quais tenho carinhos bem reais.
Pros comentários que me fizeram rir, chorar, refletir e sentir abraço quente.
Obrigada.

E quando comecei esse blog, fiz questão de colocar esse texto.
Que escrevi no meu primeiro dia das mães como mãe.
Coloquei num papel rascunho, na tentativa de colocar pra fora aquela montanha russa de sentimentos que borbulhavam dentro de mim.
E eu adoro esse texto.
Adoro.
Obrigada.

Ser mãe

Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos que dificilmente quem não é entende.
Ser mãe é uma caixinha de surpresas. Toda mulher está preparada, mas não sabe. Quando chega a hora está lá, como item de fábrica.
Ser mãe é ver a barriga crescer fazendo planos. E esses são os únicos 9 meses (no meu caso 7) em que você vai ter tempo para isso.
Porque ser mãe é viver um dia de cada vez, uma fralda de cada vez, uma mamada, uma soneca, manha, beicinho. Tudo de cada vez.
Ser mãe é saber que é hora de quê sem olhar no relógio. É não ver o dia passar. É saber que o mês passou só quando perguntam quanto tempo o seu filho tem.
Ser mãe é se encher de orgulho quando falam “Nossa! Que grandão!”.
Ser mãe é ser assim. Forte sem ter noção da força.
É escolher com o quê ter paciência. É descobrir uma nova mulher em si a cada dia.
É não se importar com o resto do mundo, mas chorar ao pensar em que mundo seu filho vai crescer.
Ser mãe é não pensar tanto no futuro. É ter vontade de olhar fotos antigas para ver com quem ele realmente se parece.
Ser mãe, aliás, é achar que um dia ele é a sua cara, mas no outro de seu só tem o pé.
Ser mãe é achar tudo lindo, tudo engraçado, tudo novo. É estar atenta as descobertas sem interferir muito. É aplaudir o acerto e ser firme no erro.
Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que ele não existe.
É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.
Ser mãe, para a maioria, é esquecer (pelo menos um pouco) que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.
Ser mãe é ser polvo. É ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa...
Ser mãe é procurar selo do Inmetro, peça pequena, peça grande, estímulo.
Ser mãe é conseguir. Conseguir amamentar, deixar na escola, com a babá,deixar crescer.
É conseguir entender o choro e deixar chorar.
Ser mãe é ficar parada na beira do berço. É dizer “Deus te abençoe”. É entender que o amor existe em diversas formas, inclusive nessa, tão pura e transparente.
É não pensar mais em morte, é entender a vida.
Ser mãe é aguentar o tranco.
É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre, quando um choro começa ou a tosse dispara.
Ser mãe é discutir com o pediatra, é questionar o medicamento, é acreditar nas dicas da avó.
Ser mãe é renovar laços. Com si próprio, com a família, com as tradições.
Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.
Ser mãe é ser filha também. É mais aprender do que ensinar e mais ensinar do que aprender.
Ser mãe é conviver. É deixar que convivam. É aproveitar cada fase do filho e de ser mãe.
É cortar as asas e é deixar que voe.
É correr pro abraço, esquecer o cansaço e trocar a fralda, preparar o banho, a mamadeira e escolher a roupa, tudo ao mesmo tempo.
Ser mãe é estar completa.
É ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça repleta de idéias e preocupações.
Ser mãe é ter sempre um filho a mais: o marido.
É entender o começo de tudo. É procurar explicações bem no fundo.
É suspirar. É concordar discordando.
É, desde o exame positivo, nunca mais estar sozinha, e mesmo sozinha, ter em quem pensar. É estar perto mesmo longe.
Ser mãe é seguir em frente.
É não deixar que o tempo pare e é achar que passa rápido demais.
Ser mãe é ser mãe.
Sempre
 
...
 
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Yo ho!

Isaac já escolheu que tema quer em seu aniversário de 4 anos.
E eu, lógico, já estou pirando nos detalhes e tudo mais.
Quem adivinhar leva o baú de tesouro.
Quem não adivinhar vai caminhar na prancha!


Ótima semana, marujos!!!!

...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Festa do Peter Pan. Ô coisa difícil...

Bom,
eu não seria eu se não reclamasse de alguma coisa.
Mesmo que seja na brincadeira e no bom humor eu reclamo. Não tem jeito.
Mas acontece que chegamos hoje na reta final das festinhas de aniversário do pequeno.

PAUSA
Gentz... Vocês são umas lindas! Muito obrigada pelo carinho nos comentários e parabéns ao meu filhote!
DESPAUSA

E festinha de aniversário, pequena, média ou grande, dá um certo trabalho.
Eu adoro esse trabalho, mas tem horas que a sinuca é de bico.
Digamos que Isaac é apaixonado pelos benditos Peter Pan, Capitão Gancho, crocodilo TicTac e CIA LTDA.
Certeza que uma das festas teria esse tema.
Mas acontece que Peter Pan tá totalmente fora de moda no mundo festeiro.
Se você é menina e adora a Tinker Bell, vulgo Sininho, sorte a sua.
Mas se não é. E gosta mesmo do cara que não cresce e ainda por cima voa, azar o seu. E da coitada da sua mãe.
Porque não há um nada com a p#%~@ do personagem.
(Pronto. Desabafei)
E na escola, não adianta ter amigo com dotes photoshopísticos, não é liberada a decoração na sala.
Apenas acessórios são liberados, como pratinhos, copinhos garfinhos e guardanapos.
Toma!
Vai fazer o quê, mamãe metida a besta e que acha que dá conta de tudo?
E eu, que sou metida mesmo, me pus a pensar.
Só que na falta de opção saí comprando tudo quanto é coisa nos mais variados tons de verde.
E quando percebi, Isaac que é filho de são-paulinos, ia ter uma festa palmeirense.
(Nada contra, hein minha gente?)
Bora então recorrer a Nossa Senhora dos Criativos Aflitos pra dar um jeito na situação:

- Isaac, como é que vai ser sua festa do Peter?

- Com chapéu, mamãe....

óóóóóó...
Chapéu....
Pronto.
Tava resolvido. Alguma coisa ia lembrar do eternamente jovem menino voador.
Fiz chapéu de Peter pra turma toda.


Depois de toda trabalhada na peninha vermelha e toda me achando com o sucesso das máscaras de leão, é lóóógico que eu ia me aventurar nas latas peterpânicas, né não????
Mas como?
Pensei, pensei, pensei.
E cheguei nessa coisa fofa aqui.



Eu vesti as latas de Peter, com faquinha na cintura e tudo.
(tá, sei que a faca meio que parece violento demais, mas é o figurinho do rapaz, né gente?)
Não ficou uma fofura?????

Além disso, o que consegui foi imprimir uma gravura pra colocar no bolo.
Será que vai dar certo?
Festinha deve estar rolando agora lá na escolinha....

Bjocas e ótimo final de semana.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

É hoje!!!



Filho querido,

E lá se vão 3 anos de vida.
De carinho, de descobertas, de sono ou falta dele.
3 anos, já???
Já.
O que falar deles?
Falar de você. Acho eu mais importante.
Contar que você cresceu um tanto bom.
Cresceu na altura. Engordou uma boa quantia.
Tem as bochechas rosadas e o olhos atentos.
Mais atentos.
E mais ainda que olhos, os ouvidos.
Espertos. Infalíveis.
E mais ainda que os ouvidos, as perguntas.
A vontade de saber de tudo.
A pressa que te faz viver correndo, pelo quintal, pelas descobertas, pequenas conquistas e pela vida.
São anos de manha também. De birra. De fazer não com a cabeça.
Fazer o quê?
A vida é assim.
Cheia de sins e nãos. E você tem apredido a lidar com isso.
No seu tempo, mas tem.
3 anos cheio de querer, de receber e doar.
Doar o sorriso na saída da escola.
O abraço mais apertado e mais sincero desse mundo.
A mordida banguela que cresceu e virou beijo babado que cresceu e virou estalado.
O sorriso, a gargalhada, a perna cruzada mesmo enquanto dorme.
Os personagens que ganharam nome, super poder e agora fantasia usada, rasgada, aproveitada.
As preferências de sabor, de cor, de tudo.
Os livros que ganharam mais palavras e páginas mais finas.
As músicas, as histórias, as explicações.
É tudo tão bom de lembrar, de viver, meu filho, que a mamãe não cansa.
E de tanto não cansar de falar do filho se torna coruja e babona e feliz da vida por ser a sua escolhida.
Mais feliz ainda quando passa o ano e vê que, mesmo sem tanto jeito, faz direitinho.
E o tempo passa.
E ensina pra mim e pra você.
O quanto é bom viver ao seu lado.
E comemorar em todas as oportunidades.
Mesmo quando não há resposta, quando não há saúde, quando não há horas de sono ou diferença entre dia ou madrugada.
Porque todo dia é festa, filhotico, todo dia.

Um beijo, daqueles de mãe. Tão enorme e apertado que dá até vergonha.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Madagascar, a lembrança

Acontece que eu me vi mergulhada num mar colorido e fofo, colinha quente e idéias.
Depois que Isaac resolveu os temas esta mente inquieta aqui começou a viajar.
Eu tinha mesmo uma tonelada de latas de leite em pó em casa.
Já tinham sido sucesso no ano passado, então iam ser elas e pronto.
Mas como?
Hummm.... Madagascar.... ótima oportunidade de soltar os bichos, não?
A coisa toda começou aí e eu logo já sabia que ia fazer máscaras de animais selvagens pra turma toda.
Eeeee! Que chapeúzinho de papel que nada.
Filhote (que tem participado de to-dos os detalhes das festinhas) vibrou.
Eu já tinha em casa uma máscara de girafa. Beleza usar como molde.
Mas a vida materna é uma graça.
E Isaac disse que adola muito mais o Leão Alex do que o Melman.
Toca mamãe criar um molde de leão, né?


Molde feito bora procurar EVA nas cores leonísticas. E eu achei um com pelinho e tudo.
(mas ó, é ruim de colar com aquela cola special pra EVA. O lado liso cola, o peludinho demora horrores)
Virei um risca, corta, recorta, fura e passa elástico ambulante.
Sacolinha surpresa seria na lata mesmo, com brinquedinho, pipoca da vovó (hummm) e docinhos.
Encapei com EVA cor vibrante e feliz.
Fiz acabamento com selofane igualmente vibrante.
Pronto:




Não ficou uma graça????
Hoje termino as coisinhas da Festa "Peter".
Amanhã tem mais!
Bjo bjo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Falta pouco, falta pouco...

Aniversário do Isaac????



E esta mãe aqui está a voar, a voar, a voar!!!! Encomendando salgadinho, brigadeiro, bolo e afins.
Mas ó, me remexendo muito (muito!) com as lembrancinhas...
Fotos em breve.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Festa de aniversário: Efeitos colaterais

Não.
A festa ainda não aconteceu e eu não estou falando de ressaca.
Acontece que eu tô mergulhada numa imensidão de EVA colorido.
Me esbaldando na confecção das coisinhas das festas de aniversário do Isaac.
Como já disse serão duas festas.
Tudo muito bom, tudo muito bem.
E então que eu estou me dividindo entre as realidades (?) perterpânicas e madagascarníticas.
E é lógico que isso tem efeitos colaterias.
E claro que é engraçado.
Primeiro que desde tudo definido eu vivo num mundo mais fofo, maleável, de fácil manuseio e que se resolve com cola quente. O que, de alguma maneira muda sua perpectiva com relação a tudo.
As cores? Aaaa... as cores são mais alegres e a vida fica linda.
Assistir os mesmos desenhos agora, no lugar de "ai meu Deus, de novo???", agora é "nossa! a juba é assim?" e rabisca, ou "olha só, como é o cinto e o acessório..." e corre cortar molde novo na mesa de jantar que virou ateliê permanente/provisório/sabemos lá quando tudo aquilo vai sair de lá. (só não mexa que eu mordo).
Mordo.
Vem daí mais um colateral.
Já me sinto um leão, astro de Nova York mostrando meus dotes manuais pras amigas mães que vão em casa.
Em outros momentos me canso, me irrito, perco a esperança e tenho vontade de sair rugindo pra todos os lados.
Já chamei a cachora de Naná e pedi que me trouxesse um chá, mas a pobre (que se chama Keith Richards) só ficou alí, me olhando.
Minha companhia tem sido um pratinho de papel cheio de animais e uma miniatura do Peter, que virou confidente e melhor amigo.
Tem noites que desejo fortemente um tantinho só de pó mágico ou o Big Ben ou uma Terra do Nunca pra chamar de minha.
E a cabeça voa.
Os pensamentos idem.
E eu me entrego.
E adoro.
Mas tem horas que a coisa toda fica loucura.
Agora mesmo acabei de me olhar no espelho e ver que sim, meu cabelo tem um corte Peter Pan e sim (oh! nãããão) minha bunda é tipo Sininho.
A bunda, não a cintura.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aniversário

Mais um?
Já????
Pois é, logo logo filhote aqui faz 3 anos.
E nesse super logo vocês não me ouviram reclamar dos preparativos, do buffet, da foto, do nada.
Acontece que este ano Isaac vai ter sua festinha na escola.
Ele participou de várias no primeiro semestre e ficou super feliz com a possibilidade de comemorar entre os amigos.
Ótimo!
Bora então fazer festinha na escola.
Duas, né?
Duas porque a vida é uma graça e duas (explicando melhor) porque Isaac fica integral na escola dois dias na semana.
E ele já escolheu os temas. E já se planejou todo.
Ontem agendei a data das festinhas.
E legal! Vai ser exatamente no dia do aniversário.
Uma de manhã, uma a tarde.
Overdose de parabéns.
Eu não reclamo, muito menos ele.
Vai curtir com os amigos, uma festa dele, só dele.
E estamos felizes assim.
Além da alegria do filhote, muitos outros fatores positivos:
1- Toda a trabalheira (que eu adoro sim, mas cansa) de organizar festão pra família toda (que é enorme) não acontece.
2- O valor é infinitamente mais baixo, logo dá pra caprichar no presente da cria.
3- A escola mesmo faz a lista do que pode ser levado, então todo mundo tem festa igual e a mãe não quebra tanto a cabeça.
4- Ele vai ter uma festa só de crianças, sem adultos, num lugar que se sente bem.
E por ai vai.
Adorei a idéia.
E se Isaac gostou, melhor ainda.
Agora deixa eu ir, que como sou bicho besta, já anotei todas as idéias do filhote para os saquinhos surpresa e vou botar a mão na massa, no EVA, na cola quente e etecéteras.
Depois conto pra vcs, ok?

Ótimo final de semana!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Parabéns pra nós!!!!


E hoje esse blog completa 1 ano de vida.
Bom,
olhar lááááá no primeiro post, ver quanta gente bacana passa por aqui desde então.
Quanta figurinha trocada, cada desabafada, gargalhada, lágrima.
Mas hoje, mesmo com toda essa felicidade, essa alegria em ter persistido com a idéia de expor minhas idéias, dúvidas, práticas e tooodos os etecéteras da vida materna, o que eu queria mesmo era agradecer a cada uma de vocês.
Obrigada então, Fabi, Mãe do Pitoco, Mônica e Patrícia, Mi da Clarinha, Juliana Ramos, Giu que não dorme, Nadja, Cida Genis, Michele, Alê, lauri, Aninha, Deni, Dani Garcia, Márcia e a Cris Chabes (do Recanto), Jemima, Carola, Camilitcha, Chris que inventa, Letícia, Line, Karine, Fabíola, i Barcelos, Tchellitcha, Lú do Nic, Mari viciadona, Pati querida Papp, Eleonora, Áaaaanne, Vera Balzaca, as queridas todas do Rede Mulher e Mãe, Ana e Cynthia do Balde, Dani Garbellini, Flá do Astronauta, Lu do Benji e do Hilan, Carolita das bobeiras e agora do Lucas, Fefê, Livia viajante, Anine, Martha, Kika, Ju da pinguinho, Aracéli, Pri das duas, Carol P., Flávia Fiorillo, Si da Sofs, Mari Polvo, Os 3 mosqueteiros, Rê da Manu, Ju Amaral, Lu e Eliane dos 1001, Sarah xodó, Ioly, Ceiloca, Betinhazinha, Rô das bonecas, Rô direto de Cingapura, Nanda, Fabi, Fê da Lulu, Gra, Vanessa dos gêmeos lindos e louros, Paty da recém Alice, Kcau eita!, Bia, Paty do diário, Luma, Ilana, Vanessa, Jujuca, Milla, Karin, Fabi da Juju, Alessandra Pilar, Geovana, Alê que me faz babar a cada post, Clau, Paloma da Isa, Dany, Família Mimi, Paloma, Lilata, Bia, Lelinha, Fá da Ana e do Guri, Raquel, Roberta Polvo, Paula da Bel, Mariana, Ana quase Carolina, Lane, Keila, Thalita, as mala-mães, Rê Green, Lia, Ju da Chuvisca, Thaís Rosa, Ana tudibom, Jacke, Ana Mochileira, Mãe do Arthur, Nai diva master, Lu na Europa, Carol Camanho, Carol mãe chique, Carol Pombo, Mães na prática, Fala, Cynthia, mãe!, Vanessa Ribeiro, Ingrid que se desconstrói, Paty da MC, Fernada Lucas, Carol da Martina que viaja mais que eu, Mari do Gabi, As lindas do Viajo com meus filhos, Sut-Mie, Mi Polvo, Mari da rua e minha conterrânea, Dani do Marcão da Nina e da Alice ufa..., Paty do Pedro que voltou pro Novo Mundo, Tathy do Rafa e da Alice, Dê Freitas, Livia da Carol, Lenita, Recomadres queridas, Nine, Adriana Gringuinhos, Camila de dupla viagem, Mamãe Caprichosa, Fer Paraguassu, Andrea da Manu, Daniela Maciel, Dedinhos Lambuzados, Natalia do leite e prosa, Anna e Leo do colinho, Diiiirce, Fabi que descobriu, Flavia, Ana Cristina dos 4, Sheila em conta gotas, Mamãe Pinel, Kah, Shilola, Dani Mãe Perua, Grace...

E tooooodas as outras ciberqueridas, twitteiras e facebookeiras, pelos pitacos, abraços virtuais, todo o tricô colocado em dia, o apoio e o tudo de bom que vocês são e representam.
Desculpem se acabei não listando todas, mas saibam que cada uma de vocês mora no meu coração...

E um obrigada master ao meu filhote Isaac, matéria prima essencial para a postaiada toda e grande razão para quase tudo o que tenho feito na vida.

Bjo bjo bjo bjo
e Viva!!!!!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amamos Sampa! e mais uma dica de passeio... e amamos o Tom também!

Já falei aqui, alí, e acolá o quanto gostamos de São Paulo.
E hoje é dia de comemorar Sampa.
457 anos.
Tá, mas eu deixei um post das férias bem bacana pra hoje.
Acontece que entre Santos e Praia do Forte, tivemos meio dia na capital, o que já foi motivo pra aproveitar um tanto a nossa querida cidade.
E nós passamos uma super tarde de domingo no Parque do Ibirapuera.
Ô delícia.
Nem preciso dizer que Isaac curtiu horrores.
Correu, dançou, observou, bricou, descansou, paulistanou, no melhor sentido do verbo.





Parabéns São Paulo!

Mais informações sobre o Parque, aqui.

***Editando***

Outra coisa!
Hoje Também é aniversário de outra paixão minha. Tom Jobim.
E não poderia deixar de falar aqui.
Cresci ouvindo Dindi, Lígia, Águas de Março, Sabiá, A felicidade.
Isaac ouve "Desafinado" desde que resolveu habitar minha barriga. Canta comigo.
Adoro. Amo de paixão. Cantarolo. Carrego comigo.
E olha só que coisa mais bacana que eu dei de cara hoje, logo na minha primeira pesquisa googlística pela manhã:


Demais, né não?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

3.1


Hoje completo 31 anos de vida.
Mas é meu amigo Balzac que merece os parabéns.
Não conhece? Duvido, mas faço a educada:
Amigas, Honoré Balzac.
Honoré Balzac, amigas.
Depois das devidas apresentações... continuo...
Meu amigo aqui, escritor francês, lá no início do século XIX, foi quem considerou as mulheres de 30 seres no ápice da sua vida sexual, que conhecem como ninguém a arte de seduzir e encantar, e cheios de experiência e histórias para contar.
E com toda razão, viu Balzac, me sinto no auge, cheia de vida e segurança. Sem contar no amor próprio.
Sou balzaquiana assumida. Sem culpa nem complexo.
Feliz feliz.
Não me sinto velha, muito menos acabada, e nem menos alguma coisa do que quando tinha 20.
Comemoro hoje não só a data. Comemoro viver. O momento.
Analisando bem tenho uma vida bacana, uma família linda, trabalho no que escolhi ser, vou e volto a hora que bem entendo. Me coloco no salto quando tenho vontade, ando de havaianas se me der na telha. Já estou trabalhada no creminho anti sinais, no pilates e na quase-dieta. Uso base/pó/corretivo quando acho necessário. Dou risada de mim mesma, canto alto, danço sem medo, falo sozinha. Palpito, arrisco nas palavras. Sou louca, séria, brava, meiga e cheia de faces. Tenho amigos verdadeiros, que mesmo de longe fazem aquela diferença. Tenho uma boa porção de histórias pra contar.
E hoje, aos 31 anos, é bem isso que importa.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Hummm. Brigadeiro na colher

Pois bem,
ainda tenho uma infinidade de assuntos sobre a festinha do Isaac pra postar.
E eu que deixei um monte de cibermãezoca (né, Kah?!?!) com água na boca falando do brigadeiro de colher, não podería esquecer de passar a receitinha, muito menos esclarecer que é NA COLHER MESMO, fica super divertido e uma de-lí-ci-a.
A receita é minha não! Nem a idéia.
Fuçando nos blogs amigos e queridos cai no Mamãe Polvo bem no pós festinha da Lulu.
Charme total que foi, a Mi fez as dela na colher de inox, com crispis de chocolate branco e preto.
Lindo.
Mas como o tema do aniversário do filhote era circo, achei que as colheres de plástico coloridas seriam mais apropriadas.
Tá. Não achei as coloridas, usei as brancas, mas coloquei a cor de outra maneira. Confeitos bárbaros em forma de estrelinhas.
Saca o artesanato!


Eu fiz duas receitas, o que deu tranquilamente 50 colheres bem cheinhas.
Fiquei com medo que não desse certo, então fiz tudo na noite anterior a festa e deixei na geladeira até a hora de arrumar a mesa de guloseimas.

Vamos então para a receitinha da Mi:

1 colher de sopa (sem miséria, hein?) de manteiga
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite completamente sem soro
Achocolatado em pó a gosto (usei nescau 2.0)

Derreta a manteiga na panela e tire do fogo.
Misture o leite condensado e o creme de leite.
Depois de misturado, acrescente o achocolatado. Aqui a quantidade vai do gosto. A Mi disse que gosta de bem escurinho e eu também, foi meia lata do Nescau 2.0 pras duas receitas.
Depois de tudo bem misturado, leve novamente ao fogo médio.
Aí prepare o braço...
Por causa do creme de leite demora mais para chegar no ponto.
Não desista, depois de um tempo no mexe-mexe pode até parecer que não vai engrossar, mas vai sim. Paciência.
Se ferver e continuar líquido, abaixe o fogo e não desista, a coisa dá certo.
Deixe esfriar bem antes de colocar nas colheres.
É só usar uma outra colher de metal pra tirar o brigadeiro da panela e ajeitar nas colheres de plástico. Coloquei os confeitos num prato e mergulhei as colheres cheias nele.

Ok. Todo mundo estranhou quando viu que ia creme de leite na receita.
Aprovadíssimo!
Fica leve, super brilhante e menos enjoativo.

sábado, 28 de agosto de 2010

Lembrancinha de aniversário

Agora que aniversário do pequeno já passou, fico mais tranquila com assuntos como cardápio, convite, fotógrafo e aqueles etecéteras todos que compõem uma festa.
Falei tanto aqui das lembrancinhas e agora chegou a vez de mostrá-las.
E sim. Eu que fiz.
Tá. O tema era circo e eu queria uma coisa bacana porém não exagerada.
Tive a idéia de reutilizar as latas de leite em pó, já que é coisa farta lá em casa.
Ok. Mas pra fazer o quê? Pensei num circo, utilizando E.V.A., maaaaaas a lona ia ser complicada de fazer e eu não podia perder a noção de que trabalhos manuais e eu nunca nos demos muito bem.
E agora? Pensei, pensei e comecei a conversar com as memórias dentro de mim. O que mais eu achava interessante num circo?
O mágico, Carolina, o mágico!!!
Puts! Taí! Lata de leite dá super uma cartola de mágico.
Útil encontrou o agradável, já que eu não ia precisar manipular muitas cores de E.V.A. e a cor preta ia me dar a possibilidade de abusar no que ia dentro da tal cartola.
Não queria uma lembrança top de linha, queria mais era um saquinho surpresa diferentoso.
E vamos que vamos. Medi, experimentei, cortei, colei e virei fã da cola quente.
Dentro, além das guloseimas todas, fui num atacadão de R1,99 e achei cartelas de adesivos, nariz de palhaço e uns lápis moles, coloridos, super bacanas.
Numa das minhas idas a SP, passei por uma camelô na 25 de março e comprei palhacinhos em E.V.A. (também) e colei eles nos pitulitos psicodélicos.
Aproveitei o convite pra fazer cartãozinho de agradecimento e ficou assim:


Achei super fofo, fiquei orgulhosa e foi um sucesso.
Depois me pus a viajar com queridona que estava na festa e vai fazer, em breve, festa com o mesmo tema pro filhote.
E olha que a imaginação de mãe não tem limite. Já vi que dá pra fazer as latas com cara de palhaço, leão, elefante e tals.
Não cabe só no tema Circo e saiu mais barato que muita lembrancinha pronta que vi por aí:

$$$$: Paquei R$0,50 em cada folha de E.V.A. usei no máximo 15 folhas pretas e 2 brancas. O papel selofane, que usei pra dar acabamento, custou R$1 rolinho com 10 folhas. Cada bastão de cola quente saiu R$0,20 e a pistola paguei R$7. Os palhaçinhos foram um achado, R$1 cada 8. Cada cartelinha de adesivo saiu por R$0,15 e os lápis, R$0,95 pacotinho com 5. Aí nas guloseimas, cada um coloca o que acha mais interessante. Gastei cerca de R$40 em tudo: pitulitos, chicletes com tatuagem, bis, gomas, balas, doce de leite e confeti. Eu exagerei e acabei comprando tudo pra fazer 40 cartolas, mas foram umas 30 crianças.

Modéstia a parte, a idéia foi boa, viu?!

***

Aproveito este post festeiro pra deixar pra vcs dois momentos "me belisca que eu só posso estar sonhando" do Isaac:

Uau! Um elefante do meu tamanho!

E esse pode ser considerado momento "me belisca não que eu quero é continuar dormindo":

 Jesus, Maria e José! Um lito do meu tamanho!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aniversário

Filho querido,
Hoje você completa dois anos de vida.
E o que uma mãe pode desejar em um só dia, a não ser o que ela pede pra uma vida inteira?
Quero, com todas as minhas forças, que você seja cheio de vida e de força.
Vida pra sorrir todas as manhãs, pra levantar cedo se for preciso, pra trabalhar até tantas horas sem se sentir castigado, pra ser feliz e encher o mundo de alegria.
E força pra viver nessa loucura, pra enfrentar todo o tipo de problemas, pra ser paciente quando necessário, pra carregar o mundo se preciso, pra encarar as perdas como se fossem ganhos.
Te amo meu filho, com um amor que eu não consigo explicar. De um jeito sem resposta nem compromisso. Um amor que precisa de uma eternidade pra elencar tanto desejo.
E desejo que você seja criança, pelo tempo que for possível.
E que aprenda, do jeito certo, a ser uma pessoa de bem. Sempre.



**Foto tirada sábado pela Paty, queridona e colega de trabalho

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